PNB

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Bolsa Família: 958 mil famílias superam a pobreza e deixam o programa

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Quase 1 milhão de famílias deixarão de ser beneficiadas pelo Bolsa Família, mas por um bom motivo: tiveram sua renda aumentada, superando a pobreza. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, no mês de julho foram 958 mil famílias, o que corresponde a 3,5 milhões de pessoas.

Entre os motivos para essa saída, segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, estão empregos estáveis ou melhora da condição financeira como empreendedores.

“A maioria delas, 536 mil, cumpriu os 24 meses na regra de proteção. Elas atingiram prazo máximo de recebimento de 50% do valor que têm direito por terem alcançado uma renda per capita entre R$ 218 e meio salário mínimo”, disse o ministro nesta terça-feira (22), durante o Bom Dia, Ministro, programa produzido pela Empresa Brasil de Comunicação(EBC).

Renda de trabalho

Segundo Dias, a ajuda a essas famílias foi oferecida por meio de vários programas. “A gente dá a mão para essas pessoas, para que possam se qualificar e para que possam estruturar um pequeno negócio. E por meio da renda de trabalho, como aconteceu com essas famílias, 3,5 milhões de pessoas que saíram da pobreza de janeiro deste ano para cá”, acrescentou.

De acordo com o ministro, mais de 8,6 milhões de pessoas superaram a pobreza desde o começo do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula iniciado em 2023. “São pessoas que saíram do Bolsa Família a partir da renda. Estamos falando de quase 24 milhões de brasileiros saindo da pobreza”, disse.

Educação x preconceito

O ministro lamentou as muitas situações de preconceito contra os beneficiários do programa, segundo ele, falsamente acusados de se acomodarem, deixando de buscar emprego.

Dias ressaltou que, para ter direito ao benefício, as famílias têm de cumprir algumas obrigações.

“Temos três blocos de ações. O primeiro é a educação: quem recebe o Bolsa Família precisa estar matriculado, estudando, frequentando escola, sendo aprovado. O segundo é uma parceria com estados, municípios e setor privado, com foco em qualificação profissional. E o terceiro é o apoio ao pequeno negócio, por meio de programas como o Acredita, o Pronaf e o Agroamigo”, elencou o ministro.

Ele acrescenta que, na medida em que se abre a condição de trabalhar, ganha-se condição de sair do Bolsa Família. “Muitos estão indo para classe média, que está crescendo com [a entrada de] boa parte do público do Bolsa Família, que está ascendendo”, relatou.

 

Agência Brasil

Rota do carrapicho: O sertão que acolhe, ensina e transforma

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Roda de São Gonçalo, partilha, inclusão e diversão.

No sertão do Vale do Salitre, em Juazeiro, no norte da Bahia, a 600 km de Salvador, existe um caminho que não se mede em quilômetros, mas em histórias, afetos e resistência.

Salitre significa terra fértil, boa pra plantar, como se fosse um tipo de adubo natural. São áreas que têm bastante sal no solo, por isso o nome. Esse nome veio desde a época das tribos indígenas que viviam ali há muitos anos. Lugar onde tem um rio que não seca, cercada por uma mata bem densa. E daí veio o nome do distrito, lugar que representa resistência, com um povo feliz, solicito e forte. Atualmente, essa região abrange cerca de 10 comunidades rurais, onde vivem famílias que preservam tradições culturais, modos de vida e uma profunda ligação com a terra e as águas do Rio Salitre..

Uma rota que começa com abraços 

A Rota do Carrapicho não está em mapas turísticos comuns. Ela começa em abraços sinceros, na hospitalidade de quem transforma a própria casa em abrigo e o cotidiano em experiência. Nas comunidades , a cerca de 40 km de Juazeiro, as conversas se desenrolam nos terreiros. Em outros espaços, como na comunidade do Umbuzeiro, mulheres produzem trabalhos artesanais, como esteiras feitas com palha de taboa, planta típica das margens dos rios, além da tradição da festa de São Gonçalo, que é mantida viva e transmitida entre gerações. Ali pulsa uma memória ativa, marcada pela luta pela permanência no território.

