“Um caos”: Demissão em massa realizada pela Secretaria de Saúde de Juazeiro deixa mais de 30 mil usuários sem atendimento médico; Sesau credita a situação a uma ação do MPT

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Desde que a Secretaria de Saúde de Juazeiro realizou a demissão em massa de profissionais de saúde, na semana passada, que as reclamações de usuários sobre a falta de médicos em oito Unidades Básicas de Saúde, não param de chegar à redação do PNB.

Faltam médicos nas equipes de saúde da família das UBSs do João Paulo II (equipes B e C), Alto da Maravilha, Dom José Rodrigues (Residencial São Francisco), Centro, Tabuleiro, Piranga 1 e 2, Palmares e Pedra do Lord.

Segundo o Vereador Dr. Salvador, considerando que cada equipe de Saúde da família é responsável por atender até 4 mil pessoas, a falta destes profissionais nas unidades deixa mais de 30 mil pessoas sem atendimento médico.

A Sesau credita as demissões a uma determinação do Ministério Público do Trabalho – MPT, que recomendou, “com caráter emergencial, que os contratos fossem reincididos, gradativamente, para serem substituídos na mesma proporção a partir do mês de novembro, por meio dos aprovados no Processo Seletivo Simplificado, normalizando assim a quantidade de profissionais e os atendimentos. A Sesau lamenta os transtornos causados, porém reforça que jamais tomara qualquer medida que venha fragilizar o serviço que é de suma importância, sendo a porta de entrada para qualquer usuário que precisa dos atendimento na área de saúde”.

Reclamações 

Nesta quinta-feira (19) uma moradora do Argemiro relatou a situação da comunidade e pediu providências urgentes à Sesau.

“Na UBS do bairro Argemiro que faz o atendimento dos bairros Piranga I e II, Nova Esperança, Argemiro, Codevasf, Malhada da Areia e Mairi, onde cada conjunto de bairros tinha seu médico, enfermeiro, dentista e afins, nessa ultima semana está sem médico, pois ele foi demitido. O melhor médico que a gente já teve, ele atendia bem a comunidade, aos idosos e pessoas que não têm facilidade de locomoção. Uma tremenda falta de respeito. Sem falar que já estávamos sem dentista há anos. Foi designado um ótimo dentista, porém também foi demitido. E ninguém entendeu, pois ele além de ser um ótimo profissional e foi demitido injustamente. Agora quem quiser dentista tem que esperar os dentistas de outros bairros liberarem vaga. A saúde está um caos!” avaliou a usuária.

Rita de Cassia Souza, mãe atípica, também entrou em contato com o PNB para relatar a falta de médico no CAPS Infantil de Juazeiro.

“Levei meses para conseguir um acompanhamento para minha filha de 8 anos que tem transtorno de ansiedade, com crises contínuas e nessa quarta-feira (18), que seria a segunda consulta dela com a psiquiatra, chegando no CAPS I me foi informado que a psiquiatra não trabalhava mais lá. E que agora teria que esperar até a Secretaria de Saúde mandar outra psiquiatra para atender na unidade, sendo que lá já está sem psicólogo. Eu gostaria de saber da Secretaria de Saúde como fica a situação dessas crianças que precisam de tratamento? Porque é absurdo muito grande um CAPS destinado a tratamento psicológico de crianças e adolescentes faltar os médicos principais,” protestou a mãe.

Sobre a situação do CAPS I, procuramos a Secretaria de Saúde de Juazeiro e o órgão  lamentou “os transtornos sofridos pelos pacientes e destaca que está tomando todas as medidas necessárias para otimizar os atendimentos do CAPS Infantil. A partir da convocação dos profissionais selecionados no Processo Seletivo Simplificado, o quadro de pessoal da unidade será ampliado”.

A previsão, segundo a Sesau, é de que em novembro a situação seja regularizada.

Redação PNB

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