Ontem (29), o PNB publicou a cobrança de uma mãe de uma criança de 3 anos, diagnosticada com Transtorno de Espectro Autista e TDAH, que reivindicou o direito do filho de ir à escola. Segundo a mãe, por falta de uma profissional auxiliar na Fundação Lar Feliz, a criança está sem frequentar as aulas.
Nossa redação tem recebido a mesma reclamação de outros responsáveis por alunos com deficiência que relatam a impossibilidade dos filhos retornarem às salas de aula, tanto em escolas da sede quanto da zona rural do município, por falta do profissional.
Procurada pelo PNB, a Secretaria de Educação e Juventude (Seduc) admitiu a falta dos auxiliares na rede e disse que “está trabalhando para assegurar a oferta de Atendimento Educacional Especializado (AEE) a todos os estudantes que necessitem”.
A Seduc disse que a situação é em virtude do “aumento do número de alunos matriculados, que precisam desse tipo de atendimento, na rede de 2022 para 2023 ter sido superior a 100%, foi necessário readequar a oferta de profissionais de AEE, que estão sendo selecionados por meio do Processo Seletivo, com edital publicado no dia 24 de fevereiro”.
E concluiu o esclarecimento afirmando que “o processo de contratação dos novos profissionais, está em fase de conclusão, e já na próxima semana os profissionais estarão sendo encaminhados para as unidades de ensino da rede”.
Reclamação
“Este ano ele só foi pra aula uma semana. Já tem duas semanas que ele não vai pra escola por falta de auxiliar. A escola não tem como disponibilizar uma professora e aguada a Secretária de Educação de Juazeiro disponibilizar uma profissional auxiliar. Depois de duas semanas nada foi resolvido. Meu filho tem direito a aprender, a ir à escola. Isso é lei. Já é tão difícil lutar pelos direitos dele e o município ainda não ajuda”, lembrou a mãe.
No início deste mês de março, após diversas reclamações de responsáveis por alunos com deficiência, matriculados em escolas municipais de Juazeiro, no Norte da Bahia, sobre a falta de Auxiliares de Atendimento Educacional Especializado suficiente para atender toda a demanda, a Secretaria de Educação e Juventude informou ao PNB que tratava-se de “uma situação isolada”, e que já estava sendo sanada para garantir a oferta de AEE a partir do dia 7 de março.
Porém, quase um mês após, a situação não foi resolvida.
Redação PNB



