Relatório da PF diz que Bolsonaro agiu com “consciência e vontade” e pediu falsificação de cartões de vacina

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Segundo o relatório da Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “agiu com consciência” sobre o esquema de fraude nos cartões de vacinação dele e de sua filha, Laura Bolsonaro.

O relatório da corporação teve o sigilo retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso, nesta terça (19)

No inquérito, a PF contou com o auxílio do tenente-coronel Mauro Cid e, ainda de acordo com o órgão, “os elementos de prova acolhidos corroboram as afirmações prestadas” pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Em seu depoimento à PF, Cid revelou que Bolsonaro sabia da existência de documentos falsos com dados sobre a imunização contra a covid-19 e pediu a inserção de dados fraudulentos para ele e sua filha.

Também de acordo com o relatório da corporação, o Secretário Municipal de Duque de Caxias (RJ), Carlos de Sousa Brecha, e Ailton Barros, capitão reformado do exército, intermediaram o esquema.

“Os elementos de prova coletados ao longo da presente investigação são convergentes em demonstrar que Jair Messias Bolsonaro agiu com consciência e vontade determinando que seu chefe da Ajudância de Ordens intermediasse a inserção dos dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde em seu benefício e de sua filha, Laura Bolsonaro”, disse a PF.

Investigadores relatam que todas as pessoas beneficiadas no esquema ‘agiram dolosamente’, tinham ‘plena ciência’ e ‘solicitaram’ ou ‘determinaram’ a inserção de dados falsos no sistema.

Segundo a apuração, Cid pediu para Ailton Barros intermediar o esquema e fraudar documentos de sua mulher, Gabriela Santiago Cid, e suas três filhas.

“O mesmo modus operandi se repetiu com o então presidente da República Jair Bolsonaro. Conforme exposto, vários atos de acesso ao sistema ConecteSUS, inclusive a impressão de certificado de vacinação ideologicamente falso, foram praticados na residência oficial da Presidência da República, Palácio do Alvorada”, informa o relatório.

Ainda segunda a investigação, Cid disse que os certificados foram impressos e entregues em mãos a Bolsonaro.

A PF encontrou registros de impressão dos documentos em impressoras instaladas no Palácio da Alvorada. No dia em que Cid diz ter passado os certificados ao ex-presidente, a presença dele no local foi confirmada por registros internos.

Redação PNB, com informações G1

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