Preto no Branco

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APLB Sindicato em Juazeiro se pronuncia sobre um processo de avaliação criado pela prefeitura para atrapalhar cumprimento da lei de promoção de carreira

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A direção da APLB Sindicato em Juazeiro foi surpreendida nesta quinta-feira (29) por uma notícia de que a prefeitura teria iniciado um processo online de avaliação para fins de promoção dos professores do município em pleno período eleitoral. No entendimento do corpo jurídico da entidade, esta é uma situação inédita que constrange os trabalhadores em educação do município quando os obriga a se submeterem a uma avaliação realizada no exato momento em que a campanha para a reeleição da prefeita está nas ruas em busca de votos.

A APLB Sindicato deixa claro a todos, que a promoção dos professores é um direito garantido pelo Plano de Cargos e não pode servir como motivo para uma barganha espúria em busca de apoio à candidatura da atual mandatária do Município. De acordo com o advogado Helder Moreira, da assessoria jurídica da APLB, desde 2023 “a entidade vem buscando um entendimento com a Secretaria de Educação para que o processo de avaliação fosse realizado, sempre com o objetivo de assegurar aos seus filiados a promoção garantida pela legislação”.

Mesmo com todos os esforços empreendidos, a gestora sempre adotou um discurso evasivo até que, em pleno período eleitoral, decidiu iniciar um processo de avaliação com a promessa de deferir as promoções depois da eleição.

Para o diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery, “este comportamento é inaceitável e a APLB vai adotar todas as providências cabíveis para impedir que o direito à promoção na carreira seja utilizado como forma de barganha em troca de votos. A promoção é um direito e os prazos já foram perdidos. Por este motivo, a APLB exige que ela seja implantada na folha sem necessidade de os professores serem submetidos a constrangimentos durante o processo eleitoral”.

Ascom-APLB

Gabriel Galípolo é indicado por Lula para presidir o Banco Central

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O economista Gabriel Galípolo é o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência do Banco Central. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.  “O presidente da República me incumbiu de fazer um comunicado aqui, de que hoje ele está encaminhando ao Senado Federal, ao presidente [Rodrigo] Pacheco e ao senador Vanderlan, presidente da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], o indicado dele para a presidência do Banco Central, que vem a ser o Gabriel Galípolo, que hoje ocupa da diretoria de Política Monetária do banco”, revelou o ministro.

Para assumir o cargo, Galípolo ainda precisará ter o nome aprovado pelo Senado Federal, que realizará uma sabatina com o indicado, para um mandato de quatro anos à frente do BC, de 2025 a 2028. Se aprovado, ele substituirá Roberto Campos Neto, cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro.

“Na mesma magnitude, é uma honra, um prazer e uma responsabilidade imensa ser indicado à presidência do Banco Central do Brasil pelo ministro Fernando Haddad e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Galípolo ao lado de Haddad após o anúncio da indicação. Ele se recusou a responder perguntas em “respeito ao processo e à institucionalidade”.

Ex-secretário de Economia e de Transportes do governo de São Paulo, Galípolo trabalhou na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e no Banco Fator, instituição que ele fundou. Em 2023, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, até ser indicado e aprovado para a diretoria de Política Monetária do BC, que ele ocupa desde julho do ano passado.

Agência Brasil

SESI-PE lança edital com 650 bolsas de estudo gratuitas para o Novo Ensino Médio; serão disponibilizadas 45 bolsas para Petrolina

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O Serviço Social da Indústria de Pernambuco (SESI-PE) abrirá, de 2 a 8 de setembro, inscrições para o processo seletivo que oferece, ao todo, 650 bolsas de estudo integrais para quem vai cursar o Novo Ensino Médio em 2025. Desse total, 45 bolsas serão para interessados em estudar na unidade de Petrolina. As vagas são para estudantes que possuírem, no máximo, 17 anos completos até o dia 31 de dezembro de 2025. A inscrição é gratuita e pode ser realizada exclusivamente no site oficial da instituição (pe.sesi.org.br), onde está o edital com todas as informações.

Os processos seletivos serão realizados por avaliação de língua portuguesa e matemática para os alunos que estejam cursando ou já concluíram o 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais. De acordo com a unidade ofertante, os alunos poderão optar por itinerários formativos nas áreas de Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Matemática e suas Tecnologias; ou pela Formação Técnica e Profissional, em parceria com o SENAI-PE. Para os estudantes que optarem por este último, será possível escolher entre os cursos de Eletromecânica, Programação de Jogos Digitais, Desenvolvimento de Sistemas e Automação Industrial.

