Moradores de ruas próximas ao Angari, Juazeiro, reforçam denúncias de uma onda de furtos na região e também apontam usuários do Centro Pop como suspeitos; PM registrou um arrombamento no local

0

 

Ontem (18), o Portal Preto no Branco publicou reportagem sobre relatos de moradores do Angari, em Juazeiro, sobre uma série de assaltos, que segundo eles, vêm acontecendo nos últimos dia no bairro.

Eles atribuíram os casos de violência à instalação do Centro de Referência Especializada para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop) na rua Visconde do Rio Branco, nas imediações do Angari.

“Estamos muito assustados, pois perdemos a tranquilidade. Depois que botaram o Centro Pop aqui, a gente não tem mais paz. Temos que ficar com as portas fechadas o dia todo. Eles ficam na porta da gente pedindo, olhando para dentro das casas para furtar, e até abrindo as portas das nossas residências. Um dia desses, se um vizinho não está em casa, eles tinham entrado e roubado. Ficou difícil a convivência da gente aqui no bairro. Antes não tinha isso, mas depois que esse órgão veio para cá, virou um  inferno a vida da gente aqui no bairro. Eu lavo roupa e não posso mais nem estender porque some”, acrescentaram.

Os moradores informaram ainda que estão fazendo um abaixo assassinado pedindo a adoção de providências ao poder público, e a Polícia Militar

Na manhã de hoje, um morador da rua Visconde do Rio Branco, em contato com nossa redação, contou que na noite de ontem (18), mais um furto foi registrado e enumerou outros casos, também atribuindo aos usuários do serviço social.

“Uma onda de assaltos vem ocorrendo nas imediações do bairro Angari, e nas ruas próximas a Visconde do Rio Branco. Teve um assalto de uma mulher fazendo caminhada 5:30 da manhã, arrombaram um mercadinho no Angari levando mais de R$2.000,00 e alguns pertences. Na madrugada de terça feira pra quarta houve outro furto, e nessa madrugada, arrombaram um estabelecimento na esquina da rua Canta Galo levando computadores. Tudo leva a crer que os arrombamentos e roubos se dão por causa do Centro Pop que está localizado na rua Visconde, que vem aglomerando moradores de rua que ficam nas imediações efetuando os furtos”, apontou o morador.

A 73ª CIPM confirmou o arrombamento ocorrido na madrugada de hoje, a um estabelecimento na Rua Canta Galo.

De acordo com informações da companhia, procurada pelo PNB, na madrugada desta quinta-feira (19), uma viatura da polícia, fazendo rondas na Avenida Luís Inácio lula da Silva, Olarias, abordou dois homens com alguns objetos nas costas. Eles foram identificados como L. M. dos S. de 35 anos e E. X. S. J, de 42.  Com eles foram encontrados uma TV LG 50 polegadas, uma TV TCL 30 polegadas, três Notebooks e um receptor digital Sky, além de um alicate industrial de pressão usado para cortar correntes e cadeados.

Ainda de acordo com a PM, os dois acusados informaram a guarnição que haviam furtado os objetos de um estabelecimento comercial situado na na Rua Canta Galo. Os policiais foram até o local e constataram o arrombamento do ponto comercial, uma lanchonete. O proprietário confirmou que os objetos furtados eram seus e os dois acusados, além dos objetos furtados foram conduzidos à delegacia pra adoção das providências cabíveis.

A Secretaria de Assistência Social, Mulher e Diversidade, responsável pelo Centro Pop de Juazeiro, procurada pelo PNB, não confirmou se os dois acusados são usuários do serviço. A equipe do órgão é impedida de fornecer informações sobre usuários, esclareceu a Ascom.

Em resposta a reclamação dos moradores do Angari e imediações, a Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), disse ao PNB que “o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua é um serviço criado para cuidar e oferecer mais dignidade para as pessoas em situação de rua. O município não pode obrigar esses usuários a saírem das ruas, visto que o direito de ir e vir está garantido na Constituição Federal, mas pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, com a oferta de alimentação, banho, um espaço para higienização de suas roupas e pertences, encaminhamento para consultas, exames e outros serviços de cidadania. Quando esses usuários consentem coma sua saída das ruas, eles são encaminhados para o nosso serviço de acolhimento, onde além dos cuidados com alimentação, higiene e saúde, também dispõem de alojamento”.

Redação PNB

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome