Preto no Branco

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História do Brasil: O que aconteceu no dia 15 de novembro de 1889?

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A Proclamação da República foi o evento histórico que instaurou uma república no Brasil em 15 de novembro de 1889, resultado de uma articulação entre militares e civis insatisfeitos com a monarquia.

Havia insatisfação entre os militares com salários e com a carreira, além de eles exigirem o direito de manifestar suas posições políticas (algo que tinha sido proibido pela monarquia). Havia também descontentamento entre elites emergentes com a sub-representação na política da monarquia.

Grupos na sociedade começavam a exigir maior participação pela via eleitoral. A questão abolicionista também somou forças ao movimento republicano. Esses grupos se uniram em um golpe que derrubou a monarquia e expulsou a família real do Brasil.

A crise da monarquia teve relação com a insatisfação do Exército e com o surgimento de novas demandas políticas na sociedade. Os militares adotaram o positivismo como ideologia política, passando a defender a implantação de uma república autoritária no Brasil.

A Proclamação da República, na verdade, foi um golpe realizado por militares e uma parcela da sociedade civil.

Quem proclamou a república foi José do Patrocínio, e o primeiro presidente do Brasil após a proclamação foi o marechal Deodoro da Fonseca.

Antecedentes históricos da Proclamação da República

A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, foi o resultado de um longo processo de crise da monarquia no Brasil. O regime monárquico começou a entrar em decadência logo após o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, o que resultou da incapacidade da monarquia em atender aos interesses e demandas da sociedade brasileira.

Uma série de novos atores e novas ideias políticas surgiu e ganhou força por meio do movimento republicano, estruturado oficialmente a partir de 1870, quando foi lançado o Manifesto Republicano. Ao redor das ideias republicanas, formou-se um grupo consistente que organizou um golpe contra a monarquia em 1889.

Disputas políticas e a consolidação do Exército como uma instituição profissional foram dois fatores de peso na crise. A exigência pela modernização do país fez com que muitos civis e militares enxergassem na república a solução para o país, uma vez que a monarquia começou a ser considerada incapaz para as demandas existentes.

Principais causas da Proclamação da República

A insatisfação dos militares estava diretamente relacionada com a profissionalização da corporação. Depois disso, eles começaram a exigir melhorias em sua carreira como reconhecimento aos serviços prestados no Paraguai. As principais exigências eram melhorias salariais e no sistema de promoção.

Outra forte insatisfação teve relação com o envolvimento do Exército Brasileiro com a política. Os militares entendiam-se como tutores do Estado brasileiro e, por isso, queriam ter o direito de manifestar suas opiniões políticas publicamente. Um caso simbólico aconteceu em 1884, quando o oficial Sena Madureira foi punido por mostrar apoio aos abolicionistas do Ceará.

A monarquia também procurou censurar os militares, proibindo que eles manifestassem suas opiniões em jornais e nas corporações militares. Havia também exigências entre os militares para que o Brasil se convertesse em um país laico. Internamente, as insatisfações militares se reuniram ao redor da ideologia positivista.

Com base no positivismo, os militares passaram a reivindicar que a modernização do Brasil se daria por meio de um governo republicano ditatorial. Assim, eles acreditavam que era necessário escolher um governante que conduzisse o país no caminho da modernização e, se necessário, esse governante poderia se afastar das vontades populares.

Política e sociedade

A política no Segundo Reinado sempre foi complicada, sobretudo pela briga ferrenha entre conservadores e liberais. Essa situação se agravou com a crise de sub-representação de algumas províncias. Na segunda metade do século XIX, o eixo econômico do país tinha consolidado sua mudança do Nordeste para o Sudeste.

A província de São Paulo já havia se colocado como o grande centro econômico do Brasil, mas as elites paulistas se incomodavam com o fato de sua representação na política ser pequena. Outras províncias economicamente decadentes, como o Rio de Janeiro e a Bahia, gozavam de grande representatividade política.

