Preto no Branco

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HU-Univasf realizará mutirão de atendimento dermatológico para detecção da hanseníase no próximo sábado (18)

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O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), unidade hospitalar vinculada à Rede Ebserh, realizará, no próximo sábado, 18 de janeiro, um mutirão de combate à hanseníase, voltado para a avaliação de casos suspeitos. A ação, que integra a campanha do Janeiro Roxo, acontecerá das 8h às 13h, na Policlínica da Univasf, localizada no Campus Sede da universidade, em Petrolina (PE).
A hanseníase é uma doença infecciosa e transmissível que afeta a pele e os nervos periféricos, como mãos e pés. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, por meio de fala, espirro ou tosse, em convívio prolongado com pessoas não tratadas. Os principais sintomas incluem manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas com perda de sensibilidade, além de nódulos, dores e diminuição da força muscular.
O mutirão é voltado para pessoas que possuem sinais e sintomas associados à hanseníase, que também pode se manifestar por meio de áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor, caroços no corpo, pele seca e olhos ressecados. Os participantes serão atendidos por uma equipe especializada, e, caso o diagnóstico seja confirmado, receberão orientações para o tratamento adequado na Rede de Saúde.
A iniciativa conta com a participação de docentes e discentes do Colegiado de Medicina, membros da Liga Acadêmica de Dermatologia da Univasf (Laderme), dermatologistas voluntários e profissionais do HU-Univasf.
Casos no Brasil e no mundo
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, o mundo registrou 174.087 novos casos de hanseníase, o que resultou em uma taxa de detecção de 21,8 casos por 1 milhão de habitantes. Índia, Brasil e Indonésia foram os países com os maiores números de casos novos, cada um ultrapassando a marca de 10 mil registros. O Brasil segue ocupando a segunda posição global em termos de novos casos, o que o coloca na lista de países prioritários para o enfrentamento da doença.
Ascom

Educação, Cidadania e Movimento: Esporte Por Toda Parte reiniciou suas atividades, em Sobradinho; inscrições estão abertas 

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Na última segunda-feira (13), o ginásio Francisco das Chagas Nery, no bairro São Francisco, foi palco de entusiasmo e esperança com o retorno das atividades do Projeto Esporte Por Toda Parte.

Crianças, adolescentes e seus familiares lotaram o espaço para celebrar o reinício de uma iniciativa que transcende o esporte, promovendo inclusão social, cidadania e integração comunitária.

O Esporte Por Toda Parte é uma ação do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB), em parceria com a Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.

Com aulas gratuitas em modalidades como voleibol, basquetebol, handebol, futsal e atletismo, o projeto já impactou a vida de centenas de crianças e adolescentes, oferecendo oportunidades de crescimento e desenvolvimento humano.

O núcleo de Sobradinho, composto pelos professores James Fernandes, Santhles Gautama, Emerson Moaes e Lelio Dhemer, destacou-se desde sua implementação em 2022 pelo comprometimento e planejamento exemplar, tornando-se uma referência estadual.

Em sua segunda fase, o projeto inova ao incluir treinos funcionais para pais e responsáveis dos beneficiários, fortalecendo os laços familiares e expandindo os benefícios para adultos.

As aulas acontecem no Ginásio Francisco das Chagas Nery e as inscrições estão abertas nas secretarias das escolas públicas do município

O secretário Patrick de Lima Carvalho, responsável pela pasta de Turismo, Cultura e Esporte, expressou sua gratidão aos parceiros, incluindo o Governador Jerônimo Rodrigues, os deputados Daniel Almeida e Zó, e o prefeito Cleivynho Sampaio, cuja gestão tem priorizado o esporte como um meio de transformação social. Ele também agradeceu aos pais e responsáveis pela confiança depositada no projeto e à comunidade sobradinhense pelo apoio contínuo.

