Preto no Branco

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Delegação de Juazeiro participa da 5ª Conferência Estadual de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador da Bahia

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Juazeiro marcou presença na 5ª Conferência Estadual de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador da Bahia (5ª CESTT-BA). O evento, que aconteceu entre os dias 3 e 5 de julho, no Centro de Convenções do Hotel Fiesta, em Salvador, teve como tema “Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador como Direito Humano”. A conferência reúne representantes de diversos municípios baianos para discutir a promoção da saúde como um direito fundamental e princípio essencial de dignidade e justiça social.

A delegação juazeirense é formada por Katussia Almeida, representante da Secretaria de Mulheres por meio da Assessoria de Política de Saúde das Mulheres; Letícia Ribeiro, gerente do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST); Millena Valynnea, enfermeira do trabalho no CEREST; e Carla Janne, psicóloga e Secretária de Administração do Núcleo de Saúde do Servidor (NUSSAT). Todas participaram da conferência na condição de delegadas.

A 5ª CESTT-BA é uma etapa preparatória para a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CNSTT), que será realizada em Brasília, entre os dias 18 e 21 de agosto. O evento estadual tem como objetivo avaliar as atuais condições de saúde e trabalho na Bahia, propor diretrizes para a consolidação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), além de reforçar o papel do SUS como garantidor do direito à saúde para a classe trabalhadora.

Durante o encontro, foram debatidas propostas que visam à construção de políticas públicas voltadas à promoção de condições laborais mais justas, proteção integral à saúde dos trabalhadores e fortalecimento do SUS como instrumento de justiça social. Ao final da conferência, foram eleitas 12 propostas prioritárias, três por eixo temático, que serão levadas à etapa nacional. Também foram escolhidos os 76 delegados e delegadas que representarão a Bahia em Brasília – entre eles Carla Janne, representando Juazeiro e reafirmando o protagonismo da cidade nos debates sobre saúde do trabalhador.

Segundo as representantes da delegação juazeirense, a conferência representa um espaço estratégico de escuta e construção coletiva entre sociedade civil, trabalhadores, gestores e profissionais de saúde. “É por meio desses encontros que se fortalece o SUS como um sistema mais equânime, com foco na promoção, prevenção, cuidado integral e vigilância em saúde. A saúde do trabalhador e da trabalhadora precisa estar no centro das políticas públicas”, destacaram.

A participação da delegação de Juazeiro evidencia o compromisso da gestão municipal com a valorização da saúde pública, da dignidade do trabalho e do fortalecimento da participação social como pilares de uma cidade mais justa e humana.

Ascom PMJ

Prefeitura de Juazeiro participa do Mutirão Nacional “Dia E” e contribui para redução das filas de espera no SUS

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), participou ativamente do mutirão nacional realizado neste sábado (5), como parte do programa federal “Agora Tem Especialista”. O objetivo da ação foi reduzir as filas de espera por cirurgias e consultas especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

A mobilização ocorreu simultaneamente em hospitais universitários de todo o país, incluindo o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), em Petrolina. Durante a ação, o HU-Univasf realizou 29 cirurgias e 40 exames, com apoio das equipes da Prefeitura de Juazeiro para a triagem e organização dos pacientes.

O secretário de Saúde de Juazeiro, Helder Coutinho, destacou a importância da ação, que contou com diversos tipos de cirurgia e exames de imagem, frisando o impacto positivo para a população de Juazeiro e do Vale do São Francisco como um todo.

“Este dia é a concretização de um trabalho colaborativo que coloca o cidadão no centro das atenções. O programa ‘Agora Tem Especialista’ chega à nossa região para enfrentar de forma incisiva a fila de espera por cirurgias e especialidades. O objetivo deste mutirão é justamente reduzir as filas de espera. O sucesso de hoje mostra que, com planejamento, estrutura adequada e comprometimento, podemos oferecer saúde pública de qualidade no nosso território.”

