Preto no Branco

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Curta na Comunidade: cinema chega às comunidades Junco e Rodeadouro, em Juazeiro (BA)

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Nesta sexta-feira (27), o circuito de cinema itinerante Curta na Comunidade chega à comunidade Junco, no distrito do Salitre de Juazeiro (BA), levando exibições gratuitas de filmes. Amanhã (28), a mostra continua no Rodeadouro. Ambas sessões começam às 19h.

A programação já percorreu os bairros Dom José Rodrigues e Malhada da Areia, oferecendo cinema ao ar livre para a população.

Além das exibições, o projeto também promoveu oficinas audiovisuais nas escolas públicas da cidade. Iniciadas em setembro, as aulas passaram pelos bairros Dom José Rodrigues, Malhada da Areia e Rodeadouro, e foram finalizadas em Junco – Salitre. Durante três dias, os estudantes se envolveram em todo o processo de criação cinematográfica, desde a escrita de roteiros até a edição final das cenas.

Fernando Pereira, responsável pela condução das oficinas, explicou que o objetivo é estimular a autonomia dos alunos no processo criativo. “A gente tentou trabalhar ideias que trouxessem um pouco da perspectiva desses alunos, do que eles gostariam de falar, mas também incentivamos e motivamos eles a de forma autônoma”, afirmou o oficineiro.

A proposta foi bem recebida pela comunidade escolar. A professora Alexandra Rita Ribeiro da Silva Carvalho, da Escola Municipal Manoel Nunes Amorim, do Junco, ressaltou o impacto das oficinas. “Percebi o envolvimento e a concentração das crianças, a vontade de mexer nas câmeras. Em todo o processo que vocês trouxeram, isso foi de grande valia, eles podem se desenvolver mais na oralidade, na escrita”.

A estudante Lara de Lima, do Colégio Estadual Paulo José de Oliveira, também compartilhou sua satisfação com a oportunidade de participar do projeto: “A gravação no Jardim Livre foi minha parte favorita. Além de aprender, eu fiz novas amizades, o que me ajudou a socializar mais”, disse, mostrando como o projeto vai além do aprendizado técnico, promovendo também interação social.

Miguel Carvalho Leite, 10, da Escola Municipal Manoel Nunes Amorim resumiu o entusiasmo geral dos alunos. “Eu nunca tinha usado uma câmera antes. Gostei de gravar com meus amigos, foi divertido”.

O Curta na Comunidade é realizado pela Pipa Produções em parceria com a Agência Chocalho de Comunicação e conta com o apoio do Portal Culturama e da Abajur Soluções Audiovisuais.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura, via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. A Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

Agência/Chocalho

Colegiado de professores do Colégio Estadual Rui Barbosa, em Juazeiro, emite carta aberta à comunidade sobre episódio envolvendo aluno de 12 anos e direção

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O Professor do Colégio Estadual de Tempo Integral Rui Barbosa, em Juazeiro, Rosivaldo Souza, membro representante dos professores do colegiado, enviou à nossa redação uma carta aberta à comunidade fazendo algumas considerações sobre o episódio ocorrido com um aluno da instituição, cuja família acusou um funcionário e a direção de constranger e hostilizar o estudante.

Confira:

Carta Aberta à Comunidade

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Essa frase do poeta português Camões ajuda a iluminar os novos tempos em que vivemos: advento das tecnologias da informação e comunicação, e, com elas, as redes sociais (ou antissociais); aumento da intolerância e do discurso de ódio; ideias extremadas; crises climáticas, enfim. E no meio desse redemoinho (“tudo em todo o lugar ao mesmo tempo”), está a escola, seja pública ou privada, vivendo desafios em seu cotidiano antes inimagináveis: indisciplina, vício em telas, violência, adoecimento psíquico. De fato, os tempos são outros, logo, são outros sujeitos e outras realidades biopsicossociais. Não se trata aqui de defender um passado (“no meu tempo não era assim”) em movimento de nostalgia. Educação é sobre o presente, pois as sementes já foram plantadas e precisam ser regadas e cuidadas por todos – vale frisar – por todos (Estado, família e toda a sociedade, segundo o art. 205, da Carta Magna e o art. 2º, da LDB).