Parte das bolsas integrais serão reservadas para dependentes de trabalhador da indústria ou de Microempreendedor Individual (MEI) enquadrado na categoria industrial e instalado em Pernambuco. Para quem optar por essas cotas, será necessário apresentar documentos comprobatórios listados no edital.

Confira, abaixo, a quantidade de vagas disponibilizadas em cada unidade:

Araripina – 80
Belo Jardim – 30
Cabo – 80
Camaragibe – 30
Caruaru – 90
Escada – 35
Goiana – 45
Ibura – 45
Moreno – 35
Paulista – 45
Petrolina 45
Vasco – 90

Sistema FIEPE – Mantido pelo setor industrial, atua no desenvolvimento de soluções para trazer ainda mais competitividade ao segmento. Além do SESI – que proporciona serviços de saúde e educação básica para os industriários, familiares e comunidade geral – conta ainda com a FIEPE, o SENAI e o IEL. A Federação realiza a defesa de interesse do setor produtivo e contribui com o processo de internacionalização das indústrias. Com o SENAI-PE, além de formação profissional, são oferecidos os serviços de metrologia e ensaios, consultorias e inovação. O IEL-PE foca na carreira profissional dos trabalhadores, desde a seleção de estagiários e profissionais, até a capacitação deles realizada pela sua Escola de Negócios

CLAS

IFSertãoPE oferece 320 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional para jovens

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O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), através da Pró-reitoria de Extensão e Cultura, lançou nesta terça-feira (27), o Edital nº 67/2024, que oferece 320 vagas para cursos gratuitos de Formação Inicial e Continuada (FIC). As vagas estão disponíveis para os cursos de Sommelier, Assistente em Administração e Eletricista Predial de Baixa Tensão, com turmas nas cidades de Petrolina, Araripina e Águas Belas, conforme quadro detalhado no edital.

Para concorrer às vagas, é necessário ter entre 16 e 29 anos, ter concluído o ensino fundamental (9º ano) e apresentar os documentos pessoais exigidos no edital. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente online, de 29 de agosto a 8 de setembro de 2024, através do formulário eletrônico disponível no link: https://forms.gle/nWRZiWYygxBbYgSq5. A seleção será realizada por sorteio eletrônico.

A capacitação é oferecida pelo Projeto Juventude Transformando o Futuro, como parte do Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional (PMQ), da Secretaria de Qualificação, Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O projeto foi aprovado pelo IFSertãoPE por meio de chamada pública junto ao MTE. O objetivo é promover ações de qualificação social e profissional para jovens e trabalhadores, contribuindo para sua formação integral e facilitando seu acesso e permanência no mercado de trabalho.

 

Ascom/IFSertão

Bocaina, em Piatã (BA), sedia Intercâmbio de atingidos/as por mineração

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Mais de 50 trabalhadores/as rurais e agentes pastorais, de diversos municípios da região Centro-Norte da Bahia, participaram, nos dias 24 e 25 de agosto, de um Intercâmbio das Comunidades Impactadas e Ameaçadas pela Mineração. O Intercâmbio, organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), foi realizado no território quilombola da Bocaina, no município de Piatã (BA), localizado na Chapada Diamantina.

Foram dois dias de vivências e trocas de experiências comunitárias, com o objetivo de fortalecer o enfrentamento e as resistências aos empreendimentos minerários, que têm causado grande destruição ambiental e social na região. A programação do Intercâmbio contou com rodas de conversas, visitas guiadas pelo território de Bocaina, apresentações culturais e celebrações.

O território de Bocaina foi escolhido para o intercâmbio porque, desde 2011, a população tem sofrido com a atividade minerária de exploração de minério de ferro. Após muitas denúncias e enfrentamento à mineradora, as atividades minerárias foram suspensas há dois anos.