Essa situação indispôs as elites dessa província com a monarquia, e isso nos ajuda a entender, por exemplo, por que a província de São Paulo teve o maior partido republicano do Segundo Reinado, o Partido Republicano Paulista (PRP).

Havia também sub-representação da sociedade no sistema político. As cidades cresciam e novos grupos sociais se estabeleciam. Esses grupos emergentes demandavam maior participação na política brasileira, e o caminho tomado foi o inverso. Os liberais defendiam ampliação do voto para enfraquecer os conservadores e os grandes fazendeiros, mas os conservadores conseguiram aprovar a Lei Saraiva, em 1881.

Essa lei determinou novos critérios para quem teria direito ao voto, e, após sua aprovação, o número de eleitores no Brasil caiu de 1.114.066 pessoas para 157.296 pessoas.|1| Isso correspondia a apenas 1,5% da população brasileira, ou seja, as demandas por participação não foram atendidas e a exclusão existente foi ampliada.

Essas novas elites passaram a ocupar os espaços políticos de outras formas e manifestavam suas opiniões por meio de jornais, associações e manifestações públicas em defesa de causas como o Estado laico.|2| Essa insatisfação com os problemas da monarquia, obviamente, reforçou a causa republicana no país.

Em 1870, foi lançado o Manifesto Republicano, documento que criticava a centralização do poder na monarquia e exigia um modelo federalista (que desse autonomia às províncias) no Brasil. Essa manifesto também atribuiu à monarquia a responsabilidade dos problemas do país e indicava a república como a solução. O manifesto foi um norteador do movimento republicano no fim do império.

Outra causa que reforçou muito o movimento republicano foi a defesa da abolição. O abolicionismo mobilizou a sociedade brasileira na década de 1880, e grande parte dos abolicionistas defendia a república.

De forma geral, a socióloga Ângela Alonso resume que a monarquia brasileira se estruturou no seguinte tripé: participação política restrita; escravismo (e exclusão do elemento africano); e catolicismo como defensor das hierarquias sociais.

As décadas de 1870 e 1880 vieram justamente questionar esse tripé, pois havia demandas por maior participação social, o abolicionismo exigia a inserção do negro na sociedade, e o laicismo procurou estabelecer uma sociedade laica.

Como ocorreu a Proclamação da República?

Havia então insatisfações com a monarquia em diferentes camadas da nossa sociedade. Elites emergentes, militares, políticos, classes populares e escravizados eram grupos com críticas à monarquia. Todas essas insatisfações, em algum momento na década de 1880, tornaram-se uma conspiração.

Uma das primeiras ações do golpe de 15 de novembro foi a aglomeração de tropas, sob liderança de Deodoro da Fonseca, no Campo do Santana.[1]

Ao longo dessa década, as manifestações públicas começaram a se tornar comuns, e críticas ao imperador cresciam. Um atentado contra o carro do imperador, em julho de 1889, motivou o império a proibir manifestações públicas em defesa da república, mas o Brasil estava em um caminho sem volta, pois o grupo de insatisfeitos era muito grande.

Em novembro de 1889, a conspiração estava em curso e contava com nomes como Aristides Lobo, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Sólon Ribeiro, entre outros. O que faltava para os conspiradores era a adesão do marechal Deodoro da Fonseca, um militar influente e primeiro presidente do Clube Militar.

Em 10 de novembro, os defensores do golpe contra a monarquia se reuniram com Deodoro para convencê-lo a tomar participação no movimento. Nos dias seguintes, os boatos de que uma conspiração estava em curso começaram a ganhar força e, no dia 14, informações falsas sobre a monarquia começaram a ser anunciadas em público, com o objetivo de arregimentar apoiadores.

O golpe contra a monarquia seguiu no dia 15, quando o marechal Deodoro da Fonseca e tropas foram até o quartel-general localizado no Campo do Santana. Foi exigida a demissão do Visconde de Ouro Preto da presidência do gabinete ministerial. O visconde se demitiu e foi preso por ordem de Deodoro da Fonseca.

Entretanto, o marechal estava à espera de que o imperador fosse organizar um novo gabinete e, por isso, deu vivas a D. Pedro II, e então retornou para seu domicílio. A derrubada do gabinete não colocou fim nos acontecimentos do dia 15, e as negociações políticas seguiram. Republicanos decidiram realizar uma sessão extraordinária na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para que ocorresse uma solenidade de Proclamação da República.

Quem proclamou a república?

A Proclamação da República aconteceu na Câmara, sendo anunciada pelo vereador José do Patrocínio. Houve celebração nas ruas do Rio de Janeiro, com os envolvidos na proclamação puxando vivas à república e cantando A Marselhesa (canção revolucionária propagada durante a Revolução Francesa) nas ruas da capital.

Durante essa sucessão de acontecimentos, foi organizada uma tentativa de resistência sob a liderança de André Rebouças e Conde d’Eu, marido da princesa Isabel, mas o intento fracassou. D. Pedro II permaneceu crente de que a situação seria facilmente resolvida, mas não foi assim que aconteceu.

Um governo provisório foi formado, o marechal Deodoro da Fonseca foi nomeado como presidente do Brasil (o primeiro de nossa história) e outros envolvidos com o golpe assumiram pastas importantes no governo. A família real foi expulsa no dia 16 de novembro, e, no dia seguinte, seus membros embarcaram com seus bens para a cidade de Lisboa, em Portugal.

Consequências da Proclamação da República?

A Proclamação da República mudou radicalmente a história brasileira. Trocaram-se os símbolos nacionais, e novos heróis, como Tiradentes, foram estabelecidos. Além da mudança da forma de governo, o Brasil passou a ser uma nação com poder descentralizado, pois foi implantado o federalismo. Mudanças aconteceram no sistema eleitoral, pois o critério censitário foi abandonado, e foi estabelecido o sufrágio universal masculino para homens com mais de 21 anos.

Com a Proclamação da República, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu como primeiro presidente do Brasil.

O Brasil se tornou um Estado laico, e o presidencialismo tornou-se o sistema de governo. A organização da república tomou forma quando foi promulgada uma nova Constituição no ano de 1889. A década de 1890 ficou marcada como um período de disputa entre republicanos e monarquistas e deodoristas e florianistas.

Controvérsias sobre a Proclamação da República

Muitos historiadores apontam que a Proclamação da República foi um evento controverso, pois tratou-se de um golpe iniciado pelos militares e finalizado por indivíduos da sociedade civil e da elite política do Brasil contra a monarquia. Muitos historiadores ainda levantam como controvérsias desse acontecimento a dimensão da participação do marechal Deodoro da Fonseca e a participação popular no evento.

Primeiros anos do Brasil República

Os historiadores entendem que os primeiros 10 anos da república no Brasil foram um período de acomodação do sistema político brasileiro nos moldes republicanos. Isso porque havia muita disputa entre deodoristas e florianistas, grupos políticos hegemônicos que se apoiavam em Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto respectivamente.

Além disso, houve iniciativas monarquistas de recuperar o poder, e o Brasil passou por 10 anos de grande instabilidade política e econômica. Tanto o marechal Deodoro da Fonseca como Floriano Peixoto governaram o Brasil de maneira autoritária.

Houve uma série de revoltas e conflitos nesse período, como as Revoltas da Armada, a Revolução Federalista e a Guerra de Canudos. Além disso, uma enorme crise econômica atingiu o Brasil, no que ficou conhecido como Encilhamento.

Fonte: Brasil Escola

Produtores do Vale do São Francisco celebram participação na e-Agro

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Os produtores rurais representantes do Território do São Francisco e integrantes da caravana formada pelo Sebrae em Juazeiro, fizeram relatos positivos sobre a participação na 6ª edição da e-Agro, Feira de Inovação e Tecnologia Agropecuária, realizada em Salvador, no Centro de Convenções, de 07 a 09 de novembro.