A partir dessa contextualização, precisamos refletir sobre uma questão central: qual o papel da escola nos dias atuais? Em tese, escolarizar, tendo como referência as matrizes curriculares que, por sua vez, são pensadas levando-se em conta o educando em suas competências e habilidades, preparando-os para o mundo do trabalho, o exercício da cidadania e sua formação intelectual. Todos os documentos legais caminham nesse sentido: formação crítica, práticas sociais, trabalho e cidadania. Isso se justifica pelo papel socializador que a escola assume. Assim sendo, estabelecer limites e regras de conduta, amparadas por práticas sociais, tais como respeito, empatia e cuidado mútuo, não deveria ser razão de discordância e espanto. Em síntese, ensinar é estabelecer limites. Será que sozinha a escola consegue isso? Acreditamos que não, pois o processo educacional é contínuo, ocorre antes, na socialização familiar, durante, no ambiente escolar, e após, nas práticas sociais, especialmente na dimensão do trabalho e da política. Então, por que condenar a escola, quando esta impõe limites aos seus alunos? Qual o problema em evitar o uso do celular no ambiente escolar, quando há cartazes orientando nesse sentido em toda a escola? Quão grave é o ato de pedir a um aluno que recolha seu prato e copo do refeitório e leve-os ao balcão, considerando que outros alunos irão utilizar o mesmo espaço, de modo rotativo? Não devemos ensinar a nossos filhos a saberem viver em comunidade? É humilhante prezar pelo coletivo e pela higiene? Por essas inquietações, esta carta aberta precisa ser publicada e lida. Mas, para isso, é fundamental o relato do ocorrido, na última terça-feira (23/09), no refeitório deste estabelecimento de ensino: o funcionário solicitou, por duas vezes, para que o estudante recolhesse as sobras de comida do prato e o levasse ao balcão; o aluno se recusou; a vice-diretora interviu, sem sucesso; por fim, a diretora foi acionada, momento em que o aluno, rudemente, recusou-se novamente. Curiosamente, episódio foi filmado em um ambiente no qual o uso do celular só é permitido para fins pedagógicos.

Ao matricular um filho em uma instituição de ensino, seus responsáveis legais transferem os cuidados para a escola, mas isso não significa que os pais não continuam responsáveis pela educação de seus filhos, ou seja, escola e família são, de fato, solidários, no processo educacional das crianças e adolescentes. Quando a escola repreende um comportamento inapropriado de um estudante, não significa necessariamente que é uma humilhação; ao contrário, é um gesto de cuidado e aprendizagem. Às vezes, pode ocorrer alteração de tom de voz, gestos mais enérgicos, o que demonstra atitude humana. Não há perfeição na maioria das ações humanas, pois ser humana é trabalhar no campo das imperfeições. Isso não significa dizer que abusos não devam ser coibidos. Mas voltemos ao início de tudo: repreender um aluno em sala por estar conversando e atrapalhando a aula de um professor é humilhante ao educando? Precisa ser uma repreensão necessariamente em tom cordial e baixo? O problema está no tom de voz ou no comportamento? Há um protocolo em todas as escolas destinadas a todos os professores sobre qual a melhor forma de impor limites no cotidiano escolar? Como reagir a situações como bullying, violência nas escolas de um modo geral? E as regras escolares não devem ser cumpridas? Ser firme é humilhar? E realizar tarefas como recolher um prato, recolher o lixo do chão, organizar a sala, por exemplo, é humilhar um aluno ou oferecer a este um senso de realidade no exercício do conviver?

Sobre o episódio ocorrido com aluno no refeitório, é oportuno destacar que o recolhimento do prato, talheres e copos, é uma orientação explícita da escola, como fundamental ao uso desse espaço coletivo. Todos os estudantes, professores e funcionários praticam tal conduta, ao final das refeições. Afinal de contas, aos que fazem refeições em shoppings, também não recolhem, sem isso configurar humilhação? Pois bem, reforçamos que conviver é viver com o outro, em um exercício ético necessário ao bem comum.

Ante o exposto, nós, pertencentes à comunidade escolar dessa Instituição de Ensino Complexo Integrado de Educação Básica, Profissional e Tecnológica Da Bahia – CIEB Rui Barbosa -, cientes de nosso compromisso com a formação integral do educando, reforçamos o papel dessa escola na história desta Região. Fundada em 1953, tendo mais de 70 anos de existência, atualmente com aproximadamente 45 professores, entre efetivos e contratados, prestadores de serviços (limpeza, segurança, cozinha), bem como mais de 30 funcionários de secretaria e auxiliares, e ainda, pelo alto desempenho na nota IDEB, superando todas metas estabelecidas pelo MEC. Esses resultados atestam a qualidade do corpo docente, gestores, funcionários e, claro, corpo discente. Isso porque a escola é pensada de modo coletivo (vale repetir que a educação é um compromisso de todos).

