Preto no Branco

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15 mitos e verdades sobre nome sujo no Serasa, SPC e SCPC

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Lentamente, a quantidade de brasileiros com nome sujo cai, com o aumento da confiança na recuperação da economia. Mas o Brasil ainda tem 60,4 milhões de inadimplentes, segundo o Serasa. Se você é um deles, é hora de buscar informações para regularizar sua situação.

Pensando nisso, o site EXAME preparou um guia de mitos e verdades sobre nome sujo, para esclarecer quais restrições a negativação traz e quais seus direitos nessa situação. Confira a lista de mitos e verdades a seguir e corra para limpar seu nome e reduzir as estatísticas.

1. A empresa precisa avisar que meu nome será negativado.
VERDADE. Quando a empresa credora coloca o CPF de um devedor no Serasa, SPC Brasil ou Boa Vista SCPC, o devedor tem direito a receber uma notificação do órgão de proteção ao crédito, informando que, se não quitar a dívida dentro de um prazo, seu nome será negativado.

O Código de Defesa do Consumidor determina que a notificação tem que ser enviada com antecedência, por escrito.

2. Se renegociar a dívida, meu nome continua sujo até quitá-la.
MITO. Ao renegociar a dívida, o consumidor tem que assinar um documento com os detalhes dessa renegociação, a dívida anterior é extinta e uma nova dívida surge. Nesse caso, seu nome deve ser retirado dos cadastros negativos após o pagamento da primeira parcela.

Se isso não acontecer, o consumidor pode entrar com uma ação judicial contra a empresa, pedindo a imediata exclusão e indenização. Porém, ao renegociar a dívida, o devedor precisa ter certeza de que conseguirá arcar com as parcelas. Se não conseguir cumprir com o combinado nas datas agendadas, seu nome volta a ficar sujo.

3. Meu nome pode ser negativado sem eu estar devendo.
VERDADE. Falsificações de documentos e assinaturas são muito comuns e podem levar consumidores à inadimplência injustamente. Nesse caso, ao ser notificado por nome sujo, é importante que o consumidor faça um boletim de ocorrência e procure a empresa credora para resolver a situação.

Também é indicado que o consumidor avise órgão de proteção ao crédito de que sua documentação foi clonada. “Ao saber da fraude, o bureau de crédito dá um tratamento diferente à cobrança”, explica Raphael Salmi, diretor de gestão e estratégia de Limpa Nome, do Serasa.

Se buscar a Justiça, o consumidor que sofreu a fraude também tem direito a ser indenizado pela empresa credora por danos morais, segundo Lívia Coelho, advogada da associação de consumidores Proteste. O consumidor só não tem direito à indenização por danos morais se já esteve com o nome sujo antes.

4. Posso receber mensagens e ligações insistentes de cobrança.
MITO. Receber diariamente mensagens e ligações de cobrança ou passar por situações de constrangimento pode ser considerado cobrança abusiva, segundo o Código de Defesa do Consumidor.

“Se o consumidor se sente constrangido ou com a sua privacidade invadida, deve denunciar a empresa no Procon ou entrar na Justiça”, orienta Flávio Borges, superintendente de finanças do SPC Brasil.

Mas, para evitar amolações, é melhor se precaver. Quem está inadimplente deve buscar um acordo com o credor o quanto antes, para evitar que a dívida vire uma bola de neve no futuro. O consumidor pode procurar diretamente o credor ou utilizar os serviços de renegociação de dívida online dos cadastros de inadimplência como Serasa, SPC Brasil e Boa Vista SCPC.

Procons e associações de defesa do consumidor também podem ajudar nessa negociação com as empresas. Veja o passo a passo para limpar seu nome e dicas para renegociar sua dívida.

Além disso, consumidores podem bloquear ligações indesejadas ao se cadastrar em serviços dos Procons e do Ministério Público.

5. O banco pode impedir que eu abra uma conta.
VERDADE. O banco pode impedir a abertura de conta corrente e, para quem já é correntista, pode bloquear o cheque especial e suspender a entrega de talões de cheques.