Resistência de Bocaina

A comunidade quilombola de Bocaina tem mais de 200 anos de história e é formada por mais de 100 famílias que trabalham na agricultura familiar, cultivando milho, mandioca, feijão, laranja e manga; produzindo mel, azeite de mamona e farinha; fazendo artesanatos e extraindo ervas e plantas medicinais das serras. Essa abundante riqueza da comunidade foi enfatizada, durante o Intercâmbio, por Vanúsia Santos, liderança da comunidade da Bocaina, que também relatou as expressões culturais, como manifestações religiosas de Reisado, as celebrações dos Santos e a montagem de presépios que faz parte da vida da comunidade.

Em 2013, Bocaina conquistou a certificação quilombola da Fundação Palmares, garantindo os direitos da comunidade tradicional. Contudo, dois anos antes, em 2011, a comunidade passou a ser ameaçada pela extração de minério de ferro, que anos depois, foi assumida pela empresa inglesa Brazil Iron. O empreendimento minerário foi instalado ilegalmente, sem as licenças ambientais necessárias para a sua operação, além de descumprir a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê a consulta livre, prévia e informada às comunidades tradicionais.

A entrada criminosa da mineradora na comunidade Bocaina ocorreu por meio da compra de terras, negociadas individualmente com alguns moradores. Assim, a empresa chegou gerando discórdia entre os/as trabalhadores/as, provocando a desunião, desestabilizando as relações de amizade, vizinhança e parentesco que garantiam o modo de vida comunitário.

A extração desenfreada de minério de ferro, ao longo dos anos, destruiu as serras, alterando completamente a paisagem, comprometendo os quintais e as atividades econômicas das famílias rurais. O pó de ferro espalhado pelo vento afetou diretamente a produção de hortaliças e comprometeu a produção de mel. As explosões para abertura de cavas provocaram rachaduras nas casas e atormentavam com altos estrondos ao longo da noite, comprometendo o bem-estar da comunidade.

O bem mais precioso da comunidade, as águas que vertiam de nascentes da Chapada Diamantina foram contaminadas e exauridas, a ponto de secar poços do córrego Bebedouro. Os conflitos fomentados pela mineradora expulsaram famílias do território, muitas delas abandonaram suas casas, localizadas a poucos metros da empresa. O sossego do modo de vida tradicional foi desmantelado. Os quilombolas sofreram com os riscos de contaminação, falta d’água e o adoecimentos.

“A mineradora desconsidera a vida das pessoas”, disse Catarina Silva, presidente da Associação de comunidades sediada em Bocaina.  “Só sabe o valor da água, depois que o poço seca”, completou Catarina, recitando. Foi a partir desse cenário que a Associação se uniu para enfrentar a mineradora. Com o apoio de diversas entidades populares, como a CPT, foram abertos processos judiciais contra a Brazil Iron nas cortes de justiça brasileira e inglesa. Dessa maneira, em abril de 2022, as comunidades conquistaram uma importante vitória: a suspensão das atividades da mineradora pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA).

Há dois anos, o território quilombola da Bocaina respira dias melhores sem o funcionamento da mineradora. Até as atividades econômicas estão sendo recuperadas. “O alface mesmo, antes você plantava, criava uma poeira de ferro em cima e não produzia, não tinha como comer. A cana também. Tudo… Hoje já dá pra comer, as coisas crescem”, relatou Seu Davi, morador da Bocaina, que comentou ainda sobre a melhora na qualidade do ar e a diminuição da poluição sonora.

Partilha de vivências

O relato sobre a história e luta de Bocaina inspirou as trabalhadoras e os trabalhadores presentes no Intercâmbio a partilhar as vivências em seus territórios que também são atingidos pela mineração. Nos depoimentos de pessoas de lugares distintos, afetadas por diferentes empresas, ficaram explícitas as semelhanças tanto no modo irregular de instalação das empresas, que chegam nos territórios sem consultar as comunidades tradicionais, como nos impactos devastadores às formas de vida, à terra e às águas.

Claudiana Pereira, de Jacobina, destacou a situação das comunidades de Canavieiras, Itapicuru e Jabuticaba, atingidas pela extração de ouro da Jacobina Mineração, do Pan American Silver. As explosões da mineradora causaram graves rachaduras nas casas, expulsando dezenas de famílias da localidade. O deslocamento fez com que muitas delas fossem para a cidade, inviabilizando o modo tradicional de viver: “com a mineração, em qualquer lugar, a cultura morre”, disse Claudiana.