Segundo eles, o evento atendeu aos objetivos de adquirir conhecimentos, conhecer novas tecnologias e tendências para o setor, promover os pequenos negócios do campo e encaminhar negociações para aquisição de equipamentos e insumos.

Formada por cerca de 50 produtores rurais, a caravana teve representantes das cadeias produtivas mais importantes da região como fruticultura, caprinocultura, apicultura e psicultura.

Para Maria Letícia Lopes, produtora de manga no Vale do São Francisco, “mais uma vez o Sebrae foi generoso proporcionando a todos nós a participação no maior evento do gênero na Bahia, para conhecer novas tecnologias, antecipar inovações, usufruir de conhecimentos através de palestras interessantes, a exemplo dos conceitos da economia circular, que eu não conhecia, mas pretendo me aprofundar para introduzir no nosso trabalho”, projeta a produtora.

Na visão do analista técnico do Sebrae em Juazeiro, Edlan Amaral, coordenador da caravana, a e-Agro proporciona aos produtores a oportunidade de acessar novas técnicas de produção, tecnologias voltadas à sustentabilidade e à eficiência, além de soluções para enfrentar os desafios da competitividade no mercado. “Esse contato permite que eles avaliem, in loco, ferramentas que podem transformar suas propriedades e fortalecer o impacto econômico da região, aumentando a produtividade e garantindo práticas mais sustentáveis e rentáveis”, finaliza Amaral.

Ascom

Famílias dos estudantes beneficiados recebem novo crédito do Bolsa Presença, nesta sexta (dia 15)

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A partir desta sexta-feira (dia 15), famílias dos estudantes beneficiados pelo Bolsa Presença já podem utilizar o crédito do programa a ser pago no mês de novembro, disponibilizado pelo Governo do Estado. Cada família de estudante habilitado recebe R$ 150 por mês, durante o ano letivo, acrescidos de R$ 50 por aluno, a partir do segundo aluno matriculado. Neste mês, serão beneficiados 388 mil estudantes, distribuídos entre 346 mil famílias em condições de vulnerabilidade econômica, com um investimento de R$ 54 milhões.

Para ter acesso ao benefício, é necessário manter atualizado o cadastro da família no CadÚnico e os estudantes precisam participar das avaliações de aprendizagem realizadas pela unidade escolar que visam orientar o acompanhamento pedagógico. Além de combater a evasão escolar e reforçar a segurança alimentar, o Bolsa Presença contribui para impulsionar a economia local. Isso porque o valor disponibilizado aos beneficiados movimenta a economia no Estado, já que o cartão pode ser utilizado em estabelecimentos comerciais baianos.

Com o auxílio, os estudantes podem comprar alimentos, materiais de limpeza e remédios ou utilizar em outras necessidades da família ou do aluno. Para conferir a lista de estabelecimentos credenciados junto à operadora do cartão basta acessar a Central de Autoatendimento (https://cartao.algorix.com/Lecard/Atend/LoginGift.aspx).

Quem tem dúvidas sobre o programa deve entrar em contato pelo telefone 0800 071 6511, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h. As informações também podem ser obtidas nas escolas onde os estudantes estão matriculados. Já os canais de comunicação para mais orientações sobre o uso do cartão são o WhatsApp (‪27 2233-2000) ou o app Le Card, disponível para iOS e Android.‬

Sobre o Bolsa Presença – O programa foi criado pela Lei nº 14.310, de 24 de março de 2021, com a retomada das atividades letivas na rede estadual de ensino, após o período de isolamento social imposto pela pandemia do Coronavírus. Em 16 de dezembro de 2021, com a Lei nº 14.396, que alterou a Lei nº 14.310/21, o auxílio passou a ser permanente e reconhecido como uma política de Estado.