A ação de cirurgias eletivas, consultas e exames não apenas contribui para a diminuição da fila de espera, mas também busca agilizar o atendimento, trazendo mais eficiência e humanização ao processo de saúde, como destaca o superintendente do HU-Univasf, Julianeli Tolentino:

“Nós tivemos a honra de executar uma ação coletiva e coordenada para diminuirmos as filas de espera aqui no nosso HU, realizando vários procedimentos cirúrgicos e de exames de imagem que vão contribuir para a melhor qualidade possível do atendimento aos pacientes, aos cidadãos, aos usuários do SUS e, inclusive, aos pacientes de Juazeiro que participaram desse dia”, ressaltou.

Ascom/PMJ

Coração do Sertão pulsa mais forte com o desfile dos Vaqueiros de Curaçá nesse sábado (5)

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Em um espetáculo que ecoou a alma do sertão, Curaçá testemunhou neste sábado um desfile de proporções épicas, reunindo mais de 1100 vaqueiros, de todas as idades, em uma demonstração vibrante de tradição, respeito e paixão. A jornada, que partiu da histórica Fazenda Saudade, culminou no circuito Marilene, onde a emoção atingiu seu ápice com a entrega simbólica da chave da cidade aos homenageados, Corró e Marilene, pelas mãos do prefeito Murilo Bomfim.

O sol ajudou abrilhantar o clima na Fazenda Saudade. Lá pulsava a energia contagiante de homens, mulheres e crianças que vestiam com orgulho o traje de vaqueiro. Eram mais de mil corações unidos por um mesmo amor: a cultura que molda a identidade do Nordeste. Cada cavalo, cada laço, cada chapéu de couro contava uma história de gerações, de luta, de fé e de uma conexão profunda com a terra.

O desfile se formou, um rio humano e equino serpenteando pela paisagem sertaneja. Crianças com os olhos brilhando, montadas em seus pôneis ou ao lado de seus pais, representavam o futuro que carrega a chama da tradição. Vaqueiros experientes, com a sabedoria marcada no rosto, guiavam o cortejo, transmitindo o legado de seus antepassados. Era a história viva do sertão desfilando, um testemunho da resiliência e da força de um povo.

A cada quilômetro percorrido em direção ao circuito Marilene, a expectativa crescia. O ar se enchia de um sentimento de gratidão e reconhecimento. E então, o momento tão aguardado. Ao chegarem ao destino onde a comunidade se aglomerava em festa, Corró e Marilene, figuras emblemáticas que personificam a essência da vaqueirama local, foram recebidos com aplausos efusivos.

O prefeito Murilo Bomfim entregou aos vaqueiros a chave da cidade, um símbolo de honra e de gratidão por uma vida dedicada à preservação e exaltação da cultura do vaqueiro. Ao entregar as chaves a Corró e Marilene, o prefeito não entregava apenas um objeto, mas sim o reconhecimento de um trabalho árduo, de uma dedicação inabalável e do amor profundo que eles nutrem pela tradição.

As lágrimas nos olhos dos homenageados, os abraços apertados, os gritos de alegria da multidão tudo compunha um quadro de pura emoção. Era a celebração da identidade nordestina em sua forma mais pura e autêntica. O desfile de cerca de 1100 vaqueiros em Curaçá não foi apenas um evento, foi um ato de amor, um resgate da memória e uma promessa de que a cultura do vaqueiro continuará a florescer, passada de geração em geração, com o coração sempre voltado para a terra e para as suas mais profundas raízes.

Ascom

“Sociedade lucra sonegando direitos às domésticas”, critica sindicato

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Aprovada há dez anos, a Lei das Domésticas, como ficou conhecida a Lei Complementar 150, é considerada um marco por regulamentar direitos dos trabalhadores domésticos conquistados a partir da Emenda Constitucional 72, a PEC das Domésticas. Passado esse tempo, a categoria, formada por uma maioria de mulheres negras, ainda enfrenta barreiras para ter a carteira de trabalho assinada e os novos direitos. Outro desafio é inclusão das diaristas, deixadas de fora da lei.Na avaliação da presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Município do Rio de Janeiro, Maria Izabel Monteiro, a LC 150 introduziu direitos importantes, como a jornada máxima de 44 horas semanais, o pagamento de horas extras, adicional noturno e a obrigatoriedade do pagamento do FGTS. Porém, a sociedade, como um todo, se beneficia da economia do trabalho doméstico, que libera tempo para outros profissionais, mas sonega encargos e ignora direitos da categoria.