“O primeiro dia de reinício das atividades não foi apenas uma data no calendário. Foi um momento que reafirmou o poder do esporte em transformar vidas, unir famílias e construir uma sociedade mais forte e integrada. Sobradinho, com seu espírito vibrante e participativo, mais uma vez, mostrou que o esporte é um caminho para o futuro, onde disciplina, respeito e trabalho em equipe moldam cidadãos e impulsionam sonhos. O Esporte Por Toda Parte não é apenas um projeto esportivo, é uma celebração da cidadania e uma promessa de que, com oportunidades e comprometimento, cada criança e cada família têm a chance de conquistar seu próprio pódio,” descreveu o secretário.

Ascom/PMS

Deputado Roberto Carlos (PV) comemora sanção presidencial de lei nacional que proíbe celulares nas escolas, tema já defendido por ele na Bahia

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O deputado estadual Roberto Carlos (PV), vice-líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, celebrou com entusiasmo a sanção presidencial da lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas de todo o país. O parlamentar, que já havia apresentado um Projeto de Lei com o mesmo objetivo na Bahia, destacou a importância dessa conquista para a educação brasileira.
Para Roberto Carlos, a medida representa um marco no fortalecimento do ambiente escolar como espaço de aprendizado e disciplina. “Quando propus essa lei na Assembleia Legislativa, minha preocupação era criar condições para que os alunos pudessem se concentrar mais e aproveitar melhor o ensino. A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sancionar essa matéria é um avanço extraordinário para a educação no Brasil”, afirmou o deputado.
Estudos mostram que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos em sala de aula prejudica a concentração dos estudantes, compromete o desempenho acadêmico e pode gerar problemas como bullying e falta de interação social. O parlamentar também ressaltou o papel dessa medida no fortalecimento da autoridade dos professores e na criação de um ambiente mais adequado para o aprendizado.
“A sanção dessa lei pelo presidente Lula reforça que estamos no caminho certo ao priorizar o bem-estar dos nossos jovens. Esse é um compromisso com o futuro do nosso país. Sinto orgulho de ter defendido essa pauta na Bahia e de ver essa ideia ganhar força em âmbito nacional”, declarou Roberto Carlos.
O deputado, conhecido por sua atuação em defesa da educação e de políticas públicas que beneficiem os baianos, reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento de um ensino de excelência. “Esse é o nosso objetivo: garantir que os estudantes tenham as melhores condições possíveis para aprender e crescer”, concluiu.

APLB Sindicato obtém importante vitória em prol da fiscalização dos gastos da educação em Juazeiro

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Em 2021, durante a pandemia da Covid-19, independente dos apelos da APLB Sindicato em Juazeiro, o município decidiu quitar o passivo que existia com os servidores da educação quanto a licenças-prêmio não gozadas. Foram R$ 11 milhões pagos só a título de indenização, mas ainda assim sobravam recursos e o município indenizou dez dias de férias de todos os servidores da educação.

O problema detectado pela assessoria jurídica da entidade foi que o recurso do Fundeb  é de destinação específica e apenas pode ser gasto com a manutenção e desenvolvimento da educação, não podendo ser usado para quitar verbas indenizatórias – como é o caso da indenização da licença-prêmio e dos dias de férias pagos.

Na época, a APLB Sindicato alertou o município de Juazeiro sobre essa ilegalidade, mas a gestão anterior simplesmente ignorou os alertas do sindicato e ainda tentou obter, sem sucesso, informações sobre a origem do dinheiro para o pagamento destas indenizações por meio de diversos canais. A entidade então, ajuizou uma ação para que o município comprovasse a origem dos recursos do “pacote de bondades” e a obediência aos requisitos previstos em lei para tais pagamentos.

De acordo com o advogado da assessoria jutrídica da APLB Sindicato, Rafael Amorim, na segunda-feira, dia 13 de janeiro, saiu a decisão judicial que determinou ao município de Juazeiro, sob pena de multa diária que:
– Indique dotação orçamentária para o pagamento das indenizações referente às licenças-prêmio não gozadas, conforme exigência expressa no art. 5º, da Lei n. 2.741/2017, com a devida comprovação por meio de todos os documentos contábeis indispensáveis (prestações de contas) para a fiel constatação da legalidade da despesa;
– Apresente o estudo acerca da obediência aos requisitos estabelecidos no parágrafo único do art. 2º e no art. 4º da Lei n. 2.741/2017, quais sejam, a comprovação do cumprimento da demonstração do interesse público e efetiva demanda de substituição de pessoal;
– Informe como a Secretaria de Educação conciliou a compra dos 10 dias de férias dos trabalhadores em educação, com o início do ano letivo, pois, até onde se sabe não houve redução das férias naquele ano;
– Informe a dotação orçamentária para o pagamento da indenização da aquisição dos 10 (dez) dias de férias dos trabalhadores em educação, com a devida comprovação por meio de todos os documentos contábeis indispensáveis para a fiel constatação da realização da despesa;
– Prestação de contas do recurso do Fundeb, 70% e 30%, relativo ao ano de 2021, bem como do mês de janeiro/2022, em que consta o pagamento dos 10 dias de férias “indenizados” pelo Município.

Caso sejam confirmadas as suspeitas de que os recursos tiveram origem ilícita, a APLB Sindicato vai acionar judicialmente para responsabilizar pessoalmente os gestores que tenham cometido a ilegalidade, exigindo o reembolso ao Fundo com os recursos indevidamente retirados.

A direção da APLB Sindicato reafirma que está sempre disposta a contribuir com a administração municipal, mesmo que, infelizmente, a gestão anterior não aceitou dialogar com a categoria o que acabou, aparentemente, culminando em uma ilegalidade que custou mais de R$ 11 milhões à educação.

“Iniciamos o ano de 2025 com a esperança de novos tempos, com um forte indicativo de que a categoria será ouvida e poderemos evitar prejuízos para a nossa educação, como este que poderia e deveria ter sido evitado, pois, a gestão passada foi oficialmente informada da ilegalidade, mas aparentemente persistiu na prática dolosa. Sempre estivemos e estaremos alertas para defender nossa categoria e a educação de Juazeiro. E não vamos esquecer nosso lema: APLB, orgulho de quem Luta!”, ressalta Gilmar Nery, diretor da APLB Sindicato em Juazeiro.

 

Ascom APLB

Levantamento aponta as 25 cidades brasileiras que decretaram calamidade financeira; devendo ao menos R$ 300 milhões, Juazeiro tem a 5ª maior dívida entre os municípios citados

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Prefeituras de ao menos 25 cidades brasileiras decretaram situação de calamidade financeira, conforme levantamento feito pelo UOL até o dia 14 de janeiro. Cuiabá (MT) é a única capital que aparece na lista, por enquanto. Três municípios informaram ter dívidas bilionárias. O total de débitos passa de R$ 6 bilhões.

O que aconteceu

Levantamento considera apenas medidas tomadas após a posse dos novos prefeitos, em 1º de janeiro deste ano. Informações foram disponibilizadas pelas prefeituras em redes sociais, além da publicação dos decretos.

Capital de Mato Grosso, Cuiabá está devendo R$ 1,6 bilhão, segundo a prefeitura. A atual equipe econômica aponta que, entre 2017 e 2024, as despesas tiveram aumento de 135%, enquanto a entrada de dinheiro cresceu 115%. Apenas R$ 6 milhões estavam disponíveis em caixa no dia 1º de janeiro.

A prefeitura de Belford Roxo (RJ) está fechada por ao menos 15 dias para reorganização, com dívidas que somam R$ 1,5 bilhão. Apenas gastos determinados por via judicial vão ser pagos. O atendimento aos cidadãos também está suspenso por 15 dias.

Cabo Frio (RJ) tem dívida estimada em R$ 1,4 bilhão, o que representa 84% da receita estimada para 2025, segundo a prefeitura. Conforme comunicado oficial, a folha de pagamento está atrasada, com débitos somando R$ 64 milhões, dívidas com concessionárias, falta de combustível e empréstimos consignados não foram repassados às instituições financeiras.

