Caso Beatriz: Polícia Civil de Pernambuco realiza perícia criminal no colégio onde ocorreu o assassinato da criança; o acusado preferiu não participar da reconstituição

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Mesmo sem a participação do acusado Marcelo da Silva, 40 anos, a Polícia Civil de Pernambuco está realizando na tarde desta terça-feira (8), uma operação criminal na área do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, onde ocorreu o assassinato da menina Beatriz Mota, de 7 anos, em dezembro de 2015.

Uma mega operação foi montada no local, com a participação das Polícias Civil e Criminal, Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina- Ammpla, sob a coordenação da Delegada Isabela Cabral. A área próxima ao colégio foi isolada e também estão sendo utilizados drones para captação de imagens.

De acordo com informações, a reconstituição conta com a participação de figurantes, na cena do crime, inclusive na posição do suspeito, que rondou o entorno do colégio.

O trabalho de reconstituição foi autorizado pelo juiz Cícero Everaldo Ferreira Silva, da 4ª Vara Regional de Execução Penal de Petrolina, que facultou ao réu participar ou não da reprodução simulada na condição de “pessoa suspeita/investigada”.

Marcelo da Silva está preso na unidade de Igarassu, região metropolitana de Recife. Ele não quis participar da reconstituição.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), os procedimentos com a participação do acusado , deveriam ser feitos até o próximo sábado (12).

Contradições

Em janeiro deste ano, após mais de 6 anos do brutal assassinato, o acusado, que já estava preso por outros crimes, chegou a confessar o assassinato da criança. Dias depois,  afirmou que seria inocente, e que a confissão foi feita por pressão

De início, a advogada Niedja Mônica da Silva se apresentou como defensora de Marcelo da Silva e disse que ele tinha confessado o assassinato para “aliviar o coração da mãe da menina”.

Depois, o advogado Rafael Nunes apresentou uma carta em que, segundo ele, Marcelo se diz inocente e afirmou que ele teria “sido pressionado” para admitir a culpa.

Os dois advogados dizem ter sido constituídos por Marcelo da Silva como defensores no caso. Rafael Nunes diz que Niedja Mônica foi destituída, mas ela afirma que a entrada do colega no caso está sendo analisada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco

O material genético de Marcelo da Silva foi encontrado na faca usada para assassinar a garota, e os exames de DNA comprovaram seu o envolvimento na morte da criança.

O DNA de Marcelo da Silva já estava no banco genético do estado desde 2019, quando foi feito um mapeamento de criminosos condenados.

O crime

Beatriz Mota foi assassinada em dezembro de 2015, no Colégio das Freiras, em Petrolina, durante uma festa de formatura da irmã mais velha, com várias facadas.

De acordo com a SDS, Marcelo da Silva contou, em depoimento, que entrou no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora para conseguir dinheiro. Ele, que era morador de rua, portava uma faca.

No depoimento à polícia, o suspeito teria contado que, ao vê-lo, a menina Beatriz se desesperou e, para silenciá-la, ele teria a esfaqueado. Para os pais da menina Beatriz, a motivação apontada pela SDS “não convence”.

 

Redação PNB

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