Nos últimos anos, temos incorporado práticas inovadoras, desenvolvido parcerias e oferecido aos nossos alunos oportunidades de crescimento em diversos campos. Aqui ofertamos cursos, minicursos e oficinas como os de Introdução ao Direito, Inteligência Artificial, Pilotagem de Drones, Design em Canva, Jogos Matemáticos, Linguagens Artísticas, dentre outros. Além disso, somos uma unidade que oferece aulões preparatórios semanais para o Enem e que, em 2024, destacou-se pelo alto número de aprovações nas universidades da região.

Encerramos esta carta com esse pensamento do patrono da educação brasileira, o intelectual Paulo Freire: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Nesse sentido, tudo nos oportuniza aprendizagem, já que estamos nos educando mutuamente  mediados pelo mundo do agora, com valores, por vezes conflitantes, como viver a coletividade ou estimular o individualismo. Não há aprendizagem sem disciplina. Não há ordem no caos. Se, por vezes, gritamos é em um exercício desesperado para sermos ouvidos. Esperamos que a justiça seja reestabelecida à imagem dessa escola. Denúncias devem ser apuradas. Isso é do Estado Democrático de Direito. Mas, voltemos à razão inicial desse documento: qual o nosso papel enquanto sociedade na educação desses jovens? Ter coragem para dizer “não” à indisciplina ou se acovardar e dizer “sim” ao absurdo? Sinceramente, acreditamos que somente pelo diálogo é possível a solução de conflitos. Por essa razão, a escola Rui Barbosa está aberta a sugestões e reflexões, considerando que todos, em maior ou menos medida, estão ainda aprendendo.

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Redação PNB

Antologia Literária das Mulheres do Vale do São Francisco – volume 2 será lançada nesta sexta-feira (27) durante VI Siepex em Juazeiro

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A produção literária de 30 escritoras do Sertão do São Francisco está presente na obra “Antologia Literária das Mulheres do Vale do São Francisco – volume 2”, da jornalista Naiara Soares de Oliveira. A publicação será lançada nesta sexta-feira (27), às 18h, no auditório Multimídia do Departamento de Ciências Humanas (DCH3) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), durante a VI Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepex), realizada no Campus III da Uneb, em Juazeiro.

A Antologia Literária das Mulheres do Vale do São Francisco é uma coletânea de contos, crônicas e poemas. Este projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Bahia, tem apoio institucional e financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura, por meio da Fundação Pedro Calmon (FPC), via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal.

Durante a VI Siepex, serão lançados os e-books da primeira e segunda edição da antologia literária. Posteriormente, serão realizados os lançamentos do volume 2 da obra no Centro de Cultura João Gilberto e em escolas estaduais da Bahia.

A primeira edição do livro foi viabilizada por meio da Lei Aldir Blanc, via prêmio do Edital Usinas Culturais 2020, da Prefeitura Municipal de Juazeiro.  O volume 1 e 2 foram publicados pela Editora CLAE – primeiro selo editorial de Juazeiro. De acordo com Naiara Soares, serão distribuídos exemplares para as autoras, escolas, espaços culturais e bibliotecas do Vale do São Francisco. “A realização deste projeto é sem dúvidas muito importante para o fortalecimento da cadeia literária da região, em especial a literatura produzida por mulheres. O projeto nasceu no período da pandemia, reforça a importância das políticas culturais e conquista novos espaços a cada dia”, afirmou.

Com uma programação rica e diversificada, a VI Siepex é uma oportunidade para compartilhamento e divulgação dos trabalhos de Pesquisa, Ensino e Extensão desenvolvidos por estudantes dos cursos de Pedagogia e Jornalismo em Multimeios e publicações de egressos.

Naiara Soares de Oliveira é licenciada em Letras pela Uniasselvi, bacharel em Jornalismo em Multimeios pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).  Pós-graduada em Docência para Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) e em Produção de Mídias para Educação Online pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como produtora de jornalismo da TV Grande Rio, afiliada Rede Globo em Petrolina.

Ascom

Oficina do projeto Crescer Junto em Juazeiro orienta sobre fluxo de caixa

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Com transmissão simultânea para a cidade de Paulo Afonso, o Sebrae em Juazeiro realizou, nesta terça-feira (24), mais uma oficina de capacitação empresários e empresárias da região Norte da Bahia que integram o Projeto Crescer Junto, tendo como tema Fluxo de Caixa.