São João do Meriti (RJ) decretou calamidade financeira por dívidas que ultrapassam R$ 400 milhões. A nova gestão afirma que o pagamento do 13º salário dos servidores municipais não foi feito, além do bloqueio do Fundo de Participação dos Municípios e outros débitos gerais.

Prefeitura de Juazeiro (BA) está devendo ao menos R$ 300 milhões. A cidade é a que tem menor prazo de duração do decreto de calamidade financeira: 30 dias, que podem ser prorrogados.

O saldo negativo de Campo Limpo Paulista (SP) é de R$ 262,7 milhões. Segundo prefeitura, são R$ 141,7 milhões em empréstimos, R$ 100 milhões em débitos contratuais e R$ 21 milhões em restos a pagar.

Lauro de Freitas (BA) deve R$ 200 milhões. Nem o pagamento da folha, referente ao mês de dezembro, está garantido. As dívidas de curto prazo somam R$ 150 milhões e as pendências previdenciárias representam o restante.

Teófilo Otoni (MG) decretou calamidade financeira, com dívidas que acumulam R$ 80 milhões. O município de Iguatu (CE) declara déficit de R$ 54 milhões, e enfrenta uma greve geral dos servidores públicos que estão sem receber os salários de dezembro e o 13º.

Rosário Oeste (MT) soma passivo financeiro de R$ 45 milhões. De acordo com o decreto de calamidade, são despesas empenhadas sem cobertura financeira e de dívidas de longo prazo com o fundo de previdência municipal. Agudos (SP) também afirmou ter déficit de R$ 45 milhões, além de um financiamento em andamento de R$ 20 milhões.

Principal dívida de Imperatriz (MA) é de R$ 40 milhões com instituto responsável pela contratação de mão de obra para educação. Em Nazaré da Mata (PE), o déficit público é também de R$ 40 milhões.

Com R$ 25 milhões em débitos, a prefeitura de Aral Moreira (MS) também decretou calamidade financeira. No decreto, além do valor que é devido, a gestão decidiu “fechar” a prefeitura até o dia 7 de fevereiro para que todas as contas e contratos possam ser analisadas. Atendimento ao público está suspenso no período, e apenas serviços essenciais funcionam.

Com maior parte da dívida nos empréstimos consignados e parcelas de financiamento, Carnaubais (RN) está devendo R$ 21,5 milhões. Há salários de dezembro que estão atrasados. O pagamento do 13º também está irregular. Penha (SC) tem quase R$ 10 milhões em dívidas.

Calamidade financeira significa deterioração significativa da capacidade de pagamento, com risco de insolvência ou falência. A situação pode exigir medidas mais drásticas, como reestruturação de dívidas, falência ou intervenção estatal para evitar colapsos.

Todas as prefeituras congelaram despesas. Gastos que não são considerados emergenciais estão suspensos em praticamente todos os municípios que decretaram a calamidade financeira. Horas extras foram proibidas, auditorias foram instauradas e cortes de gastos estão previstos.

Mais cidades em calamidade
Capetinga (MG): dívida de aproximadamente R$ 6 milhões

Olhos d’Água das Cunhãs (MA): dívidas de R$ 4 milhões

Martins (RN): dívidas de R$ 2,9 milhões

Curaçá (BA): dívidas de R$ 2,7 milhões

Bento Fernandes (RN): não divulgou dívida.

Rio Bonito (RJ): não divulgou dívida

Bom Jesus da Lapa (BA): não divulgou dívida

Brumado (BA): Lei Orçamentária para o exercício de 2025 não havia sido promulgada pela gestão anterior, por isso decreto de calamidade.

UOL/imagem ilustrativa

Empresa que atua há décadas no transporte público do município é alvo de constantes reclamações de usuários e trabalhadores: E aí, Juazeiro continuará indo de Joafra?; Dê a sua opinião

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Há décadas prestando o serviço de transporte público, em Juazeiro, Norte da Bahia, a empresa Joafra é alvo recorrente de reclamações por parte dos usuários e também dos funcionários que reagem ao descumprimento de direitos trabalhistas.

