Não baixe a guarda, a vacinação contra Covid 19 continua sendo importante: “Vida normal, mas não sem riscos”

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Brasília (DF) 28/02/2023 Vacinação contra COVID 19

Já se passaram mais de dois anos desde que a Organização Mundial da Saúde declarou o fim da emergência da pandemia de Covid-19, em maio de 2023. Desde então, Juazeiro, no Norte da Bahia, assim como outros municípios, retomou gradualmente sua rotina. Hoje, o comércio está cheio, escolas funcionam sem restrições e as famílias voltaram a se reunir. A sensação é de normalidade, mas autoridades de saúde alertam que essa conquista só se mantém graças à vacinação. Mesmo sem decretos de emergência ou hospitais lotados, a imunização continua sendo indispensável para evitar que pequenos focos se transformem em surtos.

A vacina que sustenta a rotina

Segundo a Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau), todas as Unidades Básicas de Saúde oferecem gratuitamente as vacinas do Programa Nacional de Imunizações. Isso inclui desde as doses infantis até reforços contra Covid-19 e Influenza. A orientação é que a população mantenha o cartão de vacinas atualizado. O órgão lembra que a proteção individual tem efeito coletivo: reduz a circulação de vírus e protege especialmente grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças e imunossuprimidos.

O infectologista Marcelo Tavares, que atua na rede municipal, reforça que a vacinação precisa ser contínua. “O maior erro seria acreditar que, porque a pandemia acabou, não precisamos mais de vacinas. Elas continuam sendo a forma mais eficaz de manter a cidade funcionando sem sobressaltos. Sem adesão, a gente abre espaço para o retorno de doenças que estavam controladas e para novas ondas de Covid-19.”

Quando a vacinação falha, a cidade sente

O Brasil registrou queda na cobertura vacinal nos últimos anos, e Juazeiro segue essa tendência. A Sesau destacou, em nota que em 2024 o município teve 202 notificações de Covid-19 e que, em 2025, até agora, são 146 registros. Os números, de acordo com a pasta, estão dentro do padrão de sazonalidade, mas reforçam a necessidade da vacinação em dia.

Um exemplo recente foi o do Colégio GEO, onde casos positivos levaram à suspensão temporária das aulas na instituição. Em comunicado, a Prefeitura informou que não há surto na cidade, mas orientou escolas e famílias a seguirem os protocolos: afastamento de sintomáticos, ventilação de ambientes, higiene das mãos e atualização vacinal.

A lógica da proteção coletiva

A vacinação não protege apenas quem recebe a dose. Cada aplicação cria uma barreira comunitária contra os vírus. O Ministério da Saúde lembra que esse é o princípio da chamada imunidade coletiva: quanto maior o número de vacinados, menor a circulação de doenças. Isso evita internações, reduz gastos do sistema de saúde e garante que atividades sociais e escolares não precisem ser interrompidas

Hoje, vacinas contra Covid-19 já fazem parte do calendário de rotina, ao lado de imunizantes contra sarampo, poliomielite, tétano, HPV e Influenza. A experiência da pandemia deixou clara a importância de não baixar a guarda, mesmo em períodos de aparente normalidade.

A mensagem de Juazeiro

Para manter a cidade protegida, a Sesau reforça que é necessário que cada morador assuma a responsabilidade de manter sua caderneta de vacinação atualizada. O caso recente do colégio foi pontual, mas funcionou como alerta. A mensagem é direta: sem vacina, a rotina de Juazeiro pode voltar a ser ameaçada.

Redação PNB, por Ally Vianna

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