Preto no Branco

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Trabalhadores da Qamp, que presta serviços à SESP/ Juazeiro, voltam a reclamar de atraso salarial: “Até quando vão deixar essa empresa nos maltratar?”; secretaria fez o repasse

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Trabalhadores da Qamp, empresa terceirizada que presta serviços à Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro, procuraram o PNB para reclamar, mais uma vez, de atraso no pagamento dos salários do mês trabalhado.

“Esta empresa gosta de nos castigar. Todo mês, desde a gestão passada, é isso. Até a data de hoje não recebemos nosso pagamento e a prefeitura já fez o repasse há alguns dias. Pedimos ao prefeito que resolva essa situação, pois isso não pode está acontecendo todo mês não. Hoje fomos para porta da empresa e o superintendente disse que era pra gente sair, senão iria pegar o nome de todo mundo e ia botar pra fora. Todo mundo escutou isso lá”, contou uma trabalhadora.

“Se o dinheiro já está na conta, porque não pagam aos trabalhadores que já ganham tão pouco. Trabalhamos duro o mês todinho limpando a cidade e merecemos o básico que é receber em dia. Nós temos família e filhos. Até quando vão deixar essa empresa maltratar os trabalhadores. Pega mal é pra prefeitura”, protestou um trabalhador.

Procurado pelo PNB, o presidente do Sindilimp, Jamay Damasceno, informou que, em contato com a empresa, foi informado que o pagamento seria efetuado na tarde de hoje, o que não ocorreu.

Também ouvido pelo PNB, o Secretário de Serviços Públicos, Romário Varjão, confirmou que a gestão municipal está em dia com a empresa, ou seja, o repasse foi realizado.

Redação PNB

Trabalhadores efetivos da Prefeitura de Juazeiro criticam mudança no Portal do Servidor: “Piorou nossa vida em 100%”

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Servidores efetivos da Prefeitura de Juazeiro, em contato com o PNB, nesta quarta-feira (9), reclamaram da nova plataforma implantada pela gestão que disponibiliza informações de consignação, contracheque e benefícios trabalhistas. Segundo relatos, o novo sistema não garante mais acesso aos contracheques, além de ter dificultado empréstimos consignados.

“Sou servidor efetivo da Rede Municipal de Educação. O motivo que me fez procurar o Portal Preto No Branco versa sobre o destrato da prefeitura com o Portal do Servidor, Sicon, que foi substituído pelo Consiglog. O novo portal tem apresentado muita inconsistência, a começar pela margem para consignados. No anterior, os servidores tinham uma boa margem para empréstimo e, com esse novo portal, a margem foi reduzida e outros constam com a margem negativada. Outro fator de suma relevância é a questão dos contracheques que não é possível mais visualizar através do novo portal. Sendo assim, é de se considerar que a nova gestão não tem dado a devida atenção e importância para os seus servidores”, relatou o servidor.

“Mudaram o aplicativo que usávamos, o Sicon e tiraram nossa margem de consignados. Estamos a mercê, tendo nossos diretos negados. Tínhamos margem quando era o Sicon e agora não temos mais direitos a empréstimos. Mudaram pra pior e os servidores estão prejudicados”, relatou uma concursada.

Outro servidor contou ainda que fez contato com o novo portal: “Eu entrei em contato com o Portal da Consiglog e questionei em relação aos contracheques ao atendente. Fui informado que nós não teremos acesso aos contracheques através daquele portal. O acesso se dará indo até a Secretaria da Educação. Pelo portal, informaram, nós só vamos conseguir ver a questão de margem do consignado, que é enviada pela prefeitura, ou seja, piorou nossa vida em 100%. A gestão precisa nos dá algum esclarecimento e solucionar esse problema, pois é mesmo um problema para o servidor, principalmente para quem mora e trabalha no interior e não tem como se deslocando até Juazeiro para ter acesso ao seu contracheque”, concluiu o servidor.

Encaminhamos as reclamações para a Prefeitura de Juazeiro.

