Preto no Branco

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Juazeiro-BA: confira as vagas de emprego desta quinta-feira (15)

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O Sine Bahia divulgou as vagas de emprego que estão sendo oferecidas em Juazeiro, nesta quinta-feira (15). Para concorrer às vagas, os interessados devem levar carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e certificado de escolaridade e laudo médico (PCD).

Para conferir a lista completa de vagas, o trabalhador deve comparecer a unidade de Juazeiro. Para outras informações ligue: (74) 3611-6961.

VAGAS EXCLUSIVAS PARA A UNIDADE DE JUAZEIRO (15/02)

AUXILIAR ADMINISTRATIVO
Ens. Médio Completo
Experiência na Área de 06 Meses
01 Vaga

AUXILIAR DE COZINHA
Ens.Médio Completo
Experiência 06 Meses na Carteira
01 Vaga

AÇOUGUEIRO
Ens.Médio Incompleto
Experiência 06 Meses na Carteira
01 Vaga

BORRACHEIRO
Ens.Fund.Completo
Experiência na Área 06 Meses na Carteira
01 Vaga

CHURRASQUEIRO
Ens.Fund.Completo
Experiência na Área 06 Meses na Carteira
01 Vaga

CUIDADOR DE IDOSOS
Ensino Médio Completo
Experiência 06 Meses na Carteira
01 Vaga

ELETRICISTA
Ens. Médio Completo
Experiência 06 Meses na Carteira
10 Vaga

EMPREGADA DOMÉSTICA
Ens. Fund.Completo
Experiência na Área 06 Meses na Carteira
02 Vagas

SUPERVISOR DE VENDAS
Ens.Médio Completo
Experiência 06 Meses
01 VAGA

Da Redação

Diocese de Juazeiro lança Campanha da Fraternidade 2018 com dados sobre violência no campo e contra a mulher

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(foto: divulgação)

Com o tema “Fraternidade e superação da violência” e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), o lançamento da Campanha da Fraternidade 2018 apresentou histórias de pessoas que lutam pela superação da violência durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (14).

Com esta iniciativa, a Diocese de Juazeiro e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidam todos os homens e mulheres de boa vontade para percorrer o caminho da superação da violência crescente em todos os níveis. Violência de morte, de abuso de poder, de descarte da pessoa, de quebra de relações de confiança, de degradação da família, de ganância e corrupção, de marginalização da infância e da adolescência.

“Sabemos que a violência assusta e tem crescido. Só no interior da Bahia foram assassinadas mais de 3.300 pessoas, um número que assusta. Um sistema que gera a exclusão social, que gera a miséria no povo e nos coloca um desafio, um esforço de toda a sociedade para a realização de um mutirão”, enfatiza o bispo diocesano Dom Beto Breis.

Pastoral da Mulher

A coordenadora da Pastoral da Mulher em Juazeiro Fernanda Lins apresentou dados relevantes sobre a violência, fruto da sociedade, principalmente nos casos de prostituição na cidade.

“A pastoral atua a favor das mulheres, a exemplo da prostituição, que são muito mais violentas por exercerem essa profissão, pois a sociedade julga e aponta. Nós atuamos em 23 espaços de prostituição em Juazeiro como mulheres entre 18 e 29 anos, uma boa parte apresenta apenas o ensino fundamental II, equivalente a 42%. A maioria dos agressores são os maridos (companheiros) e detectamos que elas não conseguem enxergar os calotes que sofrem dos homens e nossa luta continua com os trabalhos de assistência”, disse.

Violência no campo

A realidade dos conflitos nos campos são inúmeras na região. Desde 1995 a Comissão Pastoral da Terra começou a publicar dados da violência dos últimos anos, que tem piorado, principalmente nos municípios de Casa Nova e Campo Alegre de Lourdes na Bahia.

“O ano passado foi um dos mais sangrentos, o tempo do terror, pois temos uma realidade de teimosia e resistência das comunidades, a lei diz que o governo deveria regularizar as terras em nome dos que habitam na localidade. Muitas pessoas foram ameaçadas de mortes e ainda são assassinadas. Mais de 13.500 pessoas na Bahia participaram de conflitos de terra só em 2016, em ocupações, o trabalho escravo aumentou. Na nossa região, a prática tem se dado com os grileiros, só em Casa Nova mais de mil famílias sofrem porque em fazendas estão realizando a plantação de eucaliptos e muitos empresários tiram o direito à terra das pessoas que sofrem violência”, ressaltou a coordenadora da Comissão Pastoral da Terra, Marina Rocha.

