“Nunca tinha acontecido isto. Fomos obrigados a lavar roupa suja de hospitais da Secretaria de Saúde”, denuncia ex-funcionário de instituição particular de Juazeiro

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De acordo com denúncias que chegaram ao PNB, após atraso no pagamento do fornecedor que presta o serviço de lavanderia à Secretaria de Saúde de Saúde de Juazeiro, cerca de 600 quilos de enxoval hospitalar, ou seja, confecções utilizadas pelos hospitais, foram enviados para lavanderia do Hospital Promatre.

Conforme a denúncia, o caso teria ocorrido no início de maio deste ano, quando a empresa Brilav deixou de recolher o material e a Secretaria de Saúde teria pedido para que o serviço fosse realizado na instituição particular.

A situação foi denunciada ao PNB por um profissional que atuava na lavanderia do Hospital Promatre na época e foi desligado recentemente.

“Lembro que chegaram lá vários sacos de roupa suja, roupa contaminada de pacientes da Maternidade, de acidentados do SAMU e também de pacientes da UPA para que a gente lavasse. Roupas sujas de sangue, possivelmente contaminadas, com um mau cheiro insuportável, pois estavam abafadas, mal acondicionadas em sacos plásticos. Alguém do hospital autorizou fazendo um favor a Secretaria de Saúde e nós fizemos o serviço que não era da nossa obrigação. Como se não bastasse os constantes atrasos do Hospital Pró Matre, ainda tivemos que lavar roupa de hospitais da prefeitura. Revoltante”, protestou o trabalhador.

Ainda de acordo com a denúncia, o transporte do material estava fora do protocolo da Vigilância Sanitária, pois circulou sem as medidas de segurança e higiene.

“Em anos que eu e meus colegas trabalhamos no hospital nunca vimos uma situação desta. Chegou um carro da Secretaria de Saúde deixando os sacos de roupas sujas lá para serem lavadas lá na lavanderia. Uma fedentina terrível, mas tivemos que realizar o serviço que foi autorizado não sei por quem. Além de não ser da nossa obrigação, tem a questão da saúde pública, porque era material hospitalar”, contou.

Ele disse ainda que, após a primeira lavagem, dias depois, chegou novamente mais material de unidades como UPA, SAMU e Maternidade, mas na segunda vez o hospital não aceitou.

“Um erro vergonhoso da Sesau, uma desmoralização para a saúde pública de Juazeiro, que prova o caos que a saúde vem passando no município. Ficamos todos revoltados na época, mas não denunciamos por medo de represália, porém, esse tipo de situação tem que ser exposta para que não volte a acontecer”, concluiu.

Nós enviamos a denúncia para a Secretaria de Saúde de Juazeiro e também para o hospital Promatre.

Redação PNB

2 COMENTÁRIOS

  1. Fico muito preocupado com a saúde dos funcionários que lavaram peças de roupas sem nenhuma segurança. Espero que Deus os ajude para não ter nada de saúde. Mas tenho que perguntar a todos. Em quem vocês voltaram para prefeito, vereador, governador, presidentes deputados e senadores pela Bahia. E chegada a hora de botar prá fora esses corruptos.

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