O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou nesta quinta-feira (2) que os criminosos responsáveis pela adulteração de bebidas têm maior facilidade em manipular destilados do que cervejas. Ele reforçou a orientação para que a população evite, neste momento, o consumo de destilados.
“Estamos diante de um crime de produtos destilados, incolores, onde se tem técnicas de adulteração desse produto que você não tem no caso de cerveja, que é uma bebida que tem a tampa, tem gás, é muito mais difícil de adulterar”, apontou Padilha.
O que são bebidas destiladas?
Bebidas destiladas são aquelas que passam por um processo chamado destilação, que separa o álcool da mistura fermentada e aumenta sua concentração. Por isso, costumam ter um teor alcoólico mais alto do que as bebidas fermentadas, como a cerveja.
Entre os principais exemplos de destilados estão: Cachaça, Vodka, Uísque, Rum, Tequila e Gin
De acordo com o ministro, os registros anteriores envolvendo cervejas “batizadas” estavam relacionados a problemas no processo de fabricação.
“Naquele caso, você identifica qual o lote da produção. É diferente do processo de adulteração que está se identificando [atualmente], que provavelmente foi feito depois da produção dessas bebidas. Alguém adulterou essas garrafas. Então, quero reforçar essa orientação sobretudo para os destilados”, acrescentou.
Padilha também informou que o governo federal montou um estoque de etanol farmacêutico nos hospitais universitários federais e adquiriu 4.300 ampolas, que poderão ser distribuídas a centros de referência e unidades de saúde que ainda não tenham acesso ao antídoto.
O etanol farmacêutico é o antídoto para o metanol pois bloqueia a conversão do metanol em ácido fórmico, substância ainda mais nociva ao corpo humano.
O metanol é altamente tóxico quando ingerido, no organismo humano, ele é metabolizado pelo fígado, transformando-se em compostos prejudiciais que afetam o sistema nervoso central, podendo causar danos irreversíveis à visão, falência de órgãos e até a morte.
Redação PNB



