PNB

2925 POSTS 0 COMENTÁRIOS

Brasil teve 1,3 milhão de óbitos de agosto de 2021 a julho de 2022

0

No período entre agosto de 2021 e julho de 2022, os entrevistados no Censo Demográfico 2022 informaram a existência de 1.326.138 óbitos no Brasil. Desse total, 722.225, ou 54,5%, eram do sexo masculino e 603.913, ou 45,5%, do feminino.

Os dados fazem parte da pesquisa Censo Demográfico 2022: composição domiciliar e óbitos informados, divulgada nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além da resposta dos entrevistados, as principais fontes para a obtenção de informações de óbitos são o Registro Civil do próprio IBGE e o Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

O número de mortes captado pelo Censo 2022 foi menor que o indicado pelo SIM. O IBGE esclareceu que é comum isso ocorrer em uma pesquisa domiciliar e pode ser relacionado a erros de memória dos entrevistados ou à dificuldade de um Censo verificar os óbitos ocorridos em domicílios unipessoais, aqueles que têm apenas uma pessoa. Além disso, as mortes podem ter sido informadas mais de uma vez, nos casos de óbitos em domicílios posteriormente desmembrados.

Izabel Marri, do IBGE, explicou que, por isso, o instituto considera também as informações dos registros civis, que são mais completos do que os óbitos apontados no Censo, aos quais chamou de subdeclarados.

“Principalmente naqueles onde existe apenas uma pessoa, que são os domicílios unipessoais, quando a pessoa morre a gente perde a informação desse óbito, obviamente, porque não haverá domicílio ali para o Censo entrevistar. Então, principalmente por conta dessa característica, os óbitos do censo são subdeclarados, mesmo assim a informação pode ser utilizada usando métodos demográficos ou que permitam que o pesquisador possa contornar a situação para que possa usar as demais informações dos óbitos”, completou.

Idade

O volume de óbitos por sexo, segundo os grupos de idade das pessoas, mostrou que desde o nascimento até a faixa etária de 75/79 anos, a morte de homens supera a de mulheres. Essa proporção começa a mudar na faixa de 80/84 até mais de 100 anos.

De acordo com a pesquisa, na comparação com as mulheres, o maior número de mortes entre os homens ocorre na população na faixa de 15 a 34 anos. Nesses casos, as principais causas são externas ou violentas, como homicídios, suicídios e acidentes de trânsito, entre outras.

Para a pesquisadora Izabel Marri, gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, sempre é interessante desagregar os óbitos por sexo e idade, porque eles têm características distintas, quando esses dois quesitos são analisados. Um dos exemplos é a mortalidade infantil, que registra recuo conforme evoluem os processos de desenvolvimento dos locais onde os óbitos ocorrem.

“Os óbitos na faixa de 0 a 1 ano de idade são os que se usa para captar a mortalidade infantil. Esse grupo de idade concentra mais óbitos que os demais de crianças ou mesmo de adolescentes, se pegar até 10,14, ou até mesmo 15 anos. Esses óbitos estarão mais concentrados ainda nos primeiros meses de vida, no mês dois, mês zero em que nasceu e morreu e essa é uma tendência que se tem quando, com certo desenvolvimento, começa a eliminar os óbitos infantis por causas evitáveis como questões de saneamento, de água contaminada”, comentou na apresentação da pesquisa.

A gerente chamou a atenção para o fato de que, em diferentes faixas etárias, é possível notar mais óbitos masculinos até a idade de 75 a 79 anos. “Nascem mais homens do que mulheres, por volta de 4% ou 5%, mas eles morrem mais ao longo da vida. Quando se chega às idades mais avançadas, por volta de 80 anos, existem mais mulheres sobreviventes do que homens. Aí a gente vê naturalmente, quanto mais a gente avança nas idades, maiores serão os óbitos. Então, aqui já se começa a perceber maior volume de óbitos femininos em relação aos masculinos”, informou.

Segundo a pesquisa, o grupo etário com a maior razão de sexo dos óbitos, – que são os dos homens divididos pelos das mulheres – é o de 20 a 24 anos, com 371 mortes masculinas para cada 100 femininas, ou uma sobremortalidade [termo usado para representar aumento da taxa de mortalidade de um grupo de pessoas] masculina 3,7 vezes maior que a feminina. “Fica bem mais nítida a diferença dos sexos, sendo maior os óbitos entre os homens”, acrescentou a gerente.

