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Inscrições para Fies do 2º semestre começaram quinta-feira (22)

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As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre começaram na última quinta-feira (22) exclusivamente pela internet, por meio do sistema de Seleção do Fies (FiesSeleção). O candidato precisa de uma conta Gov.br para se inscrever. O prazo vence no dia 27 de agosto e o resultado deve ser divulgado no dia 9 de setembro.

Para a inscrição, o interessado precisa informar e-mail pessoal válido; nomes e número de registro no CPF dos membros de seu grupo familiar com idade igual ou superior a 14 anos e as respectivas datas de nascimento; e renda bruta mensal de cada componente.

Podem se inscrever em processos seletivos do Fies candidatos que, cumulativamente, atendam às seguintes condições:

– Ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, com nota válida até o momento anterior à abertura das inscrições, além de obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e nota na prova de redação acima de zero. O candidato não poder ter participado do exame como “treineiro”.

– Possuir renda familiar mensal bruta per capita até três salários mínimos.

“Compete exclusivamente ao candidato certificar–se de que cumpre os requisitos estabelecidos para concorrer a cada processo seletivo, observadas as vedações previstas em edital do processo seletivo vigente”, destacou o Ministério da Educação (MEC).

Entenda

Instituído em julho de 2001, o Fies tem como objetivo conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e ofertados por instituições de educação superior privadas que participam do programa.

Agência Brasil

Polícia Civil apreende maior quantidade de cocaína do ano na Bahia

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De acordo com a Polícia Civil da Bahia, uma operação realizada na região de Irecê resultou na maior apreensão de cocaína do ano. Dois homens foram presos em flagrante e um adolescente apreendido. A ação desarticulou um laboratório de refino da droga, avaliada em R$ 11 milhões. A Polícia civil aponta que as investigações tiveram início há um ano e as diligências apontaram que o grupo criminoso atuava nas regiões de Irecê, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Ibotirama. O refino da droga era realizado no laboratório e o entorpecente era distribuído na capital baiana e em cidades do interior.

Na propriedade, além dos três flagranteados, foram apreendidos centenas de tabletes de cocaína, uma pistola calibre 9 mm, municiada, um veículo onde estavam armazenadas dezenas de tabletes da droga com destino a Salvador, uma balança importada, quatro liquidificadores industriais, duas prensas hidráulicas avaliadas em R$ 36 mil, centenas de quilos de sílica pirogênica (pó utilizado para a produção da cocaína) e fitas adesivas utilizadas para embalar os entorpecentes.

A operação contou com a participação de equipes da Coordenação de Apoio Técnico à Investigação (CATTI/Chapada), CATTI/Diamantina, Serviço de Investigação (SI) das unidades territoriais de Xique Xique, Lapão e Ibipeba e da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Irecê).

Bahia BA

Vacina brasileira contra a mpox está próxima dos testes em humanos

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O Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou estar próximo de iniciar a última etapa no desenvolvimento de uma vacina nacional contra a mpox, os testes em humanos. “A equipe está produzindo o chamado Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) para enviar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, assim, receber o sinal verde para começar os testes em humanos”, informou.

O imunizante brasileiro ganhou maior projeção depois que a mpox foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) emergência em saúde pública de importância internacional, em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. A vacina nacional, entretanto, já vinha sendo desenvolvida há 2 anos, desde a primeira emergência global provocada pela doença.

De acordo com a UFMG, a dose brasileira utiliza um vírus atenuado e não replicativo, o que torna o imunizante “extremamente seguro”, inclusive para uso entre imunossuprimidos e gestantes. Os testes iniciais da vacina, segundo a universidade, apresentaram bons resultados, demonstrando “indução de neutralizantes, resposta celular e resposta robusta contra a doença”.

Nas redes sociais do CTVacinas, a líder da Plataforma de Vetores Virais e Expressão de Célula Eucariota, Karine Lourenço, explicou que, durante a fase de pesquisa, a vacina demonstrou ser “protetora e esterilizante”.

Segundo ela, o país já é capaz de produzir em larga escala a cepa atenuada do vírus vaccinia, gênero causador da doença. “Estamos prontos, em pouquíssimo tempo, para poder submeter essa vacina à Anvisa. E, quem sabe aí, o ensaio clínico”.

Prioridade

Esta semana, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informou que o imunizante nacional contra a mpox figura como uma das prioridades da Rede Vírus, comitê de especialistas em virologia criado para o desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos, vacinas e produção de conteúdo sobre vírus emergentes no Brasil.