“Quem chega aqui não é turista, é visita. E visita a gente acolhe como parente”, diz Judite Ferreira, moradora da comunidade de Alfavaca, que recebe em casa turistas trazidos pela rota. Enquanto prepara um café com beiju e cuscuz, ela se emociona: “A gente acolhe esses meninos e meninas e acaba se apegando. Eles passam o dia aqui como se fossem da família. Eu mesma sempre choro ao me despedir.” Desabafa.

Atualmente, o valor médio cobrado nas hospedagens varia conforme a logística e o roteiro escolhido. Em 2024, o custo médio por pessoa foi de aproximadamente R$ 450 para um final de semana completo, incluindo hospedagem, todas as refeições, guia turístico e participação nas vivências da comunidade. O transporte, nesse valor, é pago à parte. A rota já chegou a receber até 30 pessoas de uma só vez, e há capacidade para grupos ainda maiores, desde que a logística de hospedagem seja organizada com antecedência.

A Rota do Carrapicho é organizada coletivamente, com agendamentos feitos pelo coletivo de comunicação Carrapicho Virtual, um grupo de jovens do Salitre que atua conectando iniciativas culturais, roteiros turísticos e fortalecimento comunitário através da comunicação popular. Surgido da vontade de contar as histórias do Salitre e do semiárido com suas próprias vozes, o Carrapicho também produz vídeos, fotos e textos para as redes sociais, desenvolve projetos voltados às comunidades e no interesse do povo, além de participar da articulação dos roteiros turísticos.

“A gente acredita que turismo de verdade é aquele que se constrói com o território. A rota é uma ponte entre a gente que vive aqui e quem quer conhecer. Uma troca onde todo mundo aprende”, explica Érica Daiane, idealizadora do projeto Carrapicho e da Rota.

“O Carrapicho surgiu da vontade de comunicar nossa história com nossas próprias palavras, nossas imagens e sentimentos. Com o tempo, virou mais que comunicação: virou articulação, rota, pertencimento”, completa Érica. “A juventude daqui está vendo que pode transformar a realidade com o que tem em mãos: saber, afeto e território.”

Momento de entrevista durante a roda de São Gonçalo.

Turismo que gera renda e pertencimento 

A Rota do Carrapicho percorre de oito a dez comunidades da região do Salitre, entre locais de hospedagem e visitação, e envolve diretamente cerca de 10 famílias em cada roteiro. De 2021 até agora, mais de quatro grupos já vivenciaram experiências como hospedagens, produção de esteiras, rodas de conversa, caminhadas ecológicas, festas e celebrações.

Segundo a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada ao Governo do Estado daBahia, o programa Pró-Semiárido já mobilizou mais de R$ 500 milhões para ações de fortalecimento da convivência com o semiárido em 32 municípios baianos, incluindo Juazeiro. Esse apoio inclui iniciativas ligadas ao turismo comunitário, comunicação popular, agroindústrias e intercâmbios entre comunidades. A Rota do Carrapicho é uma das beneficiadas pelo programa, com apoio a oficinas, articulação em rede e fortalecimento da juventude local.

Para Carla Dias, turista da comunidade de Campos, localizada no distrito de Itamotinga, que visitou a rota no ano passado, a experiência foi transformadora: “Eu nunca imaginei que pudesse aprender tanto em tão pouco tempo. Conviver com essas famílias me fez repensar sobre várias coisas e quebrar preconceitos a respeito do Salitre. O acolhimento foi tão grande que me senti em casa.” Conclui Carla, entusiasmada.

Junior Silva, outro visitante, resume: “Foi uma experiência única, muito incrível. Me senti muito bem acolhido, aprendi muito sobre o dia a dia das famílias locais. A atividade que mais me marcou foi a roda de conversa, sem dúvida alguma. Foi lá que conheci realmente a realidade e a história das comunidades. Vi que o Salitre é uma região rica em culturas, culinárias e pessoas acolhedoras. Sim, eu recomendaria e viveria essa experiência outras vezes.”

O turismo comunitário movimenta a economia local de forma ampla. As famílias que hospedam recebem diretamente pela estadia. Muitas compram produtos no comércio local para preparar os alimentos. Durante as noites culturais, moradores vendem comidas, bebidas e artesanatos. Jovens atuam como guias, produtores de conteúdo e comunicadores do projeto Carrapicho Virtual recebendo por isso e assumindo protagonismo local.

Para Amanda Clara, jovem integrante do Carrapicho Virtual, a rota é uma chance concreta de futuro. “A renda que entra com o turismo ajuda, sim. Com o que ganho, faço várias coisas. Mas o mais importante é o que isso tudo ensina pra gente. A gente aprende a valorizar nosso lugar, nossa história. Aprende que não precisa sair pra encontrar um futuro.”

A evasão de jovens é um desafio histórico no semiárido. Mas a Rota do Carrapicho tem mostrado que é possível viver da e com a comunidade. Amanda não esconde a satisfação e o sentimento coletivo: o de que o turismo comunitário é ferramenta de transformação, pertencimento e autonomia.

Casa de família na comunidade de Alfavaca, onde visitantes se hospedam e vivenciam a rotina local.

Cultura viva em cada gesto 

Na comunidade de Umbuzeiro, a 2 km da comunidade de Alfavaca, a produção de esteiras de palha de taboa, que antes era uma atividade doméstica cotidiana para uso próprio e geração de renda, hoje também integra as vivências turísticas. Visitantes participam do processo de produção das esteiras, vivenciando um saber ancestral transmitido pelas mulheres da comunidade. Mais do que ensinar uma técnica, essas oficinas reafirmam a importância da cultura material do sertão, onde cada esteira simboliza a resistência e a permanência das pessoas no território.

Para Mauro Adriano, que participou de um dos intercâmbios e teve a experiência de praticar a produção de esteiras na casa de Dona Luz, a atividade foi marcante: “Achei a prática de fazer esteiras top! Algo novo para  mim. O intercâmbio foi muito rico, aprendi demais.”

Mauro Adriano, colocando em prática a produção da esteira.
Outras atividades incluem:
Samba de Velho e Bumba meu boi: celebrações tradicionais com música, dança e figuras folclóricas como o boi, a mulinha, a ema e os caretas, perpetuadas nas festas de reisado, especialmente em janeiro.
Festas de São Gonçalo: expressão de fé e cultura popular.
Produção de doces artesanais com as mulheres do grupo “Sabor do Salitre”: com frutas nativas como tamarindo, acerola, maracujá e uva.
Mão na Massa: fábrica de bolachinhas na comunidade de Pau Preto, mostrando o potencial empreendedor feminino.
Placa de entrada da Cachoeira do Salitre.

Visitas à Cachoeira do Salitre e aos paredões da Cerca de Pedra.

Como acessar:

A Rota do Carrapicho está localizada no Salitre. O acesso é feito por meio de agendamento com o coletivo Carrapicho Virtual ou pela agência Chocalho.

Contato: Érica Daiane (idealizadora): +55 74 9943-3546
Instagram: @carrapichovirtual | @agenciachocalho

Resistência com sabor de afeto 

Doce de tamarindo, produzido pelas mulheres do grupo Sabor do Salitre.

Para Rosangela Pereira, moradora de Alfavaca, o turismo afetivo transforma relações: “Eu gosto quando a gente senta junto pra comer, pra conversar. Já teve visitante que virou amigo, virou família. Tem gente que voltou só pra passar uns dias com a gente de novo. e a gente fica feliz com o dinheiro que recebe, mas o amor que a gente cria por eles, não tem preço.”

Apesar dos avanços, os desafios persistem: estradas precárias, falta de sinalização, estrutura de apoio e maior apoio institucional. É necessário melhorar a infraestrutura das estradas, fortalecer a formação de guias locais, principalmente entre os jovens, e ampliar o conhecimento sobre o território e seu potencial.