Ascom/SEC

Nota 10: Sobradinho alcança nota máxima no Programa de Qualificação em Vigilância em Saúde e é destaque na Bahia

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Sobradinho conquistou nota 10 no alcance das metas do Programa de Qualificação em Vigilância em Saúde, segundo avaliação realizada em conformidade com a Portaria GM/MS Nº 5.490, de 12 de novembro de 2024. Esse reconhecimento representa um marco para o município, evidenciando o compromisso da gestão pública com a saúde da população e destaca Sobradinho entre os municípios de maior excelência na Bahia em vigilância e prevenção de doenças.

O programa de qualificação estabeleceu 14 metas estratégicas, abrangendo uma série de ações essenciais para fortalecer o sistema de vigilância em saúde, que vão desde a ampliação de campanhas de vacinação, prevenção e combate a doenças transmissíveis, até a vigilância ambiental e promoção de saúde para populações vulneráveis. Ao alcançar o cumprimento integral dessas metas, Sobradinho demonstra seu empenho em promover um ambiente saudável e seguro, assegurando que cada morador tenha acesso a serviços de qualidade e estratégias eficazes de prevenção.

“Estou muito muito feliz com este resultado, pois é fruto de uma articulação forte entre os setores de saúde do município, com equipes bem treinadas e atuantes, além de parcerias locais e estaduais que consolidaram recursos e metodologias inovadoras para prevenção e vigilância em saúde. O cumprimento de todas as metas reflete o compromisso do Prefeito Cleivynho Sampaio com ações que trazem benefícios diretos à população e refletem um sistema de saúde estruturado, comprometido com o bem-estar e preparado para responder às demandas da comunidade,” ressaltou a Secretária de Saúde Josefa Moreira Cruz que ainda acrescentou: “A nota 10 representa não apenas o cumprimento de um dever, mas uma conquista coletiva e motivo de orgulho para a cidade. A excelência de Sobradinho no programa reafirma a vocação do município como referência em saúde e qualidade de vida para a nossa população, servindo como exemplo para a Bahia e outras localidades.”

Ascom/PMS

STF nega recurso e mantém pena de 8 anos a Collor

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Brasília - O senador Fernando Collor de Mello participa da sessão do Senado destinada a analisar e votar projetos orçamentários. Entre os projetos o PLN 5/15, que ajusta a meta fiscal (Valter Campanato/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta quinta-feira (14), o recurso da defesa de Fernando Collor de Mello e manteve a decisão que condenou o ex-presidente a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em um processo vinculado à Operação Lava Jato.

A manutenção da decisão dá a possibilidade de Collor ser preso em regime fechado. Os advogados tentavam reduzir a pena justamente para que isso não ocorresse e para isso argumentaram que o tribunal errou ao definir a pena. No entanto, os ministros rejeitaram o recurso. Collor ainda pode recorrer mais uma vez da decisão.

Os ministros que votaram para manter os 8 anos e 10 meses foram: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Flávio Dino, Edson Fachin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Votaram para reduzir a pena no crime de corrupção de 4 anos e 4 meses para 4 anos, que livraria Collor do regime fechado: Dias Toffoli, André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Gilmar Mendes.

BNews

Travessia Urbana: carreta tomba no desvio do João XXIII, Juazeiro: “Por pouco não caiu no canal”

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Obra da Travessia Urbana: a falta de uma estrutura mínima nas vias que servem de desvios para os motoristas continuam causando sérios transtornos e prejuízos aos motoristas de Juazeiro.

Na tarde de hoje (14), uma carreta tombou na via que fica em um trecho entre os bairros João XXIII e Lagoa de Calu, próximo a uma loja de pneus.

“Por pouco não caiu no canal. A culpa não é da obra da Travessia Urbana, mas da incompetência os responsáveis que não se preocuparam, minimamente, em estruturar as rotas de fuga, os desvios”, reclamou um condutor.

Redação PNB  

Em carta aberta, obstetras da Maternidade de Juazeiro revelam situação da unidade e denunciam precarização do serviço: “Nos sensibilizamos e compartilhamos da indignação”

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Em carta aberta, obstetras da Maternidade de Juazeiro revelam situação da unidade e denunciam precarização do serviço: “Nos sensibilizamos e compartilhamos da indignação”.