“A sonegação vem porque a própria sociedade vê um valor social menor neste trabalho e ignora os direitos das domésticas” afirmou a dirigente. “A classe média alta não considera o trabalho doméstico como profissão, mas não abre mão de ter uma trabalhadora em casa. Quem é empregador – e tem direitos trabalhistas – precisa saber que aquela pessoa que cuida do seu bem maior, da sua casa, de seus filhos, de seu pai, mãe, avô, avó, não é da família e tem direitos”, completou Maria Izabel. Ela defende mais fiscalização, com blitzes em condomínios, por exemplo.

O Brasil tinha 5,9 milhões de trabalhadores domésticos em 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cerca de 91% são mulheres, e sete em dez são negras.A metade dos trabalhadores domésticos (52,9%) é chefe de família, e só dois em dez possuíam carteira assinada.

“Falhas na lei”

Apesar dos benefícios trazidos pela Lei Completar 150, a coordenadora-geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Creuza Maria Oliveira, cobra também o reconhecimento das diaristas como domésticas, e a correção do que ela chamada de “falhas” na lei. As domésticas foram excluídas do abono salarial (PIS), pago aos trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, e só têm direito a três parcelas de auxílio-desemprego, com teto de R$ 1.518 (um salário mínimo). Os demais trabalhadores formais recebem cinco parcelas, de até R$ 2.424,11.

“Essa questão do seguro-desemprego é difícil porque, quando a gente é mandada embora, ganha menos, e há uma série de regras novas que dificultam o resgate, se você ficou menos de um ano em uma casa, por exemplo”, disse Maria*, que hoje é babá e trabalha desde os 10 anos de idade em casa de família. Ela reconhece avanços, mas cobra a igualdade.  “A única coisa que a gente ainda não tem é o PIS, mas assinar a carteira foi bom. Quando eu comecei, em Guarabira, no interior da Paraíba, a gente não ganhava R$ 100 por semana. Até hoje, o pessoal lá não paga um salário”, contou.

A pedido da categoria, a equiparação dos direitos das domésticas e inclusão das diaristas na LC 150 está em discussão no governo federal. De acordo com a subsecretaria de Estudos do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Paula Montagner, a medida é complexa e exige discussão com a sociedade. “Qualquer medida ou legislação apresentada pelo Executivo demanda ir ao Congresso [Nacional] e ser capaz de convencer o legislador nessa direção”. Porém, Paula reconheceu que o ministério precisa “facilitar o recolhimento patronal combinado”.

Em 2015, a lei complementar garantiu aos domésticos também a indenização por demissão sem justa causa, o pagamento de horas extras, folga semanal remunerada e o direito a intervalo para repouso ou alimentação de uma hora, no mínimo, por dia, admitindo-se a redução para 30 minutos por meio de acordo. Para assegurar o registro, a trabalhadora precisa ser inscrita pelo patrão no Sistema E-social.

Os direitos conquistados são uma forma de reconhecer a importância da profissão, na opinião de Tâmara*, que é empregada doméstica registrada. Porém, mais medidas de valorização são necessárias.

Tâmara é mãe solo de duas crianças e complementa a renda como folguista aos finais de semana e no contraturno. Segundo a PNAD, em 2022, quatro em dez domésticas eram pobres (26,2%), com renda de até meio salário mínimo, ou extremamente pobre (13,4), com renda menor que um quarto de salário mínimo. Mulher negra, pobre, chefe de família e com baixa escolaridade, Tâmara tem o perfil da trabalhadora doméstica no país.

