A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através da operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), resgatou 11 trabalhadores em condições de trabalho análogas a escravidão nos municípios baianos de Jacobina e Várzea Nova.
Seis dos 11 trabalhadores foram encontrados no Povoado de Ouro Verde, em Várzea Grande e outros 5, em Jacobina, atuando no corte de folhas do sisal, extraindo a fibra com o auxílio de motores rudimentares. Segundo o MTE, os trabalhadores viviam em casas depredadas e sem banheiro.
Nos alojamentos, os empregados dormiam em pedaços de espumas e não dispunham de local para armazenamento, preparo das refeições e a água, que não era potável, estava sendo armazenada de maneira inadequada.
Sem registro, o grupo recebia um pagamento de baixíssima remuneração, numa média de R$ 100,00 a R$ 400,00, exclusivamente por produção, para uma média de 44 horas de trabalho semanal, segundo o órgão fiscalizador.
Além disso, os extrativistas trabalhavam sem EPIs e ferramentas corretas.
Os responsáveis pelas empresas foram notificados a regularizar a situação trabalhista e quitar as verbas rescisórias dos empregados resgatados. Os pagamentos foram estimados em R$ 197.000,00, sendo lavrados ainda todos os autos de infrações das irregularidades encontradas.
Os trabalhadores resgatados foram encaminhados ao órgão municipal de assistência social de suas cidades para atendimento prioritário.
Redação PNB, com informações Bahia Notícias