Estados

A pesquisa apontou ainda que no Tocantins foram 150 óbitos masculinos para 100 óbitos femininos, ou uma sobremortalidade masculina de 1,5 vez. Essa é a maior proporção no país. Em seguida ficaram Rondônia (1,48), Roraima (1,47), Mato Grosso (1,42), Amapá (1,41), Amazonas (1,37) e Pará (1,36), todos maiores que a média nacional (1,2). Já as menores sobre mortalidades masculinas foram no Rio de Janeiro (1,05 vezes), em Pernambuco (1,12) e no Rio Grande do Sul (1,14).

Apenas no grupo de 20 a 39 anos de idade, a maior sobremortalidade masculina foi verificada em Sergipe (3,49), seguido do Ceará (3,35), de Rondônia (3,31), da Bahia (3,29) e do Tocantins (3,28). Já as menores foram em Roraima (1,85), São Paulo (2,16) e no Rio de Janeiro (2,21).

Conforme Izabel Marri, entre as principais variáveis analisadas na pesquisa de óbitos do Censo estão sexo e idade, além de mês e ano em que ocorreram. A pergunta feita aos entrevistados sobre óbitos costuma se limitar aos últimos 12 meses anteriores à data de referência do Censo, que nessa pesquisa vai de agosto de 2021 a julho de 2022. Ela lembrou que fica cada vez mais difícil obter a informação caso as mortes tenham ocorrido em período mais distante ou no caso dos que ocorrem em domicílios unipessoais.

“A pessoa que está respondendo pode não saber que naquele domicílio não ocorreu um óbito, então tem um erro de memória de quando ele ocorreu e até erros dos óbitos quando eles vêm de domicílios unipessoais. Quanto mais a gente volta no tempo, mais vai ter erro de memória. Estamos falando de três anos e meio atrás. Tem óbitos do passado que não vamos recuperar”, disse.

No entanto, por causa da pandemia de covid-19, como nesse período e no anterior os óbitos estavam aumentados desde o começo de 2020 até meados de 2022, possivelmente de formas diferentes entre estados e municípios em decorrência da doença, foi preciso estender o período de referência para a pergunta sobre ocorrência de óbitos no domicílio. Na pesquisa, os dados dos óbitos foram divididos nos períodos 1 (08/2021 até 0/2022), 2 (08/2020 até 07/2021) e 3 (08/2019 até 07/2020).

“Expandir esse tempo para trás, a fim de coletar essa informação para que ela não ficasse só nos últimos 12 meses antes do Censo, seriam meses que estariam afetados pela covid.. Isso poderia trazer diferenças não características dos óbitos no Brasil, porque a pandemia veio e bagunçou o total de óbitos. Não só aumentou, como pode ter estados e municípios com mais ou menos óbitos”

“De forma que os pesquisadores pudessem ver se havia uma diferença grande na desagregação de óbitos antes da pandemia, que seria o período 3, ou na pandemia que seriam os períodos 2 e 1. Então, é mais uma oportunidade de a gente ver o que ocorre com essa distribuição dos óbitos por idade e pelo país, para que se possa considerar essas condições dos homicídios também”, completou.

Segundo a pesquisadora, essas informações do Censo 2022 são relevantes para avaliar os indicadores de saúde da população no Brasil.

“As medidas de mortalidade são muito importantes como indicadores de saúde de uma população, como esperança de vida, mortalidade infantil e em outras idades, que indicam como vai a saúde de uma população. Ela serve para orientar políticas de enfrentamento da mortalidade em diferentes grupos de idade”, acrescentou.

A gerente disse ainda que atualmente no Brasil os registros de óbitos, tanto os que estão incluídos da Pesquisa de Registro Civil do IBGE, como os que são do Sistema de Informação de Mortalidades do Ministério da Saúde, têm informações muito próximas e são as principais fontes de obtenção de óbitos do país, quando se pretende tabular indicadores que trabalham com um total da população. Izabel Marri destacou que o Censo Demográfico traz uma fonte alternativa sobre óbitos da população, com ganho de informações adicionais sobre o domicílio em que ocorreu o óbito, como condições de habitação, nível de educação das pessoas do domicílio, raça/cor.