Em nota, a pasta destacou que, em 2022, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos doou para a UFMG material conhecido como semente do vírus da mpox, uma espécie de ponto de partida para o desenvolvimento do insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima utilizada na produção do imunizante.

“No momento, a pesquisa está na fase de estudo para o aumento da produção, verificando a obtenção de matéria-prima para atender a demanda em grande escala”, informou o ministério.

A dose, segundo a pasta, é composta por um vírus semelhante ao da mpox, atenuado através de passagens em um hospedeiro diferente, até que perdesse completamente a capacidade de se multiplicar em hospedeiros mamíferos, como o ser humano.

Outras vacinas

De acordo com a OMS, existem, atualmente, duas vacinas disponíveis contra a mpox. Uma delas, a Jynneos, produzida pela farmacêutica dinarmaquesa Bavarian Nordic, também é composta pelo vírus atenuado e é recomendada para adultos, incluindo gestantes, lactantes e pessoas com HIV.

O segundo imunizante é o ACAM 2000, fabricado pela farmacêutica norte-americana Emergent BioSolutions, mas com diversas contra indicações, além de mais efeitos colaterais, já que é composta pelo vírus ativo, “se tornando assim, menos segura”, conforme avaliação do próprio MCTI.

Com a declaração de emergência global, o Ministério da Saúde anunciou que negocia a compra de 25 mil doses da Jynneos junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Desde 2023, quando a Anvisa aprovou o uso provisório do imunizante, o Brasil já recebeu cerca de 47 mil doses do imunizante e aplicou 29 mil.

Agência Brasil

Mpox: a dificuldade de avaliar o perigo da doença

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No último dia 14, a OMS declarou que o cenário de mpox no continente africano constitui emergência em saúde pública de importância internacional em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. Este é o mais alto nível de alerta da entidade.

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Qual o nível de perigo da mpox? Uma cepa é mais mortal que outra? Enquanto as preocupações sobre a doença aumentam em todo o mundo, as respostas são mais incertas do que números alarmistas podem sugerir.
A mpox apareceu entre os humanos por volta de 1970 na República Democrática do Congo (RDC). Durante décadas, a doença, conhecida por muito tempo como “varíola dos macacos”, permaneceu limitada a 10 países africanos com uma taxa de mortalidade incerta, estimada entre 1% e 10%.

Esta incerteza aumentou em 2022, quando a doença se espalhou pelo mundo. Nos novos países, especialmente nos ocidentais, a mortalidade revelou-se muito baixa: cerca de 0,2%. As flutuações têm diversas explicações.

Em primeiro lugar, o contexto de saúde é diferente nos países africanos, onde a doença está presente há muito tempo, e nos países ocidentais, onde apareceu recentemente.

“O perigo para os seres humanos depende em grande parte (…) da qualidade dos cuidados (de saúde) na região onde vivem”, destaca o virologista Antoine Gessain, especialista na doença.

É mais provável que um paciente receba um tratamento imediato e apropriado na Europa ou nos Estados Unidos do que na maioria dos países africanos.

Portanto, é provável que a mortalidade de 3,6% atualmente registrada na RDC, epicentro da epidemia em curso, fosse muito menor se o vírus começasse a circular ativamente nos países ocidentais.

Crianças desnutridas 

O contexto da epidemia também influencia o contágio: alguns pacientes são muito mais vulneráveis. As mortes registradas na RDC – mais de 500 entre cerca de 15 mil casos – são principalmente de crianças, em um país onde a desnutrição é significativa.

As mortes na epidemia de 2022-2023 – cerca de 200 em quase 100 mil casos – ocorreram entre adultos com sistema imunológico comprometido pelo HIV.

Estes diferentes perfis são explicados não só pela geografia, mas também pelos modos de transmissão, que variam de acordo com as epidemias.

A de 2022-2023 foi disseminada principalmente através de relações sexuais entre homens homossexuais ou bissexuais.

Outro fator acrescenta uma camada de complexidade: a mpox é causada por diferentes grupos do vírus, chamados clados, e é difícil determinar suas diferenças em termos de periculosidade e transmissão.

Comparações complicadas 

A epidemia de 2022-2023 foi causada pelo clado 2, ativo principalmente na África Ocidental, mas também no sul do continente. Atualmente, o surto mortal na RDC é causado pelo subtipo 1, que está concentrado na África Central.

