Uma auxiliar de Atendimento Educacional Especializado (AEE) entrou em contato com o Portal Preto no Branco para criticar a ausência dos profissionais que atuam na rede municipal de ensino de Juazeiro, Norte da Bahia, na Jornada Pedagógica realizada pela Secretaria Municipal de Educação. O evento está acontecendo nesta terça-feira (4), na Igreja Batista.
“Por que os auxiliares de sala não fazem parte da Jornada Pedagógica? Por que esses profissionais também não fazem parte do setor pedagógico e sim do administrativo? Se o auxiliar é quem faz a ambiência da sala e participa de todo um processo pedagógico? Isso é discriminação, preconceito e falta de respeito com o Auxiliar de Sala, pois uma professora de educação infantil I,II e III, sem auxiliar, não dar aula. Espero que a nova secretária de educação valorize mais as auxiliares, pois somos nós que cuidamos das crianças”, relatou uma profissional.
Outra AEE da rede municipal reforçou o questionamento, lembrando que o processo seletivo simplificado realizado recentemente exigia que os candidatos ao cargo possuíssem o curso de magistério ou cursasse pedagogia.
“Uma tremenda contradição, pois no edital da Seduc exigia que as auxiliares tenham magistério ou curso em pedagogia, o que antes não era exigido. Se fazem essa exigência é porque nos consideram como do setor pedagógico. Afinal, somos do administrativo ou do pedagógico? E por que nos excluíram da jornada?” questionou.
Reclamação anterior
No último dia 20 de janeiro, uma auxiliar de Atendimento Educacional Especializado (AEE) entrou em contato com o Portal Preto no Branco para criticar exigências do edital n° 001/2025, referente ao processo seletivo simplificado, que visa atender e manter serviços essenciais da Secretaria de Educação do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia.
“A prefeitura lançou um edital para novo processo seletivo com vagas para auxiliares de AEE. Nesse certame, estão exigindo que as auxiliares tenham magistério ou curso em pedagogia, coisa que antes não era exigida. Existem várias auxiliares que estão na função há mais de 10 anos e não têm curso superior e mesmo assim executam seu trabalho muito bem. Além da dedicação, temos que ter muito amor pela função, pois sabem-se os vários problemas que enfrentamos. Mas não somos valorizados! Todos sabem as dificuldades que enfrentamos, o quão é cuidadoso trabalhar com uma criança com TEA e outros transtornos, e crianças com deficiência. Por tanto, queremos saber o porquê desta nova exigência, já que trabalhamos há anos e de repente somos pegas de surpresa. Queríamos saber também se todas as profissionais que já estão atuando na rede municipal vão ser demitidas ou se os contratos das auxiliares que não têm nível superior, e as demais que tiveram os contratos renovados no meio do ano passado vão continuar. Vale ressaltar que no edital nosso salário é menor que o mínimo. Um cidadão com nível superior que recebe igual ou menor que um salário mínimo é revoltante”, criticou.
O PNB encaminhou o questionamento para a Secretaria de Educação. Em resposta, a Seduc informou que “o edital do Processo Seletivo Simplificado foi elaborado respeitando a Instrução Normativa n° 002/2023, que estabelece as diretrizes de funcionamento das Salas de Recursos para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede municipal de ensino. Em seu artigo n° 17, sobre a formação exigida aos auxiliares de AEE, a Normativa determina que _“os auxiliares de AEE para o estudante com deficiência deverão ter o Magistério completo/Normal Médio e ou cursando licenciatura em Pedagogia e áreas afins”.
Sobre a remuneração desses servidores, a tabela diz respeito a profissionais que estejam cursando licenciatura em Pedagogia ou áreas afins e segue os valores previstos no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração de Juazeiro. Para os servidores temporários já contratados pela Administração Pública, não haverá nenhum prejuízo em relação ao contrato vigente, que será cumprido normalmente”.
Redação PNB