“Entra e sai gestão em Juazeiro e a Joafra continua numa boa, mesmo prestando um péssimo serviço a população. O órgão de trânsito municipal faz vistas grossas e a empresa faz o que quer em Juazeiro”, este é um sentimento comum entre os usuários.

“A empresa Joafra não respeita e nem valoriza seus trabalhadores. Descumpre nossos direitos, sem que haja fiscalização dos órgãos responsáveis”, desabafo comum entre os trabalhadores da empresa.

A insatisfação e a desaprovação do serviço prestado ao município de Juazeiro merecem uma resposta da nova gestão. Há um anseio por parte da população para que o poder público realize uma nova concorrência do transporte público no município, como fez o município vizinho, Petrolina (PE), onde a Joafra também atuou por longos anos e sob críticas dos usuários por conta da deficiência do serviço prestado.

Ensejando contribuir para este importante debate, o PNB quer ouvir a sua opinião sobre o transporte público municipal: Juazeiro continuará indo de Joafra?

Reclamações de usuários e trabalhadores

Cotidianamente, o Portal Preto No Branco é procurado por quem utiliza os ônibus da Joafra, pagando uma tarifa de Rr$ 4,60, e as reclamações giram em torno de frota sucateada, veículos sem acessibilidade, superlotação, rotas que não são cumpridas e bairros que ficam descobertos pelo serviço.

Já os trabalhadores, repetidamente, reclamam do atraso e falta de pagamento de salários, ticket alimentação, férias, horas extras e até do depósito do FGTS-Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

“O Ticket Alimentação até hoje não pagaram, sendo que é para pagar todo dia 29. O FGTS tem mais de 10 anos que não depositam nada. Não disponibilizam fardamento. Os motoristas trabalham sem uniforme. Observamos os homens usando camisa rosa, vermelha, laranja, porque não fazem fardamento para o pessoal. Hora extra não paga. O acúmulo de função, um absurdo. Colocaram os cobradores para fora e passaram a pagar aos motoristas, 100, 200 reais para fazer a dupla função, o que é contra a CLT”, relatou um trabalhador ao PNB.

 

Redação PNB 

 

“Carnaval em Juazeiro 2025: Entre a Celebração e a Reconstrução”, por Ramon Raniere Braz

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A expectativa sobre a realização ou não do Carnaval de 2025 em Juazeiro-BA ultrapassa os limites de uma simples decisão administrativa. A cidade, profundamente impactada por anos de má gestão, encontra-se em um estado de calamidade que exige respostas urgentes para manutenção do funcionamento pleno dos serviços públicos. Diante desse cenário, a realização da maior festa popular da cidade se transforma em uma escolha carregada de implicações.

Pois bem, começo ponderando que não devemos ceder ao discurso simplista de que os recursos públicos destinados às atividades culturais representam apenas gastos. Enveredar por esse caminho equivale a desconsiderar a relevância de um setor econômico de importância inegável, tratando-o como um fardo desnecessário. É essa visão estreita que move aqueles que, em sua amargura crônica, atacam as políticas culturais de fomento, especialmente as de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet.

Em segundo lugar, é preciso considerar que eventos como o Carnaval representam também uma oportunidade de movimentação econômica, fundamental para artistas, vendedores ambulantes, comerciantes e muitos outros trabalhadores que dependem dessa época do ano para garantir o sustento. Estes atores sociais, fazem supermercado, pagam boletos, e principalmente, pagam impostos municipais através dos serviços que executam e consomem. Suspender a festa pode significar uma perda significativa para esses grupos.

Assim, o carnaval é capaz de catalizar de forma consistente arrecadação para os cofres públicos, graças à ampla movimentação econômica que pode gerar. Pois impulsiona setores como hotelaria, transporte, alimentação e comércio. Portanto, está bem distante de ser um mero gasto.

O “xis” da questão é que organização do Carnaval exige um grande investimento por parte dos governos, e nem sempre a arrecadação gerada pela festa é suficiente para cobrir todos os custos. Isso ocorre geralmente porque seus impactos são complexos e variam de acordo com diversos fatores, principalmente a forma como o evento é organizado, a infraestrutura local e a capacidade de gestão dos governos. Nesses aspectos temos errado feio.

