Preto no Branco

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APA celebra a aprovação de quatro projetos na Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal

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A Associação Petrolinense de Atletismo (APA) alcançou um marco ao ter quatro projetos aprovados na Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) do Governo Federal. Dessa forma, empresas tributadas pelo lucro real poderão investir 2% do imposto devido nos programas do clube, seja por meio de patrocínio ou doação, sendo esse valor abatido integralmente no Imposto de Renda.

Dos quatro projetos, dois estão atualmente em execução e foram aprovados para novas edições: “Olímpico e Paralímpico do Sertão” e “Escolinhas Esportivas de Atletismo Inclusivo”. Os outros dois novos programas aprovados são as “Escolinhas Esportivas de Atletismo sem Fronteiras” e “Canoagem Paralímpica do Sertão Pernambucano”.

O diretor executivo e coordenador de projetos da APA, Natanael Barros, expressou sua alegria pela aprovação dos projetos e enfatizou a próxima etapa crucial: captar os recursos junto às empresas.

“Estamos muito felizes pela aprovação dos nossos projetos. Isso valida nosso trabalho árduo e nossa visão para o futuro do atletismo em nossa região. Agora, nossa tarefa é captar recursos junto às empresas, mostrando o potencial dos projetos e como essas iniciativas podem fazer a diferença nas vidas dos jovens atletas e na nossa comunidade como um todo”, afirmou Natanael.

Conheça os projetos aprovados

Olímpico e Paralímpico do Sertão:

O projeto, em andamento desde 2021, é dedicado a 110 atletas e paratletas de alto rendimento. Os fundos captados serão investidos na estruturação da equipe, incluindo compra de materiais esportivos, despesas de viagem e outras melhorias para o clube.

Escolinhas Esportivas de Atletismo Inclusivo:

Iniciado em julho deste ano, o programa já opera em dois núcleos na cidade de Petrolina (Campus Petrolina IFSertãoPE e Sesi). Oferece formação social para crianças e adolescentes através do atletismo, aulas de robótica e programação de jogos. A versão recentemente aprovada pretende expandir o projeto para quatro núcleos.

Escolinhas Esportivas de Atletismo sem Fronteiras:

Este ambicioso projeto busca estabelecer cinco núcleos em cidades do Sertão de Pernambuco e Bahia. A meta é beneficiar 400 crianças e adolescentes, com e sem deficiência, em grupos de 80 participantes por núcleo.

Canoagem Paralímpica do Sertão Pernambucano:

Este inovador projeto tem como objetivo fortalecer a prática da paracanoagem em Petrolina. Inicialmente, pretende atender 30 pessoas, sendo 20 com deficiência motora e 10 com síndrome de Down.

Ascom

Por falta de transporte, alunos de escola municipal, em Itamotinga, Juazeiro, voltam a perder aulas: “Estudam uma semana no mês e o restante dos dias ficam em casa”

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Uma mãe de aluno da Escola Municipal Bom Jesus, em Baraúna, Distrito de Itamotinga, Juazeiro, em contato com o PNB informou que os responsáveis pelos estudantes receberam um comunicado de que nesta segunda-feira (2) o transporte escolar estará paralisado.

“Os transportes escolares encontram-se paralisados, por falta de condições. Dessa maneira, seguiremos com nossas atividades via WhatsApp para os estudantes que possuem acesso a internet. Os demais receberão atividades impressas (atividade programada ) assim que retornarmos as nossas atividades presenciais. Agradeço a compreensão de todos e esperamos que essa situação seja resolvida o mais breve possível,” diz o comunicado.

Indignada com a situação, a mãe, que pediu pra não ser identificada, protestou: “Os alunos da Escola Municipal Bom Jesus no mês passado passaram mais de 15 dias sem aula porque  o transporte dos professores estava quebrado e o proprietário, por não receber o pagamento, em dias estava sem condições de pagar o conserto. E hoje já recebi esse comunicado do gestor falando que amanhã, dia 2, não haverá aula porque os transportes vão fazer uma paralisação. Gostaria de perguntar ao Secretário de Educação e a Prefeita Suzana o que está acontecendo com a educação dos nossos filhos, que estudam uma semana no mês e o restante dos dias ficam em casa. Nós pais pedimos socorro para a educação dos nossos filhos,” disse a mãe.

Estamos encaminhando a reclamação para a SEDUC.

