Feira Literária reúne saberes e fortalece a cultura de Sobradinho

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O que seria do mundo sem a leitura? O que seria da vida sem a beleza e a criticidade da arte? O que seriam das pessoas sem o potencial educativo que a cultura oferta? Como disse o escritor português António Lobo Antunes, “A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo de escravos”.

Sobradinho sempre foi palco de uma reunião de saberes e riquezas culturais que já ebulia antes mesmo de o Sobradinho ter sua autonomia política. Em 1989 Sobradinho passava a ser município e teve na sua história de luta pela emancipação a participação de artistas que usavam suas habilidades e expressões de artes para levar informação ao povo. Hoje, parte desse grupo de artistas ajuda mais uma vez a emancipar Sobradinho, ajudando a provar que a Terra da Barragem é também a terra da cultura.

Com a organização da Associação de Artes Cênicas de Sobradinho, a Feira Literária Virada da Leitura, teve início com atividades denominadas de pré-feira, que envolveu escolas da zona rural e da cidade, e propiciou atividades como um passeio de barca pelo São Francisco, regado a história local, música e poesia.

No último final de semana o município vivenciou outros momentos de partilha e muita riqueza cultural, com artistas e manifestações em diversas linguagens: literatura, teatro, contação de história, música, fotografia, pintura etc.

Durante a programação estudiosas/os, artistas, agentes culturais e educadoras/es debateram temáticas como literatura negra, povos originários, comunicação e juventude, diversidade. As conversas e oficinas foram permeadas por apresentações teatrais, musicais e contação de histórias. Hora ou outra um poeta, ou uma poetiza, assumia o microfone e presenteava o público com versos, como fez o cantor, compositor e poeta Maviel Melo e o poeta escritor Francisco Pedrosa.

Oficinas de teatro e contação de histórias também levaram muita informação ao público. Uma gincana cultural movimentou estudantes da cidade e ajudou a arrecadar mais de 500 quilos de alimentos, que serão doadas a famílias carentes através do programa Bahia Sem Fome, do governo estadual.

O combate à fome lembra o sociólogo Herbert José (Betinho), um dos principais nomes dessa luta no Brasil. Betinho disse que “um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura”. E como diria a canção dos Titãs “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. A Feira Literária deu sua contribuição para ter alimento cultural e alimento nutritivo para o povo sobradinhense.

O projeto da feira literária foi contemplado no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

O edital é direcionado à modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.

 

Ascom da Feira Literária Virada da Leitura

 

 

 

 

 

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