Outra epidemia atinge a RDC, afetando principalmente adultos, e está relacionada a uma variante do clado 1 que apareceu recentemente, a 1b.

A situação contribuiu para uma confusão midiática, que descreveu a variante 1b como mais perigosa do que as pré-existentes.

“Lemos nos principais veículos coisas bastante categóricas sobre a gravidade ou periculosidade da nova subvariante 1b, sem muito o que as respalde”, lamenta a virologista holandesa Marion Koopmans ao site britânico Science Media Centre.

De fato, as epidemias do clado 1 estão historicamente associadas a uma mortalidade mais elevada do que as do clado 2.

Ainda assim, os especialistas pedem cautela antes de afirmarem que o clado 1 é mais perigoso. Até porque esta versão do vírus foi detectada pela primeira vez fora da África, na Suécia, em meados de julho.

O dia

Expectativa de vida no Brasil em 2023 chega a 76,4 anos

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A esperança de vida do brasileiro ao nascer, também conhecida como expectativa de vida, passou a ser de 76,4 anos. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de novas projeções populacionais, divulgadas nesta quinta-feira (22).

Os dados mostram que as expectativas de vida no país, para quem nasceu em 2023, são de 79,7 anos para as mulheres e de 73,1 anos para os homens.

O IBGE também divulgou dados revisados para a expectativa de vida referentes a anos anteriores. De acordo com o IBGE, em 2019, um ano antes da pandemia de covid-19, por exemplo, a estimativa era de 76,2 anos, de acordo com os dados revisados pelo instituto.

Pandemia

Em 2020, a esperança de vida ao nascer recuou para 74,8 anos, caindo ainda mais em 2021, para 72,8 anos, ou seja, uma perda de 3,4 anos em relação a 2019. Em 2022, houve a primeira recuperação da expectativa de vida, que passou a ser de 75,4 anos, ainda abaixo de 2019.

Em 2023, a expectativa conseguiu, portanto, superar a estimativa de 2019. De acordo com as projeções do IBGE para as próximas décadas, a expectativa de vida deve chegar 77,8 anos em 2030, a 79,7 anos em 2040, a 81,3 anos em 2050, a 82,7 anos em 2060 e a 83,9 anos em 2070.

Para as mulheres, as projeções são de 81 anos em 2030, 82,6 anos em 2040, 84 anos em 2050, 85,2 anos em 2060 e 86,1 anos em 2070. Para os homens, as estimativas seriam de 74,6 anos em 2030, 76,7 anos em 2040, 78,6 anos em 2050, 80,2 anos em 2060 e 81,7 anos em 2070.

“A gente teve esse choque externo de mortalidade, que foi a pandemia. Observamos o efeito disso em 2021 e 2022 e, após esse período, a gente já está observando um retorno à tendência histórica. A gente projeta que a esperança de vida ao nascer vá aumentando ao longo do tempo e diminuindo o diferencial entre homens e mulheres, principalmente relacionado com uma diminuição dos óbitos por causas externas”, explica a pesquisadora do IBGE Cíntia Agostinho.

O aumento da expectativa de vida, associada à redução da taxa de fecundidade, leva a um envelhecimento da população. De acordo com o IBGE, a proporção de idosos (com 60 anos ou mais) no país passou de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2023.

Em 2070, espera-se que 37,8% dos habitantes do país sejam idosos, ou seja, mais do que o dobro de hoje.

Idade média e mortalidade infantil

A idade média da população, que era de 28,3 anos em 2000, subiu para 35,5 anos em 2023 e deve atingir os 48,4 anos em 2070.

A taxa de mortalidade infantil, que era de 28,1 por mil nascidos vivos, em 2000, passou para 12,4 por mil em 2022, sendo 13,4 para meninos e 11,4 para meninas. A projeção é de que, nas próximas décadas, a taxa continue caindo e, em 2070, atinja 5,8 por mil, sendo 6,1 para meninos e 5,4 para meninas.

Agência Brasil

Homem é preso em flagrante após ser flagrado transportando maconha em ônibus que fazia o percurso Ibó/BA a Juazeiro/BA

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Um homem que não teve a identidade divulgada foi preso em flagrante pela Polícia Militar da Bahia, no município de Curaçá, acusado de tráfico de drogas. A prisão ocorreu nessa quarta-feira (21), durante ronda realizada na BA 210, próximo à localidade conhecida como “Serra do Ulisses”, região do Polígono da Maconha.