Elizete Moura, da comunidade quilombola Lagoa dos Bois, no município de Nordestina, comentou a respeito dos impactos causados pela maior mineradora de diamante da América Latina, a canadense Lipari Mineração: “Eu moro a 2 quilômetros da mineradora. As detonações são horríveis, todas as casas da comunidade estão rachadas, todas as cisternas, muitas delas já desabaram a tampa de concreto”.

Marila Rodrigues, da comunidade de Itapera, e Márcio Liberato, da comunidade Retiro de Baixo, ambas em Sento Sé, relataram os danos socioambientais causados pela extração de minério de ferro da Tombador Iron nas comunidades ribeirinhas. Marila comentou que a produção orgânica de acerola, pela qual a comunidade havia recebido certificação, foi interrompida. “A gente associa que é por causa da poeira”, decorrente da extração mineral e do trânsito intenso de carretas. O impacto negativo na renda das famílias, soma-se aos impactos à saúde, como enfatizou Marcio: “os alunos já usam bombinha para respirar o ar, por causa da poeira constante”.

O trabalhador do município de Antônio Gonçalves, Viobaldo Farias, chamou a atenção para os impactos causadas por mineradoras de mármore. “Cinco mineradoras na área de fundo de pasto de quatro mil hectares e todas as nascentes estão ali”. Viobaldo também destacou que espaços como o do Intercâmbio são de grande importância para a resistência das comunidades. “Aqui são comunidades tradicionais de fecho e fundo de pasto, assentamentos e os quilombolas, a gente juntou todo esse pessoal que é prejudicado pela questão da mineração. Aqui, o que pude observar é o clamor de todo mundo, cada um de seu jeito, de sua forma de viver na comunidade sendo afetado”, afirmou.

Renovação da esperança

Na manhã do domingo (25), os/as participantes do Intercâmbio se reuniram para uma celebração ministrada pelo bispo da Diocese de Livramento, Dom Vicente Ferreira. Nesse momento, a esperança das trabalhadoras e dos trabalhadores rurais foi renovada pela animação e fé.

Dom Vicente, que também é membro da Comissão de Ecologia Integral e Mineração da CNBB, lembrou da sua vivência durante o crime de Brumadinho (MG), cometido pela mineradora Vale S.A. em janeiro de 2019. Na época, Dom Vicente era bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte. Junto às atingidas e aos atingidos, o bispo se engajou na luta contra a mineração. “Quando alguém me perguntou ‘qual é a transição justa?’ eu respondi, ‘é mudar esse sistema’. Se for para negociar com ele, nós vamos perder.” O caminho de luta, destaca o bispo, é o caminho indicado por Jesus no evangelho de João 6:67-69: “querem também ir embora?”. A resposta dos discípulos fiéis é não, isto é, é seguir firme na luta.

Ascom/ CPT Centro-Norte/BA

Caged registra criação de 188 mil postos de trabalho em julho; abertura de empregos sobe 32,3% em relação a julho do ano passado

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Após subir em junho, a criação de emprego formal caiu em julho. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, 188.021 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.A criação de empregos subiu 32,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em julho de 2023, tinham sido criados 142.107 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Em relação aos meses de julho, o volume foi o maior desde 2022.

Nos sete primeiros meses do ano, foram abertas 1.492.214 vagas. Esse resultado é 27,2% mais alto que no mesmo período do ano passado. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

O resultado acumulado é o maior desde 2021, quando tinham sido criados 1.787.662 postos de trabalho de janeiro a julho. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.

Apesar da aceleração em julho, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, manifestou preocupação com um possível aumento de juros no segundo semestre. Tradicional crítico da política monetária do Banco Central, ele disse que uma possível elevação na Taxa Selic (juros básicos da economia) pode comprometer os investimentos e prejudicar o mercado de trabalho e o orçamento público.

“Isso [um possível aumento de juros] é uma aberração econômica. Espero que o Banco Central fale sobre controlar a inflação pela oferta, não pela restrição de demanda”, disse o ministro em entrevista coletiva.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 79.167 postos, seguidos pela indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com 49.471 postos a mais. Em terceiro lugar, vem o comércio, com a criação de 33.003 postos de trabalho.

O nível de emprego aumentou na constrição civil, com a abertura de 19.694 postos. Mesmo com a pressão pelo fim da safra de vários produtos, a agropecuária criou 6.688 vagas no mês passado.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 45.352 postos formais. A categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 11.102 vagas.

Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 45.803 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou o segmento de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação, que abriu 1.986 vagas.

As estatísticas do Caged apresentadas a partir 2020 não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.

Regiões

Todas as cinco regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em julho. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 82.549 postos a mais, seguido pelo Nordeste, com 39.341 postos. Em seguida, vem o Sul, com 33.025 postos. O Centro-Oeste abriu 15.347 postos de trabalho, e o Norte criou 13,5 mil vagas formais no mês passado.

Na divisão por unidades da Federação, apenas o Espírito Santo registrou saldo negativo, com a eliminação de 1.029 vagas. Os destaques na criação de empregos foram São Paulo (+61.847 postos), Paraná (+14.185) e Santa Catarina (+12.150). Os números mais baixos de abertura de vagas foram registrados no Amapá (+472), no Tocantins (+205) e em Roraima (+137).

Rio Grande do Sul

Em relação ao Rio Grande do Sul, o ministro do Trabalho e Emprego destacou que os dados positivos em julho refletem os investimentos do governo federal na reconstrução do estado, afetado por grandes enchentes em abril e maio.

Segundo os números do Caged, 6.690 vagas foram abertas no Rio Grande do Sul em julho. Esse foi o primeiro saldo positivo desde abril. “Eu achava que isso [a geração de empregos no território gaúcho] ia acontecer na passagem desse ano para o ano que vem. É uma surpresa muito positiva desse processo”, declarou Luiz Marinho.

Agência Brasil

Eleições 2024/Curaçá: Entrevista de Juninho Vem ai termina em festa com onda azul em Curaçá

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Onde o time do azul chega em Curaçá a energia dobra e a festa acontece. O que era para ser apenas uma entrevista com o candidato a vice-prefeito Juninho Vem Aí, no Blog Curaçá Oficial, se transformou num grande evento, que se estendeu para as ruas e avenidas da cidade.

Mostrando bastante preparo para assumir a missão ao lado de Adriano Araújo, o candidato a vice-prefeito Juninho Vem Aí disse que está preparado para dar continuidade ao trabalho de Pedro Oliveira e aos novos projetos que tem ao lado de Adriano Araújo:
“Recebi esse convite, dentre tantos nomes bons que nós tínhamos para compor a chapa com Adriano, meu nome foi escolhido para vice-prefeito, então hoje a minha missão é continuar nosso trabalho, tudo que deu certo ao lado de Pedro e fazer com que os serviços públicos cheguem cada vez mais forte para o nosso povo. Minha missão agora é ajudar nosso prefeito Adriano, que eu tenho certeza que vai ser, para que ao lado dele possamos continuar o legado de Pedro Oliveira e fazer com que Curaçá continue avançando”, disse.
Após a entrevista o mar azul tomou conta das ruas e a festa se prolongou no comitê eleitoral de Adriano e Juninho Vem Aí, dando um tom de alegria que já tomou conta de todo município.

Ascom

Maioria dos brasileiros aprova o Presidente Lula, aponta AtlasIntel; veja números

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A nova rodada da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (28), mostra que o presidente Lula (PT) mantém uma ampla aprovação. Segundo o levantamento, o petista tem a aprovação de 50,9% dos brasileiros e reprovação de 46,4. Não sabem somam 2,7%.

O AtlasIntel entrevistou 5.813 pessoas através de recrutamento digital aleatório entre os dias 24 e 28 de agosto de 2024. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi divulgada pelo jornal A Tarde.