Não se pode ignorar o contexto de calamidade. A cidade enfrenta problemas estruturais que foram negligenciados e agravados ao longo dos anos. Um cenário de serviços públicos sucateados colocam em xeque qualquer decisão que direcione recursos públicos para uma festa, por mais simbólica e importante que ela seja. Em meio a tanta vulnerabilidade, a realização do Carnaval pode ser vista como um gesto de insensibilidade ou falta de prioridade, afastando a gestão pública de sua obrigação de atender às demandas mais urgentes da população.

Embora o Carnaval de Juazeiro seja uma tradição centenária, ainda não se conhece com precisão o impacto econômico e social que ele gera como acontece em outras cidades.

Sabe-se que é uma festa que exige investimentos volumosos. Mas, quanto ela realmente retorna em benefícios para a cidade? Métricas como o aumento na arrecadação de impostos, a criação de postos de trabalho diretos e indiretos, o fluxo turístico, o impacto no comércio local, a produção de resíduos sólidos e seu destino final, o impacto econômico para os catadores de materiais recicláveis, como as latinhas, poderiam subsidiar a gestão municipal na tomada de decisão. Com toda certeza, a solução não está em escolhas extremas, mas na capacidade de reimaginar o Carnaval. Aproveitar a oportunidade do debate público posto e  pensar estratégias de captação de recursos, no papel da iniciativa privada que também ganha com a realização da festa. Mas, isso demanda tempo, um tempo precioso que a atual gestão não teve nesse início de governo.

Independentemente da decisão, o Carnaval de 2025 será lembrado como um marco na história da cidade. Se for realizado, terá que carregar a responsabilidade de ser uma celebração consciente, que acolha o espírito de solidariedade e reconstrução. Se for suspenso, será em nome de um compromisso maior com o futuro de Juazeiro.

Ramon Raniere Braz/ Graduado em Produção Cultural/Especialista em Gestão Pública/Discente do Programa de Pós-Graduação em Política e Gestão Cultural da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB

Prefeitura de Curaçá anuncia processo seletivo simplificado para a rede municipal de ensino

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A Prefeitura de Curaçá anunciou a abertura de inscrições para o Processo Seletivo Simplificado (Edital nº 001/2025/SEDUC), destinado à contratação temporária de profissionais para a rede municipal de ensino. O objetivo é suprir necessidades temporárias de excepcional interesse público.

Cargos oferecidos

O Processo Seletivo contempla oportunidades para diversas funções, exigindo qualificações específicas. Para o cargo de Professor, é necessário nível superior. Já a função de Auxiliar de Ensino requer nível médio com habilitação em magistério, enquanto o Auxiliar de Creche deve atender a requisitos detalhados no edital.

O cargo de Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) exige formação superior em Pedagogia ou Licenciatura plena, acrescida de especialização em Educação Especial ou Inclusiva. Para Tradutor/Intérprete de LIBRAS, aceita-se nível médio ou superior, desde que acompanhado de certificação na área. Por fim, o cargo de Pedagogo com especialidade em Psicopedagogia requer formação em Pedagogia ou Licenciatura plena, além de especialização em Psicopedagogia.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e presenciais, de 16/01/2025 a 21/01/2025, na Escola Municipal Chapeuzinho Vermelho, em Curaçá. Os candidatos devem preencher o formulário do Anexo IV e apresentar os documentos exigidos, incluindo cópia autenticada ou simples com original de: Carteira de Identidade, CPF, diploma (quando exigido) e certificado de magistério (quando exigido). Candidatos com deficiência ou TEA devem apresentar laudo médico.

Etapas do processo seletivo

O processo seletivo contará com uma Prova Objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, aplicada a todos os candidatos. Com questões de múltipla escolha, abordará conteúdos programáticos específicos como Língua Portuguesa, História de Curaçá e conhecimentos específicos, sendo necessária aprovação com 50% ou mais na nota final. A pontuação será calculada com base no número de acertos multiplicado pelo peso das questões.