“A gente precisa de infraestrutura, de estradas melhores para garantir segurança no deslocamento dos grupos. Mas também precisamos fortalecer o papel da juventude como guias, como protagonistas. Jovens que conhecem suas comunidades, que sabem contar sua história. E preparar melhor as casas para receber os visitantes com conforto. Não que esteja ruim, porque as pessoas elogiam muito. Mas sempre dá pra melhorar”, reforça Érica Daiane.

Potencial reconhecido 

Para o gestor de turismo de Juazeiro, Jomar Benvindo, o projeto é estratégico:

“A Rota do Carrapicho articula cultura, natureza e comunidade. É um exemplo de como o turismo pode ser desenvolvido com respeito às tradições e com inclusão social. Juazeiro tem muito mais do que o rio e a música: tem sertão, tem memória, tem diversidade.”

Ele também pontua a importância da valorização dos saberes locais: “É preciso reconhecer que os saberes tradicionais são diferenciais estratégicos. Só aquela comunidade tem aquele jeito de fazer, aquele conhecimento sobre a terra, aquela culinária, aquele modo de acolher. Isso é valor cultural, social e econômico. Precisamos fortalecer isso com políticas públicas integradas.”

Mais do que um destino, uma vivência

Os Caretas, no Samba de Velho e Bumba meu Boi.

A Rota do Carrapicho é, portanto, um convite à escuta, ao cuidado e ao encantamento. Um mergulho em um sertão que não quer ser olhado de longe, mas vivido de perto. Onde resistir é uma forma de amar. E onde o turismo, quando guiado pela comunidade, pode ser ponte entre mundos, gerações e sonhos.

 

Por Roseane Santos e Érica Paloma

Moradores de Juazeiro reclamam de esgoto a céu aberto e pedem ações do SAAE: “mau cheiro insuportável”

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Uma moradora do bairro Antônio Guilhermino, em Juazeiro, no Norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar de um esgoto a céu aberto na Rua 2. Segundo ela, o problema persiste há 15 dias.

“O esgoto está vazando há 15 dias. A gente já ligou para o SAAE, já fomos lá, eles identificaram o problema, disseram que viriam resolver, e até agora nada. O carro do SAAE até veio aqui, mas não fizeram nada, só olharam e disseram que voltariam no outro dia. Já faz quase oito dias e nada. Já fomos lá, já ligamos, e até agora, nada. O mau cheiro está insuportável”, relatou a moradora.

Ela afirma que o esgoto está sendo prejudicial à saúde dos moradores.

“O esgoto está prejudicando os moradores. Tem crianças pequenas na rua que gostam de brincar, mas o cheiro está insuportável. Estamos todos abandonados. A situação está complicada para nós”, disse ela.

Um morador do bairro Piranga também relatou ao PNB a dificuldade de contato com a autarquia responsável pela rede de esgoto do município.

“Liguei para o SAAE para desentupir o esgoto, mas está dando como número inexistente. O esgoto estourou na Rua Lafaiete Coutinho. Queria abrir um chamado, mas não consigo completar a ligação. Toda vez que passa um carro, o mau cheiro aumenta, já está entrando em casa. Liguei ontem, mas o número não chama”, contou o morador.

Encaminhamos as reclamações para o Serviço de Água e Saneamento Ambiental de Juazeiro. Em nota, o SAAE orientou que “para que o serviço seja realizado o mais rápido possível, o SAAE orienta aos usuários que faça a solicitação no balcão de atendimento ou ligue para o número 36149800, para que o pedido seja colocado no cronograma de atendimento. O SAAE está com as equipes na rua diariamente, mas obedece à rota estabelecida de acordo com os pedidos”.

 

Redação PNB

Ausente dos trabalhos, Eduardo Bolsonaro pode perder mandato em breve

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O deputado Eduardo Bolsonaro, participa de sessão solene em alusão ao Dia Nacional de Valorização da Família. na Câmara dos Deputados.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) corre o risco de ter o mandato cassado caso mantenha sua permanência nos Estados Unidos. A licença de quatro meses solicitada por ele chegou ao fim no último domingo (20), e, com o retorno das atividades parlamentares previsto para 4 de agosto, qualquer nova ausência passará a ser contabilizada oficialmente pela Câmara.

