Preto no Branco

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Sete suspeitos de participação na maior chacina do Ceará são presos armados em velório

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(Foto: PMCE/Divulgação)

Sete suspeitos de participação da chacina com 14 mortes na casa de shows “Forró do Gago”, a maior chacina do Ceará, foram presos armados na tarde desta segunda-feira (29) em um cemitério em Pacatuba, na Grande Fortaleza. Segundo uma fonte da Secretaria de Segurança do Ceará ouvida pelo G1, o grupo se preparava para matar pessoas que estavam no cemitério. Ainda conforme a secretaria, os presos são membros da facção criminosa que comandou o ataque.

Os policiais chegaram aos criminosos após denúncias anônimas. Eles foram identificados como Francisco Cleidson de Araújo, Dojon Rodrigues da Silva, Vitor Max de Freitas, Fábio Lopes da Silva, Elias Gadelha, Ronaldo Oliveira e Oliveira Castro. O G1 tenta contato com a defesa dos suspeitos.

Eles foram transferidos para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Fortaleza, unidade da Polícia Civil onde se investigam homicídios.

A polícia não divulgou se a pessoa velada era uma das 14 vítimas da chacina no clube Forró do Gago, ocorrida no sábado (27).

(Foto: PMCE/Divulgação)

Investigação e prisões

Com as prisões, chega a oito o número de detidos por suspeita de participação na chacina. Uma pessoa foi presa momentos após o crime.

O massacre na casa de shows Forró do Gago, no Bairro Cajazeiras, periferia de Fortaleza. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SPPDS), 14 pessoas foram assassinadas, na maior chacina do estado. Segundo testemunhas, o crime foi motivado por conflito entre facções criminosas que atuam no estado.

Conforme testemunhas relataram a policiais, vários homens armados em três veículos dispararam em que viam pela frente. Entre as vítimas estavam um trabalhador que vendia cachorro-quente em frente ao local e um motorista de Uber que deixava passageiro na festa.

Após a chacina, o Governo Federal afirmou que enviaria uma força-tarefa para auxiliar no combate às facções criminosas que atuam no Ceará. O Governo do Ceará anunciou uma série de medidas para enfrentar o crime organizado, como a criação de um órgão integrado para apurar informações sobre as facções.

O Ceará vem batendo recordes de homicídios. No ano passado 5.134 assassinatos foram registrados no estado, 50% a mais do no ano anterior.

Irreverência e grande público são os destaques do último dia no Polo Ivete Sangalo

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(foto: divulgação)

O último dia do carnaval antecipado de Juazeiro no Polo Ivete Sangalo (Adolfo Viana/Orla 1) foi marcado pela irreverência e grande público. No final da tarde deste domingo (28), o circuito estava tomado de famílias, crianças fantasiadas e brincando ao longo da Avenida, e vários grupos de jovens dançando diferentes estilos musicais.

A crediarista Jéssica da Silva Oliveira levou a família inteira para o circuito. “Estou acompanhada pelo meu marido, filho, irmão, cunhada e sobrinha, o carnaval está tranquilo, com bastante segurança, é possível trazer a família, inclusive crianças, para cair na folia” afirmou Jéssica. Questionada sobre qual a atração tinha vindo prestigiar, a foliã foi direta: “Viemos para curtir o show de Gabriel Diniz”, disse Jéssica.

A primeira banda a entrar no circuito foi a Pagodança, que aqueceu o público e em seguida foi a vez dos Amadores Profissionais levar muito rock para a Avenida com o guitarrista Edésio César e a cantora Andrezza Santos. Como carnaval é mistura de ritmos, não podia faltar o tradicional forró, por isso, Targino Gondim, fez o público dançar ao som da sua sanfona.

Já era noite quando o irreverente bloco “Vou de Kombi” entrou no circuito ao som do DJ Ruan Vitor, que agitou os foliões. Depois veio o bloco “Tequila” e a Rural Elétrica com João Sereno.

