O Delegado de Polícia Civil, Clay Cardoso Andrade, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, DEAM de Juazeiro, indiciou Eidimar Rodrigues
Ferreira Junior, acusado dos crimes “de difamação e injúria, praticados nas redes sociais da rede mundial de computadores (arts. 139 e 140, c/c art. 141, § 2º, todos do CP), noticiados, contra a jornalista Sibelle Fonseca, editora do Portal Preto No Branco e apresentadora do programa Preto No Branco Na Transrio FM.
“Percebe-se claramente a atribuição da DEAM na apuração do presente fato criminoso
porquanto o agressor utilizou-se de termo misógino, perpetrando discriminação, preconceito, propagação do ódio ou aversão contra mulheres por razões da condição de sexo feminino. Tal conduta possui exacerbado potencial no incentivo à prática de crimes contra as mulheres, até porque o agressor utilizou-se de meios digitais para proferir as ofensas, gerando uma exposição à vítima que pode tomar uma proporção desenfreada, ganhando força e alcançando centenas de sites e milhares de pessoas em pouquíssimo tempo,” concluiu o delegado.
O caso foi remetido à Justiça, que deverá dar seguimento ao processo.
“Desse modo, provada a materialidade do delito, as circunstâncias em que ocorreu e
determinada à autoria, caracterizada pela prova colhida na instrução do feito, indicio Eidimar Rodrigues Ferreira Junior (Alcunha: Junior), já devidamente qualificado, como incurso nas sanções dos arts. 139 e 140, c/c art. 141, § 2º, todos do CP”.
Entenda o caso
Na manhã do dia 19 de setembro, durante a apresentação do Programa Preto No Branco Na Transrio FM, a radialista Sibelle Fonseca recebeu prints de um grupo de WhatsApp intitulado “Arena Política”, onde um membro de nome Junior Ferreira, fazia comentários misóginos e de ataques de ódio contra a profissional.
Além de ofender a profissional chamando-a de “jornalista lixo”, Junior Ferreira, bacharel em Educação Física, proferiu termos chulos e sexistas contra a radialista.

Júnior Ferreira é servidor público, lotado na Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade e, durante o expediente de trabalho, às 11h13, utilizava a rede social para disseminar discursos de ódio, supostamente motivado por questões políticas.
A profissional registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, DEAM de Juazeiro, por “Injúria cometida ou divulgada em quaisquer modalidades das redes sociais da Rede Mundial de Computadores (Art. 140 c/c ART. 141.do Código Penal Brasileiro).
Procurada pelo PNB, A Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade de Juazeiro (Sedes) esclareceu “que repudia qualquer forma de violência contra a mulher e vai apurar a conduta do servidor em horário de expediente, para tomar as medidas cabíveis, caso necessárias”.
Redação PNB