Redação PNB

Juazeiro 147 anos – Esporte: programação esportiva movimenta a cidade com grandes eventos de regatas, maratonas aquáticas e futevôlei

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No mês em que celebra seu aniversário, Juazeiro presenteia a população com uma programação esportiva intensa, que vai agitar a cidade, as águas do São Francisco e o coração dos juazeirenses. Os eventos começam nesta quarta (9) e seguem até o fim de julho, com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes/Seculte.

A programação inclui o Campeonato Baiano de Futevôlei (9 a 13), a Copa Brasil de Natação (12) e travessias aquáticas, como a Travessia das Sereias (13), repleta de protagonismo feminino, e a Travessia do Surubim, parte do Circuito Velho Chico de Maratonas Aquáticas (20), que já virou uma tradição local.

Entre os momentos mais esperados está a Regata Velho Chico, de 18 a 20 de julho, com Juazeiro como sede oficial. Durante três dias, a Orla I será tomada por cores, velas e movimento, com competições náuticas que vão transformar o Velho Chico em um espetáculo. Na cidade, o evento contará com uma cerimônia especial de abertura e programação cultural.

Confira programação completa

Dias 9/7 À 12/7

– Campeonato Baiano de Futevôlei

Local: Arena Aruba | Horário: 18h às 22h (DIAS 9 e 10/7) | 9h às 18h (DIAS 11 e 12/7)

– Copa Brasil de Natação (DIA 12) Todas as categorias

Local: Orla II de Juazeiro – Concentração na Kaiakeria Arca Sport | Horário: Das 08h30 às 15h40

Dia 13/7

– Travessia das Sereias: Todas as categorias

Local: Orla de Juazeiro – Concentração na Kaiakeria Arca Sport

Dias 18 A 20/7

– Regata Velho Chico – Categoria: Windsurf, Kitesurf e Veleiros

Local: Concentração: Iate Clube, chegada na Orla de Juazeiro. | Horário: 10h às 14h | Cerimônia e Programação cultural em 19/7, a partir das 10h.

Dias 20/7

– Circuito de Maratonas Aquáticas: Travessia do Surubim

Local: Orla de Juazeiro – Concentração na Kaiakeria Arca Sport | Horário: A partir das 6h

Dia 27/7

– Circuito Sesc de Corridas

Local: Concentração na Praça Santiago Maior | Horário: a partir das 6h30. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site www.sescbahia.com.br

 

Ascom PMJ

Caos na emergência do Hospital Regional de Juazeiro, nesta quarta-feira (9), com longas filas e poucos profissionais: “Alguém precisa fazer alguma coisa”

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Pacientes que precisaram de atendimento no Hospital Regional de Juazeiro, nesta quarta-feira (9), enfrentaram uma fila “que não andava”, segundo relatos que chegaram à nossa redação. Segundo a acompanhante de um idoso com câncer, os usuários chegaram pela manhã e até o final da tarde ainda aguardavam por atendimento. Uma situação que tem se repetido diariamente, o que comprova denúncias do número insuficiente de profissionais na emergência, conforme diversas matérias publicadas pelo PNB. O atendimento prioritário também não vem sendo respeitado, afirmam os usuários.

“Sou irmã de um senhor chamado Félix de Souza e ele está aqui no regional, vindo do interior. Desde às 10h30 que ele está aqui aguardando e até agora, mais de 16h, não chamaram ele. Trata-se de um paciente oncológico, deficiente visual, 77 anos. Ele está aqui chorando, se acabando de dor, desde ontem sem se alimentar e na recepção. Não atendem. A fila não anda”, relatou a irmã.

“Alguém precisa fazer alguma coisa aqui no Hospital Regional. Aqui têm pessoas que estão desde às 10 horas da manhã e já final da tarde sem serem atendidas. Pacientes aqui com pulseira verde, em situação de risco. Idosos, pessoas com deficiência, com CA, precisando de atendimento oncológico e até agora nada. Todo mundo com dor, em sofrimento e sem assistência. O médico saiu para almoçar e a gente aqui nessa situação”, relatou uma paciente.

