Um grupo de copeiros que atuam no Hospital Regional procurou o Portal Preto no Branco para denunciar supostos abusos e condições precárias de trabalho dentro da unidade. Segundo os relatos, a situação tem se tornado insustentável e vem comprometendo tanto a saúde dos trabalhadores quanto a qualidade do serviço prestado aos pacientes.
“Estamos sofrendo abusos e enfrentando condições de trabalho precárias. Muitas vezes, não podemos tirar nosso horário de descanso, e quem trabalha à noite é obrigado a dormir em papelão ou sobre as mesas, porque não há camas disponíveis”, contou um dos profissionais.
Outro copeiro relatou a falta de estrutura até para se alimentar: “Muitas vezes, nem temos tempo de almoçar. Quando conseguimos ir ao refeitório, às vezes nem tem mais comida.”
Os trabalhadores também denunciam que os carrinhos de distribuição de refeições estão quebrados e sem manutenção. “A gente precisa empurrar cargas pesadas todos os dias. Muitos de nós estamos com dores nas costas e outros problemas de saúde. Já teve colega afastado por causa disso”, disse uma copeira.
Sobre a remuneração, eles afirmam que o salário é baixo e sem benefícios. “Recebemos apenas R$ 1.578 por mês, sem gratificação, sem hora extra. Quando alguém falta, não mandam substituto, e a sobrecarga cai sobre a gente.”
Os relatos também apontam falta de respeito e abuso de poder dentro do ambiente hospitalar. “Alguns enfermeiros e técnicos de enfermagem tratam os copeiros com desprezo, como se a gente não tivesse importância. Falta respeito, falta empatia”, desabafou outro funcionário.
O medo de represálias é constante entre os profissionais. “A gente tem medo de reclamar porque pode ser demitido. A gestão criou um clima de intimidação. Ou você aceita calado, ou perde o emprego”, afirmam.
Por fim, os copeiros fazem um apelo por mudanças. “A gente só quer ser tratado com humanidade. Trabalhamos para garantir a alimentação dos pacientes, mas ninguém olha pela gente. Queremos dignidade, respeito e melhores condições de trabalho.”
Encaminhamos as denúncias para o Hospital Regional de Juazeiro e aguardamos uma resposta.
Redação PNB