Além disso, haverá uma Prova de Títulos, de caráter classificatório, exceto para os cargos de Auxiliar de Creche, Auxiliar de Ensino e Tradutor Intérprete de Libras. Serão avaliados diplomas de licenciatura, cursos de capacitação, especializações, mestrado e doutorado, devendo os documentos ser apresentados no momento da inscrição. A classificação final será obtida pela soma dos pontos das provas objetiva e de títulos, exceto para os cargos mencionados, cuja classificação será baseada apenas na nota da prova objetiva.

Carga horária e remuneração

A remuneração varia conforme o cargo, como R$ 2.435,92 para Professor (20h) e R$ 1.641,15 para Auxiliar de Ensino e Auxiliar de Creche (40h). O edital está disponível no Diário Oficial do Município através do site https://impublicacoes.org/agenda/index.php?type=pref&municipio=TWprd09Ua3dNUT09. O processo seletivo tem validade de um ano, podendo ser prorrogado por igual período. Dúvidas podem ser enviadas para o endereço eletrônico seletiva2025@edu.curaca.ba.gov.br ou levadas à sede da Secretaria Municipal de Educação.

Ascom/PMC

Diante da onda de fake news, Receita Federal revoga ato normativo que modernizava fiscalização do Pix

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Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

 

Diante da onda de fake news em torno da modernização da fiscalização do Pix, a Receita Federal revogou o ato normativo que estendeu o monitoramento das transações aos bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento. No lugar, o governo editará uma medida provisória (MP) para proibir a cobrança diferenciada por transações em Pix e em dinheiro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciaram há pouco a revogação da instrução normativa e a edição da medida provisória. A MP também reforçará princípios garantidos pela Constituição nas transações via Pix, como o sigilo bancário e a não cobrança de impostos nas transferências pela modalidade, além de garantir a gratuidade do Pix para pessoas físicas.

“Essa revogação se dá por dois motivos: tirar isso que tristemente virou uma arma nas mãos desses criminosos e inescrupulosos. A segunda razão é não prejudicar a tramitação do ato que será anunciado [a medida provisória]”, explicou Barreirinhas.

Com a edição da MP, nenhum comerciante poderá cobrar preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro, prática que começou a ser detectada nos últimos dias. Para Haddad, a medida provisória extinguirá a onda de fake news em relação à taxação do Pix, que tomou conta das redes sociais desde o início do ano.

“A medida provisória reforça os dois princípios e praticamente equipara o Pix ao pagamento em dinheiro. O que isso significa? Que essas práticas utilizadas hoje com base na fake news de cobrar a mais o que é pago em Pix está vedado. Ou seja, o que cobra em dinheiro poderá cobrar em Pix. Quem quer usar o Pix vai ter que pagar o mesmo valor em dinheiro, sem nenhum acréscimo”, disse Haddad.

O ministro reforçou que a medida provisória, na verdade, reforça princípios já existentes em relação ao Pix, apenas esclarecendo pontos distorcidos por disseminadores de fake news nos últimos dias.

“O Pix estará protegido pelo sigilo, como sempre foi. [O que estamos fazendo] é só a ampliação, o reforço da legislação, para tornar mais claro esses princípios já estão resguardados pela medida provisória. Para evitar a má interpretação, a tentativa de distorcer o intuito da Receita Federal, ela está tomando a medida que o Barreirinhas já anunciou”, explicou Haddad.

“Tudo isso tem um único objetivo: salvaguardar a economia popular, salvaguardar as finanças das pessoas mais pobres, o pequeno comerciante e a dona de casa que vai fazer suas compras, e equiparar o pagamento em Pix ao pagamento em dinheiro”, completou o ministro.

Haddad negou que a revogação do ato seja o reconhecimento da derrota para as fake news. “Pelo contrário. Isso é impedir que esse ato [a instrução normativa] seja usado como justificativa para não votar a MP. Estamos lançando uma medida provisória e queremos que ela seja discutida com sobriedade pelo Congresso Nacional”, justificou.

Agência Brasil