A atividade aconteceu na Unidade Regional do Sebrae em Juazeiro e foi ministrada pelo economista Fabrício Andrade, consultor com especialização em gestão financeira e marketing. A capacitação contou ainda com a participação da contadora Maiara Ribeiro de Melo.

O projeto é uma criação da empresa Revalle, Revenda e Distribuição Ambev, na região Norte do estado, parceira do Sebrae desde 2022, e tem como base a metodologia da gestão eficiente para bares e restaurantes do Projeto Alimentação Fora do Lar (AFL). A iniciativa tem como objetivo capacitar, desenvolver e oportunizar o crescimento sustentável, assim como o fortalecimento do relacionamento com clientes parceiros.

No ramo de alimentos e bebidas há 35 anos, Sandro Benevides é proprietário do Bar do Gordo, em Juazeiro, e acompanha as oficinas desde o início do projeto. “Todos os temas apresentados são de fundamental importância para o desenvolvimento dos negócios. Os consultores explicam com clareza os conceitos de cada tema abordado. Isso faz com que possamos aprender com mais facilidade todo o conteúdo das oficinas”.

O diretor comercial da Revalle, Fábio Baz, acredita que o programa cresce a cada etapa, à medida que aumenta o comprometimento dos empresários em busca de qualificação. “Isso é fruto das medidas adotadas pela empresa, pelo Sebrae e das sugestões dos nossos clientes na atual versão do Crescer Junto em relação ao ano passado. Não tenho dúvida que o engajamento ao projeto aumentou por conta disso e é uma satisfação ver o auditório do Sebrae repleto, além da participação online dos nossos clientes de Paulo Afonso”, celebra o diretor.

O analista técnico e gestor do projeto do Sebrae em Juazeiro, César Gazzinelli, comemora os bons resultados da iniciativa. “Pela primeira vez realizamos um evento simultâneo em duas cidades, com transmissão ao vivo da oficina para Paulo Afonso. A adesão está cada vez maior, o que mostra o interesse das empresas em adquirir conhecimento e crescer ainda mais. E nós, do Sebrae, junto com a Revalle, vemos como importantíssima esta ação coletiva, que complementa o Projeto”, conclui Gazzinelli.

Ascom

Eleições 2024/Juazeiro: esquecido pela atual gestão, residencial Dr Humberto Pereira recebe Andrei em festa e com esperança de melhorias para Juazeiro, diz Ascom

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Assim como em toda Juazeiro, o residencial Dr Humberto Pereira, do Minha Casa Minha Vida é esquecido pela atual gestão da prefeitura. Ruas sem iluminação, pavimentação totalmente destruída, população sem acesso a posto de saúde. Nesta quarta-feira, 25, a população saiu às portas para abraçar Andrei e Tiano, com a esperança de melhorias e ver o município se livrar do caos administrativo em que sobrevive.

Representando o Trio da Vitória, com Lula e Jerônimo, Andrei ouvia a cada pedido, a cada clamor para que Juazeiro seja cuidada. Como falou dona Maria de Fátima. “Vivemos aqui desse jeito que vocês estão vendo. As ruas escuras, sem segurança. Quem chega do trabalho à noite correndo risco de assalto. Sem falar no esgoto, na falta de saúde, as ruas esburacadas. Andrei é o candidato de Lula e do governador. Aí fica mais fácil trazer as coisas para Juazeiro”, declarou.

Acompanhado do deputado estadual Zó e de candidatos e candidatas à Câmara Municipal, Andrei agradeceu a recepção e assumiu o compromisso. “Quero dizer à população de Juazeiro, principalmente do Dr Humberto, que eu vou atrás dos recursos necessários para trazer os benefícios. Além de um time de deputados e deputadas, o senador Jaques Wagner, que pode nos trazer emendas, temos a parceria com o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula. Tenho certeza que a Juazeiro que estamos projetando para o futuro será mais justa e com o desenvolvimento que a cidade merece”, garante Andrei.

Ascom

Fiat velho e ônibus sucateado: após denúncias no PNB, Seduc se manifesta sobre precariedade no transporte escolar de alunos do Salitre, Juazeiro

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A Secretaria de Educação de Juazeiro se manifestou sobre as denúncias publicadas no PNB referentes a precariedade do transporte escolar disponibilizado aos alunos da rede municipal pelo órgão.