Segundo a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, o cenário de perda de mandato se tornaria viável a partir de novembro, caso Eduardo ultrapasse o limite permitido de faltas não justificadas — o equivalente a um terço das sessões ordinárias do ano legislativo.

Com a média de três sessões semanais e um calendário que vai de fevereiro a dezembro, descontando os recessos, a Câmara deve realizar 129 sessões em 2025. O limite de faltas, portanto, é de 43.

Permanência nos Estados Unidos

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já havia declarado a intenção de permanecer nos Estados Unidos mesmo após o fim da licença, o que acelerou os debates sobre sua situação no Congresso.

Um pedido de suspensão cautelar do mandato foi protocolado na segunda-feira (21) pelo líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ). O parlamentar alega que Eduardo tem promovido “campanhas contra o Brasil” no exterior, incluindo articulações por sanções comerciais e financeiras contra o país.

A legislação atual permite que a Mesa Diretora da Câmara declare a perda de mandato em caso de faltas excessivas, mediante solicitação de partidos ou parlamentares. Apesar disso, aliados de Eduardo já estudam caminhos para garantir que ele mantenha o cargo.

Alternativa para Eduardo Bolsonaro

Entre as alternativas em discussão, estão projetos que flexibilizam as regras de presença no Congresso. Um deles, apresentado por Evair Vieira de Melo (PP-ES), propõe que deputados possam participar remotamente das sessões, mesmo estando fora do país.

Outro, de autoria do líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), busca viabilizar uma nova licença para Eduardo, agora por mais 120 dias.

Também circula nos bastidores a possibilidade de que o deputado assuma uma secretaria estadual em algum governo aliado, o que lhe permitiria seguir no exterior sem prejuízo ao cargo político.

A partir de agosto, o destino político de Eduardo Bolsonaro entrará em contagem regressiva. Se não retornar ou conseguir respaldo legal, a possibilidade de cassação se tornará cada vez mais concreta.

 

Bahia BA

Ecofestival do Café da Serra dos Morgados conclui 3ª edição após três dias de degustação, músicas e lançamentos

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Depois de três dias intensos de degustações, debates, lançamentos, trilhas naturais, muita música e poesia, foi encerrado na noite de domingo (20), em Jaguarari-BA, a 3ª edição do Ecofestival do Café da Serra dos Morgados

O evento, que cresceu mais de 30% com relação as edições anteriores, reuniu um público de mais de 5 mil pessoas. Gente de várias partes do país, que participou de oficinas, seminários, conferências, aulas de campo, capacitações para produtores e produtoras rurais e apresentações culturais com atrações, a exemplo dos artistas Maciel Melo, Nilton Freitas, Glícia França, Tico Seixas, Mariano Carvalho, Banda Por Um Três, Cicinho, Samba da Beira e Maviael Melo.

De acordo com o professor e coordenador do Ecofestival, Juracy Marques, foram momentos mágicos que ficarão na história da Serra, em meio a Cordilheira do Espinhaço, que já tem mais de 200 mil pés de café plantados. “Espaço dedicado à formação cultural do cafezinho nosso de cada dia, o Ecofestival ampliou o foco esse ano na capacitação dos produtores da agricultura familiar. Além dos especialistas de várias partes do Brasil, que trouxeram seus conhecimentos no cultivo e comercialização da fruta, nossos produtores tiveram excelentes oportunidades de negócios, com a venda de mais de mil pacotes de café artesanais e 300 pacotes de café especiais torrados. O grupo de 120 pequenos empreendedores, que participou da Feirinha, também vendeu praticamente todo o estoque de artesanato e outros produtos da agricultura familiar”, ressaltou.

Vinda de São Paulo-SP, a psicoterapeuta e mentora de negócios, Kátia Tomoko, ficou maravilhada com os encantos da Serra e atrativos do Ecofestival. “Creio estar participando de uma nova rota turística do interior da Bahia, aqui a aproximadamente 980 metros do nível do mar e este clima gostoso. Amei as exposições de arte e fotografias, os shows, lançamentos de livros e a gastronomia, mas o que mais me emocionou foi a apresentação de ópera com a cantora Ingrid Torres, totalmente demais”, acrescentou a turista.

Ainda completando o balanço geral do evento, Juracy Marques, garante que a próxima edição promete superar esta. “Já estamos pensando alguns nomes para as capacitações e shows, mas podemos adiantar que teremos uma ópera mais bela ainda, o Projeto Ópera Café, na Cachoeira da Serra, em meio a natureza, ao som de músicos virtuosos e a voz magnífica de Ingrid Torres”, concluiu.

Ascom

INSS: reembolso de descontos ilegais começa nesta quarta-feira

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

A devolução dos descontos indevidos feitos por entidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas começará a ser feita a partir do dia 24 de julho para quem tiver aderido, até esta segunda-feira (21), ao acordo proposto pelo governo federal.

O prazo de adesão vai até 14 de novembro, e o reembolso será feito na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão – quem aderiu primeiro, receberá primeiro. O pagamento será em parcela única, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país.

Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 600 mil aposentados e pensionista já aderiram ao acordo.

Semana passada, o Ministério da Previdência Social contabilizava 1,4 milhão de pessoas aptas a receber o ressarcimento pelos descontos indevidos feitos pelas entidades associativas.

Vantagens da adesão

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na semana passada, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou algumas vantagens para quem aderir ao acordo.

A primeira delas é não ser necessário, ao aposentado, gastar dinheiro com advogado. Outra vantagem é a possibilidade de o aposentado entrar com ações contra as associações que fizeram a cobrança indevida.

“[Ao aderir ao acordo,] ele se compromete a não entrar na Justiça contra o governo, mas ele pode entrar contra as associações. Por exemplo, se ele acha que merece receber uma ação por dano moral, ele pode entrar regressivamente contra as associações para receber esse dinheiro”, disse ele durante o programa.

Ele explica que o governo está apurando para diferenciar as entidades associativas que são idôneas, das que não são. “Essas associações [não idôneas] só voltarão a funcionar após o pente fino que estamos fazendo. Vamos atrás de cada centavo dessas associações que fraudaram o INSS, para ressarcir o Tesouro. Inclusive já bloqueamos R$ 2,8 bilhões dessas associações, por meio de ações judiciais na justiça”.

Quem pode aderir?

Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. Atualmente, mais de 3,2 milhões de pedidos de 1,9 milhão de pessoas já superaram o prazo para receber resposta das associações e entidades que representam aposentados, por isso, podem aderir ao acordo.

A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão pode ser feita exclusivamente pelos seguintes canais:

– Aplicativo ou site Meu INSS;

– Agências dos Correios em mais de 5 mil municípios;

A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.

Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

1- Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;

2- Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);

3- Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;

4- Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento

Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

1- O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;

2- Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;

3- Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

 

Agência Brasil

Prefeitos de Juazeiro e Petrolina dão as boas-vindas ao International Coop Semiárido (ICS)

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Margeadas pelo rio São Francisco e unidas pela história, as cidades irmãs Juazeiro-BA e Petrolina-PE, vão receber, de 31 de julho a 02 de agosto, o International Coop Semiárido (ICS), como parte das comemorações do Ano internacional das Cooperativas, proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A programação do evento, realizado pela WEX com apoio das instituições do Sistema OCB, em Pernambuco e Bahia, inclui palestras, seminários, dinâmicas paralelas (workshops) e painéis de discussão. O ICS vai acontecer no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF, em Juazeiro.

Para receber um público de pesquisadores, investidores, representantes governamentais e especialistas em recursos hídricos, agricultura, energia renovável e desenvolvimento sustentável de vários países, os prefeitos das duas cidades se uniram em um abraço interestadual. De acordo com o prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, é um orgulho sediar um evento da magnitude do International Coop Semiárido, que vai debater temas fundamentais como tecnologia, sustentabilidade, inovação e mudanças climáticas. “Uma grande oportunidade de fortalecer as cooperativas, gerar oportunidades, mostrar as potencialidades da nossa região, além de valorizar e fortalecer o turismo e a cultura”, ressaltou.