Durante a ação, ao fiscalizarem um transporte coletivo que fazia o percurso, Ibó/BA a Juazeiro/BA, os policiais localizaram uma mochila infantil contendo mais de 1 kg (um quilo) de substância análoga à maconha.

De acordo com a PMBA, o responsável pelo material foi identificado e assumiu que faria a venda do referido produto ilícito no município de Juazeiro.

O homem e todo o material, foram conduzidos à delegacia de polícia para a adoção das medidas cabíveis pela polícia judiciária.

Redação PNB com informações Ascom/45ªCIPM

Ministério das Comunicações entrega nesta quinta-feira, chips de celular para alunos de Petrolina e Juazeiro usarem a internet para estudar

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O Ministério das Comunicações entrega nesta quinta-feira (22), em Petrolina, no sertão pernambucano, chips de celular para estudantes de escolas da cidade e de Juazeiro, na região norte da Bahia.

A ação faz parte do programa Internet Brasil. Os chips, entregues para as secretarias de educação, têm pacote de internet móvel de 20 Gb e são recarregados mensalmente para acesso à internet.

O Internet Brasil é uma das iniciativas do Ministério das Comunicações para levar conexão à internet e inclusão digital para famílias de baixa renda.

O evento de entregas de chips será no Cineteatro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, às 14h30.

Durante o evento também será entregue computadores para a criação de laboratórios de informática, dentro do programa Computadores para Inclusão, que tem como objetivo apoiar e viabilizar iniciativas de promoção da inclusão digital por meio dos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRC) — espaços físicos adaptados para o recondicionamento de equipamentos eletroeletrônicos, para a realização de cursos e oficinas e o descarte correto de resíduos eletrônicos.

Na manhã desta quinta-feira, foi inaugurado o laboratório de robótica educativa do CRC às 11h30, na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro. A iniciativa tem o objetivo de aprimorar o ensino de ciências em escolas públicas de ensino fundamental na cidade, Campo Formoso (BA) e São Raimundo Nonato (PI).

 

Redação PNB

População brasileira começará a diminuir em 2042, diz IBGE

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A população brasileira começará a diminuir a partir de 2042, segundo projeções divulgadas nesta quinta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, em 2041, o Brasil deverá atingir seu número máximo de habitantes, estimado em 220,43 milhões de pessoas.

De acordo com o IBGE, a previsão é de que a taxa de aumento populacional, que em 2024 deverá ser de cerca de 0,4%, diminua gradativamente até 2041. A partir de 2042, o índice de queda da população também deve cair de forma gradual e se aproximar de 0,7% ao ano em 2070, quando o total de habitantes do país deverá alcançar 199,23 milhões.

“No início dos anos 2000, a gente tinha uma taxa de crescimento acima de 1%. Estamos nos aproximando de zero. Em se tratando de Brasil, isso se dá principalmente pelo saldo de nascimentos e mortes. Nesse ponto [em 2042], o número de óbitos superaria os nascimentos”, afirma o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi.

Três estados já devem começar a perder população ainda nesta década: Alagoas e Rio Grande do Sul (em 2027) e Rio de Janeiro (em 2028). Dois estados ainda devem manter crescimento populacional até a década de 2060: Roraima e Santa Catarina (até 2063). A população de Mato Grosso deverá continuar crescendo pelo menos até 2070 (o IBGE não projeta além desta data).

A previsão anterior, de 2020, era de que a população brasileira só começasse a cair em 2048, depois de atingir o pico de 233,23 milhões de pessoas em 2047 – ou seja, quase 13 milhões a mais e seis anos mais tarde do que a nova projeção).

As projeções divulgadas nesta quinta-feira se baseiam nas novas estimativas populacionais feitas pelo IBGE, com base nos dados do Censo 2000, 2010 e 2022, na Pesquisa de Pós-Enumeração do Censo (PPE, que corrigiu inconsistências do levantamento demográfico de 2022) e nos registros de nascimento, mortes e migração no pós-pandemia.

Estima-se, por exemplo, que a população do Brasil era de 210.862.983, em 1º de julho de 2022, acima dos 203 milhões calculados inicialmente pelo Censo 2022, um ajuste de 3,9%.

Reposição
De acordo com Minamiguchi, a queda de população tem relação com a redução da taxa de fecundidade da mulher brasileira. Em 2023, a taxa chegou a 1,57 filho por mulher, bem abaixo da taxa considerada adequada para a reposição populacional (2,1 filhos por mulher).

