Caso Diogo Lira: após mais de 11 horas de julgamento, foram condenados, por homicídio simples, Eduardo Jorge e Ramon Neto, dono e funcionário da “Caiaques do Vale”, em Juazeiro; confira penas

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Terminou agora a pouco no Fórum Conselheiro Luiz Viana, em Juazeiro, o julgamento dos acusados pela morte, por afogamento, do estudante Diogo Lira, ocorrida em setembro de 2018.

Eduardo Jorge Meireles, dono da empresa “Caiaques do Vale” e seu funcionário, Ramos Neto Costa, foram denunciados pelo Promotor de Justiça Raimundo Moinhos por homicídio qualificado, por motivo torpe. Moinhos considerou que havia indícios de que os dois acusados assumiram o risco contra a vida de Diogo.

Após mais de 11 horas de julgamento, o Conselho de Sentença decidiu condenar os dois réus por homicídio simples, ou seja “considerado crime de ação, que também pode ser devido a omissão e resultado material. Sua principal característica é a existência de uma relação causal entre a ação do assassino e o resultado da morte”.

Eduardo Jorge foi condenado a 8 anos de prisão, em regime semi-aberto. O funcionário Ramos Neto, a 6 anos, também no semi-aberto.

Foram três anos e cinco meses de espera por justiça para o caso, quando a família e amigos do estudante realizaram  diversos atos públicos responsabilizando os representantes da empresa pela morte do garoto.

Diogo e mais dois amigos alugaram uma embarcação na “Caiaques do Vale” e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Na volta, ainda no meio do rio, segundo contaram testemunhas, a embarcação chegou a virar duas vezes, o que teria chamado atenção do dono da empresa locadora, que teria mandado um funcionário em outra embarcação para alcançar os jovens e tomar o caiaque e também o colete salva-vidas, de acordo com testemunhas.

Segundo um amigo de Diogo, que estava no momento do afogamento, o funcionário ficou irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido, e obrigou que ele e Diogo entregassem os coletes e descessem dos caiaques. O amigo conseguiu se salvar nadando até a margem do rio. Diogo, que não tinha costume de nadar,, gritou por socorro, mas não teve a mesma sorte e morreu há metros da beira do rio.

Após a morte do garoto, a empresa ‘Caiaques do Vale’ continuou funcionando normalmente.

O Júri Popular deveria ter acontecido no último dia 10, mas foi remarcado após a defesa dos acusados juntar um documento ao processo, que passou por uma análise do Ministério Público.

Aos 16 anos, Diogo Lira morreu no dia 7 de setembro de 2018, nas proximidades da Orla II, de Juazeiro.

 

Redação PNB

 

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