“Qual será o próximo funcionário a ser realocado por falar a verdade?”: servidor acusa gestão da EMEI CAIC, em Juazeiro, de perseguição; Seduc afirma que apura todas as denúncias

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Após denúncia de pais e responsáveis sobre o suposto comportamento abusivo de uma professora da Escola Municipal de Ensino Infantil CAIC Misael Aguilar, no bairro Malhada da Areia, em Juazeiro, um funcionários da escola, que preferiu não se identificar para não sofrer retaliações, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar situações de perseguição e irregularidades dentro da unidade. Segundo ele, servidores que se manifestam sobre problemas internos estariam sendo perseguidos pela gestão.

“Por que somente a professora que foi exposta foi afastada, quando, na verdade, existem várias denúncias de situações anormais na escola, das quais a SEDUC já tem conhecimento?”, questionou um dos trabalhadores.

Ele afirma que aqueles que denunciam irregularidades estão sendo punidos.

“Os funcionários que tiveram coragem de fazer denúncias estão sendo perseguidos e solicitados a deixar o espaço. Ontem, mais uma funcionária foi retirada da escola e enviada para outra unidade. Não houve nenhum cuidado em pensar como as crianças ficariam emocionalmente, já que ela acompanha os alunos desde o início do ano. Faltam apenas cerca de setenta dias para o fim do período letivo, e as crianças são o bem mais precioso da escola. A comunidade merece uma explicação. Qual será o próximo funcionário a ser realocado por falar a verdade?”, relatou.

Os servidor também chama a atenção para problemas na organização pedagógica.

“Outra situação é que toda primeira sexta-feira do mês é destinada ao planejamento, mas alguns professores utilizam o horário de aula para isso. Ou seja, enquanto a sala está cheia de crianças, os docentes se reúnem para planejar, quando deveriam estar aplicando o que foi planejado. Já houve até discussão entre professora e auxiliares dentro da sala, no horário de chegada dos alunos, tudo na frente dos pais e sem nenhum respeito. Esses e outros acontecimentos nunca foram registrados pelo gestor”, contou.

Segundo o servidor, ha uma gestão diferenciada para aqueles que não concordam com o gestor.

“Tem professor que vai quando quer, e quando não pode, não coloca outra pessoa no lugar. O gestor faz uma gestão diferenciada para alguns e, quem não concorda com essa forma de agir, acaba perseguido e isolado. É como se fôssemos cães sarnentos, as pessoas deixam de falar com quem não faz parte do grupo do gestor, com medo de também serem perseguidas e devolvidas. A culpa não é apenas dos professores, mas da má administração da escola”, afirmou.

Encaminhamos o relato para a Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro. Em nota, a Seduc informou que “todas as denúncias recebidas são apuradas. A tutora escolar responsável pela unidade verifica as informações in loco para que sejam tomadas as medidas necessárias. Já os casos encaminhados para a esfera judicial seguem os trâmites jurídicos de acordo com as normas estabelecidas. A Seduc reforça, ainda, que qualquer cidadão pode encaminhar suas reclamações, críticas ou sugestões pelos canais oficiais da Ouvidoria da Prefeitura de Juazeiro. Fale com quem resolve: 74 98846 0016 ou pelo e-mail ouvidoria@juazeiro.ba.gov.br.”

 

Redação PNB 

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