Estamos encaminhando a reclamação para o HRJ.

Redação PNB 

Justiça determina transferência de ex-policial civil de Remanso, condenado a mais de 33 anos de prisão, para presídio de segurança máxima, em Salvador

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A Justiça da Bahia determinou a transferência do ex-investigador da Polícia Civil de Remanso, Cristovão Francisco Gomes Ribeiro, do Conjunto Penal de Serrinha para o Conjunto Penal Masculino de Salvador. Ele foi condenado a penas que somadas totalizam 33 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão, em regime fechado, e 4 meses de detenção, por diversos crimes (vide processo abaixo).

De acordo com a decisão judicial, a permanência em Serrinha estava em desacordo com o Provimento CGJ nº 01/2023, que define critérios para alocação de detentos. A medida também considera que “o sentenciado apresenta histórico de conduta incompatível com a
disciplina carcerária, com registros de atos de indisciplina durante sua custódia, uso indevido de aparelho celular enquanto custodiado, tentativa de fuga da carceragem da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e, ainda, ameaça direcionada a autoridades públicas que atuaram na apuração de seus delitos, incluindo um Deleggado Corregedor da Polícia Civil, circunstância que denota elevado grau de periculosidade”.

O pedido de transferência foi apresentado pelo Ministério Público e acatado pela Justiça local.

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Cristovão Francisco Gomes Ribeiro e outros Policiais Civis da Bahia foram alvos da operação Internal Cleaning deflagrada em fevereiro de 2023. Em maio do ano passado eles foram julgados e condenados, por integrar uma organização criminosa com atuação nas cidades  de Remanso, Pilão Arcado, Juazeiro, Campo Alegre de Lourdes,  Norte da Bahia, e também em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Entre os condenados estava também o delegado Rogério de Sá Medrado, apontado como líder do organização, sentenciado a 51 anos e 11 meses, com 03 anos de detenção em regime fechado, além de multas e perda do cargo. Já o investigador de polícia civil, Cristovão Francisco Gomes Ribeiro, foi condenado a mais de 33 anos de prisão, também em regime fechado, e perda do cargo.

Ainda no desdobramento da operação Internal Cleaning, outros policiais civis foram condenados, são eles: o escrivão de polícia civil Marcílio José Brandão dos Santos, condenado a uma pena de 17 anos e 01 mês em regime fechado, Willian de Castro Baiaão, investigador de polícia civil, com 08 anos e 03 meses, em regime semi-aberto, Enyo Barbosa dos Santos, servidor da polícia civil, recebeu pena de 05 anos e 03 meses, em regime semi-aberto, enquanto Amilton Borges Lopes teve sua pena substituída por duas restritivas de direito, apelação em liberdade.

Além das condenações, foi decretada a perda dos bens apreendidos durante a operação, demonstrando a severidade das medidas tomadas pela justiça em relação aos envolvidos. Ainda durante o julgamento houve a absolvição no caso de Lázaro José Gomes Reis.

Investigação 

Segundo as informações, a investigação foi iniciada após diversas denúncias à Corregedoria da Policia Civil, noticiando que policiais lotados nas Delegacias de Remanso e Pilão Arcado, estariam praticando crimes contra a população local, como roubos de veículos; desmanches de bens automotivos apreendidos na unidade policial; comercialização de veículos ou peças ilicitamente; comercialização de armas de fogo; apropriação de bens aprendidos na atividade policial; exigência de vantagens indevidas em razão do exercício funcional; tráfico de substâncias entorpecentes e homicídios.

Ainda de acordo com as denúncias, o grupo criminoso, inserido dentro da Polícia Civil de Remanso, também atuava em outras cidades locais, e era liderado pelo Delegado de Polícia Civil Rogério Sá Medrado. A organização criminosa ainda teria a participação de policiais civis, dentre estes, os investigadores Cristovão Francisco Gomes Ribeiro e William de Castro Baião, e o Escrivão Marcilio José Brandão dos Santos, lotados na Delegacia de Polícia Civil de Remanso/BA, bem como por pessoas que não são agentes policiais, dentre estas, Luciano Eduardo de Souza, Luciano Vandré Teixeira Oliveira, Caíque, Hamilton, mecânico conhecido como “Feio”, e José Eildo Sobral Pereira, o conhecido como “Nenem Cabrobó”.

