A Polícia Civil, através da 18° DT Camaçari, DH de Juazeiro, Catti Norte e NI da 17° Coorpin prendeu, neste domingo (6), em Camaçari, o acusado de ter assassinado o jovem Jorge Cauã Castro dos Santos, 19 anos, assassinado com um golpe de arma branca, em Juazeiro.
Henrique Ferreira foi o alvo da Prisão Preventiva expedida pela Vara do Júri e Execuções Penais de Juazeiro. O crime aconteceu no dia 8 de abril de 2023, no bairro Alto do Cruzeiro.
“Diligências foram realizadas pela DH de Juazeiro, CATTI NORTE e NI da 17° COORPIN que culminaram na localização do endereço onde o autor estava homiziado e após as informações serem repassadas para a 18° DT de Camaçari o mesmo foi localizado por Policiais lotados naquela unidade que deram o cumprimento ao mandado de prisão”, informou a 17ª Coorpin.
Prisão aguardada pela família
Quase dois anos após o homicídio de Jorge Cauã, a família da vítima aguardava a prisão do acusado e clamava por justiça.
Em entrevista ao PNB no último mês de dezembro, a mãe de Jorge Kauã, Claudemira de Castro, cobrou que o mandado de prisão do suspeito Henrique Ferreira foi expedido no dia 06 de junho de 2024, mas até aquele momento ele não tinha sido localizado.
O acusado chegou a ser preso logo após o crime, mas foi liberado por ordem judicial no dia seguinte. A mãe de Jorge Cauã alegou cobrou agilidade da polícia para que o mandado de prisão contra o acusado fosse cumprido.
“Gostaria de cobrar, mais uma vez, agilidade da Polícia Civil de Juazeiro. Espero que o órgão mostre trabalho e competência. O assassino do meu filho foi preso, mas saiu pela porta da frente da Delegacia como se nada tivesse acontecido. Agora tem um mandado de prisão que saiu há seis meses e nada da polícia encontrar o paradeiro deste assassino. No último dia 27, data em que meu filho faria aniversário, realizamos uma manifestação pacífica em frente à Polícia Civil clamando por justiça”, declarou Claudemira.
O crime
Em entrevista ao PNB em abril de 2024, Claudemira contou ao PNB que a vítima e o acusado se conheciam desde garotos.
“Eles se conheciam desde pequenos. O autor do crime já comeu e bebeu na minha casa. Ele frequentava minha casa”, revelou na época.
Claudemira explicou ainda que o filho e mais dois amigos, passavam pela porta do acusado Enrique Ferreira, na tarde do crime, quando perceberam que ele estava agredindo a mãe.
Os jovens entraram na residência na intenção de acalmar acusado.
“Eles subiram e foram acalmar o assassino que estava agredindo a mãe. Meu filho deu banho nele, tocou violão pra ele e deixou ele no quarto, achando que ele estava mais calmo. Ao descerem as escadas, sendo que meu filho era o último, pois os amigos estavam na frente, recebeu um golpe de punhal no pescoço”, relatou.
Ela contou ainda que foi avisada pela avó do acusado, que mora em frente a sua casa, de que o filho havia sido golpeado.
“Eu estava em casa quando a avó dele me avisou que seu neto tinha matado meu filho. Corri desesperada e vi ele agonizando na escada. Meu filho foi levado para o hospital, mas não resistiu e morreu no sábado à noite”, contou a mãe.
Logo após o crime, a Polícia Militar prendeu o acusado, que foi agredido por populares e estava imobilizado, segundo a corporação.
“O acusado foi levado ao Hospital de Traumas em Petrolina – PE, pois apresentava lesões adquiridas por conta da sua imobilização por parte da comunidade, permanecendo acompanhado por Policiais Militares até que foi conduzido à Delegacia de polícia Civil, para a lavratura em Flagrante pelo crime de Homicídio”, informou a PM.
No entanto, na noite do dia 9, uma ordem judicial liberou Henrique Ferreira da prisão.
“Eu enterrei meu filho no domingo de manhã e à noite o assassino já estava solto. Uma juíza de plantão liberou ele, sem nem passar por audiência de custódia. Isso é muito revoltante! Que justiça é essa? Estou indignada com esta decisão injusta e cruel para qualquer família. Quero justiça! Não aceito esta impunidade”, clamou a mãe da vítima na época.
Redação PNB, com informações a 17ª Coorpin
Foto: vítima/redes sociais



