Luta pela vida: Caos da saúde, em Juazeiro, atinge crianças que esperam dias na fila da regulação; órgãos adotam a “política do empurra”

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Nas últimas semanas, com o aumento de casos de síndromes gripais em crianças, o PNB tem acompanhado o sofrimento das famílias de Juazeiro, no Norte da Bahia, em busca de leitos em hospitais estruturados para atender as situações mais graves.

As crianças com sintomas dão entrada na UPED- Unidade Pediátrica de Juazeiro e, se o quadro de saúde se agrava, elas ficam dias esperando por um leito e correndo risco de morte.

O caos da saúde em Juazeiro atingiu em cheio as crianças e os órgãos adotaram a “política do empurra”, ou seja, a Secretaria Municipal de Saúde diz que a responsabilidade é do órgão estadual e este por sua vez, justifica que
“a Central Estadual de Regulação já atendeu mais de 90 mil pessoas desde 1º de janeiro de 2023 e que os casos são avaliados criteriosamente pela equipe de médicos reguladores da Central.

Porém, a fila na Central de Interestadual de Regulação de Leitos só aumenta. Atualmente, 4 crianças estão aguardando uma transferência, segundo a Sesau.

Entre eles estão bebês como Antony Gabriel dos Santos Ramos, de apenas 27 dias, e Davy Miguel Monteiro dos Santos, de 1 mês, que lutam para resistir à espera. Desesperadas, as famílias buscam a justiça para tentar garantir o direito dos filhos por um atendimento adequado.

No mês passado uma criança de apenas 1 ano, diagnosticada com Bronquiolite complicada com Pneumonia, morreu na UPED. Na época a Secretária de Saúde do município declarou que “a equipe da Unidade empregou todos os esforços para reverter o quadro, porém a situação do paciente ao chegar na unidade, estava bastante crítica”.

Sobre o aumento da demanda, a Sesau diz que contratou mais um médico para a UPED, mas a medida não foi suficiente para garantir uma assistência adequada aos pequenos pacientes. Mesmo com a gravidade da situação, os órgãos de saúde municipal e estadual, até o momento, não foram capazes de garantir o direito à saúde e a vida da população infantil.

Redação PNB

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