As denúncias apontaram ainda que o grupo atuava no tráfico ilícito de substâncias entorpecentes e na prática de homicídios, que seriam executados pelos investigados Luciano Eduardo de Souza, e Luciano Vandré Teixeira Oliveira.

 

Redação PNB

“Somos Todos Parte do Mesmo Brasil”, por Rivelino Liberalino

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Fui surpreendido ontem com uma postagem revoltante. Vi a imagem de um empresário com sua esposa e sua filha pequena, e o comentário de um professor universitário — alguém com formação, experiência e suposta maturidade — desejando “guilhotina” para aquela família.

Confesso que nunca compreendi esse ódio tão explícito, tão feroz contra a classe empresarial. Especialmente quando parte de quem deveria ter o dever de ponderação: um professor universitário. Um educador. Um mestre.

As palavras de um docente carregam peso. São formadoras. E mais ainda quando vêm de alguém com 77 anos, idade que supostamente deveria ser coroada pela razão. Poderíamos até, por caridade, imaginar alguma limitação cognitiva, uma doença degenerativa comum nessa fase da vida. Mas não: a mensagem era articulada, clara, consciente do que dizia. E isso a torna ainda mais preocupante.

Não se trata apenas de um ataque político. Não é só ideologia. É incitação à violência. Contra uma família. Incluindo uma criança.

E eu pergunto: por quê? Por que esse ódio tão grande contra quem empreende?

É triste ver como algumas narrativas insistem em colocar empregados contra empregadores, como se fossem inimigos em trincheiras opostas. Como se houvesse “nós” e “eles”.

Mas não há. Não deveria haver.

Ninguém está fazendo favor a ninguém — existe uma relação de troca justa, onde cada um contribui com o que tem de melhor. Um oferece o trabalho, o suor, o talento. O outro organiza, investe, arrisca o patrimônio, cria oportunidades.

O maior projeto social de qualquer país é justamente a oferta de empregos.

É o emprego que dá dignidade. Que permite ao pai ou à mãe de família, com o suor do seu trabalho, trazer o pão de cada dia para a mesa com honra. É o que dá a ele a oportunidade de olhar nos olhos da esposa, dos filhos, e dizer: “eu consegui”.

E não apenas isso: o empresário que hoje gera empregos muitas vezes já foi um funcionário. Já esteve no chão de fábrica, no balcão de vendas, no escritório. Ele sabe o que é começar de baixo. E ao empreender, ele oportuniza também que outros venham a empresariar. Abre caminho para que novos negócios surjam, criando ainda mais vagas de trabalho. É dar a vara de pescar, não só o peixe.

Não dá para imaginar o quanto é difícil empreender nesse país. Não é fácil abrir uma empresa e mantê-la viva em meio a impostos altos, burocracia sem fim, leis complexas e uma concorrência brutal. Estatísticas mostram que, onde antes uma empresa durava 5 anos, hoje muitas não sobrevivem nem 2.

E mesmo assim, a imensa maioria insiste. Acorda cedo. Vai dormir tarde. Passa noites em claro pensando em como pagar salários, impostos, fornecedores. Segura o choro para que a família não veja o medo de falhar.

E falhar não é só perder um negócio. Muitas vezes é perder uma vida inteira de esforço, ter que vender o que tem para pagar direitos trabalhistas — porque a lei assim exige, e deve mesmo exigir. E a grande maioria paga, mesmo que isso custe o patrimônio de uma vida.

Também não existe favor do outro lado. O trabalhador vende sua força, sua inteligência, seu tempo. Merece respeito. Merece segurança. Merece dignidade. E hoje, graças à lei e à fiscalização, a imensa maioria das empresas se esforça para cumprir isso.