6. O banco pode impedir que eu use meu cartão de crédito.
MITO. Quem já possui cartão de crédito e outros empréstimos pode continuar usando o serviço, mesmo com o nome sujo. “O banco não pode cortar um serviço que o cliente já contratou, nem alterar as regras do contrato sem avisar com antecedência”, explica Lívia, da Proteste.

Mas vale lembrar que todo cuidado é pouco com o cartão de crédito, para não se endividar ainda mais. Além disso, a instituição financeira pode dificultar a concessão de novos serviços de crédito, como cartões, empréstimos e financiamentos.

7. O banco pode impedir que eu pague contas no débito automático.
MITO. O pagamento de contas no débito automático é, inclusive, uma boa forma de evitar novas dívidas.

8. O banco pode descontar dinheiro da minha conta automaticamente.
VERDADE. O banco pode descontar dinheiro automaticamente da conta corrente por causa de um empréstimo não pago, desde que isso esteja previsto em uma cláusula no contrato. Segundo o Superior Tribunal de Justiça, o banco pode descontar o valor que quiser. Somente para empréstimos consignados, há um limite de 30% do valor em conta corrente.

Se o consumidor se sentir lesado por um desconto excessivo, que limite sua subsistência, deve buscar a Justiça para renegociar o desconto ou a dívida.

9. Posso ser recusado em uma vaga de emprego.
VERDADE. Desde 2012, o Tribunal Superior do Trabalho determina que qualquer empregador pode definir se contrata ou não um funcionário se o nome dele está sujo.

10. Um concurso público pode me eliminar.
MITO. Concursos públicos não podem eliminar candidatos por nome sujo, com exceção de concursos para o setor bancário, para cargos no Banco Central, na Casa da Moeda ou no BNDES, por exemplo.

11. A instituição de ensino pode recusar a renovação da minha matrícula.
VERDADE. Escolas e faculdades podem recusar a renovação de matrícula por inadimplência, desde que não haja constrangimento. Além disso, durante o ano letivo, a instituição de ensino não pode impedir o aluno de frequentar as aulas ou realizar provas, nem se recusar e entregar o certificado.

12. Posso ser impedido de tirar passaporte ou visto.
MITO. O consumidor não pode ser impedido de tirar passaporte, nem visto para o exterior, por causa do nome sujo.

13. Há um prazo máximo para meu nome ficar sujo.
VERDADE. Há um prazo máximo de cinco anos para que o CPF negativado saia dos órgãos de proteção ao crédito, a partir da data da dívida. Após esse prazo, o nome do devedor precisa ser retirado da lista de inadimplentes, ou seja, volta a ficar limpo.

Porém, depois de cinco anos, a dívida não deixa de existir e o credor ainda pode cobrá-la na Justiça. “Nesse caso, o devedor é obrigado a se manifestar e a arcar com o pagamento”, explica Lívia, da Proteste.

14. Outra empresa pode comprar minha dívida.
VERDADE. É comum que devedores recebam cartas ou ligações de outras empresas, dizendo que “compraram” a dívida do credor.

Porém, mesmo com a “cessão” da dívida para outra empresa, o prazo de cinco anos a partir da data da dívida para que o CPF negativado saia dos órgãos de proteção ao crédito continua valendo. Ou seja, o registro de inadimplência não é renovado por mais cinco anos.

15. O banco pode negar crédito depois que eu limpei meu nome.
VERDADE. O credor pode negar crédito ao consumidor que ficou devendo, mesmo que tenha pagado a dívida ou que o débito tenha caducado após cinco anos.

Nos bureaus de crédito, consumidores têm um score de crédito, uma pontuação que indica a chance de você conseguir empréstimos, financiamentos e carnês no mercado. Com nome sujo, a pontuação de crédito cai, mas pode subir com o tempo, na medida em que o consumidor realiza pagamentos em dia novamente, entre outras iniciativas.

“É como emprestar dinheiro para um amigo que demora para pagar de volta. Mesmo depois que ele paga, você fica desconfiado de emprestar de novo, mas com o tempo, retoma a confiança”, explica Raphael, do Serasa. Veja como checar sua pontuação de crédito e aumentá-la.

