A Justiça de Diadema (SP) acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e tornou réu o influenciador fitness Renato Cariani, 47 anos, juntamente com outras quatro pessoas, por suspeita de tráfico de drogas.
Cariani é acusado pela Polícia Federal de usar uma empresa para falsificar notas fiscais de vendas de produtos para multinacionais farmacêuticas, desviando os insumos para a fabricação de cocaína e crack. Essas drogas abasteceriam uma rede criminosa de tráfico internacional, comandada por facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o Ministério Público, os réus teriam produzido, vendido e fornecido mais de doze toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas, além de terem dissimulado os valores provenientes do tráfico de drogas por meio de depósitos em espécie, convertendo aproximadamente R$ 2.407.216,00 em ativo lícito.
Como medida cautelar, a Justiça determinou que todos os réus entreguem seus passaportes em 24 horas e estão proibidos de sair do país, além de conceder um prazo de dez dias para apresentação de suas defesas.
Desde 2008, Cariani é sócio da Anidrol. Existe a estimativa de que a empresa tenha vendido 4.875kg de fenacetina (responsáveis por gerar até 12,2 toneladas de crack) e solventes o suficiente para produzir 1.640kg de cocaína.
No mais, há ainda a emissão de notas falsas que envolvem a AstraZeneca. A empresa garantiu que os produtos não entraram no país, além de relatar que não compra substâncias de fornecedores nacionais.
Redação PNB, com informações G1



