“Matou minha mãe na minha frente”: filha de professora vítima de feminicídio ocorrido há 24 anos, em Petrolina, fala ao PNB; julgamento do acusado acontecerá terça-feira (29)

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Será realizado na próxima terça-feira (29), às 7 hiras, no Fórum de Petrolina, Sertão de Pernambuco, o julgamento do réu Nilson Caxias de Souza. Ele é acusado de assassinar a facadas a professora Mery Vânia de Almeida, no dia 18 de abril de 1998.

Na época do crime, a vítima trabalhava no segundo ano infantil do colégio Dom Bosco. Nilson é réu confesso e matou a ex-namorada com três golpes de faca, por não aceitar o fim do relacionamento.

A filha da vítima, Jéssica Peixinho, que na época tinha apenas 7 anos, presenciou o crime.

“Eu, enquanto filha da vítima, desejo justiça. Esse homem matou a minha mãe na minha frente, gerou em mim um trauma que nem sei dimensionar. Todo momento feliz que vivo, penso como seria se minha mãe estivesse ali. Nunca saberei como seria nossa vida juntas, foi isso que ele me tirou, toda uma vida. Hoje o que eu e minha família queremos é justiça”, declarou ao PNB.

Apesar do crime ter acontecido há mais de 24 anos, o acusado só foi preso o ano passado. Segundo, Jéssica, o crime só não foi prescrito porque em 2014 o juiz suspendeu a prescrição até a prisão do suspeito.

 

“Era uma mãe amorosa, professora dedicada, querida por todos os que a conheciam. Fazia caridade e ajudava a quem podia. Foi um crime que chocou a comunidade de Petrolina e da região, pela frieza, motivos torpes e que também revolta a todos até hoje pela impunidade. O acusado ficou mais de 20 anos foragido da Justiça, e levava uma vida normal, na cidade de Simões Filhos, na Bahia. Ele não precisou nem forjar identidade, até mesmo carteira de habilitação conseguiu acesso. Construiu família, abriu empresa e transitou tranquilamente há mais de duas décadas sem nunca ser importunado pela barbárie que cometeu. O assassino levou uma vida normal com a família dele enquanto deixou a minha família aqui destruída. Nenhuma pena definida na próxima terça-feira trará minha mãe de volta, mas a condenação trará justiça por ela. Ela merece justiça, merece que ele seja condenado, nossa família precisa fechar esse ciclo”, acrescentou Jéssica Peixinho.

Redação PNB

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