Exame

“A volta da chuva aos sertões” – por Roberto Malvezzi

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Roberto Malvezzi "Gogó"

Depois de longos anos com chuvas abaixo da média, agora chove por todo sertão do Semiárido Brasileiro. Como cantava Gonzaga: “rios correndo, as cachoeiras tão zoando, terra molhada, mato verde que riqueza e a asa branca à tarde canta, ai que beleza, ai, ai o povo alegre, mais alegre a natureza”.

Os grandes reservatórios ainda estão secos ou muito baixos, mas os reservatórios médios, pequenos e micros, como as cisternas, já estão todos cheios. São eles que importam realmente no cotidiano de nosso povo. As grandes obras tem pouca serventia à população difusa do Semiárido. Por isso, o problema da água hoje é mais grave no meio urbano que no meio rural Nordestino.

O ciclo das águas é fundamental para todos os mananciais de superfície e subterrâneos. São as chuvas que repões os rios, lagos e aquíferos. Sem a renovação constante do ciclo a vida se interrompe.

É esse alerta dramático que pessoas sábias, cientistas e movimentos sociais fazem ao mundo predador do capitalismo, particularmente ao agro e hidronegócios. Sem Amazônia e sem Cerrado o ciclo de nossas águas estará interrompido, com a extinção dos grandes aquíferos que se localizam no Cerrado e abastecem perenemente rios como o São Francisco, Araguaia e Tocantins.

A Oligarquia Internacional da Água, rótulo que lhe atribui Ricardo Petrella, vai se reunir em Brasília no mês de março. São as grandes transnacionais da água, que querem sua privatização geral, sua mercantilização e sua transformação em um produto comercial qualquer. Essas empresas elaboraram o novo discurso da água, com sua teoria de escassez, valor econômico, privatização e mercantilização como soluções para os problemas hídricos do mundo inteiro.

Ao mesmo tempo se reunirá o Fórum Mundial Alternativo da Água (FAMA) para contrapor ao discurso do capital os valores da água como o biológico, social, ambiental, paisagísticos, etc., recusando a sua privatização e garantindo a água como direito fundamental de toda pessoa humana e de todos os seres vivos.

Essa é uma das guerras mais insanas da humanidade. Num país caoticamente político como o nosso, Temer está realizando a entrega de nossos aquíferos, particularmente o Guarani, para grandes empresas como a Coca-Cola, Nestlé e outras transnacionais da água. Uma tragédia cruel e anunciada.

O golpe chegou também na água.

Roberto Malvezzi (Gogó)

‘Usar fantasia de índio não é homenagem, é racismo’, diz ativista

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(foto: reprodução/Facebook)

Cocar, pinturas e saia com penas: a fantasia de índio está presente nas festas e blocos de rua durante todo o Carnaval. Disfarçada de “homenagem”, a prática é considerada racista por se apropriar da cultura dos povos, que até hoje são vítimas de genocídio.

Recentemente, a artista indígena Katú Mirim publicou um vídeo nas redes sociais explicando por que o uso desses trajes é algo racista e lançou o protesto #ÍndioNãoÉFantasia. “Isso é racismo. Indígenas existem, resistem e temos cultura”, diz. No post, a ativista foi atacada com comentários preconceituosos, como “índio que é índio mora no mato” e “volta para a aldeia”.

“Usar fantasia de índio é racismo porque discrimina nossa raça, fortalece o estereótipo do índio folclore e a hipersexualização da mulher indígena”, explica Katú em entrevista ao Catraca Livre. Em seu canal no YouTube, ela compartilhou outro vídeo sobre o assunto:

https://www.youtube.com/watch?v=ivCeCueV1nc

A decisão de gravar o vídeo veio após algumas compras na rua 25 de março, no centro de São Paulo. “As vitrines das lojas estavam lotadas de cocares e aquela cena ficou na minha cabeça. Para mim foi como ver meus ancestrais e a mim mesma sendo pendurados”, relata.

Para a ativista, o uso da fantasia de índio é apenas a “ponta do iceberg”. “O assunto é só um start para as discussões sobre questões raciais, direitos, visibilidade e representatividade dos povos originários”, afirma.

“Desde 1492, quando invadiram e colonizaram a América, o genocídio aliado ao etnocídio, assim que o Estado Brasileiro foi sendo construído. Uma terra indígena, onde a chamada ‘evolução’ foi agindo pela eliminação dos povos originários, da raça indígena. Raça essa que só entrou no IBGE em 1991. Se isso não é racismo é o que, então?”, completa.

Segundo Katú, a palavra fantasia tem uma conotação de falsidade, de algo que não existe. “Os povos indígenas já são estereotipados e descriminados, e a sociedade só lembra da nossa existência quando lhe convém, como é o caso da fantasia, que pega os nossos símbolos sagrados e os transforma em mercadoria e meros adornos descartáveis.”

Em 2017, a artista decidiu usar suas ações pela causa indígena para fundar o movimento “VI Visibilidade Indígena”, que luta pelos direitos e representatividade dos povos.

Catraca Livre

Marchinha de carnaval ironiza possível privatização do Carnaval de Petrolina

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A mudança no modelo de realização do Carnaval de Petrolina está rendendo muitas críticas negativas. Assim como aconteceu em Juazeiro, na festa de  momo da cidade pernambucana alguns espaços foram fechados, obrigando os foliões a consumirem bebidas e comidas comercializadas dentro do Polo da Porta do Rio, na orla da cidade, e do Polo da Praça 21 de Setembro, o que gerou insatisfação em grande parte dos foliões.

Um vídeo postado neste domingo (12) em um canal no Youtube fortalece as críticas em relação a possível privatização do Carnaval de Petrolina, reforçando a necessidade de uma festa democrática, sem as ruas fechadas, e estimula os foliões a não se sentirem reprimidos com o novo modelo da festa.

Entenda

Assim como aconteceu no Carnaval de Juazeiro 2018, a prefeitura de Petrolina adotou um novo modelo para a realização da festa: através de abertura de licitação, ‘vendeu’ o espaço da festa para uma empresa, que fica com a responsabilidade de montar toda a infraestrutura do espaço, inclusive de bebidas e comidas.

Dessa forma, fica proibida a entrada de pessoas portando bebidas, garrafas de vidros, copos de vidros, isopores, bolsas térmicas, caixas térmicas ou qualquer outra forma de armazenar e transportar bebidas, sejam elas alcoólicas ou não. Assim os foliões só podem consumir as bebidas e comidas vendidas pelas concessionárias no interior dos Polos.

De acordo com a Prefeitura Municipal, tais medidas visam evitar a entrada de armas e também reduzir a aglomeração na hora da revista pessoal, o que consequentemente, gera mais segurança aos foliões durante o Carnaval de Petrolina, além de significar redução de gastos do cofre público.

Da Redação

Carnaval de Petrolina: Bailinho infantil anima famílias na Praça 21 de Setembro

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(foto: divulgação)

Uma festa para toda a família: é assim que podemos resumir este domingo (11) do Carnaval de Petrolina no tradicional Polo da 21 de Setembro.

Com muita fantasia, colorido e confete, a DJ Candite comandou o bailinho infantil e colocou as crianças para dançar ao som de hits do momento, além de fazer os pais relembrarem à infância com sucessos dos anos 80, como ‘Ilariê’, da Xuxa.

Amanda Nogueira, 34, dançou toda a coreografia. “Que bom poder mostrar aos nossos filhos que a gente também dançava, também se divertia e que bacana poder resgatar isso hoje” diz, acompanhada pelas filhas Alice, e de 5 anos e Sofia de apenas 2 anos.

Mas, a animação não parou por aí. O cantor Nilton Freitas, seguido de Edênio Lima, continuou a folia de Momo. Blocos de rua como ‘Herói ou Malandro’, ‘Requebra’, ‘Arrastão Maravilha’ e ‘Arrasta Jegue’ e as orquestras de chão ‘Baque Virado’, ‘D’ Batuki’ e ‘Metais de Ouro’ também abrilhantaram a 21 de Setembro com o autêntico frevo.