Em 2000, o Brasil superava essa taxa, com 2,32 filhos por mulher, o que indicava a perspectiva de crescimento populacional para as décadas seguintes. Cinco anos depois, a taxa já havia caído para 1,95 filho, passando para 1,75 em 2010, 1,82 em 2015 e 1,66 em 2020.

Em 2000, apenas a região Sudeste estava ligeiramente abaixo da taxa de reposição, com 2,06 filhos por mulher. Em 2015, apenas a região Norte mantinha-se acima dessa taxa, com 2,16 filhos por mulher. Em 2020, já não havia nenhuma região com taxa acima de 2,1.

“Essa queda da fecundidade tem um histórico mais longo. Ela ganhou força na metade da década de 1960. Para a gente ter uma ideia, essa taxa, em 1960, era de 6,28 filhos por mulher”, disse a pesquisadora do IBGE Marla França.

Entre as unidades da federação, apenas Roraima ainda mantém taxa de fecundidade acima do nível de reposição em 2023, com 2,26 filhos por mulher. A menor taxa estava no Rio de Janeiro (1,39).

A projeção é de que a taxa de fecundidade no país continue a cair até 2041, quando deverá atingir a 1,44 filho por mulher, apresentando, depois disso, ligeiro aumento até 2070, quando chegará a 1,5.

O número de nascimentos, por ano, que era de 3,6 milhões em 2000, passou para 2,6 milhões em 2022 e deve chegar a 1,5 milhão em 2070.

Maternidade
As novas projeções do IBGE também indicam aumento da idade média da maternidade. Em 2000, as mulheres tinham filhos com 25,3 anos, em média. Vinte anos depois, essa idade média passou para 27,7 anos. A previsão é de que, em 2070, chegue a 31,3 anos.

Ao longo do tempo, a gente percebe que a fecundidade está envelhecendo. Hoje a gente tem a maior parte das mulheres tendo filhos de 25 a 29 anos. Isso se deve ao adiamento da maternidade que essas mulheres têm feito”, ressalta a pesquisadora do IBGE Luciene Longo.

 

Folha de Pernambucano

Profissionais do Hospital Regional de Juazeiro continuam cobrando pagamento do complemento do piso salarial:”A enfermagem não aguenta tanto descaso com os profissionais”

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Nesta quinta-feira (22), profissionais de enfermagem que atuam no Hospital Regional de Juazeiro, região Norte da Bahia, voltaram a cobrar o pagamento do complemento do piso salarial. Em contato com o Portal Preto no Branco, os profissionais informaram que apenas alguns trabalhadores receberam o retroativo que estavam há dois meses sem receber.

“Após vários questionamentos sobre a data do pagamento e nenhuma resposta, fomos surpreendidos por, alguns funcionários recebendo o pagamento e outros não. Muitos não receberam, na verdade, a maioria mesmo não recebeu. Nem entraram em contato conosco. A enfermagem não aguenta tanto descaso com os profissionais.” Declara um profissional

Reclamação

No dia 13 de agosto, o PNB foi procurado pelos profissionais da enfermagem do Hospital Regional de Juazeiro, que segundo eles, a instituição não havia feito o pagamento do salário retroativo referente aos meses de maio e junho, em atraso há mais de dois meses.

“Mais uma vez estamos indignados com o setor administrativo do Hospital Regional de Juazeiro. Até o momento, não recebemos o pagamento do retroativo referente aos meses de junho e julho. Todo mês sai no Diário Oficial que o estado fez o repasse e, quando cobramos, a única resposta que temos é que “o repasse não foi realizado”. Todo mês é a mesma coisa. A enfermagem está cansada de só trabalhar e não receber o salário determinado por lei. Queremos respostas verdadeiras e pagamento na data certa”, cobram.

Os profissionais reclamam ainda das condições de trabalho no HRJ.
“Nós trabalhamos com carga horária sobrecarregada, muita cobrança, abuso de poder, pressão psicológica e assédio por parte da “liderança”. Mesmo assim, não recebemos o que de fato é nosso. Todo mês ficamos nessa humilhação, sem nenhuma informação, à mercê deles que nunca têm resposta para nada”, acrescentam.

Encaminhamos a reclamação para a gestão do HRJ e aguardamos uma resposta.

Redação PNB