O bloco “Afoxé Filhos de Zaze”, uma junção dos terreiros Ilê Axé Ayráonyndanco e Ilê Axé Omincaiode, dos bairros Quidé e Palmares, foi um dos destaques da noite. Completando sete anos de resistência negra, o bloco levou cores e muita dança para a Avenida. Depois foi a vez do cantor Lenno, que levou o seu romantismo para o Circuito.

(foto: divulgação)

Ainda passaram pela Avenida, as bandas Attooxxá, EdCity, Cris Mel, New Bis e Duplo Swing, e claro, a principal e mais esperada atração da noite, não apenas por Jéssica, mas por todos os foliões que foram até o Polo Ivete Sangalo: o sertanejo Gabriel Diniz, o famoso GD, que levantou e arrastou os foliões atrás do seu trio.

Mas, carnaval não é só festa, também é sinônimo de trabalho. O ambulante Domingos Cruz Filho, trabalha há 20 anos como ambulante nos carnavais de Juazeiro. Muito comunicativo e animado, Domingos disse que tem estratégia para atrair os clientes. “Ter produtos diversificados e de qualidade é o mais importante, em segundo lugar é preciso animação a noite inteira para se destacar entre os demais vendedores”, ressalta.

Sobre o carnaval 2018, Domingos disse que está satisfeito. “As vendas estão boas e é preciso ressaltar a segurança, esse carnaval foi mais tranquilo dos que nos anos anteriores. Outro ponto pra destacar é a limpeza do circuito esse ano, a Prefeitura está de parabéns”, afirmou.

Irislane Pacheco/PMJ

“Levei um soco no ouvido que me deixou inconsciente”, relata estudante agredida por policiais durante carnaval de Juazeiro

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O que era para ser um dia de alegria e festa terminou em pesadelo para uma estudante da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) que foi agredida durante o carnaval de Juazeiro na noite deste domingo (28). Ela procurou a redação do Preto no Branco para denunciar as agressões policiais.

De acordo com a vítima, tudo aconteceu quando ela foi falar com um policial, que estava perseguindo um homem próximo ao fim do circuito Ivete Sangalo e acabou empurrando intencionalmente a vítima quando passou por ela, para ter mais cuidado durante as abordagens.

“Fui empurrada pelo mesmo e por outro policial, que começaram as agressões. Foram empregados tapas, murros, enforcamentos e uso do cassetete. Meus amigos que estavam por perto tentaram me ajudar, mas foram segurados por outros policiais que se aproximaram. Um deles também foi agredido. Nesse momento, um círculo de pessoas tinha sido feito ao redor do que estava acontecendo”, relatou a estudante.

A vítima contou que durante a agressão, tentava alertar os policias que iria denuncia-los, porém recebeu diversos tapas na boca.

“Em seguida levei um soco na boca do estômago e outro no ouvido que me deixou inconsciente e cair no chão. Até que um conhecido que não estava comigo na festa, mas viu o que estava acontecendo, entrou pelo meio e me abraçou, passando a apanhar por mim. Só assim eles me largaram e foram embora como se nada tivesse acontecido e meus amigos puderam me retirar do meio da avenida”, contou a vítima.

Ainda segundo o relato da vítima ao PNB, outros policiais que não estavam presentes no momento se recusaram a prestar ajuda.

Com o número da identificação dos PM em mãos, a vítima prestou queixa e fez exame de corpo de delito.

“Sei que não fui a primeira e certamente não serei a única, mas quero que as pessoas saibam que podem denunciar esses abusos”, disse a vítima.

(foto: reprodução/arquivo pessoal)

O PNB conversou com a vice-presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) de Juazeiro, Márcia Guena, que repudiou o ato de agressão da polícia.

“Estamos decepcionados com a ação da polícia no carnaval de Juazeiro, porque nós já realizamos uma audiência pública para falar desse tipo de abordagem, enviamos documentos para todos os órgãos, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal e para o Ministério Público, denunciando esse tipo de ação. Esperávamos que nesse carnaval essa ação do Compir tivesse algum resultado”.

Márcia disse ainda que o caso já foi encaminhando para alguns órgãos e alerta para o serviço aberto na cidade de Juazeiro, para denunciar agressões raciais. “Já contatamos o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia, denunciando o caso, e já comunicamos à reitoria da Uneb. O que resta ao Conpir é permanecer nessa pressão para que essas ações não aconteçam mais. Nós lançamos em novembro passado o ‘SOS Racismo’, que está aberto para escuta de denúncias de racismo e de violência dessa natureza”, afirmou.