Ainda de acordo com a CPT, as comunidades persistem em permanecer nos territórios. Em 2017, foram assassinadas 65 pessoas, vítimas da violência no campo e o nível de crueldade aumentou com a retomada dos massacres. As áreas de pesquisas de minério na região também contribuem com a prática dos conflitos.

O pároco da Paróquia Nossa Senhora das Grotas Josemar Mota, enfatizou o tempo favorável, a quaresma, como um momento de reflexão, oração, partilha e humildade levando o amor ao próximo.

“Esse é o tempo em que todas as comunidades da Diocese realizam momentos de reflexão, celebrações e motivam os fiéis a seguir o exemplo de Jesus de amar ao próximo. Esses momentos são marcados durante os 40 dias, onde apresentamos a tradicional Caminhada da Penitência e Semana Santa”, concluiu o padre.

Ascom

Denúncia: Cinemark de Juazeiro proíbe presença de cão-guia em cinema e desrespeita lei de acessibilidade

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foto ilustrativa (reprodução/internet)

“Às vezes eu tenho a sensação de que, quanto mais trabalhamos para incluir as pessoas com deficiência, mais elas são excluídas e tem seus direitos negados”. Esse é o desabafo de Milton Carvalho, deficiente visual que reside em Juazeiro/BA e que alega ter tido um direito garantido por Lei negado nas dependências do Cinemark, no shopping de Juazeiro, na última segunda-feira (13).

Acompanhando de sua namorada, de um grupo de amigos, e de seu cão-guia, o servidor aproveitou o recesso de carnaval para ir assistir a um filme no shopping da cidade. Quando todos se encontravam acomodados na sala do cinema a espera do filme, Milton disse ter sido abordado por uma funcionária da empresa que alegou que não era permitida a presença do animal no espaço, e que portanto, deveria ser retirado do local.

“Eu disse-lhe que eu não sairia, uma vez que o acesso e permanência neste espaço é permitido por lei. Ela falou que iria notificar a gerência e, momentos depois veio, supostamente a gerente, também tentar me retirar da sala do cinema alegando “não ser permitido a entrada de cachorro no cinema”. Eu voltei a informar-lhe da lei e que o citado cachorro era um cão-guia”, contou Milton.

A Lei a qual Milton se refere é a 1.126/2004. No artigo 1º da Lei é previsto que é direito da pessoa com deficiência visual ingressar e permanecer em meios de transporte e em estabelecimentos abertos ao público, de uso público e privados de uso coletivo, acompanhada de cão-guia. A Lei 13.146/15 (Lei Brasileira de Inclusão) também assegura esse direito.

Mesmo citando a referida Lei, o servidor disse ainda que a suposta gerente tentou convencê-lo a se retirar da sala de cinema oferecendo cortesias. “Eu simplesmente respondi que eu não queria nenhuma cortesia, mas que meu direito fosse respeitado”, disse. “Ela não retornou nem para me dar um pedido de desculpas pelo constrangimento que me fez passar diante das pessoas que estavam comigo e das demais que estavam presentes na sala do cinema”, completou Milton.

A inclusão de pessoas com deficiência é ao mesmo tempo um desafio e e uma necessidade da sociedade. Driblar os preconceitos e as barreiras sociais ou infraestruturais não é uma tarefa fácil. Porém, as leis e projetos desenvolvidos são importantes para assegurar e promover o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais, visando a inclusão social e cidadania dessas pessoas.

“Até quando teremos os nossos direitos negados sempre que colocamos nossos pés para fora de nossas casas? Percebemos que o Cinemark Jua Garden Shopping, além de não respeitar a legislação vigente, agora também passa a desrespeitar o direito de acesso das pessoas com deficiência visual acompanhadas de cães-guia. Não, isso precisa acabar urgentemente”, lamenta o servidor público.

O Núcleo de Práticas Sociais Inclusivas (NPSI) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) enviou uma nota de repúdio contra o Cinemark e se solidarizando com Milton.

“Lamentamos o ocorrido certos que as providências cabíveis serão tomadas para que Milton e demais pessoas com deficiência tenham seus direitos “efetivamente” respeitados”, diz a nota.

O Preto no Branco está em contato com o Cinemark do shopping de Juazeiro para prestar esclarecimentos sobre a denúncia.