“Essa é a grande vantagem do Censo Demográfico. É uma fonte alternativa que pode ajudar o pesquisador a entender os óbitos dos registros e traz uma gama de informações dos homicídios”, completou em entrevista na apresentação da pesquisa.

 

Agência Brasil

Senado vai instalar CPI das Bets nesta sexta-feira (25)

0

O Senado Federal instalará a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets nesta sexta-feira (25). A reunião, marcada para as 14h, definirá o presidente, vice-presidente e o relator do colegiado.

A CPI tem como objetivo investigar o impacto crescente dos jogos virtuais e das apostas esportivas no orçamento das famílias brasileiras, avaliando sua influência nas finanças e possíveis irregularidades no setor.

De acordo com o pedido de criação da CPI, o colegiado vai investigar o envolvimento de organizações criminosas especializadas em lavagem de dinheiro com apostas online.

Além disso, o colegiado também vai mirar a contratação e a conduta de influenciadores digitais que promovem sites de apostas esportivas e outros jogos de azar. A CPI foi criada no início deste mês.

Bahia BA

Bahia registra queda em homicídios e outros crimes violentos

0

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com chefes e comandantes das forças de segurança da Bahia para avaliar o andamento de ações realizadas no estado e fazer um balanço dos resultados. O encontro aconteceu nesta quinta-feira, 24, no Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo (CAB), em Salvador.

“Todos nós, juntos, estamos buscando o que a Bahia espera, sem medir qualquer tipo de sacrifício para que os investimentos aconteçam. Investimentos em armamento, viaturas, equipamento de proteção, construção de delegacia, de pelotões, presídios. Todo mundo imbuído para que a gente possa seguir com as ações e operações em todo o estado”, disse o governador.

Já para o secretário de segurança pública, Marcelo Werner, a integração é fundamental e ela tem sido total entre as forças de segurança do Estado. “A Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnica, Bombeiros Militar, além da Polícia Penal, vêm trabalhando diuturnamente no combate às facções no nosso estado. Fruto disso são os índices criminais reduzidos, não só crimes contra o patrimônio, mas também os crimes contra a vida”, disse Werner, lembrando que o trabalho conjunto conta ainda com o apoio de órgãos federais e municipais.

Na ocasião, foi feita uma avaliação das últimas ações do setor de janeiro a outubro deste ano. No comparativo com o mesmo período do ano passado, as mortes violentas tiveram redução significativa. Foram 3.941 contra 3.519 em 2024. O roubo de veículos diminuiu de 9.777 para 8.325, uma queda de 15%. O roubo a banco apresentou uma redução de 77,8%, passando de 9 para 2 no mesmo período. O roubo a carga saiu de 239 para 138, menos 42%. O roubo a ônibus teve uma queda de 36%, saindo de 882 para 563.

Como exemplo das ações que estão sendo realizadas em Salvador, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Coutinho, destacou a Operação Hórus.

“Uma operação que nós iniciamos há três dias, com o objetivo de levar maior segurança para as ruas da nossa capital e, sobretudo, combater os crimes violentos letais intencionais. Com certeza, isso reduzirá de maneira drástica o número de homicídios e levará mais paz social, que nós queremos tanto para a nossa sociedade”, explicou o coronel. A Operação Hórus tem o apoio de 208 policiais e 52 viaturas de unidades do interior e de Salvador.

A produtividade também se reflete no número de prisões. Em 2023, foram 13787. Este ano, foram 14087, uma variação positiva de 2,2%. Já as armas retiradas de circulação tiveram uma variação positiva de 0,1%, saindo de 4574 para 4578.

Os investimentos se refletem também na contratação de novos agentes. Entre 2023 e 2024, foram contratados quatro mil novos policiais e bombeiros, adquiridas duas mil viaturas, um helicóptero, equipamentos de inteligência e 4.5 mil novos armamentos. O valor investido chega a R$ 400 milhões.

O encontro também contou com a presença das Polícias Civil e Penal, Departamento de Polícia Técnica (DPT) e Corpo de Bombeiros.

 

A Tarde

Após reclamações dos estudantes, NTE-10 se manifesta sobre climatização em anexo de Colégio Estadual na zona rural de Juazeiro

0

Após estudantes do Anexo do Colégio Estadual Rotary Clube, localizado no Distrito de Campo Dos Cavalos, na zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia, reclamarem da falta de climatização nas salas de aula, o Núcleo Territorial de Educação do Sertão do São Francisco – 10 se manifestou.

Em nota enviada a Redação do PNB o NTE-10 informou que “as aulas do anexo do Colégio Estadual Rotary Clube, no distrito de Campo dos Cavalos, ocorrem no turno noturno, em espaço cedido pela prefeitura, não sendo possível, ao Estado, realizar intervenções na infraestrutura elétrica para instalação de aparelhos de ar-condicionado. Para melhorar a climatização do ambiente, o NTE 10 disponibilizará aparelhos ventiladores”.

Reclamação

Estudantes do Anexo do Colégio Estadual Rotary Clube, localizado no Distrito de Campo Dos Cavalos, na zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar da falta de climatização nas salas de aula. De acordo com eles, os ares-condicionados instalados na instituição estão sem funcionar.

“Estamos estudando em um calor insuportável. A maioria das salas de aula não tem climatização. Nem sequer um ventilador tem, apenas aparelhos ar-condicionados que não funcionam, e ficam de enfeite. Assim fica impossível estudar e aprender algo desta forma”, reclamam os estudantes.

Redação PNB

Jerônimo diz que segurança demanda ‘braço forte’ e apoio dos prefeitos é fundamental

0

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre o atual cenário da segurança pública no estado, nesta quinta-feira (24). Ele reconheceu que o Estado precisa ter “braço forte” para combater ao crime organizado e prometeu estabelecer diálogo com os prefeitos da base e da oposição em busca de soluções. Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Record TV,  Rodrigues garantiu que o estado não vai “abrir mão” de adotar um papel de firmeza na linha de frente do combate a criminalidade.

Ao falar sobre a aliança com prefeitos, Jerônimo citou como exemplo a conversa recente com o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), de quem é adversário. “Eu saí de uma eleição em Feira de Santana, cujo prefeito atual tinha um outro candidato. Eu tinha um outro candidato em Feira de Santana, mas acabou a eleição, meu candidato perdeu, mas na semana seguinte o prefeito de Feira me ligou dizendo “governador, preciso apresentar ao senhor uma demanda, uma proposta para a gente cuidar da segurança pública”. Eu não me hesitei, sentei com ele, ouvi as demandas, respondi. Vou fazer aquilo que a gente está planejando, que é um Plano Municipal de Segurança Pública em Feira de Santana. Quero fazer isso em toda a Bahia, ajudando nossos prefeitos”, afirmou Jerônimo.

O governador afirmou que pretende se alinhar com os demais gestores para traçar estratégias para cada cidade. “Eu já desci do palanque. Eu não estou mais no palanque, as eleições passaram. Por isso eu gostaria que isso acontecesse em Salvador, Conquista, para a gente poder fazer uma articulação, uma integração”, disse o governador ao Balanço Geral.

Questionado sobre as ações de segurança que estão sendo executadas, Jerônimo citou as recentes operações, como a Hórus, e a recente ação dentro do Presídio de Feira de Santana. “O estado não vai abrir mão no seu lugar da firmeza e da necessidade. Eu confio muito na nossa Polícia Militar e Polícia Civil, nos Bombeiros, no Policial Penal. Nós estamos agora com essa operação aqui, a Horos, na capital, mas também nós estamos, desde segunda-feira, numa operação lá do Presídio de Frente de Santana. E para acontecer aquela operação dentro do presídio, nós também nos preparamos para fazer”, pontuou o governador.

Sobre o posicionamento incisivo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, com relação a segurança pública, o governador ainda rebateu as críticas. “Eu não fico relutante quando eu falo de compras de armas. Eu preferia esse dinheiro de arma para comprar violão para as escolas, construir mais escolas, mais hospitais, mas eu preciso me adiantar e garantir que a polícia também esteja preparada para se antecipar ao crime organizado. Só que tem gente que parece que é porta-voz desse crime. Fica todo o tempo animando, alimentando com as informações. Eu sei da realidade. Eu sei que o Estado precisa ter braço forte”, reforçou.