Redação PNB

Após uma votação tumultuada novos membros do Conselho Tutelar de Juazeiro foram eleitos; confira resultado

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Já saiu o resultado das eleições do Conselho Tutelar de Juazeiro, que ocorreu neste domingo (1), no Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães.

Foram eleitos para um mandato de 4 anos, Sara, com 655; Leandro Rafael, 568; Zezinho da Messe, 510; Charles Vargas, 509 e Sidney, com 480 votos.

O único nome novo é o de Leandro Rafael. Quatro conselheiros foram reeleitos.

Desde o início da votação, candidatos e eleitores reclamaram da desorganização do processo eleitoral. Segundo as informações, muitos eleitores voltaram pra casa sem conseguir votar.

Filas enormes, pouco pessoal de apoio e desrespeito ao eleitor e aos candidatos. A votação foi marcada por protestos.

“A gestão municipal estabeleceu um único local de votação, no Colégio Modelo, e os candidatos estão se sentindo prejudicados. A gestão Suzana Ramos não acerta uma. Quanta incompetência!”, criticaram os candidatos.

Reclamações

“Uma bagunça total. O colégio tem três andares e não sinalizaram. Uma dificuldade pra os idosos subirem, já foi gente embora sem votar, não colocaram as iniciais dos eleitores nas salas, faltam nomes das pessoas no caderno, todo mundo perdido sem saber em que salas irão votar. Tá uma confusão,” relatou um candidato.

“Totalmente desorganizado. As salas sem as inicias das pessoas que vão votar, não tem seta de sinalização indicando as salas de votação, urnas quebradas, as pessoas voltando sem votar. A pior bagunça. Um pandemônio,” descreveu outra candidata.

Redação PNB

Campanha Bioma Cerrado e Caatinga, patrimônios do Brasil: riqueza presente, herança futura está centrada na mobilização da sociedade civil

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A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, juntamente com a ASA (Articulação Semiárido Brasileiro), povos e comunidades tradicionais, movimentos e entidades lançaram uma campanha nacional pela aprovação da PEC 504 (Proposta de Emenda Constitucional), que pretende transformar Caatinga e Cerrado em patrimônios nacionais, protegidos pela Constituição Federal.

Com o lema “Cerrado e Caatinga, patrimônios do Brasil: riqueza presente, herança futura”, a campanha está centrada na mobilização da sociedade civil e parlamentares sobre a importância da aprovação da PEC para a proteção destas duas regiões ecológicas e de seus povos.

Uma das estratégias da campanha é apontar, por meio de dados e narrativas dos povos e comunidades tradicionais, a total interdependência entre os dois biomas, e também a relação vital entre campo e cidade na garantia de água potável e alimento saudável para todas e todos, e para mitigar e conter os efeitos da emergência climática.

Uma nota técnica, produzida pela Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e pela ASA, e assinada por mais de 50 entidades de todo o país, apresenta o panorama de urgência de aprovação da PEC para a proteção destas duas regiões ecológicas e de seus povos.

Após ter passado por diversos trâmites no legislativo ao longo de quase três décadas – desde 1995 -, a PEC está pronta para ser votada. Cabe agora ao presidente da Câmara dos Deputados, em conjunto com o colegiado de líderes dos partidos, acordar a colocação do projeto em pauta para votação. Após aprovação, que necessita de 308 votos favoráveis, a PEC deve ser promulgada pelo Congresso Nacional e passar a ter vigência imediata.

CISTERNAS-A principal ferramenta de mobilização da campanha é o abaixo-assinado pela aprovação da PEC 504 aberto pela Campanha Nacional em Defesa do Cerrado na plataforma Change.org em 2017, e que soma hoje mais de meio milhão de assinaturas: https://www.change.org/aprovapec504. O objetivo é chegar a um milhão de adesões e entregá-las em mãos a parlamentares responsáveis pela votação do projeto de emenda constitucional.

O lançamento da campanha foi marcado pela estreia de seu vídeo oficial, com informações sobre a PEC 504, o Cerrado e a Caatinga. Ao longo da campanha, o vídeo oficial será acompanhado por mensagens, também em vídeo, de artistas, comunicadoras/es e influenciadoras/es que convidarão a sociedade a aderir ao abaixo-assinado: “Assine a petição pela aprovação da PEC 504: um milhão pela Caatinga e Cerrado, um milhão pelos patrimônios do Brasil.