A Uneb se pronunciou enviando uma nota à imprensa repudiando a ação contra a aluna da instituição.

“A Comunidade Acadêmica do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, manifesta seu repúdio e repulsa à atitude de um Policial Militar, que, no circuíto do Carnaval, durante a madrugada deste domingo (28), sem motivo aparente, agrediu de forma violenta e covarde uma jovem aluna do curso de Direito do DTCS-UNEB que se encontrava pacificamente na avenida brincando o carnaval. Solicitamos do comando da corporação Polícia Militar e das demais autoridades competentes a imediata apuração e responsabilização do(s) envolvido(s) no bárbaro ato.”

Prof. Fábio Gabriel Breitenbach
Diretor em exercício

Prof. Jairton Fraga Araújo
Diretor

Comunidade Acadêmica/Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais/Universidade do Estado da Bahia

Da Redação

Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia visita Juazeiro

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(foto: Luiz Washington)

Durante visita à cidade de Juazeiro, na Bahia, na tarde do último sábado (27), o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ângelo Coronel (PSD), falou sobre uma possível extinção do Tribunal de Contas (TCM) da Bahia. Para o deputado, é inaceitável que uma conta seja rejeitada pelo TCM por uma questão do índice de pessoal acima da normalidade.

“Hoje se uma prefeitura passar de 54% de gastos com folha de pessoal, as suas contas são rejeitadas. Só que tem programas federais que absorvem até 15% da folha de pagamento. O Fundeb mesmo exige que você gaste 60% da receita com folha de pagamento, e ao mesmo tempo a Lei de Responsabilidade fiscal quer que você gaste 54%. É contraditório. Nós estamos com uma PEC para extinguir o Tribunal de Contas caso não sejam retirados os índices dos programas federais da prestação de contas”, afirmou.

Segundo Coronel, em março deve ser baixada uma portaria retirando os índices de programas federais das prestações de conta dos prefeitos, afim de corrigir a distorção.

O deputado também comentou sobre a decisão da justiça em bloquear R$ 10 milhões da conta do órgão público por não cumprir a sentença que obrigava a nomeação de 98 candidatos aprovados em concurso público e o desligamento do mesmo número de contratados temporários pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

“Esse concurso foi feito na gestão de Marcelo Nilo, meu antecessor, e ele não convocou os concursados. Mas logo quando eu entrei, eu chamei todos os 98 candidatos. O juiz cometeu um equívoco porque ele não acompanhou a evolução, tanto é que o Tribunal de Justiça, por unanimidade, anulou a decisão e desbloqueou o recurso”, disse.

Eleições 2018

De acordo com Coronel, em 2018, o partido (PSD) deve lançar seu nome como pré-candidato ao cargo de Senador Federal pelo Bahia. Além disso, segundo ele, o PSD já está fechado com a chapa do atual governador Rui Costa (PT) na próxima eleição.

A visita do deputado à Juazeiro teve o objetivo de conquistar o apoio de lideranças políticas regionais para as eleições de 2018. O encontro reuniu o prefeito de Juazeiro, Paulo Bonfim, vereadores, empresários e representantes de associações.

Ângelo Coronel (PSD) foi eleito em fevereiro de 2017, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. Concorrendo em chapa única, foi eleito com 57 votos.

Da Redação por Thiago Santos

Sistema ‘zona azul’ não funcionará dia segunda-feira (29), feriado municipal

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(foto: reprodução)

Em virtude do feriado de carnaval, o estacionamento rotativo ‘zona azul’ não funcionará na próxima segunda-feira (29), na cidade de Juazeiro. A informação é da Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte (CSTT).

A decisão do feriado municipal segue a Lei nº 2.516/2014, que determina a data do Carnaval antecipado de Juazeiro Como um dos feriados municipais. Neste dia, os serviços de urgência e emergência de saúde – como Samu, UPA e Maternidade, assim como a limpeza pública da cidade, estarão mantidos.

