Neste sábado (19), familiares e amigos de Diogo Lira realizaram um ato pedido justiça para a morte por afogamento do jovem; segunda-feira (21) os acusados por homicídio qualificado vão a Júri Popular

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Familiares e amigos do estudante Diogo Lira Ferreira, 16 anos, que morreu vítima de afogamento no feriado de 7 de setembro de 2018, nas águas do Rio São Francisco, na Orla II de Juazeiro, realizaram na manhã deste sábado (19) um ato público pedindo justiça para o caso.

A concertação do movimento foi em frente a escola onde o garoto estudava, no bairro Alto da Aliança. De lá, os participantes fizeram uma parada no Fórum Conselheiro Luiz Viana, e seguiram até o Vaporzinho, na orla da cidade, onde o ato foi encerrado.

“A verdadeira paz não é apenas a ausência de guerra, é a presença da Justiça”, esta mensagem constava em uma das faixas carregadas por colegas de escola de Diogo Lira.

Na próxima segunda-feira (21), às 8h30 acontecerá no Fórum Conselheiro Luiz Viana, o julgamento de Eduardo Jorge Meireles, dono da “Caiaques do Vale” e também do funcionário da empresa, Ramos Neto Costa, acusados pela morte do estudante,

O Júri Popular deveria ter acontecido no último dia 10, mas foi remarcado após a defesa dos acusados juntar um documento ao processo, que passou por uma análise do Ministério Público.

Os acusados Eduardo Jorge Meireles, dono da ‘Caiaques do Vale’ e também do funcionário da empresa, Ramos Neto Costa, foram denunciados pelo Promotor de Justiça Raimundo Moinhos por homicídio qualificado, por motivo torpe. Moinhos considerou que há indícios que Eduardo Jorge Meireles e Ramos Neto Costa assumiram o risco contra a vida de Diogo. A família aguarda por este julgamento há três anos e cinco meses.

Relembre o caso

No dia 7 de setembro de 2018, Diogo saiu de casa para passear de caiaque no Rio São Francisco, com amigos, e não voltou mais para casa. Aos 16 anos, o jovem morreu afogado, nas proximidades da Orla II, de Juazeiro.

Diogo e mais dois amigos alugaram um caiaque e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Na volta, ainda no meio do rio, segundo contaram testemunhas, a embarcação chegou a virar duas vezes, o que teria chamado atenção do dono da empresa locadora, que teria mandado um funcionário em outra embarcação para alcançar os jovens e tomar o caiaque e também o colete salva-vidas, de acordo com testemunhas.

Segundo um amigo de Diogo, que estava no momento do afogamento, o funcionário estava irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido, e obrigou que ele e Diogo entregassem os coletes e descessem dos caiaques. O amigo conseguiu se salvar nadando até a margem do rio. Diogo, que não tinha costume de nadar,, gritou por socorro, mas não teve a mesma sorte e morreu há metros da beira do rio.

Após a morte do garoto, a empresa ‘Caiaques do Vale’ continuou funcionando normalmente.

Redação PNB

 

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