A mobilização nacional pela aprovação da PEC 504 também contará, ao longo do próximo ano, com uma série de ações e produtos para garantir a mobilização e o debate público, como peças gráficas, vídeos, podcasts, exposições, projeções em espaços públicos e encontros com povos e comunidades do campo e da cidade.

Sobre a PEC 504-A PEC 504/2010 trata da inclusão do Cerrado e Caatinga no artigo 225, parágrafo 4º, da Constituição Federal de 1988, que reconhece a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira como patrimônio nacional. A redação desse artigo assegura que a utilização econômica dos recursos naturais das regiões ecológicas reconhecidas como patrimônio nacional se realize na forma da lei, dentro das condições que assegurem a preservação do meio ambiente.

O reconhecimento das regiões acima citadas como patrimônio nacional foi resultado de mobilizações das organizações ambientalistas e movimentos sociais no período da Assembleia Nacional Constituinte (1987-88), e tem contribuído efetivamente para uma maior valorização social e para o surgimento e consolidação de legislações com conteúdo específico relacionadas às regras de preservação dessas regiões ecológicas, como por exemplo, a regulamentação feita pela Lei da Mata Atlântica (Lei Federal nº 11.428/2006) à supressão de vegetação em médio estágio de regeneração, e o estabelecimento da reserva legal em no mínimo 80% da área total dos imóveis rurais incidentes na Floresta Amazônica (Lei Federal nº 12.651/2012).

O Cerrado e a Caatinga, apesar de não contemplados no texto constitucional, são regiões estratégicas para o equilíbrio ecológico e a sociobiodiversidade do planeta. O Cerrado é o berço das águas e a caixa d’água do Brasil, onde brotam as nascentes e são guardadas as reservas dos principais rios do país. A Caatinga é terra fértil onde a agricultura familiar se adapta com o armazenamento de água e sementes, produzindo alimento saudável em abundância para as pessoas do campo e da cidade.

Juntos, incluindo suas áreas de transição, ocupam aproximadamente 45% do território brasileiro. Formam com a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal e os Pampas, as seis regiões ecológicas que compõem o meio físico do Brasil. A ausência de ambos no parágrafo 4º do art. 225 da Constituição Federal é uma omissão grave, segundo reiterados posicionamentos de movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais, organizações ambientalistas, especialistas e instituições das mais diversas áreas do conhecimento.

O Cerrado ocupa 1/4 do país e já tem 50% dessa área desmatada, 98% corresponde à pecuária. Dados recentes divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o Cerrado teve o pior semestre de desmatamento desde o início da série histórica, em 2018. A região ecológica perdeu 4.408 km² de mata nos primeiros seis meses deste ano, uma alta de 21% em comparação com primeiro semestre de 2022. Essa opção de política econômica e ambiental é marca da violência estrutural contra povos e comunidades tradicionais e expõe sumariamente que a deliberação de implantar os projetos ditos de desenvolvimento, significam a invasão, privação, redução e negação do direito aos territórios tradicionalmente ocupados, previsto no artigo 231 da Constituição Federal de 1988.

A Caatinga, por sua vez, além de perder 10% de sua vegetação nativa entre 1985 e 2020, o que equivale a 15 milhões de hectares, teve mais de 15% da sua área queimada neste mesmo período, totalizando 13.770 hectares, segundo dados do estudo “Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra na Caatinga”, realizado pelo MapBiomas. O mesmo estudo aponta que houve perda de mais de 160 mil hectares de superfície de água, uma diminuição de 16,75%, colocando em risco o abastecimento humano de mais de 25 milhões de pessoas que habitam nesta região ecológica.

A aprovação da PEC nº 504/2010, portanto, visa corrigir erro histórico cometido pelos deputados constituintes ao não incluírem essas duas regiões ecológicas brasileiras no parágrafo 4º do artigo 225 da Constituição Federal. A redação final da emenda em tramitação, após o apensamento de outras propostas, é a seguinte:
“Parágrafo 4º – A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense, a Zona Costeira, o Cerrado e a Caatinga são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á em conformidade com os zoneamentos elaborados pelos estados, e dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida do seu povo.

Ascom

Estatuto da Pessoa Idosa faz 20 anos e demanda revisão

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Da vida de jovem à terceira idade, foi como um instante. Na adolescência, a mineira Maria de Fátima Lopes sonhava ser professora, mas o pai proibiu. Ele disse à filha que, como mais velha, deveria largar a escola no ensino fundamental para ajudar a cuidar dos seus oito irmãos. Aos 21, pensou em voltar à escola. Dessa vez, a proibição veio do marido. Afinal, para ele, mulher tinha como primeiro dever ficar com os filhos. O primeiro trabalho foi aos 28 como doméstica. Ela nunca mais voltou à escola, a não ser para retirar o lixo dos outros, lavar o chão, limpar a lousa e a parede.Aos 60 anos de idade, a nova idosa, mulher negra, que se mudou para o Paranoá, uma região periférica do Distrito Federal, ainda tem sonhos. “Fico triste quando me chamam de velha”. Aos finais de semana – os raros dias em que não está trabalhando como auxiliar de limpeza para uma empresa em Brasília –, precisa cuidar dos netos. Durante a semana, ela vive sozinha em casa depois que volta da lida, trabalhando das 6h às 15h. “Tem hora que bate a solidão. Me arrependo em não ter cuidado um pouco mais de mim”.

Aliás, cuidados e direitos são palavras que se repetem no texto do Estatuto da Pessoa Idosa, documento que completa, neste domingo (1º), 20 anos. Quando foi aprovado, a população idosa no Brasil era de aproximadamente 15 milhões. Duas décadas depois, são mais de 33 milhões de pessoas. Os desafios com pessoas em vulnerabilidade ainda são do tamanho de um país diverso como o Brasil, conforme explica a pesquisadora Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A própria Constituição (1988) fala que os pais têm que cuidar dos filhos e os filhos devem cuidar dos pais. Mas, na verdade, o que se tem é que as mulheres são as principais cuidadoras. Mas, depois, não tem quem cuide delas”, afirma.

Essa relação de gênero abrange disparidades e características próprias que expõem machismo e racismo na sociedade. “As mulheres, por exemplo, vivem mais do que os homens. Mas elas passam por um tempo maior de fragilidades físicas, mentais, cognitivas. As mulheres negras estão entre as mais vulneráveis dentro do grupo de idosos”, explica.

Mesmo sendo muito importante como conquista, a pesquisadora defende uma revisão do estatuto em função das profundas mudanças da sociedade brasileira. Uma crítica que ela faz refere-se ao documento considerar a população idosa homogênea. “Diferenças por raça, gênero e classes sociais deveriam ser abordadas no estatuto”.

Outra ponderação feita é que o documento atribui responsabilização criminal para famílias que não cuidam dos idosos, mas que não há a mesma eficácia para o papel do Estado.

Uma década a mais

Para exemplificar a diversidade de realidades, a pesquisadora Ana Amélia Camarano adiantou à Agência Brasil dados de uma pesquisa que ela está concluindo para compor o Atlas da Violência, a ser divulgado neste mês de outubro.

“Com base nos dados de 2021, idosos não negros morrem 6,4 anos mais tarde do que os negros. Agora, se você considera uma mulher não negra, o homem negro vive 10,9 anos a menos. O Estatuto fala que os idosos têm direito à vida, mas o alcance a esse direito é diferenciado”. Ela acrescenta que a mulher negra morre 4,9 anos mais cedo do que a não negra.

Além da população negra, a pesquisadora enfatiza que outros grupos vulnerabilizados precisam ser especialmente protegidos pelo Estado, como é o caso de idosos da comunidade LBGT. “As pessoas trans, por exemplo, precisam ser assistidas. Existe ainda muito preconceito e elas também vão precisar de cuidados. São populações marginalizadas a vida inteira que sofrem violências ao longo da vida”.

Menos oportunidades

O secretário da Pessoa Idosa, Alexandre Silva, concorda que o desafio do Estado está relacionado principalmente ao atendimento dos direitos dos mais vulneráveis. Ele sublinha que esse segmento é o grupo social que mais cresce em nosso país e que mais crescerá nos próximos anos. “O desafio maior é garantir que todos os grupos sociais, incluindo pessoas pretas, pardas, LGBTQIA+, ribeirinhas, quilombolas, ciganas, privadas de liberdade possam ter os mesmos direitos para envelhecer”.

Para ele, o estatuto foi fundamental para garantir as políticas públicas vigentes e os programas de assistência aos idosos. “Falar da pessoa idosa, sem dúvida, é entender que há papéis que cabem aos governos federal, estadual e municipal, à comunidade e à família para atender melhor essa pessoa”. Silva entende que alguns grupos mais vulneráveis têm menos oportunidades de envelhecer com dignidade.

