Produtores de frutas pressionam DNIT a liberar tráfego de veículos pesados em via urbana de Juazeiro: “Se recuar da medida já adotada, trará sérios problemas aos juazeirenses”

1

 

 

O Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR) tem mobilizado outras entidades para pressionar o DNIT- Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte a adotar mudanças na interdição do trânsito de caminhões, acima de quatro eixos, na ponte Presidente Dutra, que liga as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Desde a última segunda-feira (15) veículos pesados estão proibidos de trafegar pela ponte e devem fazer a rota por Sobradinho (BA).

O SPR argumenta que a restrição imposta pela obra da Travessia Urbana, em Juazeiro, vai onerar o setor da fruticultura, já que os caminhões que transportam frutas estão “sendo obrigados a fazer uma rota muito onerosa, aumentando em mais de 800 quilômetros o trajeto para o escoamento da produção até os portos exportadores”.

De acordo com informações obtidas pelo PNB, em reunião com o DNIT, o Sindicato Produtores Rurais de Petrolina e demais entidades ligadas a produção agrícola apresentaram como única sugestão a liberação de veículos articulados pela via urbana de Juazeiro.

“A proposta apresentada pelos produtores de frutas da região do Vale do São Francisco, em especial de Petrolina, tende a pressionar o DNIT a liberar a circulação de veículos articulados, que são tipos de veículos que escoam a produção interna para exportação, transportando em contêineres ou não. O veículo articulado é um conjunto de, no mínimo, 2 veículos, com capacidade em tonelagem que pode chegar a 70 toneladas. Pela proposta, haveria a permissão para que o cavalo-trator, com um semi-reboque, deslocaria, pararia em um posto de gasolina do outro lado da cidade e voltaria somente com o cavalo-trator para fazer o translado, de forma a não passar com todo esse peso”, revelou uma fonte do PNB.

Nossa fonte apontou os problemas que impactariam diretamente a malha viária e a rede de abastecimento de água e esgoto.

“Com a derrubada da banca, prevista para o próximo dia 22, duas vias locais se transformariam em rodovias federais. São elas: a Raul Alves e a Santos Dumont. A Raul Alves recebe todo o fluxo vindo de Petrolina e a Santos Dumont escoa a circulação de veículos de Juazeiro para Petrolina. Qual é o grande problema? Existem três pontos extremamente sensíveis do SAAE, relacionados à água potável, esgoto e drenagem, que não suportariam esse peso. Ou seja, a estrutura não foi projetada para suportar esse peso, sendo necessário que se fizesse um reforço. Acontece que essa intervenção levaria aproximadamente 90 dias para ser realizada e com um custo avaliado em torno de quase 10 milhões. Com essa intervenção de engenharia, toda a tubulação ficaria exposta e com risco grande de rompimento das tubulações. Necessitaria de um estudo de pavimento, pois temos um fluxo de 55 mil veículos que circulam pela banca”, explicou.

Nossa fonte ressaltou ainda que, para suportar um fluxo de cerca de 55 mil veículos passando pela Raul Alves, o DNIT deveria ter realizado um reforço na via, o que não ocorreu.

“Para liberar o fluxo dos veículos articulados seria necessário que antes se fizesse um estudo e um reforço no pavimento para suportar esse peso excessivo, que, certamente, com o fluxo intenso de veículos de carga iria deteriorar a estrutura”, afirmou.

Ainda de acordo com nossa fonte, a proposta ainda está em discussão, mas o DNIT sinalizou “que a proposta dos produtores de Petrolina seria possível, destacando  que esse deslocamento seria a noite”.

A fonte do PNB concluiu alertando: “Sem um estudo e um reforço no pavimento para suportar esse peso excessivo e o fluxo intenso de veículos de carga iria deteriorar a estrutura. O DNIT não fez antes um plano de contingenciamento, nenhum reforço na estrutura da Raul Alves. A liberação, sem obedecer as regras técnicas de engenharia para garantir a segurança viária, gera uma grande preocupação é trará sérios problemas para a cidade e seus moradores. O DNIT é o órgão responsável pela obra. Desta forma, é importante destacar que a responsabilização civil, penal e criminal é toda do DNIT, que é conhecedor dos pontos sensíveis, dos pontos que necessitariam de um trabalho de reforço. Porém, o órgão não fez nenhuma ação para minimizar esse impacto. Pelo contrário, ficou decidido que engenheiro André assumiria a responsabilidade de liberar os veículos pesados para garantir a fluidez dessa produção da região. Ressalto: sem fazer um plano de contingenciamento, uma estrutura de força mínima”.

Reunião

Participaram da reunião realizada na terça-feira (16), representantes da Prefeitura de Petrolina, do setor de transportes e logística, Sindicombustíveis Bahia, Sindicato dos Produtores Rurais de Juazeiro, Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Valexport, produtores e exportadores de frutas da região.

Após o primeiro momento do encontro, os produtores formaram um grupo de trabalho e ficou combinado com as representações do DNIT e da Polícia Rodoviária Federal uma reunião nesta quinta-feira (18), visando uma solução imediata do problema.

Redação PNB

1 COMENTÁRIO

  1. Agora eu não entendo uma coisa quando tava tendo obra em Petrolina ninguém foi reclama no DNIT pra trafegar porque você querem fazer isso em Juazeiro aqui não aqui nesse cidade tem moral dnit não seda mande se lascar em pra la

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome