Um mês após as mortes por envenenamento de dois trabalhadores rurais, em Juazeiro, Polícia Civil continua investigando o caso; mais de 20 pessoas já foram ouvidas

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Um mês após a morte de dois trabalhadores rurais, vítimas de envenenamento, após compartilharem uma marmita durante o trabalho, em uma empresa agrícola de Juazeiro, Norte da Bahia, a Polícia Civil segue investigando o caso.

No dia 6 de outubro Igor Jonatas dos Santos Silva, de 26 anos, e Marcos Vinícius Barbosa dos Santos, de 45 anos, apresentaram sintomas de envenenamento assim que consumiram a refeição levada da casa de um deles para o trabalho.

Igor morreu no mesmo dia após ser encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento de Juazeiro. Marcos Vinicius chegou a ficar intubado na UPA, mas foi a óbito um dia após o ocorrido.

A perícia realizada no sangue ainda não foi concluída e a expectativa era de que os resultados saíssem em até 30 dias.

Nesta segunda-feira (6), procurado pelo PNB, o Delegado Flávio Martins, responsável pelo caso, informou que o inquérito ainda não foi concluído e mais de 20 pessoas já foram ouvidas. Nesta terça-feira (7), mais uma testemunha será ouvida, segundo o delegado.

A Polícia Civil já havia descartado o envolvimento de um colega de trabalho, inicialmente apontado como suspeito pela mortes dos dois trabalhadores. O homem apareceu como suspeito devido a ameaças proferidas contra Igor Jonatas, por conta de uma aposta. Ele foi ouvido logo após o fato.

“Ele não trabalha no mesmo setor das vítimas, não vai no mesmo ônibus, e não almoça no mesmo local. Ou seja, não teve contato com as vítimas no dia e nem com a comida que eles levaram. Hoje um gerente da empresa confirmou as informações de que trabalham em setores distintos, e almoçam separados, cada um em seu setor”, explicou o delegado.

Flávio Martins também informou que a Polícia investiga se o envenenamento das vítimas ocorreu de forma culposa, quando não há intensão de matar, ou de forma intencional, além da autoria.

Ainda de acordo com as informações, Igor levou a comida de casa. A marmita compartilhada pelos trabalhadores foi levada para Salvador, onde será periciada.

 

Redação PNB

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