Não é perfeito. Há exceções — empresas que exploram, burlam, maltratam. Mas não se faz justiça transformando a exceção em regra.

Também não se constrói nada pregando ódio, tomando o que é do outro como se fosse direito automático. Isso não é justiça. É crime.

Empresas e trabalhadores não são inimigos. São parceiros. São como as duas asas do mesmo pássaro: se uma falha, o voo não acontece.

E olhem ao redor: pensem no médico que cuida de nós. No advogado que nos orienta. No padeiro que faz nosso pão. No marceneiro que constrói nossa mesa. No caminhoneiro que traz o alimento. No professor que ensina nossos filhos.

Ninguém vive sem o outro.

Essa é a beleza da sociedade: somos interdependentes. Precisamos uns dos outros. E essa divisão que alguns alimentam — de patrão contra empregado — não ajuda em nada.

O patrão precisa do empregado. O empregado precisa do patrão. Simples assim.

E além de gerar salários, os empreendedores pagam impostos que financiam saúde, educação, segurança, programas sociais. Isso também é contribuição social — e precisa ser reconhecido.

A verdade é que todos, na ponta final, querem a mesma coisa: sustentar a família, viver com dignidade, dar aos filhos um futuro melhor.

Está na hora de parar de brigar como inimigos, de se ver como inimigos — principalmente a classe operária — e começar a olhar uns para os outros como verdadeiros parceiros.

E mais do que isso: está na hora de não se deixar influenciar nem se inflamar com discursos rasos de quem sequer tem história, de quem nunca pregou com o exemplo, de quem não sabe o que é carregar esse peso.

É muito fácil subir em uma tribuna, discursar bonito. Muito fácil ter palavras elegantes. Mas o que esse país precisa não é de discurso.

Nós, ocidentais, nos encantamos muito com palavras — com o político, o religioso, o líder que discursa. Mas precisamos mesmo é dar valor às atitudes. Aos exemplos. Ver se a fala combina com o agir. Porque é fácil falar, meu irmão. Difícil é viver.

Que Deus abençoe o trabalhador. Que Deus abençoe o empreendedor. Que Deus abençoe esse Brasil que é de todos nós.

Rivelino Liberalino, advogado

Hospital Regional de Juazeiro abre processo seletivo para contratação de Técnico de enfermagem

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O Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), abriu nestquarta-feira (09), o processo seletivo para o cargo de técnico de enfermagem. Os interessados devem enviar o currículo anexado em formato PDF através do endereço de e-mail curriculo.hrj@irmadulce.org.br, até o dia 14 de julho (segunda-feira). No assunto do e-mail, deve ser informado o nome da vaga.

Podem concorrer ao cargo, candidatos com Curso de Técnico de Enfermagem completo e que possuam experiência em uma das áreas a seguir: obstetrícia, pediatria, banco de leite, neonatologia e/ou assistência ao adulto. Além, disso é necessário ter registro no conselho de classe da categoria e disponibilidade de horários.

A função também está disponível para Pessoas com Deficiência (PCD).

Ascom

Cartórios denunciam inconstitucionalidade de lei que afeta mais pobres; PL aguarda sanção do governador

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Entidades representativas de notários e registradores alegam que o Projeto de Lei n. 25.851 – aprovado pela Alba e prestes a ser sancionado pelo governador – que reduz o repasse ao Fundo Especial de Compensação (FECOM) é inconstitucional, pois teria violado a competência do Tribunal de Justiça da Bahia. Para os representantes das entidades de classe, somente o Poder Judiciário teria competência para enviar à Alba um projeto de lei dispondo sobre a redução do percentual de repasse do FECOM, tendo em vista que a fiscalização e controle dos cartórios extrajudiciais são atribuições constitucionais do Tribunal de Justiça que, inclusive, é responsável pela indicação dos representantes do FECOM.

O presidente da Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen/BA), Carlos Magno, explica que “para o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] as serventias extrajudiciais compõem o sistema de Justiça multiportas, funcionando como um braço do Poder Judiciário, cabendo ao Tribunal de Justiça a competência constitucional para regular a atividade, de modo que qualquer projeto de lei que trate sobre temas relativos aos cartórios somente pode ser proposto pelo próprio Poder Judiciário”.

