De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado, foram registradas duas mortes por chikungunya na Bahia.
As vítimas da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, residiam nos municípios de Ipiaú e Teixeira de Freitas, localizadas no sul e extremo sul da Bahia respectivamente.
Ainda de acordo com a Sesab, até o último sábado (9), foram notificados 3.918 casos prováveis da doença no estado. Em 2023, foram 4.747 casos prováveis de chikungunya no mesmo período, o que representa uma redução de 17,5%.
Sintomas
Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.
Transmissão
A transmissão do vírus chikungunya (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes. O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.
Prevenção
Ainda não existe vacina ou medicamentos contra chikungunya. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

Redação PNB, com informações Fiocruz



