Trabalhadores da EPIC, contratada da Secretaria de Educação de Juazeiro, continuam sem salários; Sindilimp se pronuncia

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Funcionários terceirizados da empresa EPIC, contratada pela Secretaria de Educação de Juazeiro, na região Norte da Bahia, continuam sem receber os salários do mês de agosto. Em contato com o Portal Preto no Branco, eles relataram que o pagamento, que deveria ter sido feito até essa sexta-feira (05), não caiu na conta.

Nós procuramos o representante da categoria, Jamay Damasceno, e ele nos disse que, em contato com a Secretaria Municipal de Educação, obteve a informação de que, até o momento, a empresa não entregou a nota fiscal no órgão, necessária para o repasse do recurso pelo serviço prestado.

“O pessoal da empresa EPIC que presta serviço para à Prefeitura de Juazeiro nos colégios municipais estão sem receber salário ainda. Segundo a informação da Secretária de Educação, o órgão não recebeu a nota fiscal da empresa para poder efetuar o pagamento. Então, os trabalhadores não receberam salário por desorganização da própria empresa EPIC que não se organizou para mandar a nota fiscal para que a SEDUC fizesse o pagamento e eles repassassem para o trabalhador. A secretária da empresa me informou  que, provavelmente, até hoje esse salário cai. Mas eu acredito que já tem alguma coisa errada aí, porque eles não pagaram, não mandaram a nota fiscal, então não tem condição de receber esse valor hoje”, informou ao PNB, Jamay Damasceno, dirigente do Sindlimp.

Reclamações

“Mais um mês que a empresa atrasa. Infelizmente, vamos passar o final de semana e o feriadão de 7 de setembro e da padroeira da cidade (08) sem salários e com as contas atrasadas”, contou uma trabalhadora.

Conforme os relatos, a situação já não é novidade. “Não é a primeira vez que acontece. Isso já virou rotina. A gente trabalha, cumpre com nossas obrigações, mas na hora do pagamento somos desrespeitados”, disse outro funcionário.

Os terceirizados afirmam que o atraso tem gerado dificuldades para manter despesas básicas, como aluguel e alimentação. “É humilhante. A gente sai de casa cedo, cumpre nossa jornada e ainda precisa implorar pelo que é nosso direito”, desabafou uma trabalhadora.

Estamos encaminhando a reclamação para a empresa EPIC em busca de esclarecimentos.

 

Redação PNB

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