Metade dos casos em investigação do vírus Monkeypox, no município de Juazeiro, no Norte da Bahia, é de crianças e adolescentes. Entre os pacientes que aguardam os resultados dos exames está um bebê do sexo masculino de apenas seis meses.
Os outros casos notificados de crianças e adolescentes são: quatro meninas de 10, 12, 17 e 18 anos e mais dois meninos de 13 e 15 anos.
De acordo com a Secretaria de Saúde, todos estão com sintomas leves e encontram-se em isolamento domiciliar. A Vigilância Epidemiológica informou que está monitorando os casos e orientou os pacientes e seus contatos sobre as medidas de prevenção e controle da doença.
As coletas dos exames foram realizadas entre os dias 18 de agosto e 1 de setembro pelo Lacen de Juazeiro e enviadas para o laboratório de referência.
Os pacientes, um do sexo masculino, de 13 anos, e outro do sexo feminino de 18 anos, apresentam sintomas leves da doença. Eles estão em isolamento domiciliar. A Vigilância Epidemiológica está monitorando os casos e orientou os pacientes e seus contatos sobre as medidas de prevenção e controle da doença.
O município de Juazeiro possui 17 casos notificados, sendo um deles confirmado para Monkeypox no município, dois descartados e 14 em investigação.
Até o último dia 22 de agosto, o Brasil tinha 77 casos confirmados de varíola dos macacos – ou monkeypox em crianças e adolescentes de 0 a 17 anos. Desses, 20 casos (0,6%) foram identificados entre crianças de 0 a 4 anos.
Segundo especialistas, os casos graves do Monkeypox são mais comuns entre crianças e estão relacionados à extensão da exposição ao vírus, ao estado de saúde do paciente e à natureza das complicações.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de letalidade do vírus pode chegar a 11% na população em geral e tem sido maior entre crianças pequenas. Deficiências imunológicas prévias também podem levar a quadros mais graves da doença.
As crianças podem contrair a doença se tiverem contato próximo com alguém que tenha sintomas, como um familiar infectado. Dados de países anteriormente afetados mostram que as crianças são tipicamente mais propensas a doenças graves do que adolescentes e adultos.
Redação PNB