Bahia BA

Homem é preso por violência doméstica no bairro Padre Vicente, em Juazeiro

0

Um caso de violência doméstica foi registrado na noite de quinta-feira (23), às 21h, no bairro Padre Vicente, em Juazeiro, no Norte da Bahia. A polícia foi acionada e atendeu a ocorrência.

Segundo a Polícia Militar, ao chegar ao local, os policiais encontraram o autor embriagado e em flagrante, após ele empurrar e tentar agredir a companheira com uma pedra.

O homem permaneceu no local e foi encaminhado a delegacia pela 76°CIPM

Redação PNB, com informações 76° CIPM

Brasil registra mais de 130 acidentes aéreos em 2024

0

Nesta quarta-feira, 23, um avião de pequeno porte caiu na divisa entre as cidades de Paraibuna e Santa Branca, em São Paulo, resultando em cinco pessoas mortas. O acidente se junta aos mais de 130 casos registrados no Brasil só em 2024.

Segundo o Painel SIPAER, ferramenta de visualização de dados sobre as ocorrências aeronáuticas da Aviação Civil Brasileira nos últimos 10 anos, mais de 110 pessoas morreram em acidentes aéreos.

De acordo com os números da FAB, ocorreram quase 1,7 mil acidentes aéreos de janeiro de 2014 a outubro de 2024. Eles resultaram em 863 mortes. São Paulo é o Estado com a maior quantidade de ocorrências com mortos.

A Tarde

Em Juazeiro, MP-BA lança projeto para combater desmatamento e responsabilizar degradadores ambientais

0

Mais de R$ 400 mil em indenizações serão destinados a medidas de preservação e recuperação ambiental na Bahia. O valor é fruto de 26 Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) firmados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) com os degradadores ambientais nos últimos três dias. Desde a segunda-feira, dia 21, até esta quarta, dia 23, esforço ambiental integrado do projeto Terra Protegida realizou 28 audiências no município de Juazeiro. O projeto foi lançado nesta quarta-feira, durante a ação do PGJ Itinerante na cidade.

Também foi assegurada a criação de 26 Reservas Particulares de Proteção Natural, em um total de 488,48 hectares de áreas integralmente protegidas pela atuação do MP-BA.

Os acordos firmados têm o objetivo de recuperar danos ambientais causados pelo desmatamento, promover a regularização ambiental dos imóveis rurais e o pagamento das indenizações pelo passivo ambiental.

A Bahia é o terceiro estado do país com maior registro de desmatamento atualmente. Dados extraídos pelo Centro Integrado de Geoprocessamento do Centro de Apoio do Meio Ambiente do Ministério Público da Bahia (Cigeo/Ceama), da plataforma MapBiomas, revelam que o estado fica atrás apenas dos estados do Pará e Maranhão em alertas de desmatamento.

Entre os anos de 2019 e 2024, a Bahia perdeu 1.826.643,90 hectares de vegetação nativa, sendo o cerrado o bioma mais atingido, seguido pela caatinga. Para combater a prática de desmatamento e verificar com mais agilidade as áreas que estão sendo desmatadas, identificando os infratores dos crimes ambientais, o ‘Terra Protegida’ utilizará ferramentas de geotecnologia e inteligência artificial na atuação e disponibilizará painel para consulta pública com os dados da evolução da cobertura vegetal.

Segundo o coordenador do Ceama, promotor de Justiça Augusto César Carvalho de Matos, os dados evidenciam que a região oeste do estado é a que tem maior perda de cobertura vegetal nativa. “Isso ocorre em razão dessa região ser, prioritariamente, a de maior atuação e expansão do agronegócio na Bahia”, afirmou ele. Dentre as áreas desmatadas, 705.302,77 hectares perdidos se encontram nas regionais ambientais de Barreiras e Bom Jesus da Lapa com, respectivamente, 462.938,01 e 242.364,76 hectares desmatados.

“O MP-BA é referência na área ambiental em relação à efetividade e, certamente, esse projeto fortalecerá as estratégias de proteção e defesa da vegetação nativa no estado da Bahia”, destacou Augusto César de Matos. Alinhada com a Recomendação nº 99/2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a Nota Técnica 01/2021, da Comissão de Meio Ambiente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a iniciativa promete reforçar a fiscalização ambiental, promover a restauração de áreas degradadas e responsabilizar os infratores.

