Mais uma escola de Juazeiro é alvo de ameaças de um suposto massacre; Seduc se manifesta

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Mais uma escola do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, foi alvo de ameaças de um suposto massacre. De acordo com mensagens deixadas em um dos banheiros da instituição, o ato criminoso aconteceria na manhã desta terça-feira (17), na Escola Municipal Dom Avelar Brandão Vilela, localizada no bairro João Paulo II.

Preocupados com a situação, mães de alunos entraram em contato com o PNB, para denunciar o caso.

“Ficamos sabendo dessa ameaça através de nossos filhos e ficamos muito preocupados, é claro. Até alguns professores também comentaram. Não sabemos se foi uma brincadeira de péssimo gosto, ou se tem algum aluno realmente mal intencionado. Estamos vivendo em uma onda de muita violência, infelizmente. Por isso, hoje optei por não deixar meus filhos irem para a escola. Esperamos que a direção da escola e a Secretaria de Educação tomem providências”, declarou uma mãe ao PNB, que preferiu não ser identificada.

De acordo com informações apuradas por nossa equipe, a direção da escola acionou a Policia Militar, que enviou uma equipe para fazer a segurança da escola. Em mensagem enviada aos pais e responsáveis pelos alunos, a direção da escola atribuiu a mensagem aos próprios alunos da escola, com o intuito de fechar a instituição.

Veja a mensagem na íntegra:

“Bom dia. Passando rapidinho aqui para esclarecer sobre fato de um possível massacre na escola. Vejo que a circulação dessa notícia tem sido veiculada pelos próprios alunos com o intuito de macular a imagem da escola. Solicitamos policiamento fixo para hoje, à companhia de Polícia Militar do bairro. Só quero aqui esclarecer uma coisa: o meio quem faz é a gente, e se alguns alunos persistirem com essas coisas más, vão acabar conseguindo fechar a escola e deixar 907 alunos sem estudar. Senhores pais e responsáveis, vamos acabar com isso de uma vez. Orientem seus filhos, revistem as bolsas, não permitam que vão para a escola com celular, vamos zelar pela paz e tranquilidade no espaço escolar. A escola não é responsável sozinha por arcar com o vandalismo e outras coisas más. É preciso um trabalho coletivo, e nós enquanto escola, já estamos fazendo a nossa parte. Amanhã, com fé em Deus, retorno das férias, mas já vou aqui ligar para as devidas providências e peço que parem de veicular notícias falsas que só maculam a imagem da escola, e lembrem que atrás dos muros tem profissionais tentando dar o melhor de si e merecem respeito. Grata desde já pela colaboração.”

A direção diz ainda que já está investigando de quem é essa letra da mensagem deixada no banheiro e que a medida tomada contra o responsável será a transferência de escola.

O PNB entrou em contato com a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro em busca de mais informações sobre o caso. A Seduc informou que “já vem acompanhando a escola e irá apurar essa situação específica junto a unidade de ensino”.

Revista na escola

Na sexta-feira (13), uma mãe de alunos da Escola Municipal Dom Avelar entrou em contato com o PNB para reclamar que, após alguns episódios que contrariam as regras da instituição, a gestão passou a adotar a revista dos alunos, causando constrangimento nas crianças e adolescentes.

“Sou mãe de uma aluna que estuda na Escola Municipal Dom Avelar Brandão Vilela. A escola virou alvo de vândalos e alguns alunos estavam praticando ‘coisas erradas’ no interior da instituição. Com isso, a gestão começou a proibir o uso de celular na escola. Só que agora estão conferindo a bolsa de todos os alunos na entrada da escola, provocando  constrangimento. Além disso, essa conferência também está atrasando a entrada dos alunos nas salas de aula”, reclamou.

Silvia questionou ainda a legalidade da medida e pediu esclarecimentos à Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro.

“Gostaria de saber se essa revista é permitida. É normal, é legal? Essa medida não abala o psicológico dos alunos? Quem posso procurar para tentar resolver  essa situação?”, perguntou.

Em resposta, a Seduc que “as escolas possuem autonomia para gerir as unidades de forma a promover a ordem e segurança para alunos e colaboradores, sob a supervisão e colaboração da pasta. A Seduc também destaca que já está apurando a situação junto à unidade de ensino

Outra ameaça de suposto massacre:

Na noite do último dia 05, fotos de mensagens escritas circularam em grupos de WhatsApp do Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, em Juazeiro, no Norte da Bahia. As mensagens faziam referência a um suposto ataque à escola que ocorreria na manhã do dia 06. Aparentemente escritas a lápis, elas diziam: “a bala vai cantar”, “vai logo achando um lugar pra se esconder”, “modelo vai cheirar a sangue”, além de datas de massacres em outras escolas do Brasil, como Realengo, e até de outros países, a exemplo de Columbine.

Ainda na noite do dia 05, a gestora do Colégio, Dinoelma Moura, realizou uma live no perfil do instagram da instituição de ensino, informando que acionou a Polícia Militar, que se comprometeu em estar na escola na manhã do dia 06, para fazer a segurança no local. A Guarda Municipal de Juazeiro também foi acionada e enviou uma viatura ainda na noite do dia 05 para a unidade de ensino.

No vídeo, a gestora ainda ressalta que “algo que venha a prejudicar a imagem da escola será combatida com devida ação legal, tendo em vista, que é cabível de uma ação civil, através dessa situação que foi instaurada, por meio de mensagens de whatsApp para causar pânico, terror e tristeza no coração de todos aqueles que fazem o Colégio Modelo.”

Na época, o Núcleo Territorial de Educação do Sertão do São Francisco (NTE 10) esclareceu que assim que tomou conhecimento das supostas ameaças de ataque ao Colégio Modelo, de imediato “entrou em contato com a direção da unidade de ensino e orientou quais as medidas precisavam ser tomadas, a exemplo do registro de boletim de ocorrência e da solicitação de reforço de ronda ostensiva. O NTE segue apurando as informações”.

Redação PNB

 

 

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