Redação PNB

Com mais 9.614 postos em julho, a Bahia contabiliza 64.696 novas vagas no ano

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Em julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Bahia gerou 9.614 postos com carteira assinada, decorrente da diferença entre 83.823 admissões e 74.209 desligamentos. Trata-se do sétimo mês seguido com saldo positivo. De responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego, os dados do emprego formal foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de julho no território baiano foi superior ao de junho (+9.514 postos) e o terceiro maior do ano. Além disso, foi superior ao do mês de julho do ano passado (+4.975 postos).
Com o saldo de julho, a Bahia passou a contar com 2.116.991 vínculos celetistas ativos, uma variação de 0,46% sobre o quantitativo do mês imediatamente anterior. O município de Salvador, ao registrar um saldo de 1.383 postos de trabalho celetista, contabilizou 660.985 vínculos, um aumento de 0,21% sobre o montante de empregos de junho.
Todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldo positivo em julho. O segmento de Serviços (+5.297 vagas) foi o que mais gerou postos, seguido da Indústria geral (+2.009 vínculos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.129 empregos), Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+1.016 postos) e Construção (+163 vagas).
No mês, o Brasil computou um saldo de 188.021 vagas, enquanto o Nordeste registrou 39.341 novos postos – representando variações relativas de 0,40% e 0,51% comparativamente ao estoque do mês anterior – a Bahia (+0,46%) exibiu um aumento relativo do estoque de vínculos maior do que o do país e menor do que o da região nordestina.
Das 27 unidades federativas do território nacional, apenas o estado do Espírito Santo (-1.029 vagas) registrou saldo negativo no mês. A Bahia, com 9.614 novos postos, exibiu o sexto maior saldo do país. Em termos relativos, com variação percentual de 0,46%, a unidade baiana situou-se na 13ª posição.
No Nordeste, em julho, todos os nove estados experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia (+9.614 postos) ocupou a primeira colocação na geração de vagas entre as unidades nordestinas no mês. Em termos relativos, por outro lado, o estado baiano (+0,46%) situou-se na sexta posição no território nordestino.
Na Região Nordeste, no que concerne à geração de postos em julho, a Bahia (+9.614 vínculos) foi seguida pelos estados de Pernambuco (+7.578 postos), Rio Grande do Norte (+5.774 vagas), Paraíba (+4.389 vínculos), Ceará (+3.488 postos), Alagoas (+2.946 postos), Maranhão (+2.573 vagas), Piauí (+1.715 empregos celetistas) e Sergipe (+1.264 vagas).
Do ponto de vista da variação relativa mensal do estoque, o estado do Rio Grande do Norte (+1,12%) foi o destaque da região nordestina, tendo sido acompanhado por Paraíba (+0,89%), Alagoas (+0,67%), Pernambuco (+0,51%), Piauí (+0,48%), Bahia (+0,46%), Maranhão (+0,39%), Sergipe (+0,38%) e Ceará (+0,25%).
Acumulado do ano
No agregado dos sete primeiros meses de 2024, levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, a Bahia preencheu 64.696 novas vagas – aumento de 3,15% em relação ao total de vínculos celetistas do começo do ano. O município de Salvador, por sua vez, registrou 25.302 novos postos no período (variação positiva de 3,98%).
Segundo o especialista em produção de informações da SEI, Luiz Fernando Lobo, vale destacar que “a geração de postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua surpreendendo em 2024, visto que o saldo acumulado de janeiro a julho deste ano, com quase 65 mil novos postos, supera o resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 56.225 novos vínculos empregatícios foram estabelecidos”.
No somatório de janeiro a julho, do ponto de vista setorial, todos os cinco grandes grupamentos de atividades registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+37.678 vagas), de longe, foi o de maior saldo. Em seguida, os segmentos de Indústria geral (+11.911 vínculos), Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+7.105 vagas), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+5.606 empregos) e Construção (+2.395 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de novas vagas.
O crescimento do emprego celetista também foi observado no Brasil e no Nordeste no acumulado do ano, com 1.492.214 e 184.454 novas vagas, respectivamente – significando, nessa ordem, aumentos relativos de 3,28% e 2,42% em relação ao quantitativo de empregos celetistas no início do ano. A Bahia (+3,15%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo do emprego formal maior do que o do Nordeste, mas menor do que o do país no ano.
Do conjunto das 27 unidades federativas do país, 26 delas contaram com aumento do quantitativo de empregos celetistas no acumulado deste ano. O estado de Alagoas (-3.483 postos) foi o único com saldo negativo. A Bahia, com 64.696 novos postos, exibiu o sétimo maior saldo agregado do país. O desempenho relativo baiano, com alta de 3,15% no ano, posicionou o estado na 18ª colocação no país como um todo.
Ainda em termos de saldo acumulado no ano, a unidade federativa baiana (+64.696 vagas) continuou à frente das demais do Nordeste, que contou com Ceará (+34.988 postos) e Pernambuco (+25.172 vínculos) na segunda e terceira posições, respectivamente. Em termos proporcionais, no agregado do ano, a Bahia (+3,15%) ficou na terceira posição dentro da região nordestina, atrás somente do Piauí (3,80%) e do Rio Grande do Norte (+3,77%).
Secom