Painel

O ‘Terra Protegida’ incentiva ainda a utilização de dados de sensoriamento remoto em processos ambientais e o monitoramento remoto para controlar desmatamentos ilegais. Por meio do painel, que ficará disponível para consulta pública até o final do ano, será possível visualizar espacialmente a cobertura e o uso da terra em todo o estado, além de acompanhar os esforços da Instituição na responsabilização por desmatamentos ilegais identificados. O projeto também busca assegurar a recuperação ambiental, tanto ecológica quanto formal do dano ambiental detectado.

“O estado da Bahia abriga diversos biomas, incluindo cerrado, caatinga, mata atlântica e biomas costeiros, todos altamente impactados pelo desmatamento. Ao utilizar geotecnologias para detectar desmatamentos, o ‘Terra Protegida’ vai possibilitar a produção de provas para responsabilização dos infratores por meio de um relatório que vai permitir aos promotores de Justiça aferirem o incremento da vegetação e garantir o cumprimento dos acordos de reflorestamento, contribuindo para mensurar o aumento da vegetação pactuada nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs)”, destacou Augusto César de Matos.

Ele explicou que o painel do projeto monitorará a qualidade ambiental das matas preservadas em áreas de servidão ambiental e em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), assegurando que esses locais estejam efetivamente protegidos.

De acordo com o coordenador do Ceama, o ‘Terra Protegida’ será também crucial para a previsão de cenários futuros relacionados à emissão de gases de efeito estufa e à proteção de áreas vulneráveis à desertificação e às inundações. “Essa previsão ajudará a identificar as áreas mais sensíveis e a orientar as ações do MP para mitigar os riscos associados às mudanças climáticas, promovendo uma gestão ambiental mais eficaz e proativa no estado da Bahia”, complementou.

Dados de desmatamento

Os municípios com mais desmatamento em hectares são:

São Desidério – 117553,55

Formosa do Rio Preto – 105304,42

Jaborandi – 83335,71

Correntina – 57125,55

Barreiras – 53337,88

Santa Rita de Cássia – 45101,08

Cocos – 40580,80

Riachão das Neves – 32263,65

Baianópolis – 23345,45

Luís Eduardo Magalhães – 21397,49

Cotegipe -18457,75

Barra -14716,30

Wanderley -11094,19

Jeremoabo -11076,02

Bahia Notícias

Enem 2024: bahia registra mais de 140 mil inscritos concluintes da rede pública

0

Bahia registrou 140.706 estudantes concluintes do ensino médio na rede pública inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, o que representa 100,00% do total desses alunos. A estimativa considera o número de 1.616.606 participantes que estão finalizando a etapa de ensino em 2024. Os dados são autodeclaratórios e os percentuais foram estimados com base no Censo Escolar 2023 (edição mais recente da pesquisa com os resultados finais publicados).

Ao todo, a Bahia recebeu 376.352 inscrições, das quais as de participantes que já terminaram o ensino médio correspondem a 45,5% (171.279). Além disso, outras 67.448 inscrições são de estudantes do 1º ou 2º ano e 2.122, de pessoas que não cursam nem completaram o ensino médio, mas farão o Enem para testar seus conhecimentos (treineiros).

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicará as provas nos dias 3 e 10 de novembro.

Dos participantes da Bahia, 73% (275.099) são isentos da taxa de inscrição e 27% (101.253) a pagaram. As mulheres são maioria – equivalem a 63,33% (238.336) das inscrições, enquanto os homens representam 36,67% (138.016).

Brasil No total, o Enem 2024 registrou 4.325.960 inscrições. Dessas, a maior parte já concluiu o ensino médio (1,8 milhão). Ademais, 1,6 milhão de inscritos estão terminando a etapa de ensino em 2024, 841.546 (19,4%) são estudantes do 1º ou 2º ano e 24.723 (0,6%), os chamados treineiros – aqueles que não estão cursando nem concluíram o ensino médio, mas farão o Enem para fins de autoavaliação.

Esta edição do exame contará com 140 mil salas de prova, em cerca de 10 mil locais de aplicação, distribuídas em 1.753 municípios por todo o Brasil.

Ascom / Inep