Paralisados desde a última segunda (25) transportadores escolares de Juazeiro voltam a ocupar as ruas cobrando pagamentos em atraso: “Já estão mandando cortar nossos dias”

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Transportadores escolares que atuam no município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, segue com a paralisação iniciada na última segunda-feira (25) e, neste momento, ocupam as ruas centrais da cidade em mais uma manifestação. Eles cobram o pagamento dos meses em atraso pelo serviço prestado e dizem que só vão retomar as atividades, após o pagamento da dívida.

“Mais uma vez atrás do nosso dinheiro. Só recebemos promessas (..) Estamos parados porque não temos condições de trabalhar. Já estão mandando cortar nossos dias e nós queremos receber os dias que estamos parados, pois o dinheiro vem do Governo Federal e simplesmente, o secretário mandou cortar”, disse um dos transportadores no ato que passou pela porta da Secretaria Municipal de Educação.

Na última terça-feira (26), uma comissão de transportadores escolares participou de uma reunião com o secretário de Educação, Wank Medrado, para debater sobre os atrasos nos pagamentos. De acordo com os transportadores, o secretário deu um prazo para a regularização dos pagamentos, mas os profissionais decidiram continuar com a paralisação.

“O secretário Wank Medrado nos passou que a Secretaria de Educação está sem recursos para pagar os transportadores escolares e que, se chegarem recursos até sexta-feira, os pagamentos serão feitos no dia 02/12. Então, nós transportadores continuaremos parados até o dia 02/12”, declarou um profissional.

Na terça, eles também realizaram um ato em frente à garagem da Secretaria Municipal.

“Tem um pessoal na garagem da MD, como ontem, e hoje estamos aqui também na garagem da prefeitura, onde ficam os ônibus amarelinhos. Se a prefeita e o secretário não têm compromisso conosco, não falam, não aparece nosso dinheiro, os amarelinhos também não saem daqui”, disse um transportador em um vídeo enviado ao PNB.

Os profissionais também receberam uma proposta da empresa terceirizada Miranda Transportes, contratada da gestão municipal, mas recusaram.

“Já são dois meses de atraso e a previsão que deram foi de pagar apenas um mês e somente depois do dia 05/12. Nós não aceitamos e só vamos voltar depois da quitação de 100% dos valores devidos. 90% dos profissionais aderiram à paralisação e 80% dos transportadores já afirmaram que não vão voltar mais a rodar, pois não têm confiança em receber o pagamento”, declarou um profissional.

Enquanto isso, os alunos continuam perdendo aulas em pleno final de ano letivo.

“Como vão fechar os 200 dias de ano letivo se os alunos perderam aulas durante todo este ano e agora ficou ainda pior”? questionou uma mãe de aluno.

Redação PNB

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