Confira 

Juazeiro, 14 de novembro de 2024

Nós, médicos da Maternidade Municipal de Juazeiro da Bahia, antes de tudo, servidores
da população do nosso município e da nossa região, vimos por meio deste solicitar providências para garantir condições adequadas de trabalho em nossa maternidade, para podermos atender adequadamente as famílias que recebem a nossa assistência.

Há algum tempo temos convivido com limitações de várias formas e que foram
amplificadas na última quinta-feira, dia 7 de novembro, quando queimou o único foco cirúrgico das salas de cirurgia (o qual já funcionava em condições precárias).

Assim, as cesáreas ou outras cirurgias de porte similar deixaram de ser realizadas na
maternidade, porque o foco é utilizado para iluminar o local que está sendo operado. Nas
condições atuais, sem o foco, a alternativa seria os médicos operarem literalmente “no
escuro”, aumentando o risco de erros e complicações para as pacientes, o que é totalmente
inadmissível e obviamente contrário aos princípios da prática médica.

Por conta desta situação, muitas pacientes, que poderiam ser atendidas na maternidade
de Juazeiro estão sendo transferidas para outros serviços, os quais também se encontram
superlotados.

Ressaltamos que a Maternidade Municipal de Juazeiro tem 2 salas cirúrgicas, mas
apenas 1 delas vinha funcionando com um foco cirúrgico (sobre o qual repetimos, já não
iluminava adequadamente).

Além disso, não há na maternidade um bisturi elétrico, o que é um recurso importante
para diminuir o risco de complicações cirúrgicas.

Nosso propósito com essa mensagem aberta é sensibilizar a gestão para que esta
encontre uma saída emergencial para esse cenário precarizado e reafirmar à população que nós, profissionais médicos, nos sensibilizamos e compartilhamos da indignação que aflora de modo justo, quando esta população não encontra os recursos mínimos que deveriam ser
disponibilizados em um equipamento público de tamanha relevância.

Atenciosamente

Médicos Obstetras da Maternidade Municipal de Juazeiro

Secretaria de Saúde se pronuncia sobre suspensão de cirurgias da Maternidade de Juazeiro, por falta de equipamentos e materiais e dá uma previsão para retorno das atividades

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Após diversas tentativas por uma resposta sobre a situação da Maternidade de Juazeiro, que suspendeu as cirurgias por falta de equipamentos e materiais cirúrgicos, a Secretaria de Saúde (Sesau) enviou uma nota ao Portal Preto No Branco, na tarde desta quinta-feira(14).

Segundo o órgão, “a situação é provisória, até que seja concluída a manutenção de um equipamento fundamental para a realização de cirurgias.” A Sesau disse ainda que “a previsão é que o atendimento seja normalizado na próxima terça-feira (19)”.

Confira 

A Secretaria de Saúde (Sesau) esclarece que, para resguardar a saúde e bem-estar das gestantes e dos bebês, está encaminhando os partos que necessitem de cirurgias para a regulação. A Secretaria informa que essa situação é provisória, até que seja concluída a manutenção de um equipamento fundamental para a realização de cirurgias. A previsão é que o atendimento seja normalizado na próxima terça-feira (19). A Sesau ressalta que a regulação é responsabilidade da Central de Regulação Interestadual de Leitos – CRIL, órgão gerido pelo estado e que está ciente da situação.

A suspensão dos partos cesários no Hospital Materno Infantil de Juazeiro, por falta de foco cirúrgico e bisturi elétrico, não tem afetado apenas a assistência das gestantes do município. Uma das consequências da falta de equipamentos na maternidade tem sido a superlotação do Hospital Dom Malan, em Petrolina, que tem recebido cada dia mais pacientes transferidas da maternidade do município baiano.