A programação oficial do Carnaval de Petrolina teve início neste sábado (10) e segue até a próxima terça-feira (13). Com cinco polos de festa, a folia momesca conta com mais de 50 atrações.

(foto: divulgação)

Ascom/PMP

Juízes que condenaram Lula ganham auxílio-moradia mesmo possuindo imóvel em Porto Alegre

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(foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Dois dos três desembargadores do TRF-4 que condenaram o ex-presidente Lula sem provas no caso do triplex do Guarujá também recebem auxílio-moradia, mesmo possuindo imóvel na cidade em que residem, Porto Alegre. Assim como o juiz federal Sérgio Moro, Leandro Paulsen, revisor da sentença contra Lula, e Victor Laus, recebem R$ $ 4.378.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo neste domingo (11), em 2014, Laus comprou por R$ 255 mil um apartamento no Moinhos de Vento, bairro nobre na região central. Em dezembro de 2017, rendimento bruto do magistrado era de cerca de R$ 106 mil, somados benefícios e gratificações. Seu salário-base foi de cerca de R$ 30,5 mil.

Já Leandro Paulsen adquiriu um apartamento por R$ 432 mil em 2009. O magistrado investiu R$ 50 mil de recursos próprios e financiou outros R$ 382 mil com a Caixa Econômica Federal, a ser pagos em até 360 meses (30 anos). O imóvel fica no bairro nobre Três Figueiras.

Em dezembro de 2017, Paulsen teve rendimento bruto de cerca de R$ 47,4 mil, contados os R$ 4.378 do auxílio-moradia. Seu salário-base é igual ao de Laus: aproximadamente R$ 30,5 mil.

Relator da Lava Jato na corte regional, João Pedro Gebran Neto, natural de Curitiba, não possui imóvel próprio em Porto Alegre. Ele também recebe auxílio-moradia.

Os três começaram a fazer uso do benefício em outubro de 2014, um mês depois de decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, que estendeu o auxílio a todos os juízes, mesmo os que já tinham imóvel próprio.

Dos 494 magistrados da 4ª Região, que compreende os três Estados do Sul, só 74, ou 15%, não ganham auxílio-moradia. O gasto mensal com o benefício chega a R$ 1,84 milhão. Em 2017, o gasto anual foi de R$ 21,4 milhões. Desde a liminar de 2014, o auxílio-moradia aos magistrados da 4ª Região já custou R$ 71,3 milhões.

Brasil 247

MPF quer suspensão de leis sobre abordagem de gênero e escola sem partido

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A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal (MPF), quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda e julgue a inconstitucionalidade de duas leis municipais que tratam do ensino de questões de gênero e da escola sem partido. Para a procuradoria, as regras violam garantias fundamentais do direito à educação.

Uma das leis foi aprovada pelo município de Criciúma, em Santa Catarina, e cria o chamado Programa Escola Sem Partido. A norma n° 7.159/2018 diz que “o poder público não se imiscuirá no processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permitirá qualquer forma de dogmatismo ou proselitismo na abordagem de gênero”. Também estabelece que o s professores não podem manifestar opinião política ou estimular a participação dos estudantes em protestos, entre outras regras.

A outra norma que o órgão do MPF pede que seja sustada é a do município de Ocauçu (SP). Nesta cidade, a Lei 1.725/2017 proibiu a distribuição, apresentação ou indicação de qualquer material, como livros e filmes, “contendo manifestação subliminar da igualdade (ideologia) de gênero nos locais Públicos, Privados de Acesso ao Público e Entidades de Ensino”. Entre os temas vetados, a norma cita explicitamente “igualdade ou desigualdade de gênero”.

Direito à educação

A Procuradoria afirma que as leis violam o direito à educação, a liberdade de ensino e o direito da criança, do adolescente e do jovem a ser colocado a salvo de toda forma de discriminação e violência. Afirma também que as normas ferem o direito de o estudante receber uma educação que o prepare para o exercício da cidadania, o respeito à diversidade e para o convívio em uma sociedade plural – princípios tratados como básicos pela Constituição Federal brasileira. Além disso, aponta que elas violam o pacto federativo por incidirem em uma área, a fixação de diretrizes e bases da educação, que é de competência federal.

