“O Piso da Enfermagem deve ser levado a sério, mas os empregadores estão fazendo pouco caso e tripudiando da categoria,” este foi o desabafo de uma profissional que atua no Hospital Regional de Juazeiro, que está, até o momento, sem pagar o piso salarial que deveria ter sido efetuado no último dia 29 de setembro.
“O Governo do Estado fez o repasse para o Regional? Não sabemos. Vamos receber os retroativos? Não sabemos. Quando vão pagar o piso da enfermagem? Também não sabemos. A direção do hospital sequer nos informa sobre a nossa situação. Muito desrespeito!”, protestou outra profissional.
Em busca de uma resposta, o PNB repassou os questionamentos para o HRJ, mas a direção não respondeu até o momento.
Mas, esta angústia e indignação afetam também diversos profissionais que atuam nas instituições de saúde de Juazeiro e Petrolina.
Em contato com o PNB, diversos profissionais cobram dos empregadores o pagamento do direito adquirido.
Segundo eles, até esta terça-feira (3), várias empresas não cumpriram com a obrigação de efetuar o pagamento e, além disso, nenhuma satisfação dão aos trabalhadores.
Além do Hospital Regional de Juazeiro, administrado pela Osid- Obras Sociais Irmã Dulce, instituições particulares como Clínica de Fraturas, Hospital Neurocardio e Unimed também não pagaram o piso salarial e sequer deram uma previsão aos profissionais, informaram os trabalhadores.
“Ficamos a ver navios e, se ousamos cobrar, sofremos retaliação e corremos risco de sermos demitidos. Depois de tanta luta para conseguir o piso, a enfermagem está sendo humilhada e tendo que suplicar para que tenha este direito garantido. Hipocrisia, na época da pandemia, nos enaltecer como guerreiros e guerreiras. Tudo balela! Para os empregadores não temos nenhum valor. Não merecemos respeito, nem valorização. Hipócritas!” desabafou uma profissional.
Ela concluiu pedindo que os sindicatos e Ministério Público do Trabalho das duas cidades façam valer o direito dos profissionais de enfermagem.
“Precisamos que os órgãos e os sindicatos se mobilizem. Chega de omissão!”
Redação PNB