Na avaliação de Anazir Maria de Oliveira, assistente social e pioneira na luta das domésticas, a desvalorização da categoria tem raízes na escravidão. O fim do regime não garantiu empregos assalariados a pessoas negras, e a relação com as domésticas espelhou a casa grande, com formas de assédio, violência e maus tratos.

Creuza Oliveira, da Fenatrad, concorda que a resistência ao pagamento das domésticas está enraizada no passado, o que explica a rejeição à formalização.

“[Patrões] Passaram décadas e décadas sem pagar nada, tendo os serviços dessas mulheres em suas casas, em suas fazendas e em seus apartamentos, sem pagar nada”. Além disso, por ser feito por mulheres, nunca foi valorizado, refletiu Creuza.

Trabalho doméstico escravo

Autora da PEC das Domésticas, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que também atuou pela LC 150, vê ainda outra barreira para enfrentar a exclusão histórica das domésticas: o trabalho doméstico escravo.

“Nós temos tido avanços, mas ainda não concluímos a tarefa de ter as trabalhadoras domésticas com seus direitos conquistados cumpridos pelos seus empregadores”, afirmou a deputada à Agência Câmara.

Para melhorar a fiscalização, a subsecretaria Paula Montagner, do MTE, informou que é necessário construir “um percurso legal”, que está em discussão na área de inspeção, e envolve outras áreas, como as polícias, a assistência social e o Judiciário.

Para denunciar trabalho escravo doméstico, ligue para o Disque 100, registre a queixa sistema Ipê do MTE ou no site do Ministério Público do Trabalho (MPT).

*Nome fictício para preservar a identidade da entrevistada.

Agência Brasil

Ação de Regularização Fundiária em Juazeiro beneficia moradores do bairro Palmares II: “Agora a gente tem mais segurança”

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Ordem Pública e Habitação (SOPH), iniciou neste sábado (5) o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) no bairro Palmares II, com o objetivo de conceder o título de propriedade para as famílias que ocupam imóveis em áreas ainda não regularizadas. A ação continuará neste domingo (6) e envolve visitas domiciliares para levantamento da documentação dos moradores.

O secretário da SOPH, Giovanne Silva, explicou o início da ação e o processo de coleta de dados, que é chamado de cadastro social, uma das etapas dentro do Reurb.
“A regularização fundiária facilita a titularização de imóveis, promovendo mais segurança para as famílias que não têm a famosa escritura. A ideia é simplificar o procedimento antigo. Dividimos o bairro em quatro ruas e vamos coletar dados como nome, RG, CPF e o documento de compra do imóvel. A documentação será encaminhada ao cartório para o processo de lavratura da escritura, com previsão de entrega dos títulos dentro de alguns dias”, explicou.

A regularização fundiária é voltada para aqueles que ocupam imóveis sem o título de propriedade registrado em cartório, como em loteamentos irregulares, áreas urbanas informais ou terrenos adquiridos por contratos não registrados. A ação também abrange moradores que, mesmo sem a documentação formal, ocupam os imóveis de maneira pacífica há anos.

Benefícios da Regularização Fundiária

Entre os principais benefícios, está a segurança jurídica, com o imóvel legalmente reconhecido e registrado, o que evita disputas judiciais e riscos de despejo. Além disso, a regularização facilita o acesso à infraestrutura básica, como água, esgoto e eletricidade, e oferece uma valorização do imóvel de até 150%.

A regularização também visa garantir que os moradores possam investir no imóvel, melhorar sua qualidade de vida e deixar um patrimônio seguro para as futuras gerações:
“Essa ação é importante para a gente ter a nossa documentação regularizada. Eu moro aqui há 15 anos e agora posso ficar mais tranquilo porque a minha documentação era só de compra e venda, que eu adquiri quando comprei, mas não era legalizada, apenas um comprovante de que havia sido comprado. Mas agora, com a oportunidade de garantir a escritura, a gente tem segurança”, ressalta o agente de portaria e morador do bairro Palmares II, Cláudio da Silva.