Suspensão das cesáreas na maternidade de Juazeiro causa superlotação no HDM, em Petrolina e familiares de pacientes reclamam: “estado de calamidade”

“Situação de guerra” na Maternidade de Juazeiro, por falta de materiais básicos para cirurgias, alertam profissionais de saúde; plantão de ontem (11) foi fechado

Secretária de Saúde da Bahia, acompanhada do prefeito eleito Andrei, apresenta o resultado da ampliação do HRJ e construção da Maternidade de Juazeiro

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Nesta quarta-feira (13), a secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana acompanhada do prefeito eleito de Juazeiro, Andrei Gonçalves e do chefe de gabinete do governador Jerônimo, Adolpho Loyola, apresentou o resultado das obras de reforma, ampliação e modernização do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), que ganhou também a primeira Maternidade pública de alta complexidade.

O evento, realizado no Grande Hotel de Juazeiro, reuniu profissionais de saúde, representantes de instituições regionais, sociedade civil e a imprensa. Essa obra é mais um passo para o fortalecimento da saúde pública no município e região.

“Essa parceria com o Governo do Estado é a base para transformar o sistema de saúde de Juazeiro e proporcionar um atendimento digno à nossa população. A saúde da nossa cidade pede urgência, e este investimento será essencial para avançarmos na qualidade do serviço e na capacidade de atendimento. Esses novos leitos, UTI`s e a maternidade representam mais conforto e atendimento humanizado, não só para Juazeiro, mas para toda a região. Quero agradecer ao governador Jerônimo e a secretária Roberta, e dizer que estamos juntos para melhorar a saúde do nosso município”, afirmou Andrei durante o evento.

A ampliação recebeu 176 novos leitos de internação, entre eles 30 de obstetrícia, 10 leitos de UTI Pediátrica, 10 UTI Neonatal, 10 de Unidade de Cuidados Intermediários Convencional (Ucinco), 05 de Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (Ucinca), 21 clínicas pediátricas. Os outros 90 leitos são para adultos, clínico e cirúrgico, com 8 leitos de saúde mental, 2 salas de Centro de Obstetrícia e 3 leitos Pré-parto, Parto e Pós-Parto (PPP).

O novo prédio do HRJ conta ainda 21 leitos de emergência e 3 leitos de Centro de Recuperação Pós-Anestésica (CRPA). No total, um investimento de R$ 52 milhões do Governo da Bahia, apenas para a parte física da obra.

A maternidade passa a oferecer estrutura de qualidade e suporte ampliado para mães e bebês, atendendo a uma das principais demandas da população juazeirense.

“Esse importante trabalho de fortalecimento da gestão descentralizada e do atendimento qualificado no interior faz parte da nossa agenda estratégica de regionalização da saúde no estado. Um esforço que é defendido e orientado pelo nosso governador para oferecer mais qualidade de vida e dignidade para nossa gente. Juazeiro está de parabéns e nós estaremos juntos com Andrei para cuidar ainda mais da saúde de Juazeiro”, garantiu a secretária Roberta.

A implantação da maternidade de alta complexidade e ampliação do HRJ trouxe esperança e alívio para a população, que há tempos clama por melhorias na saúde pública. Durante o encontro, o público presente fez perguntas e ressaltou a importância de um sistema de saúde que atenda com qualidade as pessoas. “A população de Juazeiro merece um sistema de saúde eficiente, e com esse novo hospital acredito que vai melhorar e ampliar os atendimentos. O Hospital ficou muito bonito e nós só temos a agradecer ao governador e solicitar à Andrei que cuide da saúde da nossa cidade”, finalizou a agente de saúde, Maria de Fátima.

Estavam presentes no evento o vice-prefeito eleito Tiano Félix, o Reitor da Univasf, Télio Nobre, o Secretário de Agricultura da Bahia, Tum, o prefeito eleito de Curaçá, Murilo Bonfim, o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso, médicos, enfermeiros, donos de clínicas e hospitais do município.

Ascom