Da Redação

MP que altera reforma trabalhista ainda não começou a tramitar no Congresso

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A poucos dias de perder a validade – no dia 22 de fevereiro –, a medida provisória que altera pontos da reforma trabalhista (MP 808/2017) nem sequer teve os membros da comissão especial mista designados, para a primeira etapa de tramitação da matéria. O presidente da comissão, por acordo entre as bancadas, deverá ser o senador Bendito de Lira (PP-AL). Já o relator será um deputado. Inicialmente, a ideia era que Rogério Marinho (PSDB-RN), que foi o relator da reforma na Câmara, também fosse o da MP, mas as articulações para as ua indicação não avançaram.

“Infelizmente, qualquer pergunta em relação a esse tema tem que ser dirigida ao presidente do Congresso Nacional [Eunício Oliveira]. As medidas provisórias são congressuais [Câmara e Senado, com comissões mistas] e desde que a medida veio para o Congresso, dia 14 de novembro, até agora o presidente ainda não acenou de que forma essa comissão iria funcionar. Vários partidos já designaram membros, mesmo assim o presidente ainda não definiu o funcionamento da comissão. Eu fui indicado pelo líder do governo como relator, mas a rotina, a liturgia é de primeiro eleger o presidente, que será alguém do Senado”, explicou Marinho.

O deputado lembrou que o presidente geralmente acata a designação feita pela liderança do governo que é fruto de um consenso e de um rodízio entre os partidos. “Não tenho mais expectativa sobre isso não, já era pra estar funcionando, não vou agora fazer prognóstico, vamos aguardar o que o presidente do Congresso vai decidir”, disse o deputado.

Acordo

A edição da MP foi um compromisso do presidente Michel Temer com os senadores, que estavam insatisfeitos com alguns pontos da reforma aprovada na Câmara. O acordo garantiu que o texto fosse aprovado pelo Senado sem alterações, para que a matéria não tivesse de ser analisada mais uma vez pelos deputados, pois o governo tinha pressa.

O atraso na instalação da comissão acontece porque o presidente do Senado e do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), busca garantir que as modificações acertadas com Temer sejam mantidas na MP. Já Marinho indicou anteriormente que não tem esse compromisso, o que causa desconforto. O presidente do Senado não foi encontrado para comentar o assunto.

A MP alterou 17 artigos da reforma trabalhista, considerados mais polêmicos. Entre os parlamentares, a falta de consenso se reflete não só no impasse para destravar a tramitação da matéria, mas também nas 967 emendas ao texto apresentadas à Comissão – o número é recorde.

Saiba quais são os principais pontos da MP:

Trabalho intermitente (executado em períodos alternados de horas, dias ou meses) – A modalidade de contrato garante parcelamento das férias em três vezes, auxílio-doença, salário-maternidade e verbas rescisórias (com algumas restrições), mas proíbe o acesso ao seguro-desemprego ao fim do contrato. A convocação do trabalhador passa de um dia útil para 24 horas. Trabalhador e empregado poderão pactuar o local de prestação do serviço, os turnos de trabalho, as formas de convocação e resposta e o formato de reparação recíproca, em caso de cancelamento do serviço previamente acertado entre as partes. O período de inatividade não será considerado como tempo à disposição do empregador e, portanto, não será remunerado. O trabalhador poderá, durante a inatividade, prestar serviço para outro empregador. Em caso de demissão, ele só poderá voltar a trabalhar para o ex-patrão, por contrato de trabalho intermitente, após 18 meses. Essa restrição vale até 2020.

Grávidas e lactantes – As gestantes serão afastadas de atividade insalubre e exercerão o trabalho em local salubre. Neste caso, deixarão de receber o adicional de insalubridade. Para as lactantes, o afastamento terá de ser precedido de apresentação de atestado médico. O trabalho em locais insalubres de grau médio ou mínimo somente será permitido quando a grávida, voluntariamente, apresentar atestado médico autorizando a atividade.

Jornada 12×36 – Acordo individual escrito para a jornada de trabalho de 12 horas, seguidas de 36 horas de descanso, só poderá ser feito no setor de saúde (como hospitais). Nos demais setores econômicos, essa jornada deverá ser estabelecida por convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.

Contribuição previdenciária – O trabalhador que em um mês receber menos do que o salário mínimo poderá complementar a diferença para fins de contribuição previdenciária. Se não fizer isso, o mês não será considerado pelo INSS para manutenção de qualidade de segurado. A regra atinge todos os empregados, independentemente do tipo de contrato de trabalho.

Negociação coletiva – Acordo ou convenção coletiva sobre enquadramento de trabalho em grau de insalubridade e prorrogação de jornada em locais insalubres poderão prevalecer sobre a legislação, desde que respeitadas as normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Os sindicatos não serão mais obrigados a participar de ação de anulação de cláusula de acordo ou convenção impetrada por trabalhador (ação individual). A participação obrigatória (o chamado “litisconsórcio necessário”) havia sido determinada pela reforma trabalhista.

Trabalhador autônomo – A MP acaba com a possibilidade de o trabalhador autônomo prestar serviço a um só tomador (fim da cláusula de exclusividade). O autônomo poderá ter mais de um trabalho, no mesmo setor ou em outro diferente. Tem o direito de recusar atividade exigida pelo tomador.

Representação em local de trabalho – A comissão de representantes dos empregados, permitida em empresas com mais de 200 empregados, não substituirá a função do sindicato, devendo este ter participação obrigatória nas negociações coletivas.

Prêmios – Aqueles concedidos ao trabalhador (ligados a fatores como produtividade, assiduidade ou outro mérito) poderão ser pagos em duas parcelas.

Gorjetas – Não constituem receita própria dos empregadores, destinando-se aos trabalhadores. O rateio seguirá critérios estabelecidos em normas coletivas de trabalho.

Agência Brasil

ONU faz campanha para reduzir o uso de plásticos no mundo

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(foto: reprodução)

Aproveitando que vários países celebraram ontem, 14 de fevereiro, o Dia dos Namorados (Valentine’s Day, em inglês, também conhecido como Festa de São Valentim) o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançou uma campanha pedindo a redução do uso de plásticos a nível global, no que classifica de um “relacionamento tóxico”.

Segundo a agência da ONU, cerca de 8 milhões de toneladas desse material não degradável vão parar nos oceanos todos os anos, causando um problema sério para a vida marinha. Apenas em 2015, o mundo produziu 322 milhões de toneladas de plástico, quantidade suficiente para erguer 900 prédios do tamanho do edifício Empire State, que fica em Nova York.

O Pnuma faz um apelo para que todos deixem de usar sacolas e garrafas de plástico, utensílios descartáveis e potes para armazenar comida. E diz que a dependência que as pessoas têm com o plástico se configura numa verdadeira “relação tóxica”.

Os produtos de plástico são altamente nocivos para o meio ambiente e acabam nos mares e oceanos, prejudicando peixes, pássaros e tartarugas, que ficam enroscados ou se alimentam do plástico.

“Novo amor”

Como parte da campanha Mares Limpos, o Pnuma lançou o vídeo “Não sou eu, é você”, onde a personagem Sandra termina o seu relacionamento com produtos de plástico e encontra um “novo amor” em sacolas e garrafas reutilizáveis.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) também está aproveitando a passagem do Dia dos Namorados pedindo às pessoas para demonstrarem seu amor pelos oceanos nas redes sociais, utilizando a hashtag #LovetheOcean.

Conservar os oceanos e os recursos marinhos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, que integra a Agenda 2030 da ONU que reúne 17 objetivos globais e mais de 160 metas a serem atingidas ao longo da próxima década em todo o planeta.

Agência Brasil

Receita libera 102 mil contribuintes presos na malha fina nesta quinta-feira (15)

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(foto: reprodução/internet)

A Receita Federal deposita nesta quinta-feira (15) R$ 210 milhões a 102 mil contribuintes que caíram na malha fina do Imposto de Renda de 2008 a 2017 e que tiveram, agora, suas declarações liberadas. Dentre os beneficiados, 20 mil são idosos.

A consulta do lote está disponível no site da Receita. Ou ligar para o telefone 146. As restituições terão correção pela Selic, taxa de básica de juros.

O dinheiro será depositado na conta informada na declaração. Quem não receber deverá ir a uma agência do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) para agendar o crédito.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Folha Press

Papa Francisco envia mensagem a fiéis brasileiros pela Campanha da Fraternidade

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(foto: reprodução)

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos fiéis brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade, que começa nesta quarta-feira, quando a Igreja Católica celebra a solenidade de Quarta-feira de Cinzas. O tema da campanha, este ano, é “Fraternidade e superação da violência”. O texto, escrito no dia 27 de janeiro, foi divulgado nesta manhã pelo Vaticano.

No documento, o Santo Padre exorta os brasileiros a promoverem uma cultura de paz, reconciliação e justiça. “ Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”, escreve o Pontífice.

A Campanha da Fraternidade foi criada em 1962, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e é apresentada todo ano no início a Quaresma, período de 40 dias no qual a Igreja Católica convida os fiéis a praticar oração e jejum. O objetivo da campanha é despertar a solidariedade dos fiéis em relação a problemas concretos que envolvem a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução.