Serviço:


Ação de Regularização Fundiária no bairro Palmares II – Visitas domiciliares para levantamento da documentação.
Data: 5 e 6 de julho de 2025 (sábado e domingo).

Ascom PMJ

Mega-Sena: prêmio acumula em R$ 28 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso da Mega-Sena, realizado neste sábado (5) e o prêmio acumulou em R$ 28 milhões.Os números sorteados foram: 05 – 31- 34 – 37 – 52 – 56

Para o próximo o próximo sorteio, na terça-feira (8), as apostas podem ser feitas até as 19h em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Redação PNB

Negociações para sistema próprio de pagamento do Brics avançam

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As negociações para um sistema próprio de pagamento entre os países do Brics, que dispensa a conversão para o dólar, teve avanços, mencionou o comunicado final dos ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do grupo. Segundo o documento, houve progresso na identificação de possíveis caminhos para a “interoperabilidade” dos sistemas de pagamentos de países membros.

De acordo com o documento, os países avançaram em reconhecer formas de estimular as transações em moedas locais dos membros do Brics e de reduzir custos nas operações. O texto, no entanto, não detalha os progressos alcançados. Isso porque as negociações continuarão no segundo semestre, antes que a Índia assuma o comando do Brics, em 1º de janeiro de 2026.

Embora não detalhe os avanços no sistema de pagamentos em moedas locais, o documento cita esforços como o relatório “Sistema de Pagamentos Transfronteiriços do Brics”, elaborado pelo Banco Central do Brasil. O documento lista as preferências dos países do bloco para facilitar “pagamentos transfronteiriços rápidos, de baixo custo, mais acessíveis, eficientes, transparentes e seguros”.

Segundo o comunicado, um sistema alternativo de pagamentos entre os países do Brics pode “sustentar maiores fluxos de comércio e investimento”.

Acordo de Reservas

Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do Brics anunciaram a revisão do Acordo de Reservas Contingentes (ARC) para incluir novas moedas. Esse é um mecanismo de ajuda financeira mútua criado em 2014 em caso de dificuldades no balanço de pagamentos (contas externas e investimentos estrangeiros).

Após a revisão do acordo, as novas regras serão discutidas internamente pelos países do Brics. Além disso, uma reunião no segundo semestre, ainda sem data definida, discutirá a adesão dos novos membros do Brics ao ACR.

“Aguardamos ansiosamente essas alterações como base para discussões que visam aumentar a flexibilidade e a eficácia do mecanismo do ACR, notadamente por meio da incorporação de moedas de pagamento elegíveis e da melhoria da gestão de riscos”, destacou o comunicado.

Transição ecológica

Em relação à transformação ecológica, o comunicado final informou que os países do Brics começaram a discutir uma linha de garantia multilateral. Ativos usados para cobrir eventuais inadimplências, as garantias reduzem o risco das operações e melhoram a qualidade de crédito dos países do Sul Global.

A futura linha de garantia será desenvolvida pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, sem a necessidade de os países aportarem capitais adicionais à instituição financeira. Uma iniciativa piloto será elaborada em 2025 para relatar o progresso na Reunião de Cúpula do Brics de 2026, na Índia.

Sobre a agenda climática, o comunicado final destacou que os países do Brics acreditam que um financiamento “previsível, equitativo, acessível e economicamente viável é indispensável para transições justas” e, com ajuda do capital privado, será possível enfrentar o aquecimento global.

“Apelamos às instituições financeiras internacionais para que ampliem o apoio à adaptação [climática] e ajudem a criar um ambiente propício que incentive uma maior participação do setor privado nos esforços de mitigação [do aquecimento global]”, afirmaram os ministros de finanças e presidentes de Bancos Centrais do Brics.

Transações

O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam os países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.

Sob a presidência do Brasil, a 17ª Reunião de Cúpula do Brics ocorre no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.

Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2024, países do Brics receberam 36% de tudo que foi exportado pelo Brasil, enquanto compramos desses países 34% do total do que importamos.