O sistema zona azul volta a funcionar normalmente a partir das 8h da segunda-feira.

Da Redação

Número de assassinatos de travestis e transexuais é o maior em 10 anos no Brasil

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(foto: reprodução/internet)

De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apenas em 2017 foram contabilizados 179 assassinatos de travestis ou transexuais. Isso significa que, a cada 48 horas, uma pessoa trans é assassinada no Brasil. Em 94% dos casos, os assassinatos foram contra pessoas do gênero feminino.

Os dados são detalhados no Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017, lançado nesta quinta-feira (25), pela Antra, em Brasília.

A secretária de Articulação Política da Antra e autora do estudo, Bruna Benevides, disse que a violência está atrelada não ao exercício da sexualidade, mas à identidade de gênero. “A gente diz que o machismo é a sementre do ódio e do preconceito. É como se os corpos dessas pessoas que desafiam as normas tivessem que ser expurgados da sociedade. E é isso que a sociedade tem feito”, disse.

O relatório destaca que o número de assassinatos em 2017 é o maior registrado nos últimos 10 anos. Apenas entre 2016 e 2017 houve um aumento de 15% de casos notificados. A organização aponta que a situação mantém o Brasil no posto de país onde mais são assassinados travestis e transexuais no mundo. Em segundo lugar está o México, com 56 mortes. A comparação é feita tendo como base os dados da ONG Internacional Transgender Europe (TGEU).

No Brasil, de acordo com o mapa, o Nordeste é a região que concentra o maior número de mortes, 69. Depois estão o Sudeste, com 57; o Norte e Sul, com 19 cada; e o Centro-Oeste, com 15. Em números absolutos, Minas Gerais é o estado que mais mata a população trans. Em 2017, 20 pessoas trans foram mortas em decorrência do preconceito contra sua identidade de gênero. Na Bahia, foram 17. Em São Paulo, 16, mesmo número do Ceará. No Rio de Janeiro, 14, como em Pernambuco. Alagoas, Espírito Santo e Tocantins registraram sete mortes cada um. Mato Grosso, seis. Cinco pessoas trans foram assassinadas no Amazonas, Goiás, Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina. No Tocantins, 3. Já o Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Sergipe somam duas mortes cada. Uma morte ocorreu no Acre, Amapá, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

Perfil das vítimas

A maior parte das vítimas da violência transfóbica possui características semelhantes. Além do gênero, a idade é um fator que merece destaque. No relatório, não foi possível identificar a idade de 68 pessoas. Das outras 111, 67,9% tinham entre 16 e 29 anos. Pessoas que foram assassinadas entre os 30 e 39 anos representam 23% do total, ao passo que as entre 40 e 49 anos, 7,3%. Já as maiores de 50 anos, 1,8%.

De acordo com Bruna Benevides, os dados confirmam a baixa expectativa de vida da população trans. Baseada em pesquisas, a Antra aponta que ela é de cerca de 35 anos, metade da média da população brasileira. “Infelizmente, no Brasil, ser travesti e transexual é estar diretamente exposta à violência desde muito jovem. Começa na infância, família, depois na segunda instituição social que é a escola, que forma pessoas preconceituosas que vão reproduzir esse preconceito na sociedade em geral”, detalha.

As vítimas também têm cor preferencial. De acordo com o mapa, “80% dos casos foram identificadas como pessoas negras e pardas, ratificando o triste dado dos assassinatos da juventude negra no Brasil”. Associando diferentes formas de opressão, Bruna Benevides conclui que, “não é seguro, hoje, no Brasil, ser travesti e transexual, como não é seguro ser mulher e negro no país”.

Do total das pessoas mortas, 70% eram profissionais do sexo. Daí também o fato de 55% dos crimes terem ocorrido nas ruas. Para a Antra, os dados mostram “o ódio às prostitutas, em um país que ainda não existe uma lei que regulamente a prostituição que, apesar de não ser crime, sofre um processo de criminalização e é constantemente desqualificada por valores sociais pautados em dogmas religiosos que querem manter o controle dos seus corpos e do que fazemos com eles”.