O prefeito de Petrolina, Simão Durando, destacou ainda, o teor das discussões, que também vão evidenciar tópicos, como educação, desenvolvimento econômico e social, soluções inovadoras e sustentáveis para a região. “O Semiárido não é só resistência, é também inovação, ciência e produtividade. Parabenizo os organizadores e reafirmo nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, a valorização do conhecimento e o fortalecimento das nossas cooperativas e produtores. Sejam todos muito bem-vindos! Serão dias de muito aprendizado e caminhos novos para o futuro do nosso Sertão”, concluiu. Site para Inscrições e mais informações: Www.ics.coop

 

Ascom

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 33 milhões nesta terça-feira (22)

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A Mega-Sena pode pagar prêmio acumulado em R$ 33 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 2891 que será realizado nesta terça-feira (22).

O sorteio será a partir das 20h (horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 

Redação PNB

Prefeito Andrei lança programa Juá Literária e projeta Juazeiro como referência nacional em educação e leitura

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Foi com emoção, arte e poesia que Juazeiro deu um passo decisivo rumo à construção de uma cidade mais leitora e apaixonada pelos livros. Nesta segunda-feira (21), no Espaço Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o prefeito Andrei Gonçalves lançou oficialmente o Juá Literária, um programa arrojado que reúne 19 ações voltadas ao incentivo à leitura, à escrita e à valorização da cultura local nas escolas e na comunidade.

Idealizado pela Secretaria de Educação, o programa tem como propósito despertar, desde a infância, o encantamento proporcionado pelos livros, fortalecendo a formação de leitores e escritores, e transformando Juazeiro em um verdadeiro território de saberes e histórias.

Ao lado da secretária de Educação, Maéve Melo, o prefeito Andrei destacou a importância do Juá Literária como instrumento de transformação. “A leitura abre caminhos, constrói sonhos e liberta. Esse programa é uma estratégia concreta para melhorar nossos índices educacionais. Juazeiro vai ser referência em educação na Bahia e no Brasil, porque estamos plantando hoje as sementes de um futuro melhor, onde a valorização dos nossos estudantes, professores e toda a comunidade escolar são prioridades”, afirmou.

O evento contou com apresentações musicais, teatrais e das mascotes da fauna da caatinga — símbolos do programa — que encantaram o público, formado por alunos, professores, gestores escolares, autoridades políticas e educadores. Em meio à poesia e à alegria contagiante do momento, o poeta e compositor Maviael Melo apresentou versos inéditos sobre o programa, enquanto o cantor Mauriçola, celebrou a cultura juazeirense em forma de canção e falou da alegria em participar do projeto Juazeiro por Juazeiro, em que levará às escolas um panorama da história local através da música.

Entre os destaques do Juá Literária estão o Agente Literário, o Festival Literário de Juazeiro (que será realizado em outubro), o Biblioteatro, o Sarau Literário, o concurso “Um Rio de Letras”, a premiação Escola que Lê, e o projeto “Manuca, poesia que frutifica”, que homenageia o legado do poeta Manuca Almeida. Todas as ações têm como objetivo promover o protagonismo estudantil, a formação docente, a valorização do escritor local e o fortalecimento do vínculo entre escola, comunidade e literatura.

O evento de lançamento também contou com a presença do deputado estadual Zó, vereadores, secretários municipais, o reitor da Univasf, Télio Nobre, representante da UNEB e lideranças da educação do município.

Para Maéve Melo, o Juá Literária representa uma virada de chave. “Estamos investindo em políticas públicas consistentes, que respeitam o território, a cultura e o potencial criativo dos nossos estudantes. Os índices de alfabetização em Juazeiro não são bons, houve uma queda significativa nos últimos quatro anos. É um desafio enorme, mas o Juá Literária vai contribuir para mudar essa realidade por meio de ações como a aquisição de 135 mil livros, que serão distribuídos para estudantes e professores da rede municipal”, finalizou a secretária de Educação.

Fotos: Ana Vitória
Ascom/PMJ