Febre Oropouche: Opas emite alerta epidemiológico sobre doença que já matou duas mulheres na Bahia entre março e maio; saiba mais sobre a infecção

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Duas mulheres morreram em decorrência da febre oropouche na Bahia, segundo confirmação da Secretaria Estadual da Saúde.

O primeiro óbito confirmado foi de uma jovem de 21 anos, moradora de Valença, que não apresentava comorbidades. O óbito ocorreu no dia 27 de março.

A segunda vítima tinha 24 anos e também sem comorbidades. Ela morava em Camamu e morreu em Itabuna (BA), no dia 10 de maio. O óbito foi divulgado nesta segunda-feira (22), após a realização de exames que confirmaram a causa.

As vítimas, segundo a Sesab, apresentaram sintomas como febre, dor de cabeça, dor retro-orbital (na parte mais profunda do olho), mialgia (dor muscular), náuseas, vômitos, diarreia, dores em membros inferiores e fraqueza. Ambas evoluíram com sinais mais graves como: manchas vermelhas e roxas pelo corpo, sangramento nasal, gengival e vaginal, sonolência e vômito com hipotensão, sangramento grave, e apresentaram queda abrupta de hemoglobina e plaquetas no sangue.

Febre Oropouche

A transmissão é feita principalmente por mosquitos. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Neste sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle. Os sintomas duram cerca de 2 a 7 dias. Mas, até 60% dos pacientes podem apresentar recorrência dos sintomas, após 1 a 2 semanas a partir das manifestações iniciais. A maioria das pessoas têm evolução benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves.

Diagnóstico

O diagnóstico da Febre do Oropouche é clínico, epidemiológico e laboratorial. Todo caso com diagnóstico de infecção pelo OROV deve ser notificado. A FO compõe a lista de doenças de notificação compulsória, classificada entre as doenças de notificação imediata, em função do potencial epidêmico e da alta capacidade de mutação, podendo se tornar uma ameaça à saúde pública.

Tratamento

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico. Até o momento,  não há terapias específica para a febre oropouche. O tratamento apenas alivia os sintomas.

Prevenção

Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível; usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele; manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas; se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.

Em caso de sintomas suspeitos, procure ajuda médica imediatamente e informe sobre sua exposição potencial à doença.

Redação PNB, com informações Ministério da Saúde

 

 

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