Máfia do Açúcar: Defesa consegue liminar que suspende julgamento de empresário acusado pelo homicídio de auditor fiscal ocorrido em 1996, em Petrolina

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O julgamento do empresário Alcides Alves de Souza, suspeito de mandar matar o auditor fiscal José Raimundo Aras, em 1996, em Petrolina, foi suspenso graças a uma liminar obtida pela defesa do acusado.

O novo júri seria realizado nesta quarta-feira (9), na vara de Petrolina.

O advogado criminalista Luiz Coutinho, contratado pela família da vítima para atuar como assistente de acusação, questionou a imparcialidade do corpo de jurados de Petrolina para o julgamento e tenta transferir o júri para Recife, já que os suspeitos possuem grande influência econômica na região.

José Raimundo Aras foi assassinado no jardim de sua casa, em frente à sua esposa. Na época, ele investigava a chamada Máfia do Açúcar, que era composta por um grupo de empresários que sonegava impostos na venda de açúcar.

Entenda o Caso

A Justiça pernambucana anulou a decisão do júri ocorrido em 2013, em Petrolina, que absolveu os acusados Alcides Alves Bezerra e Carlos Alberto Campos sob fundamento de manifesta contrariedade do veredito com a prova dos autos. Depois de serem absolvidos em júri popular, os dois acusados de integrarem a chamada ‘Máfia do açúcar” vão a novo julgamento.

O caso tramita na justiça de Pernambuco desde 1996. Em 08 de outubro de 1996, na presença de sua esposa, o auditor fiscal José Raimundo Aras foi assassinado por um pistoleiro no jardim de sua casa, sendo alvejado por diversos tiros. O auditor investigava a chamada “Máfia do açúcar”, envolvendo casos de sonegação fiscal na divisa entre Bahia e Pernambuco por parte de empresários atacadistas. As investigações apontavam que os  empresários estavam na lista de compradores de açúcar com notas frias para sonegar ICMS.

Alcides Alves Bezerra, Carlos Alberto Campos e Francisco Assis Barreto foram apontados, como mandantes do crime. Francisco Assis foi condenado a 17 anos de prisão, enquanto Alcides Alves e Carlos Alberto foram absolvidos.

Nesta quarta-feira (9), o alvo do julgamento seria Alcides. O júri de Carlos Alberto ainda não foi marcado.

Redação PNB

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