Escola Segura: No combate à violência nas escolas, Polícia Civil de Juazeiro já identificou e apreendeu dois adolescentes

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Um adolescente foi apreendido no município de Juazeiro, no norte da Bahia, acusado de portar uma arma branca dentro de uma escola. O caso aconteceu na última terça-feira (11) e até o momento a Polícia Civil não divulgou o nome da instituição de ensino.

De acordo com as informações, o adolescente foi encaminhado para a delegacia, onde foi ouvido e liberado para os familiares em seguida. Um Boletim de ocorrência foi registrado.

Ainda segundo a PC, o caso está sendo acompanhado pela Coordenadoria de Juazeiro, e outras apurações estão sendo realizadas.

Na quarta-feira (12), a PC de Juazeiro identificou e conduziu outro adolescente envolvido na propagação de ameaças de massacre contra escolas por meio de rede social. Em um perfil, o autor se manifestava dando apoio e promovendo ações que incentivavam ataques em instituições de ensino.

Em depoimento, segundo a PC, o adolescente  confirmou que tinha disseminado as mensagens de ameaça, bem como formado grupo em rede social denominado SCHOOL SHOOTERS (atiradores de escolas) com o intuito de promover a atuação de pessoas que se identificavam com a ideia de matar pessoas nas escolas.

“O adolescente alegou sofrer bullying desde criança e por isso acreditava que “as pessoas que fazem o mal sofrerão o mal”, disse a PC.

O autor se identificava nas redes sociais usando termos associados às personagens que atuaram no trágico episódio MASSACRE DE COLUMBINE no Estado do Colorado, E.U.A., como KLEBOLD (inspirado em Dylan Klebold).

Após colhidas as declarações, foi instaurado o procedimento adequado e providenciadas diligências relacionadas com o intuito de identificar outros participantes dos grupos criados e conter suas ações negativas (17ª Coorpin). O adolescente foi liberado e encaminhado aos familiares.

Operação Escola Segura

Segundo a Secretária de Segurança Pública da Bahia, até esta quarta-feira (12) foram lavrados 16 procedimentos relacionados ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), decorrentes de atos infracionais análogos ao crime de ameaça. As apreensão são resultados da Operação Escola Segura, deflagrada na terça-feira (11), pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Em Salvador, sete  adolescentes foram conduzidos à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI),  e dois deles foram encaminhados à Promotoria da Infância e da Juventude, do Ministério Público da Bahia. Os demais foram liberados para a família, sob um termo de responsabilidade assinado pelos pais ou responsáveis.

A equipe da DAI também cumpriu um mandado de busca e apreensão domiciliar. Os casos resultaram em BOCs e Auto de Investigação de Ato Infracional.

Já no interior do estado, nove conduções resultaram na lavratura de nove BOCs por ato análogo ao crime de ameaça. Os adolescentes foram liberados para os familiares, também condicionados a um termo de responsabilidade assinado pelos pais ou responsáveis.
Ainda segundo a SSP durante as ações no interior, também foram apreendidos aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos, os quais serão analisados.

A titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), delegada Ana Virgínia, alerta sobre as consequências descritas no ECA para adolescentes que praticarem atos infracionais análogos a ameaça. “As unidades da Polícia Civil podem solicitar ao Ministério Público a aplicação de medidas socioeducativas previstas no ECA, que vão desde advertência e obrigação de reparar o dano, até uma internação em um estabelecimento educacional, que pode durar até três anos”, detalhou.

O coordenador do Cyberlab, delegado Delmar Bittencourt, destacou que os recursos de inteligência e tecnologia da Polícia Civil oferecem grande capacidade de alcançar os autores de ameaças. “Todos os casos que chegaram ao nosso conhecimento já tiveram os autores identificados ou têm indicativo de autoria. Com a tecnologia que dispomos, dificilmente alguém conseguirá ficar por muito tempo escondido na internet”, afirmou.

Denúncias

A Polícia Civil também dispõe da Delegacia Virtual para registrar as ameaças contra escolas, creches e outras instituições de ensino. Basta acessar e escolher a opção “ameaça”, descrever o tipo de ameaça, qual o tipo de rede social, perfil utilizado, bem como o alvo, data e horário. Na plataforma ainda é possível anexar prints e imagens. Acesse:  https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br.

Para fazer uma denúncia, o cidadão pode contar com o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP), discando 181. Não precisa se identificar. Também é possível acessar o site do serviço – https://disquedenuncia.com/ – e, no chat, enviar imagens.

Redação PNB

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