
Hoje (20), completa um ano do crime brutal que vitimou a professora Élida Márcia Oliveira Nascimento Souza, de 32 anos. Ela foi executada com tiros na cabeça, à caminho do trabalho, dentro do carro do pai de sua filha, Lázaro César Santana, que dirigia o veículo e não foi atingido pelos disparos. A criança de 2 anos, que acompanhava os pais no trajeto, também não foi atingida. O crime aconteceu na manhã do dia 20 de fevereiro de 2019, no bairro Castelo Branco, em Juazeiro-BA.
O Ministério Público da Bahia denunciou quatro pessoas por participação no crime. Edivan Constantino de Moraes, acusado de ter planejado o assassinato, Railton Lima da Silva, acusado de pilotar a motocicleta que transportava o atirador no momento do crime, Edvania Pereira de Morais, acusada de ser a mandante e ter planejado o crime junto com o pai, e Maicon Neves dos Santos, acusado de ter efetuado os disparos de arma de fogo contra a vítima.
Edivan e Railton, foram presos dias depois do crime e estão no Conjunto Penal de Juazeiro. Já a Edvania e Maicon estão foragidos.

Na manhã de hoje, bastante emocionada, a mãe da professora, Dona Maria da Paixão Oliveira Nascimento, conversou com o PNB e falou de saudade, rememorou o dia da tragédia que abateu sua família, e pediu Justiça para o assassinato da filha.
“Meu sentimento após um ano, é como se tudo tivesse acontecido hoje. Minhas lembranças dela são constantes. Eu nunca mais consegui dormi direito. Até hoje fico me perguntando por que tiraram a vida dela? Se ela estava incomodando alguém, existiam outras formas de resolver. As outras pessoas podem esquecer o que aconteceu e achar que eu também devo esquecer, e me calar. Mas eu vou falar até o dia da minha morte”, declarou a mãe.
Dona Maria Paixão relembrou os últimos momentos com a filha: “Eu me lembro exatamente de tudo que aconteceu naquela manhã. Dela se arrumando para ir trabalhar e arrumando a filha com todo carinho e alegria, como se tivesse se despedindo. Girando a filha pelo braço e dizendo que ela era linda. Quando arrancaram a vida dela, ela ainda estava amamentando a filha de dois anos. Foi como se tivessem arrancado à menina dos seios da mãe,” contou
Sobre as ameaças que a professora estava sofrendo, a mãe revelou: “Eu não sabia que ela estava sendo ameaçada. Mas eu senti que ela estava nervosa, angustiada, mas ela não falava nada. Ela se calou para morte e esse silêncio só beneficiou os assassinos. Eu chamo a faca que encontraram na bolsa dela, de “a faca da vergonha”. Era uma faca de mesa que ela levava para descascar frutas na escola em que trabalhava, assim como as outras professoras. Eu nunca vi minha filha armada, minha filha era uma pessoa tranquila. A faca não era para atingir ninguém”, informou.
Sobre a neta, Dona Paixão disse que conseguiu a Guarda Compartilhada com o pai da criança, e afirmou que a filha ficou com sequelas emocionais: “Ela morreu e deixou a filha. Eu sei que a minha neta não vai ser uma criança como as outras. Hoje em dia ela é muito nervosa, tem medo de tudo. No inicio ela ficava angustiada, perguntando a todo o momento pela mãe, dizendo que ela estava demorando. Hoje a guarda é compartilhada com o pai”, disse.
E por fim, a mãe afirmou ter “morrido também, após o assassinato da filha” e pediu Justiça: “Tenho certeza que esse crime foi bem planejado, perverso, por um motivo tão fútil. E eu quero justiça! Por isso, peço a ajuda de todos. Se vocês virem os acusados que estão foragidos, por favor, denunciem. Não deixem esses assassinos soltos, eles são perigosos. Eles me mataram também”, concluiu.
Justiça
Segundo informações obtidas pelo PNB, o juiz Roberto Paranhos proferiu neste mês a sentença pronunciando os dois acusados já presos, ou seja, encaminhou o processo para julgamento perante o júri popular. Porém, a defesa de Edvan recorreu da sentença e o processo seguiu para o Tribunal, onde aguarda julgamento.
Edvan e Railton foram presos no dia 10 de março ouvidos e no dia 22 de julho, aconteceu a primeira audiência de instrução e julgamento do caso. Na ocasião, oito testemunhas de defesa também foram ouvidas. (veja aqui)
Ainda conforme informações obtidas pelo PNB, o processo foi desmembrado e está na fase de citação por edital. Com isso, Edivania e Maicon Neves dos Santos, apontado como autor dos disparos que mataram a vítima, terão as sentenças proferidas separadamente. Eles continuam foragidos, com mandado de prisão em aberto.
Foragidos
Segundo informações da polícia, Edvania Pereira de Morais, conhecida como ‘Vaninha’, teve um relacionamento com o marido da vítima, Lázaro César Santana, e teria planejado a morte de Élida por não se conformar com o fim do relacionamento com ele. Testemunhas relataram que ela tinha comportamento agressivo e perseguia o ex-namorado, além de ter ameaçado a professora de morte. Já Maicon Neves dos Santos teria sido contratado para efetuar os disparos que mataram a vítima.

Os dois acusados estão foragidos. Quem souber alguma informação pode entrar em contato com o Ligue Denúncia: (74) 88456528, ou para o 190, Central da PM.
Os dois suspeitos foram adicionados ao Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A ferramenta é utilizada desde 2011 e apresenta os criminosos mais procurados do estado.
Da Redação




Parabéns ao PNB por dar voz e vez aos injustiçados…. Que a Justiça seja feita!!!
Ainda bem que o PNB está ai pra ajudar os pessoas. Parabéns Sibelle. DEUS te recompensar por isso.
Cadê o vídeo da entrevista ?