Confira a íntegra da mensagem:

“Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.

Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

Franciscus PP.”

Extra

CNBB diz que não irá apoiar candidatos que ‘promovam ainda mais a violência’

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(foto: reprodução)

No lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o presidente da instituição, cardeal Sergio da Rocha, afirmou que a Igreja quer candidatos comprometidos com a justiça social e com a paz, e “não aqueles que promovam ainda mais a violência”. A manifestação ocorreu após o cardeal ser questionado sobre como a Igreja irá se posicionar diante dos candidatos das eleições 2018 que defendem a liberação de porte de armas em alguns casos, por exemplo.

“A Igreja está orientando os próprios eleitores, não substituindo suas consciências, mas ajudando a formá-las”, disse o presidente da CNBB a jornalistas logo após a cerimônia de lançamento da campanha, que tem como tema “Fraternidade e a Superação da Violência”.

Com a presença do secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, do secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça de Paz da CNBB, Carlos Moura, e do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), a solenidade foi marcada por discursos que acentuaram a necessidade de superação da violência e a urgência por atitudes mais efetivas do Poder Público para resolver esses problemas.

Anualmente lançada na Quarta-feira de Cinzas, a campanha foi endossada pelos presentes ao evento como essencial após fatos ocorridos durante o feriado de carnaval, marcado por muitos casos de violência, principalmente no Rio de Janeiro (RJ). A cidade registrou diversos saques, arrastões e roubos, que foram destacados nas falas das autoridades na manhã da última quarta-feira, 14.

Desarmamento

Os representantes da CNBB e o deputado Alessandro Molon, coordenador da Frente de Prevenção à Violência e Redução dos Homicídios na Câmara dos Deputados, destacaram em seus discursos que é inadmissível que o Poder Público tente resolver os problemas da violência com atitudes falsas e simplistas. A campanha da CNBB reforça a importância do Estatuto do Desarmamento, o qual congressistas tentam alterar. “É um grande equívoco achar que superamos a violência recorrendo a mais violência”, afirmou o cardeal Sergio da Rocha.

Na apresentação do texto da campanha, o secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) da CNBB, Carlos Moura, destacou que uma alteração do Estatuto teria consequências ainda mais drásticas para a comunidade negra, vítima dos maiores índices de violência do Brasil.

Além de destacar essas questões, o deputado Alessandro Molon criticou o Legislativo, que, segundo ele, está mais preocupado em aumentar penas de crimes para proteger o patrimônio, e não de crimes que atentam contra a vida. Ele ainda afirmou que o carnaval deste ano foi “de violência e omissão”.

Reformas
Aos jornalistas, o presidente da CNBB também comentou sobre as reformas assumidas pelo governo federal. A CNBB já se pronunciou sobre a reforma da Previdência, por exemplo, afirmando que a proposta “escolhe o caminho da exclusão social”.

O cardeal Sergio da Rocha disse que a CNBB deve se manifestar em breve novamente sobre o tema, mas acrescentou que a Igreja tem alertado para o que ele chamou de “perda de direitos sociais”. “Não podemos admitir que mais pobres, mais vulneráveis, possam arcar com sacrifícios maiores quando se trata de reformas e mudanças sociais”, afirmou.

Estadão

Partidos terão R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para campanha eleitoral

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Os partidos brasileiros terão R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para usarem nas campanhas eleitorais dos candidatos nas eleições de outubro.

O montante é formado pelo Fundo Partidário, que teve R$ 888 milhões liberados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pelo fundo público eleitoral, o ‘Fundão’, que teve R$ 1,7 bilhão aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira (14), a utilização do uso do Fundo Partidário nas eleições causa divergências entre os partidos. As legendas mais estruturadas queriam barrar o uso dos recursos sob o argumento de que seria desleal a competição com siglas menores, que conseguem guardar verba ao longo do ano para despejar na eleição de seus candidatos, enquanto as siglas maiores precisam investir os valores para manter o dia a dia partidário.

Segundo a publicação, o partido mais beneficiado com o Fundo Partidário é o PT, que terá direito a R$ 118 milhões. O PSDB terá R$ 97 mi; MDB, R$ 95 mi; PP, R$ 57 mi; PSB, R$ 56 mi; PSD, R$ 53 mi.

As legendas que vão ter menos recursos são: PCB, R$ 1,8 mi; PCO, R$ 1,4 mi; PMB, R$ 1,2 mi; Novo, R$ 1,2 mi.

Bocão News