Agência Brasil

Acidente na Ponte Presidente Dutra deixa 3 pessoas feridas

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Na noite deste sábado (5), um grave acidente foi registrado na Ponte Presidente Dutra, nas proximidades da Ilha do Fogo, entre um veículo HB20 e um caminhão.

Segundo informações de populares, os dois veículos bateram de frente. A Polícia Rodoviária Federal ainda não divulgou as circunstâncias do acidente.

Três pessoas sofreram ferimentos, foram atendidas por equipes do SAMU, e encaminhadas para hospitais da região. O quadro de saúde delas é estável.

Redação PNB

Sucesso absoluto: São João da Portelinha 2025, em Sobradinho, um show de luz, cultura, emoção e solidariedade

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O loteamento José Balbino de Souza, em Sobradinho, se transformou num verdadeiro arraial na noite de sexta-feira (4), com a abertura do São João da Portelinha 2025. O evento reuniu moradores e visitantes de toda a região em uma celebração que foi muito além da música — foi um espetáculo de cultura, tradição, emoção e solidariedade.

Promovido pela Prefeitura de Sobradinho, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, em parceria com a SIESP, o evento deste ano trouxe um significado ainda mais especial. Com o tema “Forró da Neiritânia: Pode pá, pode crê, bote fé!”, a festa homenageia Neiritânia Pacheco, personalidade que representava alegria e a cultura popular do município.

Além de valorizar a música e a cultura, o São João da Portelinha também abraçou a causa social com o “Arraiá Solidário”, que arrecadou centenas de quilos de alimentos. Todo o material será distribuído para famílias em situação de vulnerabilidade, fortalecendo o espírito de união e cuidado com o próximo que marcam a essência do povo de Sobradinho.

A Feira de Economia Solidária de Mulheres também foi um show à parte e aqueceu a economia local, atraindo os visitantes que foram recebidos pelo forró de Edson e Dedé do Acordeon.

No palco principal, Cacau Show abriu a noite com muito carisma, seguido pela energia vibrante de Nizinho e Banda. Logo depois, Edênio Lima incendiou o público com um repertório arretado, Mala 100 Alça levantou o pátio com um show de som e luz de tirar o fôlego, e, para fechar, Leandro do Gado comandou a vaqueirama em uma grande homenagem aos amantes de vaquejada.

A visitante Maria Luiza dos Santos, de Casa Nova, elogiou a organização do evento: “Gostei muito da festa! A cada ano fica mais bonita. A estrutura é maravilhosa, segura, e pude aproveitar com meus filhos em paz. Achei lindo ver todo mundo ajudando com as doações. Parabéns, Sobradinho!” declarou.

O Prefeito Cleivynho Sampaio percorreu cada espaço, cumprimentou o público, conversou com os barraqueiros e reforçou a importância do ato solidário.

“Para mim é uma alegria imensa estar aqui, celebrando nossa cultura, nosso povo e nossa tradição. Ver esse clima de harmonia, alegria e solidariedade nos enche de orgulho! Quero agradecer à 96ª Companhia de Polícia Militar, aos bombeiros civis, às equipes do SAMU, aos seguranças, às equipes de saúde, ao Conselho Tutelar, à Ronda Maria da Penha, aos nossos secretários, Vereadores, comerciantes, visitantes e toda a população, além das presenças dos Deputados Estaduais Roberto Carlos e Zó. Um agradecimento especial a cada pessoa que trouxe seu quilo de alimento, ajudando tantas famílias que precisam. Essa união faz nosso São João ainda mais forte e bonito. Amanhã tem mais! O São João da Portelinha é pura alegria! Pode crê, pode pá e bote fé!”, vibrou Cleivynho.

Com energia contagiante, público apaixonado e um coração cheio de solidariedade, a primeira noite do São João da Portelinha 2025 entrou para a história como um dos maiores espetáculos já vistos em Sobradinho. E a festa continuou no sábado, entregando ainda mais emoção, forró e solidariedade.

Ascom/PMS