
(foto: reprodução/internet)
A Petrobras anunciou reajuste nos preços dos combustíveis nas vendas de refinarias para distribuidoras. A gasolina teve um reajuste de 2,8% – cerca de 5 centavos – e o preço médio está agora em aproximadamente de 1,84 real por litro. É o maior valor desde o final de maio, quando era comercializada a 1,95 real. Foi o primeiro aumento em um mês e meio. Já o diesel teve um reajuste um pouco menor, de 1,2%, e passará a custar 2,22 reais por litro. O valor do diesel não subia desde 1º de novembro.
A Petrobras decide sobre os preços dos combustíveis com base em fatores como a cotação internacional do petróleo e o câmbio, sistema em vigor desde setembro do ano passado. Na segunda-feira, o dólar fechou numa máxima recorde, acima de 4,20 reais na venda. No acumulado de novembro, a moeda havia subido até o fechamento de segunda-feira 4,91%, mais do que anulando a queda de outubro (-3,52%) e a caminho da maior valorização mensal desde agosto (+8,51%).
O preço final ao consumidor atende às leis de mercado e não depende da Petrobras, podendo ficar acima ou abaixo do aumento nas refinarias, já que incidem tributos estaduais e municipais, além do valor da mão de obra, custos de operação e margem de lucro de cada distribuidora e de cada posto de combustível.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina cobrado nos postos era de 4,407 reais por litro, na última semana.
Segundo a Petrobras, a política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”.
* com Veja
Da Redação