Requintes de crueldade

Ao adentrar a história desses assassinatos, a Antra detalhou também os tipos de agressões praticadas. Apenas em sete casos não foi possível, por exemplo, identificar o instrumento utilizado no ato criminoso. Conclui que, dentre os identificados, em 52% as mortes foram cometidas com o uso de armas de fogo; em 18% por arma branca e, em 17%, por espancamento, asfixia e/ou estrangulamento. Em muitos, houve associação de mais de um tipo de arma.

“A associação mais comum é com a agressão física, tortura, espancamento e facadas. 85% dos casos os assassinatos foram apresentados com requintes de crueldade como uso excessivo de violência, esquartejamentos, afogamentos e outras formas brutais de violência. O que denota o ódio presente nos casos. Onde vemos notícias de corpos gravemente mutilados, tendo objetos introduzidos no ânus das vítimas, tendo seus corpos incendiados e jogadas de viadutos”, diz o texto.

“Não é só matar. É matar, esquartejar. Para expurgar toda e qualquer possibilidade de existência e também de humanidade”, analisa Bruna. Apesar dessa situação, a impunidade também é uma marca presente nesses crimes, conforme a associação. De acordo com o relatório, foram encontradas notícias de apenas 18 casos em que os suspeitos foram presos, o que representa pouco menos de 10% do total.

Subnotificação

A autora do relatório aponta que, por não existirem dados oficiais sobre a violência contra a população trans no Brasil, o levantamento anual é feito a partir de pesquisa em matérias de jornais e informações que circulam na internet, bem como de relatos que são enviados para a organização. A coleta é diária e manual. Ao longo desse trabalho, as informações são inseridas em um mapa virtual, que detalha nome, identidade de gênero da vítima, local da morte e o que mais estiver disponível.

A falta de dados não permitiu, por exemplo, a inclusão na lista de sete mortes que não puderam ser tipificadas como assassinatos, bem como aquelas que ocorreram no exterior. O relatório também não incluiu o número de suicídios, por não serem necessariamente derivados da condição de gênero, embora as organizações que reúnem pessoas trans apontem o alto índice de suicídios decorrentes do preconceito, violências e outras dificuldades que marcam a vida de travestis e transexuais.

“Nós forjamos formas de levantar dados, já que o Estado não os têm. Não há, por exemplo, uma política de respeito ao uso do nome social pela polícia nos boletins de ocorrência. Sobra pra gente traçar estratégia”, aponta. Antes da Antra, o Grupo Gay da Bahia (GGB) já fazia esse mapeamento. Uma semana atrás, foi lançado levantamento do grupo sobre a morte de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia. O relatório apontou a ocorrência de 445 mortes, número também recorde.

Agência Brasil

Contra presença de líder do MBL, escritora Marcia Tiburi abandona programa ao vivo

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(foto: reprodução)

A filósofa e escritora Marcia Tiburi está no centro de uma polêmica desde quinta-feira (25), quando abandonou o estúdio de uma rádio de Porto Alegre durante uma entrevista ao vivo. Autora dos livros Ridículo Político e Como Conversar com um Fascista, Tiburi se negou a discutir com o líder do MBL Kim Kataguiri.

Ela soube da presença do jovem enquanto estava no ar, mas nem por isso, se sentiu obrigada a permanecer no estúdio. “Credo! Eu não vou sentar com este cara, Juremir. Gente, acabei de encontrar Kim Kataguiri. Estou fora, meu!”, disparou. Os dois deveriam debater juntos a confirmação, em segunda instância, da condenação do ex-presidente Lula, na 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

“Me avisa da próxima vez quem você convida para o seu programa”, pediu a filósofa ao jornalista Juremir Machado da Silva, apresentador do programa. “Você deveria ter me avisado. Tenho vergonha de estar aqui. Que as deusas me livrem. Não converso com pessoas indecentes, perigosas”, afirmou recolhendo seus objetos e abandonando o programa.

Quando o apresentador tentou argumentar, Marcia pediu para que, da próxima vez que for convidada para uma entrevista, seja avisada com quem irá debater. Também observou que, apesar do apreço pelo apresentador, sentia vergonha de estar diante do líder do MBL. Kataguiri, por sua vez, se disse apenas “decepcionado” com a postura de Tiburi, e brincou: “sou um japonês inofensivo”.

