O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-presidente Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle.
A medida foi solicitada após operação da PF deflagrada na última sexta-feira (11), que mirou um esquema de desvio e venda no exterior dos bens dados de presente à Presidência da República em missões oficiais — como os conjuntos de joias recebidos da Arábia Saudita.
Alexandre de Moraes também decidiu autorizar a quebra de sigilo das contas bancárias no exterior em nome de Bolsonaro, de seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, e do general da reserva Mauro César Lourena Cid.
Segundo informações, divulgadas pelo CNN, a Polícia Federal pediu a quebra do sigilo por meio do Acordo de Cooperação Internacional com o governo dos Estados Unidos
A suspeita é de que as contas teriam sido usadas para recebimento de valores relativos a vendas de presentes de alto valor recebidos por agentes públicos brasileiros de autoridades árabes.
No Brasil, segundo os investigadores da PF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou ao menos R$ 4 milhões em movimentações financeiras de recursos no exterior em contas do general da reserva no Brasil.
Redação PNB, com informações UOL E CNN