Em relação à polêmica do aumento do repasse destinado ao Ministério Público, as Entidades representativas de cartórios sustentam que a participação do Ministério Público nos procedimentos extrajudiciais é inferior a 1% das demandas que chegam aos cartórios, não justificando o aumento 4% no repasse.

Para o presidente da Associação dos Notários e Registradores da Bahia (Anoreg/BA), Daniel Sampaio, “um tema dessa natureza jamais deveria ser aprovado na Alba, sem que antes houvesse um amplo debate envolvendo todos os atores envolvidos, Judiciário, MP, FECOM, OAB e as entidades de classe, além da participação do próprio CNJ, conforme previsto na Resolução n. 609/2024 – CNJ”.

Ascom/Foto divulgação

“Pacientes deitados em papelão”: Equipes sobrecarregas, superlotação da unidade denunciam caos no Hospital Regional de Juazeiro

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Mais uma madrugada de caos no Hospital Regional de Juazeiro. Nesta quarta-feira (9) o Portal Preto No Branco recebeu mais denúncias das condições precárias no atendimento da unidade de saúde. Segundo relatos, o número de profissionais é insuficiente, as equipes estão sobrecarregadas, o que acarreta em superlotação.

“Por falta de leitos, têm pacientes acomodados no chão, deitados em papelão, na beira de lixo. Está insuportável!”, disse uma pessoa que flagrou a situação.

Profissionais, pacientes e acompanhantes pedem uma intervenção do Governo do Estado na instituição gerida pela OSID-  Obras Sociais Irmã Dulce.

“A empresa não tem interesse em resolver esse caos e o Governo do Estado precisa urgente fazer uma intervenção. O hospital precisa reforçar a equipe, aumentar o número de profissionais médicos e de enfermagem, ter um médico na permanência, técnicos de enfermagem para poder medicar os pacientes. Para se ter uma ideia, durante a noite, se um paciente passar mal em qualquer andar do hospital, tem que chamar um médico da emergência. Ele tem que parar de atender a emergência e ir nos andares atender as intercorrências dos pacientes. A equipe está sobrecarregada demais e quem vem sofrendo duramente com isso são os pacientes”, relatou uma fonte do PNB.

No último dia 3 de julho, o PNB denunciou a situação, quando profissionais classificaram a empresa que administra o HRJ como “Omissa e inoperante”.

“Estamos trabalhando sobrecarregados. Tem técnico de enfermagem chegando a ficar com 17 pacientes, sem ajuda. Ficamos sobrecarregadas. Para se ter uma ideia, ontem à noite tinham apenas 4 técnicos para medicar 30 pacientes, e 2 técnicos para medicar os pacientes que chegavam. Já a sala vermelha estava com mais ou menos 12 pacientes, e apenas 1 ou 2 técnicos, a sala amarela estava com mais de 10 pacientes, e também apenas 2 técnicos. Uma sobrecarga total”, desabafou uma profissional que preferiu não se identificar por medo de represálias.

Além do número reduzido de profissionais, os trabalhadores alertam para a demanda crescente da emergência, que enfrenta superlotação.

“Só ontem à noite haviam 30 pacientes esperando atendimento no corredor. O hospital está superlotado e a equipe médica está insuficiente. Nos plantões noturnos não há médicos nos andares. Quando há alguma intercorrência, os profissionais que estão na emergência,  precisam subir. E para piorar a situação, alguns médicos estão parando de fazer a parte ambulatorial porque estão sem receber os seus salários desde abril. Uma situação caótica.”

Um profissional concluiu criticando a direção da empresa responsável pela instituição hospitalar: “Omissa e inoperante! É revoltante observar que a OSID nada faz para prestar um serviço melhor. Desrespeitosa com os trabalhadores e pacientes. Nem sequer uma atitude ou satisfação”.

Estamos, mais uma vez, enviando um pedido de resposta à empresa e a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.

Redação PNB