Por outro lado, pondera que o Brasil é signatário de pactos que tratam da questão de gênero, como a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra Mulher, de 1994, que prevê a educação como instrumento imprescindível para o combate à violência contra a mulher.

Após exposição sobre os conceitos e a doutrina jurídica, a procuradoria conclui que “o propósito da lei impugnada de cercear a discussão, no ambiente escolar, de certos assuntos, contraria os princípios conformadores da educação brasileira, dentre os quais, as liberdades constitucionais de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções religiosas e de concepções pedagógicas; e a gestão democrática do ensino público”.

As representações sobre as duas leis municipais foram entregues à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a quem cabe ingressar com ações perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Não há data fixada para que Dodge manifeste-se sobre o pedido.

Agência Brasil

Confira o que abre e fecha em Juazeiro entre segunda (12) e quarta-feira (14)

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Comércio – Os estabelecimentos comerciais da área central da cidade estarão funcionando normalmente todos os dias, de acordo com o Sindicato dos Comerciários;

Repartições públicas – A prefeitura municipal decretou ponto facultativo para o funcionalismo público municipal nesta segunda (12) e terça-feira (13). Já na quarta-feira (14) de Cinzas, o expediente se inicia a partir das 12h.

Os serviços considerados essenciais como limpeza pública, segurança e de saúde não sofrerão interrupção;

Mercado do Produtor de Juazeiro, feiras e mercados centrais – funcionarão normalmente, inclusive na terça-feira;

O Horário de funcionamento do entreposto durante o feriado será das 2h às 22h, no sábado até às 17h. Os mercados centrais funcionam das 8h às 18h.

Zona Azul – De acordo com a Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte (CSTT), o ‘Zona Azul’ irá funcionar normalmente hoje. Amanhã (13) não irá funcionar. O serviço retoma na quarta-feira a partir das 8h.

Shopping – De segunda à quarta, as lojas, quiosques e praça abrirão às 10h e fecharão às 22h. O cinema continua com sua programação normal;

Sebrae – O atendimento fica suspenso entre segunda e quarta-feira. As atividades serão retomadas também a partir de quinta-feira, 15, das 9h às 17h.

A Central de Relacionamento Sebrae (0800 570 0800) funciona normalmente até às 14h dessa sexta-feira e volta atender a partir das 8h de quinta-feira.

Bancos – De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências bancárias estarão fechadas na segunda-feira e na terça-feira de carnaval. Já na quarta-feira de Cinzas, os bancos abrirão somente às 11h.

A recomendação é que a população use os canais eletrônicos e correspondentes para efetuar saques ou pagamento de contas, que também podem ser feitos através de agendamento nos caixas eletrônicos, no internet banking e pelo atendimento telefônico do banco.

As contas de consumo (água, energia, telefone etc) e carnês que vencerem nos dias 12 ou 13 poderão ser pagas no dia 14 de fevereiro, sem acréscimo.

Da Redação

Diretor-geral da PF diz que não vai pedir demissão após polêmica

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(foto: reprodução/internet)

O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, afirmou hoje à Coluna que não pedirá demissão do cargo por causa da polêmica em torno de suas declarações à agência Reuters. O delegado sugeriu, segundo noticiado pelo site de notícias, que o inquérito que investiga o presidente Michel Temer deve ser arquivado. Segovia alegou que foi mal interpretado sobre suas declarações.

O presidente Temer é suspeito de beneficiar via decreto a empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos. O decreto ampliou o prazo para atuação da empresa no porto. O presidente nega as acusações. Nos últimos dias, Temer se mostrou incomodado com questionamentos do que recebeu do delegado que cuida do inquérito, Cleyber Lopes. A Coluna apurou que o inquérito ainda está em fase de diligência.

Na próxima semana, Segovia terá que se explicar ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, relator do inquérito contra Temer. O ministro tomou a decisão com base na reportagem da Reuters. Hoje, a agência de notícias retificou informação de que Segovia afirmou que o inquérito seria arquivado para indicou.

Segundo a Reuters, Segovia afirmou na sexta: “Até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção…então assim os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa.”

Estadão