Relembrando 

Uma mãe da comunidade de Alfavaca, no distrito do Junco/Salitre, flagrou alunos das Escolas João Dias Ferreira e Edualdina Damásio sendo transportados em um Fiat Uno em mau estado de conservação. No vídeo enviado à nossa redação, constata-se que o veículo ultrapassa a capacidade de lotação, chegando a transportar 12 estudantes, segundo a fonte.

Nesta quarta-feira (25), uma estudante do distrito do Junco/Salitre, nos enviou um vídeo  mostrando as más condições do ônibus escolar que faz o transporte dos alunos. Nas imagens aparecem janelas quebradas e pneus “carecas”, um risco à vida dos passageiros e uma infração grave, passível de multa e retenção do veículo.

Resposta

A Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro (Seduc) esclarece que o veículo Fiat Uno transportou os estudantes das escolas municipais Professora Edualdina Damásio e João Dias Ferreira em uma situação emergencial, devido à manutenção do veículo que atende à comunidade, e sem a autorização da Seduc. Nesta quinta-feira (26), o transporte escolar voltou a funcionar normalmente na localidade. Sobre o outro ônibus mostrado no vídeo, informamos que está em manutenção e o transporte escolar deve ser normalizado na comunidade nos próximos dias.

Redação PNB

Coligação de Suzana Ramos pede à Justiça exclusão da página James Spencer que faz críticas à gestão municipal; juiz defere parcialmente

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A Coligação “Aliança por Juazeiro”, de Suzana Ramos e Vitória Bandeira entrou com uma representação na Justiça Eleitoral, em Juazeiro, solicitando a exclusão do perfil do personagem James Spencer, criado no Instagram pelo fotógrafo e designer Marcelo Barbosa, que possui menos de 3 mil seguidores e se intitula como uma página que mostra a cidade “com humor e ironia”.

No perfil, que tem 92 publicações, o personagem James Spencer divulga conteúdos que apontam os principais problemas da comunidade, criticam à gestora e a gestão municipal e relembram promessas feitas no último pleito eleitoral. Em uma das postagens mais acessadas, o personagem criou uma cena que se passa em um ambiente escolar e tratou de temas como “nepotismo”, citando nomes de pelo menos 10 familiares da atual gestora, e “obras e promessas não cumpridas”.

O pedido de exclusão da Coligação de Suzana Ramos, além de ser dirigido ao @marcelobarb0sa, se estendeu também aos perfis @intaloferreira.ba (candidato a vereador pelo PL), @professoramaeth e @domingosoffc.

A representação requereu que fosse determinada “a exclusão das seguintes publicações realizadas mediante colaboração com compartilhamento instantâneo entre os perfis @jamesspencercia, @marcelobarb0sa, @intaloferreira.ba, @professoramaeth e @domingosoffc, que contém violações às regras eleitorais e ofensas a direitos, por se tratar de informações inverídicas publicadas com o intuito de influenciar no pleito eleitoral veiculada por tecnologia proibida”.

O Juiz Eleitoral Aroldo Carlos Borges do Nascimento concedeu, parcialmente, uma liminar determinando a remoção das publicações apontadas pela Coligação.

Na decisão, o magistrado não considerou a alegação da Coligação de Suzana Ramos de que os perfis fossem anônimos, já que os proprietários se identificam: “Não resta comprovado o anonimato, pois, na própria petição inicial é possível verificar que os representantes indicam o nome dos representados, apesar de indicar qualificação insuficiente para notificação pessoal” e prosseguiu:

“Ante o exposto, DEFIRO PARCIALMENTE a liminar postulada para determinar a concessão da tutela de urgência para determinar à Facebook do Brasil a remoção, em 48 horas, das URLs trazidas na inicial, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00.
Determino, ainda, que o FACEBOOK DO BRASIL encaminhe a este Juízo, no prazo máximo de 24 horas, os dados cadastrais do responsável pelos perfis @jamesspencercia1 e @marcelobarb0sa2 e seja o FACEBOOK SERVIÇOS ONLINE DO BRASIL LTDA (CNPJ sob o nº 13.347.016/0001-17), provedor responsável pelos dados e registros solicitados, oficiado para cumprir a determinação judicial através do e-mail indicado à Justiça Eleitoral”.

James Spencer

Em um vídeo publicado na tarde desta quinta-feira (26), Marcelo Barbosa, o James Spencer lamentou a decisão e questionou: “A quem beneficia o silêncio deste perfil? Por quê querem calar a voz do James? A quem interessa o silêncio deste perfil que não tem nem 3 mil seguidores e esta preocupando as pessoas? (…) Lamentável! Veja o quanto é importante você levantar sua voz e cobrar as coisas que precisam ser feitas”.

Confira decisão:
0600376-03.2024.6.05.0048 (1)

Redação PNB

 

Rede Peba: Brasil oficializa primeira Macrorregião Interestadual de Saúde entre Pernambuco e Bahia

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Nesta quinta-feira (26), a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) formalizou a criação da Macrorregião Interestadual de Saúde do Brasil, unindo Pernambuco e Bahia. A Macrorregião Interestadual PeBa, marca um avanço significativo no Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando uma cooperação inédita entre os dois estados. A formalização ocorreu com a aprovação da resolução que altera a Consolidação CIT nº 1, de 2021, regulamentando as Macrorregiões Interestaduais de Saúde no SUS.

O subsecretário da Saúde da Bahia, Paulo Barbosa, participou do evento em Brasília e ressaltou a importância histórica da medida: “Consolidamos hoje uma luta de 15 anos. A criação da Macrorregião PeBa é uma vitória para os trabalhadores e gestores do SUS no Vale do Médio São Francisco, garantindo mais equidade e acesso à saúde para a população”, afirmou.

A Macrorregião é composta de 53 municípios, sendo 28 da Bahia, 25 de Pernambuco, totalizando mais de 2 milhões de habitantes, que serão beneficiados por uma rede de saúde integrada e eficiente, melhorando a regulação de leitos e o atendimento especializado nos municípios de ambos os estado.

Além do subsecretário da Bahia, estiveram presentes representando o estado baiano, a gestora da Central de Regulação Interestadual de Leitos (Cril), Eliete Castro, e da coordenadora de Educação Permanente, Nancy Brandt. Pelo lado de Pernambuco, participaram Renan Freitas, diretor de Gestão Participativa, Janaína Carvalho, gestora da Cril pernambucana, e Ana Célia de Almeida, gerente da 8ª Região de Saúde.

Redação PNB

 

Hematologista do Hospital Regional de Juazeiro orienta sobre a doação de medula óssea

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Com o objetivo de alertar e sensibilizar a população sobre a importância da doação de medula óssea para o tratamento da leucemia, é celebrado em 21 de setembro o Dia Mundial de doador de Medula Óssea. Embora a campanha tenha esta data como foco para a sensibilização, para o médico hematologista André Magalhães, do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), complexo administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), é necessário que o tema seja pautado durante todo ano.

A doação de medula óssea é voluntária e pode ser realizada por pessoas com até 35 anos de idade. Os interessados devem procurar os Hemocentros para a realização do cadastro e triagem médica. Após esses passos, são coletados dois tubos de sangue dos candidatos à doação para realização de exames e verificação de compatibilidade de fatores genéticos por meio do HLA (Human Leucocyte Antigen).

André Magalhães explica que o tratamento para leucemia é relativo e varia de acordo com o quadro clínico de cada paciente. Mas geralmente inicia-se com a quimioterapia e, de acordo com a avaliação inicial e com a resposta do paciente ao tratamento, são sugeridas outras estratégias, dentre elas o transplante de medula óssea.

Além disso, o hematologista destaca a importância desse gesto de solidariedade, afirmando que “o ato da doação em si parece algo simples, mas é de uma grandeza enorme, pois um pedaço seu vai poder salvar a vida de alguém e isso é impagável”.

De acordo com o médico, existem dois desafios para a doação de medula óssea. O primeiro é referente à sensibilização das pessoas, para que sejam doadores de medula; e o segundo diz respeito à compatibilidade. O profissional explica que, entre irmãos, um em cada quatro podem ser compatíveis, com possibilidade percentual de 25%. Já para quem não tem um grau de parentesco, a probabilidade é bem menor: o número varia de 1 a cada 100 mil habitantes, podendo chegar a 1 a cada 1 milhão.

Ergellis Victor Cavalcanti tem 27 anos e realizou doação de medula para o irmão. “Graças a Deus eu fui compatível 100% com meu irmão, mas é triste ver que outras pessoas não têm compatibilidade. Daí a importância de que outras pessoas sejam doadoras. É um ato nobre e pode salvar vidas”, depôs.

Ascom