Entrevista exclusiva: “Só trouxe mais dúvidas, perguntas que precisam ser respondidas”, avalia Lucinha Mota sobre declarações do Secretário de Defesa Social de Pernambuco

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Após coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira, na Secretaria de Defesa Social, sobre o trabalho de identificação do suspeito de ter assassinado a menina Beatriz Angélica no dia 10 de dezembro de 2015, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a repórter Renata Gouveia, correspondente do PNB, em Recife, conversou com os pais  da criança, que fizeram um apanhado das informações repassadas pelo Secretário Humberto Freire.

De acordo com Humberto Freire, o suspeito, Marcelo da Silva, 40 anos, teria informado que entrou na escola Maria Auxiliadora, local do bárbaro crime, com a intenção de conseguir dinheiro, já que estava em Petrolina apenas de passagem. O acusado teria dito ainda, de acordo com o secretário, que teve um contato breve com a vítima, que a criança teria se desesperado e que por causa da ação inesperada, Beatriz foi silenciada a golpes de faca. “Essa é a motivação alegada e se esquadra com a dinâmica”, declarou o Secretário.

Humberto Freire ainda declarou que a menina foi morta com 10 facadas e não com 42, como vinha sendo divulgado ao longo desses seis anos de investigação. “Não foram 42 facadas e sim fotos de ângulos diferentes”, informou o Secretário.

Para Lucinha Mota, mãe da criança, a coletiva só trouxe mais dúvidas e perguntas, que precisam ser respondidas.

Confira entrevista com pais de Beatriz Mota

Confira trechos das declarações do Secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire, durante a coletiva:

“Não há indício que ele tentou crime sexual contra a vítima”.

“O laudo tenatoscópico feito no corpo da vítima tem 42 fotos, mas tem 10 ferimentos a faca identificados. É normal que o mesmo ferimento tenha mais fotos para ilustrar os laudos, mas é importante esclarecer que a perícia indica 10 ferimentos a faca e que ele (acusado) diz que deferiu tudo até silenciar a vítima”.

“Não há indicativo nessa autoria, de outras participações (…) Segundo a confissão, foi ao acaso, em razão do desespero momentâneo dela. Não há indicativo de complô ou outras razões”.

“A gente está com a Seres, para que a gente possa assegurar a segurança dele. Se houver necessidade de alteração [da unidade] isso será sempre pactuado” ( sobre a segurança de Marcelo da Silva, que já estava detido em Salgueiro).

“Estamos prontos para atender qualquer requisição do Ministério Público, temos conversado ao longo da existência da força tarefa. E reafirmamos este nosso compromisso. Atendemos a família da vítima, apresentamos as informações possíveis neste momento. Mas permanecemos trabalhando para compilar tudo que for necessário para ser adicionado no inquérito”.

Redação PNB

 

 

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