Diante da repercussão do caso nas redes sociais, Tiburi se pronunciou através de uma carta aberta publicada no site da Revista CULT (confira na íntegra aqui). Dedicada a Juremir, apresentador do programa, a filósofa se disse perplexa e afirmou que “a ofensa que senti naquele momento era inevitável”. “Meu estômago não permitiria, em um dia no qual assistimos a uma profunda injustiça, ouvir qualquer pessoa que faça disso motivo de piada ou de alegria. Não sou obrigada a ouvir quem acredita que justiça é o que está em cabeças vazias e interessa aos grupos econômicos que, ao longo da história do Brasil, sempre atentaram contra a democracia”, escreveu.

Além das publicações, Marcia também é conhecida por ter participado semanalmente do programa Saia justa, no canal por assinatura GNT. Atualmente, ela é professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. A filósofa é defensora da corrente de pensamento que defende que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi resultado de um golpe, assim como a condenação do ex-presidente Lula.

Correio da Bahia

Tô na Paz reúne milhares de pessoas na Orla II de Juazeiro

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(foto: divulgação)

O evento ‘Tô na Paz’ aconteceu na noite da última quinta-feira, 26, e reuniu milhares de pessoas na Orla II com as atrações Viola Santa, A Rede, Trovão de Deus e Marcos Antônio, o Negrão Abençoado. O prefeito Paulo Bomfim, acompanhado da primeira dama Nelma Bomfim, do deputado estadual Roberto Carlos, além de vereadores, assessores e secretários municipais, prestigiou o evento.

O público era composto, em sua grande maioria, por evangélicos protestantes, mas havia pessoas de outras religiões também presentes. “Que festa linda! Carnaval chegando e a festa abre dessa forma, com muito louvor e pedindo a Deus que abençoe a cidade, as pessoas que irão brincar o carnaval. Não sou evangélico, mas fiz questão de estar aqui”, disse o empresário Luís Sousa.

O Secretário de Cultura, Turismo e Esportes, Sérgio Fernandes, explicou que o ‘Tô na Paz’ acontece após projeto de lei do vereador Charles Leal. “Queremos agradecer ao vereador pela ideia, ao deputado Roberto Carlos por apoiar e ao prefeito Paulo por realizar o Tô na Paz. Foi uma festa muito bonita e com milhares de pessoas participando”, afirma.

“Fomos convidados a participar do Tô na Paz e foi um momento de adoração e louvor, momento de renovar as energias positivas junto com aquela multidão que também tinha essa mesma intenção. Toda a organização está de parabéns pelo maravilhoso evento”, conclui o Prefeito Paulo Bomfim.

Por Ramáiana Leal/SECULTE

#CarnavalSemAssédio: manual prático “para não ser um idiota no carnaval”

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Começa hoje (26) e segue até o próximo domingo (28), o carnaval de Juazeiro, que nesse ano traz o tema “O Brilho da nossa gente”. E diante do alto índice de casos de assédio e abusos que grande parte do público feminino enfrenta no Carnaval, o Preto no Branco demonstra apoio à campanha #CarnavalSemAssédio e lança um manual prático “Para não ser um idiota no carnaval”.

O manual contém dez imagens que trazem mensagens esclarecedoras sobre a paquera no carnaval. “Eu olhei, ela olhou, eu paquerei, ela paquerou, bateu a química. Se não for assim, é assédio”, “Puxar o cabelo e beijar à força é crime, tá ligado?” e “NÃO é NÃO!” são algumas das frases.

A iniciativa tem o objetivo de combater o machismo e repudiar abordagens desrespeitosas que ultrapassem o limite da paquera (como beijo forçado, puxão de cabelo, cantadas constrangedoras, “mão boba”), já que muitas vezes causam constrangimento ou incômodo às vitimas. 

A campanha foi lançada em 2017 pelo Catraca Livre.

Por um #CarnavalSemAssédio, compartilhe o manual nas suas redes sociais.

Da Redação