A negação ao envelhecer, inclusive, começa muito antes, até na infância. O secretário também entende que deve ser considerada a possibilidade de uma revisão do Estatuto da Pessoa Idosa. “A gente tem, por exemplo, uma situação bem real do aumento da violência patrimonial e financeira, aumento da longevidade, desafios do campo profissional e necessidade de inclusão digital próprios de nossa época”, afirma Alexandre Silva.

“É preciso avançar”

Autor da lei aprovada em 2003, o senador Paulo Paim (PT-RS), admitiu, em entrevista à Agência Brasil, que é possível haver revisões do estatuto, mas ele crê que os parlamentares têm demonstrado atenção com as atualizações do documento. “Algumas questões foram aprimoradas e hoje entendo que está atualizado. Mas sempre digo que não tem política perfeita. Toda a ideia que venha para proteger o idoso é muito importante”.

Ele cita a necessidade de valorização do salário mínimo, considerando que se trata de uma massa populacional que, em sua maioria, ganha no máximo dois salários.

“É preciso avançar na defesa do estatuto e de todos os direitos que estão ali assegurados. O Brasil teve um aumento de 97% nos registros de violações dos direitos humanos contra a pessoa idosa no primeiro trimestre de 2023”. No entender do senador, isso ocorre pela maior possibilidade de realização de denúncias via ministérios públicos e o serviço do Disque 100.

Para contextualizar, o parlamentar de 73 anos explicou que o Japão é um exemplo em que os direitos dos idosos são tratados intensamente com as crianças na escola. “A política de combate a todo tipo de preconceito em relação ao idoso e de violência tem que ser aprimorada. Eu diria que o estatuto trouxe luz a essa parcela da população que estava esquecida”.

Agência Brasil

Juazeiro: Confira cronograma da Unidade Móvel Odontológica para o período de 02 a 05 de outubro

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro informa o cronograma da Unidade Móvel de Atendimento Odontológico (UMO) para o período de 02 a 05 de outubro. Serão realizados 15 atendimentos por dia na unidade e para serem atendidos os pacientes precisam apresentar RG, CPF ou Cartão SUS. Os atendimentos iniciam às 8h.Confira programação:02/10 – Segunda-feira: UBS Alto do Cruzeiro em frente à unidade, 15 pacientes por demanda livre.03/10 – Terça-feira: Centro Pop no bairro Angari.  Serão atendidos 15 pacientes por demanda livre, em frente à instituição.04/10 – Quarta-feira: Residencial Mairi, em frente à UBS. Serão atendidos 15 pacientes, por demanda livre.05/10- Quinta-feira: Bairro Sol Levante – Espaço Aconchego, Rua São José. Atendimento de 15 crianças por demanda livre (crianças cadastradas no programa Bolsa Família).

Ascom/Sesau

Lula continua estável e bem, informa boletim médico

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Nova Delhi, Índia, 11.09.2023 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concede entrevista coletiva à imprensa em Nova Delhi, Índia, e faz balanço da viagem. Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou estável, conforme boletim médico divulgado na noite deste sábado (30) pelo Hospital Sírio-Libanês, onde está internado em Brasília. Nessa sexta-feira (29), Lula foi submetido a cirurgia para restauração da articulação do quadril direito.O hospital informou ainda que o presidente continua internado em apartamento sob os cuidados das equipes dos médicos Roberto Kalil Filho, que acompanha o presidente há vários anos; Ana Helena Germoglio, médica da Presidência da República; e o ortopedista Giancarlo Cavalli Polesello, especialista responsável pela cirurgia.

O boletim anterior, divulgado pela manhã, informou que Lula fez sessões de fisioterapia.

Em coletiva de imprensa na noite desta sexta-feira, a equipe médica informou que a cirurgia foi bem-sucedida e sem intercorrências. No processo de recuperação, já era previsto que Lula ficasse em pé e caminhasse nesses primeiros dias pós-cirurgia, com o auxílio de andador e muletas.

Além do procedimento ortopédico, Lula passou por uma blefaroplastia, que consiste na remoção do excesso de pele na região da pálpebra. Essa cirurgia não foi informada previamente porque dependia do sucesso da operação no quadril.

Lula tinha artrose na cabeça do fêmur do quadril direito, que é um desgaste na cartilagem que reveste as articulações, o que causa dores e até limitações de movimento por causa do atrito entre os ossos. Nos últimos meses, o presidente vinha se queixando de dores com mais frequência.

