
Em contato com o Portal Preto no Branco, o radialista do município de Senhor do Bonfim, no Norte da Bahia, Cleber Vieira, denunciou Policiais Militares do 6° Batalhão de Polícia Militar por abuso de autoridade.
De acordo com ele, por volta das 19h15 dessa segunda-feira (15), duas viaturas pararam no fundo do seu veículo, que estava estacionado na Rua Voluntário da Pátria. bairro Alto da Maravilha, e aos gritos, o subcomandante da guarnição ordenou que o radialista colocasse a chave no teto do carro e saísse com as mãos na cabeça, juntamente com sua esposa e um senhor, que os acompanhava.
“Eu tinha acabado de deixar uma senhora que tinha participado de um culto doméstico com a minha participação. O tratamento sofrido por mim foi digno de um marginal de alta periculosidade, o causou constrangimento e revolta da população. Diante da constrangedora, humilhante e prepotente operação do 6º BPM, um cidadão revoltado gritou em alta voz, “minha gente esse aí é o Cléber Vieira, radialista da cidade”, a guarnição respondeu que não conhecia ninguém e continuou com a truculenta e abusiva abordagem”, contou.
O radialista relatou ainda que o seu carro foi todo revirado pela guarnição, sob a justificativa de que o carro tinha películas escuras e se encontrava em um bairro suspeito.
“A película do veículo está dentro do padrão legal 75%, inclusive com o carimbo do selo da empresa que aplicou, mesmo se estivesse fora do padrão, não justificaria tal equivocada operação. Tal ação só seria justificada com alegação de fundada suspeita conforme determina o artigo 244 do CPP o que não se enquadrava o radialista Cleber Vieira no momento da abordagem. A “fundada suspeita”, prevista no art. 244 do CPP, não pode fundar-se em parâmetros unicamente subjetivos, exigindo elementos concretos que indiquem a necessidade da revista, em face do constrangimento que causa”, acrescentou.
Cleber Vieira afirmou que a denúncia já foi registrada na ouvidoria da Secretaria de Segurança Publica do Governo do Estado da Bahia e concluiu: “Fui vítima de abuso de autoridade por parte de uma instituição que tanto respeito e defendo. Nasci num lar com policiais militares, sendo meu pai sargento, o Sargento Reis, e aprendi a amar a PM, honrá-la e respeitá-la, não só pela questão familiar, mas também por ter bom relacionamento com seus integrantes”, finalizou Cléber.
Encaminhamos a denúncia do radialista para o Comando da Polícia Militar.
Da Redação



