Roda de diálogo sobre Medicinas da Floresta com o Pajé Penawa Huni Kuin acontece dia 25 de agosto, na Univasf

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Acontecerá no dia 25 de agosto, na Sala Azul da Univasf Campus Petrolina às 18h30, uma roda de diálogo realizada através do Projeto Saúde Indígena: descolonizando a saúde mental no cuidado dos povos ancestrais em colaboração com a disciplina Núcleo Temático Políticas da Vida.

O projeto de extensão Saúde Mental Indígena: descolonizando à “Saúde mental” no cuidado dos povos ancestrais tem por objetivo principal descolonizar saberes acadêmicos em torno do campo convencionado como “Saúde mental” através da oferta de cuidados à população Indígena,  bem como aprender com lideranças indígenas modos de cuidado contribuam para repensar nossas práticas de saúde.

Segundo o professor do colegiado de Psicologia, Alexandre Barreto, o tema central será as Medicinas da Floresta, “tema construído pelos povos indígenas acreanos a partir de suas saídas da floresta para espaços urbanos na oferta de suas formas de cuidado e rituais tradicionais a pessoas não indígenas. Neste sentido, o Pajé irá falar de suas medicina e do modo como trabalha com elas”.

O evento tem o objetivo aprender ensinamentos sobre as chamadas a Medicinas da Florestas com Pajé Penawa da etnia Huni Kuin do Acre. Em sua cultura, o Pajé e o povo Huni Kuin adota diversas medicinas a exemplo do Nixi pãe (ayahuasca), Rapé, Kampô (conhecida como vacina do sapo) e a sananga (conhecida como colírio indígena) para seus cuidados. Muitas destas e outras medicinas tem sido reconhecidas em estudos científico sobre suas propriedades terapêuticas e benefícios para diferentes problemas de saúde.  Iremos escutar a partir da perspectiva do Pajé seus modos de uso e cuidado”

Alexandre coordena o Projeto de Extensão e o Núcleo Temático. No Projeto, há parceria com professores e estudantes da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), UPE e UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), além de profissionais da Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) de Pernambuco e da Copipe (Comissão de Professores e Professoras Indígenas de Pernambuco). Ainda, fazem parte do Núcleo Temático outros docentes dos colegiado de psicologia, de artes visuais e de medicina veterinária.

O professor afirma que a importância deste assunto se insere em um cenário atual no qual temos por um lado, um debate acadêmico cada vez mais consistente de uma decolonização da Universidade e do conhecimento dito científico como forma de controle e domínio da verdade diante uma multiplicidade de culturas e saberes. Por outro lado, vivemos o que Ailton Krenak chama de “reflorescimento das identidades indígenas” onde passamos a reconhecer de modo mais profundo seus saberes e práticas. Este momento cumpre também uma função de extensão invertida, tanto trazida nas ideias de Paulo Freire como de Boaventura de Souza Santos, ao falar do papel da universidade de aprender com o nosso território e nosso povo em suas práticas e saberes ancestrais.

O evento será gratuito e aberto à comunidade.

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