A cirurgia consistiu na colocação de próteses em substituição ao osso tanto da cabeça do fêmur, quanto da cavidade óssea (acetábulo) onde ele se encaixa, restituindo a capacidade de articulação e movimentação da perna e do quadril. A expectativa é que Lula permaneça internado no hospital até a próxima segunda-feira (2) ou terça-feira (3), a depender da evolução da recuperação pós-cirúrgica.

O presidente deve sentir algumas dores da operação por até duas semanas, informou Polesello. O prognóstico é que em até 6 semanas, cerca de um mês e meio, ele já esteja em plenas condições de retomar uma agenda intensa, inclusive com viagens.

O próximo compromisso internacional deve ser a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no fim de novembro, seguida de uma visita à Alemanha, em 4 e 5 de dezembro. Segundo os médicos, ele terá plenas condições de cumprir esses compromissos.

Após a alta hospitalar, o presidente vai para o Palácio da Alvorada, residência oficial, de onde despachará ao longo das próximas semanas. Lula deverá fazer sessões de fisioterapia e exercícios específicos.

Agência Brasil

MPF cobra ação contra abuso religioso na eleição do Conselho Tutelar

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Rio de Janeiro (RJ), 13/09/2023 - Fachada do Conselho Tutelar, que terá eleições em 1º de outubro outubro, em Laranjeiras. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O Ministério Público Federal (MPF) informou ter solicitado ao presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que informe, em até 24 horas, quais medidas foram adotadas para prevenção de abuso do poder religioso e garantia de lisura nas eleições para conselheiros tutelares, que ocorrem neste domingo (1º) em todo o país.

Eleitores de todos os municípios brasileiros podem ir às urnas, neste domingo, dia 1º de outubro, para escolher seus representantes nos 6,1 mil conselhos tutelares. Ao todo, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), serão escolhidos 30,5 mil conselheiros entre os candidatos para os postos.A solicitação foi feita após a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro ter recebido uma representação do Movimento Nacional de Direitos Humanos, por meio da Associação de Ex-Conselheiros e Conselheiros da Infância, que alerta para risco de interferência de abuso de poder religioso no pleito.

“A representação trouxe informações veiculadas em matérias jornalísticas recentes afirmando que grandes entidades religiosas estão influenciando seus seguidores a participarem das eleições e votarem em determinados candidatos, que supostamente propagariam os seus ideais religiosos em sua atuação como conselheiro tutelar. Segundo a representação, para além do estímulo do ato de cidadania, o objetivo seria o exercício de influência sobre os fiéis para elegerem candidatos religiosos, a fim de direcionar esferas institucionais do próprio Estado para que adotem um conceito tradicional e excludente de família”, diz o MPF.

O MPF destaca que o Conselho Tutelar trata-se de órgão permanente e autônomo encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Desta forma, os conselheiros tutelares devem atuar para proteção integral desse público, como prevê o Estatuto da Criança e dos Adolescente, independentemente das crenças pessoais e religiosas.

Agência Brasil

“A pior bagunça”: Candidatos ao Conselho Tutelar de Juazeiro criticam organização das eleições que acontecem hoje (1), no Colégio Modelo

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Indignados, candidatos ao Conselho Tutelar, em contato com o PNB, reclamaram da organização das eleições que estão acontecendo neste domingo (1), no Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães.

Segundo eles, muitos eleitores estão voltando pra casa sem conseguir votar.

“Uma bagunça total. O colégio tem três andares e não sinalizaram. Uma dificuldade pra os idosos subirem, já foi gente embora sem votar, não colocaram as iniciais dos eleitores nas salas, faltam nomes das pessoas no caderno, todo mundo perdido sem saber em que salas irão votar. Tá uma confusão,” relatou um candidato.

“Totalmente desorganizado. As salas sem as inicias das pessoas que vão votar, não tem seta de sinalização indicando as salas de votação, urnas quebradas, as pessoas voltando sem votar. A pior bagunça. Um pandemônio,” descreveu outra candidata.

“Não preparam o colégio para a eleição. Sem as indicações das salas, das iniciais dos eleitores. Quando a comissão chegou hoje foi que fez as pressas um cartaz com estas informações, sendo que muitos já tinham desistido de votar. Fizeram em cima da hora, fizeram tudo agora. Por conta desta desorganização, as filas se formaram. Esta prefeitura não acerta uma,” observou também um candidato a conselheiro.

Redação PNB